sábado, 8 de novembro de 2008

Alimentação, Memória e Capacidade Cerebral

Esse é um tema que gosto muito, até porque, no meu período de graduação eu trabalhava exatamente com essa linha de pesquisa.

Bem, já comentei, em outras oportunidades, que o cérebro obtém energia, unicamente, a partir da glicose que tira do sangue ao longo do dia. A estabilidade dos níveis de glicose sangüínea é essencial para o funcionamento adequado do cérebro.

Para se alcançar e manter os níveis estáveis de glicose pode se fazer o consumo de proteínas de alta categoria (leite, queijo, peru, frango etc.) especialmente nas primeiras horas da manhã. Isso porque, entre as cinco e as nove da manhã, os níveis dos hormônios que promovem a conversão das proteínas em glicose se elevam. Assim, as proteínas ingeridas ao acordar proporcionam, ao longo do dia, os níveis de glicose sangüínea necessários para a aprendizagem e a memória. Ademais, as proteínas de alta categoria incrementam a síntese cerebral da noradrenalina e do aspartato, que são mediadores fundamentais para a atenção, a análise e a concentração mental.

Por outro lado, os pães, os biscoitos e outros hidratos de carbono ou açúcares incrementam no cérebro a síntese de serotonina cerebral que, em vez de melhorar a atenção, produzem sonolência, desorientação, diminuição da concentração e da memória. Mas uma solução é o consumo destes mesmos alimentos, porém em sua forma integral.

Claro que as respostas para estas situações dependem de pessoa para pessoa, da quantidade que é ingerida, a forma como é preparada etc.

Um café da manhã frugal, ou que fornece apenas hidratos de carbono (pão, geléia, café adoçado e suco de laranja), produz fortes baixas dos níveis de glicose sangüínea durante a manhã. Isso representa um ataque direto ao cérebro, o qual tem que ativar imediatamente os sistemas de alarme e de sobrevivência para obter combustível. O cérebro ativa mecanismos que destroem os músculos e outras proteínas corporais, utilizando-as como matéria-prima para convertê-las em açúcar e restaurar os níveis de açúcar sangüíneo (para quem gosta de praticar atividades físicas é relevante, uma vez que muitos praticantes de atividades físicas tem como objetivo o aumento da massa magra e não a redução). Obviamente, nestas condições, o nível de concentração mental, a capacidade de aprendizagem e a memória diminuem substancialmente.

A capacidade de funcionamento do cérebro normalmente aumenta com a idade. Mas isso acontece somente se a árvore arterial que leva o sangue, o oxigênio e os nutrientes ao cérebro estiver intacta e funcionando bem.

Os fatores que bloqueiam as artérias, que interceptam o fluxo de sangue e de nutrientes ao cérebro causam uma deterioração progressiva das funções cerebrais, entre as quais a memória é talvez a mais afetada. Dentre esses fatores, os que mais afetam a árvore arterial e mais aceleram a aterosclerose estão os níveis excessivos de insulina que provocam a elevação dos triglicerídeos, do colesterol LDL, da pressão arterial e dos fatores causadores de trombose, assim como a diminuição do colesteroL protetor HDL. O excesso de insulina estimula praticamente todas as causas da aterosclerose.

A obesidade, uma herança de diabete da família, a falta de exercícios, a idade, e uma série de medicamentos, afetam o funcionamento deste hormônio e fazem-no elevar-se excessivamente, cada vez que consumimos farinha. Nessas condições, o consumo de biscoitos, pães ou outras farinhas provocam ao longo do dia, uma exagerada elevação da pressão arterial, dos triglicerídeos e do colesterol ao mesmo tempo que diminui o colesterol protetor HDL. Todas estas mudanças promovem uma acelerada aterosclerose e as falhas da memória não tardarão a surgir.

Quanto mais cedo o transtorno metabólico dos açúcares for corrigido, mais chances haverá de preservar a chegada adequada de sangue ao cérebro e de manter nossa capacidade intelectual em bom estado e por muitos anos.

No geral as carnes e os vegetais são excelentes fontes de nutrientes que ajudam na memória, veja alguns exemplos:

  • Espinafre: A verdura contém potássio e ácido fólico, que previnem a depressão. Além disso, espinafre tem magnésio, fosfato e vitaminas A, C e do complexo B, que ajudam a estabilizar a pressão e garantem o bom funcionamento do sistema nervoso, melhorando a capacidade de memorização.
  • Ovos: Os nutrientes dos ovos que garantem o bom humor são a tiamina e a niacina (vitaminas o complexo B), ácido fólico e acetilcolina. Além disso, esses nutrientes contribuem para o bom funcionamento do cérebro, facilitando o raciocínio e a memória.
  • Alimentos antioxidantes também ajudam na memória, já que ajudam a prevenir o envelhecimento das células contribuindo para boa saúde e vascularização do sistema nervoso (laranja, brócolis, acerola, alface, frutas cítricas, mexerica, couve...).
  • Peixes: a ingestão de peixe 1 vez por semana também é recomendada pois é uma excelente fonte de gorduras saudáveis como ômega 3 e o mineral fósforo. O ômega 3 auxilia na oxigenação das células e o fósforo é importante fonte de energia.

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