terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Duas Escolhas


Luis é o tipo de cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer. Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo: “Ah.. Se melhorar, estraga”.

Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato. Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luis estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.

Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei: “Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo”. “Como faz isso?” Ele me respondeu: “A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo: ’Luis, você tem duas escolhas hoje: Pode ficar de bom humor ou de mau humor.’ Eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo. 

Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.”

“Certo, mas não é fácil - argumentei.

“É fácil sim” - disse-me Luis.A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como viver sua vida.”

Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre lembrava dele quando fazia  uma escolha.

Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um  erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã. Foi rendido por assaltantes.

Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital.

Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo.

Encontrei Luis mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu:

“Se melhorar, estraga”.

Contou-me o que havia acontecido perguntando: “Quer ver minhas cicatrizes?”

Recusei ver seus ferimentos, mas  perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto. “A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás”, respondeu. “Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: ‘Poderia viver ou morrer’. Escolhi viver!”

“Você não estava com medo?” Perguntei.

“Os para-médicos foram ótimos. Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom. Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: ‘Esse aí já era’. Decidi então que tinha que fazer algo.

“O que fez?” Perguntei.

“Bem. Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: ‘Sim’. Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei: ‘Sou alérgico a balas!’. Entre risadas lhes disse: ‘Eu estou escolhendo viver, operem-me como um  ser vivo, não como um morto!’.”

Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos...  mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira. E com isso, aprendi que todos os dias, não importa  como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente.

Afinal de contas... “ATITUDE É TUDO”.

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