sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Estresse Oxidativo - Parte I: Radicais Livres


Antes de falar em "Estresse Oxidativo", irei falar sobre os Radicais Livres. Não se assuste, não é nenhum grupo revolucionário, mas traz alguns danos à saúde.
Mas o que são os Radicais Livres?

São moléculas instáveis, pelo fato de seus átomos possuírem um número ímpar de elétrons. Para atingir a estabilidade, estas moléculas reagem com o que encontram pela frente para "roubar" um elétron. Na verdade, elas buscam "estabilidade", equilíbrio. Este elétron livre favorece a recepção de outras moléculas, o que torna os radicais livres extremamente reativos, inclusive com moléculas orgãnicas (ex. os lipídios da membrana celular).

No nosso organismo, os radicais livres são produzidos pelas células, durante o processo de queima do oxigênio, utilizado para converter os nutrientes dos alimentos absorvidos em energia. Os radicais livres podem danificar células sadias do nosso corpo, entretanto, nosso organismo possui enzimas protetoras que reparam 99% dos danos causados pela oxidação, ou seja, nosso organismo consegue controlar o nível desses radicais produzidos através do nosso metabolismo.
A prática de atividades físicas é um processo onde ocorre elevada produção de radicais livres. Duas hipóteses são discutidas:
1- Exercícios exaustivos nos quais há um aumento de 10 a 20 vezes no consumo de oxigênio no corpo. O enorme bombeamento de oxigênio através dos tecidos desencadearia a liberação de radicais livres.
2- A outra forma de produção de radicais livres durante os exercícios está ligada ao processo que é conhecido como isquemia-reperfusão. Quando os exercícios físicos intensos são praticados, o fluxo sangüíneo é desviado dos órgãos não diretamente envolvidos para os músculos em atividade. Assim, uma parte do corpo irá passar por uma deficiência de oxigênio. Ao término do exercício há reperfusão, quando o sangue retorna aos órgãos que estiveram privados. Este processo foi associado à liberação de grandes quantidades de radicais livres. Verificamos então a importância do desaquecimento, ou volta à calma ou relaxamento muscular.

Porém, não são os processos metabólicos que produzem os radicais livres. Fatores externos também podem contribuir para o aumento da formação dessas moléculas. Entre esses fatores estão: poluição; raio X e radiação ultravioleta; cigarro; álcool; substâncias presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, conservantes, hormônios presentes em carnes de gado e galináceos (quando de criação
intensiva), entre outros; estresse e; consumo exagerado de gorduras saturadas (frituras).
A ação dos radicais livres esta muito ligada ao processo de envelhecimento celular, pois a degradação tecidual provocada pelo "ataque" dos radicais livres reduzem as propriedades físicas dos tecidos, diminuindo, por exemplo a rigidez da pele, a elesticidade, provocando, por exemplo, as rugas.

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