quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Ômega-3 reduz os riscos de Doenças Cardiovasculares (DCV)?


As doenças cardiovasculares (DCV) estão no topo da lista das doenças que mais fazem vítimas no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), foram registrados cerca de 17,5 milhões de vítimas da DCV, somente em 2005. Destas mortes, 7,6 milhões foram decorrentes de doenças coronárias e 5,7 milhões ocorreram por infarto do miocárdio. Entre as principais causas que aumentam os riscos para o desenvolvimento da DCV pode-se atribuir grande parte da culpa para a alimentação inadequada em associação à vida sedentária. Estas práticas levam ao desencadeamento de outros fatores que também contribuem para o desenvolvimento da DCV, como o sobrepeso, obesidade, diabetes e, conseqüentemente, aos distúrbios metabólicos (alta concentração plasmática de triglicérides e colesterol, por exemplo).

Desde a década de 1970, acumulam-se evidências de que ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 (AGPI n-3) podem reduzir os riscos para o desenvolvimento e progressão de DVC. Até hoje, pesquisadores do mundo todo continuam estudando para entender os mecanismos dessa relação. Mas já se sabe que algumas famílias de ácidos graxos ômega-3 são capazes de exercer maior efeito protetor.

Em dois estudos, foram observados as seguintes mudanças:

  • a associação de AGPI n-3 e risco de DCV apontam possíveis evidências incluem mudança na fluidez da membrana plasmática, produção de precursores bioativos do sistema de sinalização celular e regulação da expressão de genes relacionados com a ativação endotelial e da inflamação.
  • A ingestão de AGPI n-3 e atividade física também encontrou resultados favoráveis à suplementação com óleo de peixe, que é rica em AGPI n-3. Observou-se que a suplementação com óleo de peixe e a prática regular de exercício diminuiu a gordura corporal e melhorou a saúde cardiovascular e metabólica.

Os resultados apresentados dão suporte para a hipótese de que o aumento do consumo de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, em especial o EPA (ácidos eicosapentaenóico) e DHA (ácido docosahexaenóico), reduz os riscos do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Além disso, é importante salientar que, associado ao aumento do consumo de AGPI n-3, promover bons hábitos alimentares, com a ingestão de frutas e hortaliças em geral, e que fazer exercícios físicos regularmente, pode contribuir para a saúde do coração.

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