domingo, 29 de junho de 2008

Constipação Intestinal


Um dos problemas que mais ouço de meus pacientes é o problema com "intestino preso", a constipação instestinal. Infelizmente, só é tratada porque o tema é abordado durante o inquérito nutricional, pois a verdade é que, mesmo sendo um transtorno na vida de muitos, poucos se preocupam de fato em tratar e convivem com os prejuízos da constipação como se fosse algo "normal", quando na verdade, com pequenas mudanças de atitude, pode-se viver melhor.
Dentre as razões que podem levar uma pessoa a ter constipação estão, por exemplo o baixo consumo de fibras alimentares, alguns medicamentos (antidepressivos, anti-hipertensivos entre outros), desidratação, gravidez, uso sistemático de laxantes, diabetes, anormalidades endócrinas (disfunção hormonal) e outros.
A Constipação pode causar, entre diversos fatores: inquietude, indisposição, alteração do apetite e do humor, dor de cabeça, dores abdominais e febre.
Atitudes simples,
novamente o binômio "boa alimentação + atividade física", podem ajudar a melhorar o quadro e até mesmo "acabar" com a constipação constante, como: aumento na ingestão de fibras vegetais (cereais, verduras etc.), prática de atividades físicas, consumo regular de água, entre outros.
Procure um(a) nutricionista e faça uma avaliação, veja onde esta errando e o que você pode fazer para melhorar.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Como sobrevivem os microorganismos dentro do alimento lácteo em prateleira?

A utilização de microorganismos vivos benéficos para a saúde humana, os chamados probióticos, está sendo cada vez mais explorada pelas indústrias alimentícias, uma vez que equilibram a microbiota intestinal quando ingeridos vivos e metabolicamente ativos no intestino. Para que os probióticos possam exercer efeito benéfico, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estipulou que a quantidade mínima viável desses microorganismos deve estar entre 108 a 109 unidades formadoras de colônias na recomendação diária do produto pronto para o consumo. A Agência acrescenta que valores menores podem ser aceitos desde que a empresa comprove a eficácia alegada.

Sendo assim, é fundamental que as bactérias probióticas presentes nos produtos alimentícios se mantenham vivas e viáveis durante a vida de prateleira até o momento de consumo. Os produtos mais comumente utilizados como veículos de sobrevivência para as bactérias probióticas são os lacticínios fermentados, como por exemplo, os iogurtes, queijos e leites fermentados.

Vários fatores podem afetar a viabilidade das bactérias probióticas. São eles: as cepas utilizadas e a interação entre elas, as condições da cultura, a produção de peróxido de hidrogênio devido ao metabolismo bacteriano, a concentração de ácidos lático e acético, a disponibilidade de nutrientes, os fatores de crescimento e de inibidores de crescimento, a permeabilidade da embalagem na passagem de oxigênio, o nível de inoculação, a temperatura de incubação e o armazenamento, além dos tempos de fermentação e armazenamento.

De forma direta ou indireta as principais condições que interferem na sobrevivência das culturas probióticas no período do armazenamento refrigerado são as espécies e cepas utilizadas, a capacidade de acidificação das culturas, a temperatura de armazenamento, a fermentação nos tanques, o tempo de estocagem e o pH do produto.

A escolha das espécies e cepas das bactérias para compor o produto probiótico deve levar em consideração a resistência das bactérias ao ambiente ácido do aparelho digestório.

Também deve ser avaliada a espécie da bactéria que será adicionada ao produto fermentado, pois, algumas espécies, mesmo em condições adequadas de refrigeração continuam a fermentar o produto como é o caso, por exemplo, da bactéria L. delbrueckii ssp. bulgaricus. A fermentação excessiva provocada por estas bactérias probióticas provoca o acúmulo de ácidos orgânicos, com conseqüente redução do pH e da viabilidade dos probióticos no produto. Este processo de redução do pH durante o armazenamento refrigerado resulta em processo chamado pós-acidificação, que as indústrias alimentícias tentam evitar para que os efeitos dos probióticos não sejam prejudicados até o momento do consumo.

Algumas práticas podem ser adotadas para reduzir a pós-acidificação como, manter o pH acima de 5, aplicar choque térmico no iogurte e usar cepas que apresentem atividade metabólica reduzida de pós-acidificação. Um exemplo destas cepas é a cultura probiótica composta por L. acidophilus e Bifidobacterium sp. juntamente com S. thermophilus sp. Além disso, a redução da temperatura de armazenamento (<>

É importante que o prazo de validade destes produtos lácteos fermentados garantam a manutenção da qualidade do produto, bem como a viabilidade do probiótico. Neste sentido, pesquisadores brasileiros observaram que o período de até 28 dias pode ser considerado ideal para a vida-de-prateleira de bebidas lácteas contendo probiótico.

Portanto, é extremamente importante compreender como as bactérias sobrevivem nos produtos probióticos, pois irá garantir a eficácia do mesmo com a ingestão de bactérias probióticas viáveis até o momento de consumo do produto.