sábado, 29 de setembro de 2007

Anorexia


Engraçado eu tratar, novamente, de um assunto duas vezes na mesma semana. Não que eu quisesse, mas às vezes fatos acontecem que nos motivam a repetir determinadas ações. E esta postagem é o caso.

Queria tratar mais um pouco da anorexia. Incialmente apenas coloquei uma campanha que esta acontecendo na Europa. Acho que qualquer meio que sensibilize as pessoas a um fato relevante deve ser utilizado.
Mas, vamos lá, explicar um pouco da Anorexia.

Falar da Anorexia não é tão simples. “Por quê?”


A anorexia é uma doença que envolve muito mais o fator psicológico do que o fator nutricional em si. Mas antes, vou explicar o que é anorexia. Sei que muitos têm uma idéia ou já ouviu algum caso de pessoa próxima ou famosa que passou por esse transtorno, aliás, é isso mesmo, a anorexia é um transtorno alimentar.


O termo anorexia significa falta de apetite (vem do grego "orexis", prefixo que significa "apetite", precedido por "an", que significa falta de, privação). Trata-se de um distúrbio, uma perturbação da percepção do esquema corporal, ou seja, da auto-percepção da forma e/ou tamanho do corpo, o que leva a uma recusa alimentar. Essa recusa leva a uma diminuição significativa do peso corporal, apresentando em alguns casos aspecto corporal “cadavérico”. Ou seja, o paciente possui um peso muito inferior ao que deveria possuir para sua altura e idade.


Tem sintomas típicos de pacientes com semi-inanição, apesar da resposta adaptativa do organismo, há um custo a ser pago: prejuízo funcional em outros sistemas que limita a capacidade em desempenhar atividades físicas e mentais normais. Alguns sintomas são visíveis, como pele seca, cabelos ressecados, outros nem tanto, como intolerância ao frio, constipação intestinal, amenorréia, infertilidade e libido reduzida.


Não quero entrar na questão psicológica, até porque não é minha área, e sim na função da nutrição, em como a nutrição se torna um instrumento valioso no tratamento do paciente anorético.


O primeiro desafio do nutricionista é lidar com o paciente que na verdade também é uma “tabela nutricional ambulante”, literalmente. O paciente anorético sabe quantas calorias tem em cada alimento, pois para “controlar” sua perda de peso, este precisa saber o que deve ou não comer.


A idéia a ser discutida com o paciente é a importância de uma alimentação equilibrada e sem medos! Convencer o paciente anorético de que ele estará ingerindo uma quantidade de alimentos ideal, que o permitirá viver com qualidade de vida, é fundamental. Deve-se discutir sempre com o paciente os prejuízos que ele tem deixando de se alimentar e, enfatizar os benefícios de uma alimentação adequada. Um dos fatores mais importantes do tratamento é a confiança que o paciente deve ter no profissional.


A anorexia não é um transtorno fácil de ser tratado, porém com o acompanhamento correto é possível recuperar o paciente.

2 comentários:

Mylla Narizinho disse...

amei vc tocar nesse assunto... coloque mais vezes..... é importante pra mim,... ter bastante informaçao sobre esse assunto...

Anônimo disse...

ao contrario do que mt gente pensa, as pessoas anoréticas NÃO TÊM falta de apetite, antes pelo contrário. Eles controlam-se é mt melhor que os bulímicos!!!