segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Índice de Massa Corporal - IMC



A história do IMC
Usar uma fórmula para calcular a obesidade não é um conceito novo. Já no século XIX, um estatístico belga chamado Adolphe Quetelet criou o Índice de Quetelet, que media a obesidade ao dividir o peso da pessoa (em quilogramas) pelo quadrado de sua altura (em polegadas).
Fórmula: p/h2
Antes de 1980, os médicos normalmente usavam tabelas de peso por altura (uma para homens e uma para mulheres), que incluíam faixas de pesos para cada polegada de altura. Mas essas tabelas eram limitadas porque se baseavam somente no peso e não na composição corporal. O IMC se tornou um padrão internacional para medição da obesidade na década de 80 e o público aprendeu sobre ele no final da década de 90, quando o governo lançou uma iniciativa para encorajar alimentação saudável e prática de exercícios.
Em 1998, o NHI abaixou o limiar de excesso de peso do IMC de 27,8 para 25, buscando padronizá-lo com as diretrizes internacionais. Essa mudança transferiu 30 milhões de americanos que estavam na categoria "peso saudável" para a categoria "excesso de peso". Atualmente, o NIH aconselha os médicos e seus pacientes a incluir o IMC como parte de uma avaliação completa do tamanho corporal e saúde geral da pessoa.
O Índice de Massa Corpórea é um cálculo que leva em consideração tanto o peso corporal como a altura da pessoa para determinar se ela está abaixo, acima ou no peso ideal, e pode ser calculado em polegadas e libras (como nos EUA), ou em metros e quilogramas (no Brasil e outros países que usam o sistema métrico).
A fórmula para calcular o Índice de Massa Corporal é:
IMC = peso / (altura)2.
Pesquisas indicaram que estar acima do peso ou obeso pode acarretar um aumento nas chances da pessoa desenvolver várias doenças, entre elas:
  • doenças cardíacas;
  • diabetes;
  • osteoartrite;
  • alguns tipos de câncer.
Da mesma forma, estar abaixo do peso também pode levar a um aumento dos riscos à saúde devido à subnutrição.
Em um sentido mais amplo, o IMC ajuda os órgãos públicos a ter uma idéia geral do quanto o peso e a obesidade afetam a saúde da população. E quando analisado de indivíduo a indivíduo, permite que os médicos identifiquem problemas de peso em seus pacientes antes que um problema de saúde sério apareça. Os pacientes acima do peso, ou que correm risco de ficar acima do peso, podem começar a fazer uma dieta e seguir um programa de exercícios para que possam trazer seu peso de volta a uma faixa mais saudável.
É importante saber que o IMC é apenas um dos fatores envolvidos na hora de determinar riscos de doenças e, além dele, a combinação de escolhas alimentares, exercícios e o hábito de fumar determina se um indivíduo é saudável ou não.
Existem dois padrões de referência para avaliar o resultado obtido pelo IMC.
OMS – Organização Mundial de Saúde
abaixo do peso – abaixo de 18,5
no peso normal – entre 18,5 e 25
acima do peso – entre 25 e 30
obeso – acima de 30
NHANES II survey (National Health and Nutrition Examination Survey)
Condição
Homens
Mulheres
Abaixo do peso
<>
<>
Peso Normal
20,7 - 26,4
19,1 - 25,8
Sobrepeso
26,4 - 27,8
25,8 - 27,3
Acima do Peso
27,8 - 31,1
27,3 - 32,3
Obeso
> 31,1
> 32,3
O IMC nem sempre é preciso nos resultados fornecidos para idosos, que já perderam muita massa muscular e óssea, fazendo com que possam estar acima do peso mesmo que seu IMC diga que estão dentro da faixa normal. E o IMC também pode apresentar diferenças para os distintos grupos étnicos, por exemplo, os asiáticos podem começam a correr risco de ter problemas de saúde com um IMC menor do que os europeus.
Devido à possibilidade de erros, o IMC deveria ser apenas mais um método de medição usado para avaliar o peso e saúde do paciente. Os NIH (Institutos Nacionais de Saúde dos EUA) (em inglês) recomendam que os médicos avaliem se seus pacientes estão acima do peso baseando-se em três fatores:
  1. IMC;
  2. circunferência da cintura: uma medida da gordura abdominal;
  3. fatores de risco para doenças associadas à obesidade, tais como pressão alta, colesterol LDL ("ruim") alto, colesterol HDL ("bom") alto, alto índice de açúcar no sangue e fumo.
Muitos especialistas em saúde dizem que a porcentagem de gordura corpórea é um indicador melhor da situação do peso do que o IMC. Mas a gordura corporal nem sempre é tão fácil, ou tão barata, de ser medida. Testes como medidas de dobras cutâneas (nos quais o técnico pinça uma dobra da pele para medir a camada de gordura subcutânea sob ela), absormetria radiológica de dupla energia (DEXA, que mede a densidade óssea) ou impedância bioelétrica (que mede a oposição a um fluxo de corrente elétrica através do corpo, a impedância é baixa em tecido magro e alta em tecido gorduroso) são mais precisos, mas devem ser feitas somente por profissionais médicos treinados.

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