domingo, 30 de agosto de 2009

31 de Agosto... Dia do Nutricionista


PARABÉNS A TODOS(AS) OS(AS) PROFISSIONAIS!

E Muito OBRIGADO a você que acompanha este BLOG!
Agradeço a todos que enviam suas mensagens, dúvidas e sugestões!
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Você poderá encaminhar os "posts" para seus amigos, basta clicar no "envelope" ao final de cada um, bem como, agora você poderá mostrar suas reações ao ler cada um deles também.
É muito importante!

O Que Acontece Quando Você Acaba de Beber um Refrigerante


Achei este texto recentemente e acredito que muitos vão gostar ou, ao menos, terão curiosidade em saber o que ocorre quando se ingere algum tipo de refrigerante.

Base 1 lata padrão

10 minutos: 10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.

20 minutos: O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura. (É muito para este momento em particular.)

40 minutos: A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras..

45 minutos: O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como com a heroína.)

50 minutos: O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.

60 minutos: As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam. Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerantes. Se não puder evitá-los, modere sua ingestão! Prefira sucos naturais!!! Em sendo possível, dê preferência por aqueles que se vê as frutas (de boa procedência) sendo preparadas.

Seu corpo agradece!

Francês Não Faz Dieta e É Magro: Por quê?


Depois da comilança das festas de fim de ano, é hora de começar uma dieta rigorosa, não é mesmo? Nada disso. Pelo menos é o que prega o Dr. Will Clower, autor de “A não-dieta dos franceses”, lançado recentemente pela editora Campus. O médico neurofisiologista desenvolveu, durante sua estada de dois anos no Institute of Cognitive Science, em Lyon, na França, um plano de 10 etapas para nunca mais fazer "dietas malucas" e, ainda assim, emagrecer com saúde, como os franceses.
“Descobri que os franceses violam todas as regras alimentares que estipulamos para nós. E, apesar de seus cremes, queijos, manteigas e pães, a taxa de obesidade na França é de apenas 11,3% da população, segundo pesquisa realizada em 2005 pela Internacional Obesity Task Force. O programa de emagrecimento saudável é baseado em quatro grandes princípios básicos: comer alimentos de verdade, aprender a comer, reduzir a quantidade de comida e ser ativo, sem necessariamente se exercitar”, explica no livro.
” Em uma volta pelo supermercado fiquei impressionado com os laticínios. Onde estavam os produtos lights? “
Segundo o médico, estamos inundados de alimentos artificiais – açúcares sintéticos, gorduras sintéticas e produtos alimentícios artificiais. Falta-nos reaprender o que é comida de verdade, já que é a ingestão dela que proporciona ao corpo a nutrição na forma de que ele necessita. Clower afirma que em vez de estimular a ingestão de novas substâncias químicas para enganar o organismo, o programa mostra porque alimentos de verdade funcionam em favor do corpo.
“Temos que reaprender o que é comida de verdade. Alimentos de verdade são os produtos naturais, que podem ser encontrados em um texto de biologia e que normalmente fazem parte da cadeia alimentar. Refrigerantes não dão em árvore, margarina é uma invenção, e os corantes, conservantes e estabilizantes que aumentam a vida do produto não foram feitos para o nosso corpo”, defende.
Em sua observação dos costumes alimentares franceses, o médico descobriu que os franceses não comem alimentos processados, não evitam gorduras, chocolates e nem carboidratos, não tomam suplementos alimentares, não se abstêm do vinho no almoço e no jantar e não comem com pressa. Ao adotar os hábitos franceses, ele e a mulher emagreceram onze e cinco quilos, respectivamente.
- Em uma volta pelo supermercado fiquei impressionado com os laticínios – fileiras e fileiras de queijos, uma geladeira inteira só pra iogurtes e queijos frescos.. Onde estavam os produtos lights?
Entre outras dicas, Clower prescreve uma limpa na despensa e na geladeira, com o auxílio de que se deve ter em casa , fala sobre os benefícios da cerveja e do vinho, com moderação, é claro, da importância de se passar mais tempo à mesa, usufruindo do sabor da comida e de como isso auxilia a diminuir o tamanho das porções, e da necessidade de se manter ativo. Os resultados, garante ele, surgem em seguida.

Plano de 10 etapas para nunca mais fazer dietas malucas

1 – Comer devagar. Comer muito rápido faz comer mais. O estômago demora cerca de 20 minutos para mandar um sinal para o cérebro.. Comendo devagar, o cérebro tem tempo de receber a mensagem de que seu corpo está satisfeito.

2 – Garfadas menores. O paladar está na superfície da língua. Se a sua boca está cheia de comida, você nem sente o gosto.

3 – Concentre-se na comida. Comer em frente à TV ou no carro faz o momento se tornar irrelevante. A falta de atenção faz com que se coma demais.

4 – Apóie o garfo no prato. Se ainda tem comida na sua boca, coloque o garfo no prato. Não o encha novamente até que tenha engolido.

5 – Sirva a comida em pratos pequenos. Isso resolve dois problemas de uma só vez: o de lavar a louça e o fato de você comer com os olhos.

6 – Comida sem gordura engorda. Comidas sem gordura não satisfazem e contêm mais açúcares.

7 – Se não for comida, não coma. Nosso corpo sabe o que é comida de verdade: carnes, frutas, verduras. Invenções como coca-cola causam problemas de saúde e de sobrepeso.

8 – Coma em etapas. Coma a salada primeiro. Isso ajuda a ganhar tempo à mesa e previne que você coma rápido e em grande quantidade.

9 – Gordura é necessária na dieta. Seu corpo e cérebro necessitam de gordura para serem saudáveis. Você come uma quantia normal de gordura quando come alimentos de verdade, como manteiga, azeite, ovos, castanhas e queijos.

10 – Alta qualidade da comida leva a comer menos quantidade.

Alimentos que se deve ter em casa:
- Peixes (salmão, sardinha, atum)
- Grãos (granola, aveia, arroz)
- Hortaliças (feijões, cebola, batata, abóbora, tomate)
- Óleos e vinagres (azeite de oliva, óleo 100% vegetal, vinagre)
- Produtos de padaria (farinha, ervas, temperos, açúcar branco ou mascavo, pimenta, sal)
- Lanches (frutas desidratadas, biscoitos não-hidrogenados, nozes, azeitona)
- Condimentos (mostarda, maionese de verdade)
- Lacticínios (manteiga, queijo, ovos, leite, iogurte)
- Bebidas (café, cerveja, suco de fruta, chá, água, vinho)

Obesidade Aumenta Risco de Apresentar Alzheimer


Além dos riscos de doenças cardíacas, a obesidade também aumenta as chances de desenvolver mal de Alzheimer, de acordo com um estudo de duas universidades sobre o problema, divulgado na quarta-feira (26).

A revista especializada "Human Brain Mapping" traz os resultados da pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) e da Universidade de Pittsburgh, que descobriu que as pessoas obesas de idade avançada tinham em média 8% menos tecido cerebral que as com peso normal.

Da mesma forma, os adultos mais velhos e com sobrepeso tiveram 4% menos tecido cerebral que os com um peso adequado.

"Isso é uma grande perda de tecido, que diminui as reservas cognitivas, colocando (os afetados) em um risco muito maior de (ter) Alzheimer e outras doenças que atacam o cérebro", afirmou Paul Thompson, professor de neurologia da UCLA e diretor do estudo.

Cerca de 70% dos latinos adultos da Califórnia apresentaram sobrepeso ou eram obesos em 2005, segundo dados do Departamento Estadual de Serviços de Saúde. O fato, de acordo com a pesquisa de UCLA-Pittsburgh, os deixa com maior risco de sofrer demência senil.

O estudo utilizou imagens cerebrais de uma pesquisa anterior e selecionou testes de 94 idosos na faixa etária compreendida entre 70 e 80 anos, e que eram saudáveis cinco anos após terem sido feitas as imagens do cérebro.

Para determinar a obesidade ou o sobrepeso foi utilizado o Índice de Massa Corporal (IMC) - que calcula a gordura corporal pela relação entre peso e altura - e aponta com peso normal as pessoas entre 18,5 e 25.

As pessoas com IMC entre 25 e 30 são qualificadas com acima do peso, enquanto as que apresentam mais de 30 IMC são consideradas obesas.

Ao analisar tanto a "matéria cinza" como a "matéria branca" refletidas nas imagens cerebrais, os cientistas observaram que as pessoas obesas tinham menos tecido cerebral nos lóbulos frontais frontal e temporal (áreas do cérebro essenciais para o planejamento e a memória).

Elas apresentavam menos massa na parte anterior da circunvolução cingulada, área da parte média do cérebro - conhecida comumente como cíngulo - ligada à funções de atenção e execução.

As imagens também mostravam alterações no hipocampo (situado no lóbulo temporal e relacionado com a memória a longo prazo) e os gânglios basais (que se relacionam com a função do movimento).

Exercício Muda Conforme Fase da Vida da Mulher


A prática de atividade física depende da fase da vida da mulher. Um estudo australiano, feito na Universidade de Queensland, mostrou que eventos como casamento e aposentadoria têm impacto no nível de exercícios.

Os pesquisadores avaliaram mais de 40 mil mulheres com idades entre 18 e 75 anos, que responderam a um questionário em duas ocasiões com um intervalo de três anos entre elas. O objetivo era monitorar o comportamento em três fases da vida da mulher: juventude, meia idade e velhice.

A partir das respostas, os autores concluíram que eventos como casamento e maternidade levam a uma diminuição na prática de atividade física, enquanto a aposentadoria e a viuvez foram relacionadas a menores níveis de sedentarismo. Segundo o estudo, o fato de ter filhos quase sempre significa que a mulher muda suas prioridades. Por outro lado, exercitar-se é um meio de lidar com a perda do cônjuge, por exemplo.

Somente um terço das entrevistadas mais jovens, com idades entre 18 e 23 anos, e das mulheres na faixa entre 45 e 50 anos disseram ser ativas nos dois momentos da pesquisa. Entre as mulheres com mais de 70 anos, esse valor foi de 25%.

Segundo os pesquisadores, reconhecer os momentos associados ao sedentarismo pode ajudar a alertar as mulheres sobre os riscos da inatividade física. (Fonte: Folha Online)

O Outro Lado da Balança

A atividade física é capaz de restaurar a sensibilidade dos neurônios envolvidos no controle da saciedade, o que pode contribuir para a redução da ingestão alimentar e, consequentemente, do peso corporal.

Essa é uma das conclusões de um estudo apresentado durante a 24ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizada em Águas de Lindoia (SP) na semana passada.

O trabalho aponta evidências de que mamíferos obesos apresentam falhas na transmissão de sinais em neurônios que controlam a saciedade. Essas falhas podem ser determinantes para a prevalência da obesidade. Até então se achava que o exercício físico aumentaria o gasto energético e que, apenas por isso, provocaria a diminuição do peso.

O estudo, intitulado “Sistema nervoso central e o controle da ingestão alimentar: o papel do exercício físico”, foi realizado por Eduardo Rochete Ropelle, pesquisador da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Obesidade e Diabetes.

“O papel do exercício pode ir além da simples queima de calorias. Pode causar uma melhora no sistema nervoso, controlando a saciedade e diminuindo o apetite. Em outras palavras, é possível que a atividade física controle o outro lado da balança”, disse Ropelle à Agência FAPESP.

Devido ao grande número de pessoas interessadas, o trabalho de Ropelle foi apresentado em dois dias na reunião da Fesbe. O estudo, segundo o pesquisador, é um projeto paralelo ao seu doutorado, que tem apoio da FAPESP, intitulado “Caracterização da transmissão do sinal da insulina e da leptina no hipotálamo de ratos com tumor de Walker 256”.

“O estudo sobre a atividade física está dentro da discussão da minha pesquisa – que trata do controle da ingestão alimentar –, mas no caminho inverso porque no doutorado abordo a anorexia promovida por pacientes com câncer”, explicou, ao destacar a contribuição do seu orientador José Barreto Campello Carvalheira, também da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

A base do trabalho envolve dados sobre a ação de certos hormônios, como a insulina e a leptina, sobre o cérebro. O sistema nervoso central é considerado a “caixa preta” do controle energético.

O hipotálamo (que entre outras funções controla a temperatura corporal) é a principal estrutura do cérebro responsável pelo controle da ingestão alimentar. Segundo Ropelle, várias evidências indicam que dietas ricas em ácidos graxos saturados causam problemas na transmissão de alguns hormônios, como insulina e leptina, no sistema nervoso central.

“Esses hormônios controlam a saciedade e, à medida que a pessoa ingere gordura em excesso, essa sinalização é perdida. Assim, alguns fenômenos intracelulares acontecem impedindo a ação hormonal”, explicou.

Até agora se estimava que o gasto energético provocado pela atividade física seria a principal arma para combater e tratar a obesidade. “O que propomos é que, além de promover o gasto energético, o exercício físico também é capaz de modular esses hormônios no sistema nervoso central”, disse. A atividade física seria capaz de reverter esse fenômeno, possibilitando que o paciente volte a ter a transmissão do sinal para a saciedade.


Comer mais aumenta a fome

Nos testes feitos com animais obesos, submetidos a uma dieta rica em gordura, os hormônios perderam a capacidade de regular o apetite, ou seja, a obesidade envolveria um círculo vicioso comportamental: quanto mais se come, mais se quer comer.

A atividade fez com que a sinalização do apetite no cérebro dos animais voltasse a níveis normais. Esse efeito durou de 12 a 16 horas. “Observamos que animais obesos submetidos à atividade física voltam a comer na mesma proporção que o animal magro. À medida que ele faz o exercício, parece que ele volta a entender a hora de parar, voltando a comer nos níveis considerados normais”, destacou.

A pesquisa é inteiramente experimental e não foi testada em humanos. Algumas evidências, de acordo com o autor, mostram que em seres humanos o exercício físico é capaz de alterar o comportamento alimentar, mas a avaliação é mais complexa.

“É muito difícil acompanhar e colocar um valor numérico no caso de testes em humanos, porque, ao colocar alguém para fazer atividade física e dizer a ele que vai controlar a ingestão alimentar, tira-se a condição natural. No animal, fica mais fácil e é um bom modelo metabólico de obesidade induzida por dieta”, disse.

A explicação para a redução da ingestão alimentar e do peso corporal nos roedores submetidos à atividade física pode ser atribuída à interleucina-6, uma molécula produzida no hipotálamo em resposta ao exercício.

De acordo com o estudo, o animal que faz exercício tem o nível de interleucina-6 aumentado no tecido hipotalâmico, sendo ela responsável por melhorar a sensibilidade de insulina e leptina.

“Sabe-se que o prejuízo causado pela dieta na sinalização desses hormônios é mediado por um processo inflamatório. E a interleucina-6 é capaz de aumentar a expressão de uma outra proteína, a interleucina-10, sendo que, essa sim, tem uma atividade antiinflamatória”, disse Ropelle.

Segundo o pesquisador, a atividade física pode ser benéfica para o “apetite dos obesos”. Haveria uma espécie de equilíbrio dinâmico para evitar tanto o acúmulo excessivo de energia quanto o gasto excessivo.

Os resultados apresentados pelo estudo são inéditos na literatura científica, aponta Ropelle, e foram submetidos para publicação na revista Nature Neuroscience.


Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/10979/o-outro-lado-da-balanca.htm



Suco Com Soja Tem Baixo Teor de Composto Benéfico


Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo constatou que a quantidade de isoflavonas nas bebidas à base de soja contendo suco de frutas é muito pequena. Por outro lado, bebidas que não possuem suco - puras ou com aromatizantes sabor morango ou chocolate, por exemplo - podem ser uma boa fonte dessas substâncias.

"As isoflavonas são uma classe de compostos extensivamente estudada até o momento e que parece relacionar-se com a redução de risco de doenças crônicas não transmissíveis", diz a nutricionista Kátia Callou, autora do estudo.

Vários artigos associam o consumo de isoflavonas à queda na incidência de tumores, de doenças cardiovasculares e de osteoporose, entre outros.

Com estrutura química parecida à do estrógeno, elas se ligam a receptores no organismo produzindo um efeito similar ao do hormônio humano, porém muito mais fraco. Por isso, muitos trabalhos também têm apontado benefícios da ingestão desses compostos na redução dos sintomas da menopausa, como os fogachos.

"A soja é a principal fonte desses compostos, e os brasileiros não têm hábito de consumir esse alimento", afirma Callou.

Para chegar aos resultados, foram avaliadas 65 amostras de bebidas disponíveis comercialmente, de doze marcas.

As amostras foram divididas em quatro grupos: com suco de frutas, sem adição de suco, feitas à base de extrato de soja (conhecido popularmente como leite) ou do isolado proteico de soja -a forma mais refinada encontrada no mercado, contendo 90% de proteína.

A quantidade de proteína encontrada nas bebidas correspondeu ao informado no rótulo. "O teor de isoflavonas foi relacionado à quantidade de proteína", diz Callou. Houve ampla variação de isoflavonas entre as bebidas, mas, de modo geral, a pesquisa mostrou que, quanto maior a quantidade de proteína, maior a de isoflavonas.

As bebidas feitas com o isolado proteico da soja tenderam a apresentar menores taxas de isoflavonas do que aquelas que utilizam o extrato. No rótulo dos produtos, é possível saber a forma utilizada.

"A quantidade desses compostos é afetada por vários fatores, desde as condições ambientais do plantio até o processamento", conta Callou.

As conclusões do estudo apontam que o consumo de 300 ml de bebida sem suco, à base de extrato, pode resultar em uma ingestão de 20 mg de isoflavonas, o que equivale ao consumo diário dos coreanos, que consomem soja rotineiramente. "Essas bebidas podem representar uma fonte importante de isoflavonas para nossa dieta", diz a autora da pesquisa.

Para atingir a mesma quantidade tomando bebidas com suco, seriam necessários quase dois litros -o teor médio de isoflavonas ficou em cerca de 2 mg. Em alguns casos, a quantidade desses compostos não chegou a 1 mg.

As quantidades diárias benéficas de isoflavonas não são bem estabelecidas. "Diversos estudos indicam o mesmo teor recomendado pela FDA (agência americana que regulamenta alimentos e remédios), que é de 40 mg a 60 mg de isoflavonas por dia", orienta a nutróloga Eliana Vellozo, da Universidade Federal de São Paulo.

"Mas é preciso lembrar que, para serem absorvidas pelo organismo, as isoflavonas têm que ser decompostas pelas bactérias no intestino. Uma alimentação rica em verduras, legumes e frutas e pobre em gorduras proporciona melhores efeitos", ressalta Vellozo.

Em relação à ingestão de proteínas de soja, a FDA e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendam o consumo diário de 25 g para ajudar a reduzir o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares. Isso corresponde, aproximadamente, a cinco copos (ou um litro) de bebidas sabor original ou chocolate.

"Mas isso nem é recomendado, pois pode desequilibrar a dieta", alerta a nutricionista Kátia Callou. O ideal é consumir outras fontes de proteína de soja, como o alimento puro. Para atingir essa quantidade tomando bebidas com suco, seria necessário ingerir praticamente o dobro.

Mas há estudos que sugerem que uma quantidade menor já surte efeito. Uma pesquisa com cerca de 3.000 mulheres mostrou que aquelas que consumiram aproximadamente 11 g de proteína de soja ao dia tiveram uma chance 50% menor de desenvolver câncer de mama.

"De acordo com esse estudo, efeitos benéficos à saúde poderiam ser atingidos com o consumo de 400 ml de bebidas de soja sabor original ou aromatizadas", afirma Callou.

Já as bebidas com suco de frutas levaram vantagem na capacidade antioxidante. "O efeito foi maior provavelmente porque essas bebidas têm adição de antioxidantes como a vitamina C", diz Callou.(Fonte: Gabriela Cuppani/ Folha Online)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Whey Protein

A Whey Protein é uma coleção de proteínas globulares que podem ser isoladas do soro de leite. O soro é um subproduto do leite, obtido durante a produção de queijo ou de caseína.
A Whey Protein é um sub-produto do manufaturamento do leite de vaca, uma mistura de beta-lactoglobulina (~65%), alfa-lactalbumina (~25%), e albumina sérica (~8%), as quais são solúveis nas suas formas nativas.
É comumente usada com suplemento nutricional por bodybuilders e aqueles que desejam ganhar músculos. Geralmente o suplemento em pó já pode ser simplesmente misturado à água ou leite e bebido. Muitos bodybuilders combinam outros ingredientes aos suplementos protéicos para suas necessidades específicas.

Pesquisas revelam:

Whey protein ajuda a reduzir a pressão sanguínea
Hipertensão é um fator de risco para doenças cardiovasculares e uma grande preocupação na América do Norte. Mesmo com os avanços da ciência em tratamentos o número de mortos continua aumentando. Estudos anteriores mostraram que diferentes componentes da Whey Protein ajudam a reduzir a pressão sanguínea. Alguns estudos recentes realizados na University of Minnesota descobriram que uma específica whey protein isolada (Biozate®) com peptídeos bioativos reduzem a pressão sanguínea com uma semana de tratamento. Tanto a pressão sistólica, quando a diastólica diminuíram resultando em boas perspectivas. O estudo foi publicado na primavera de 2003.

Resumo publicado in Cardiovascular Drugs and Therapy, 2002, 16 (Supplement 1): 68.

Whey protein ajuda a reduzir o stress
Pesquisas realizadas na Holanda testaram uma das inúmeras frações encontradas na whey – alpha lactalbumina e seus efeitos no stress. Eles descobriram que uma dieta com alta ingestão de lactalbumina ajudam a controlar os níveis de stress. Também puderam concluir que uma dieta com alta ingestão de lactalbumina a diminuir os níveis de cortisol, que são elevados em condições de stress. Esses resultados não são apenas positivos para o stress diário, mas também para o armazenamento de gordura que aumenta generosamente em conseqüência do aumento de cortisol.

Estudo publicado in American Journal of Clinical Nutrition, 2002, 75(6): 1051-6.

Whey protein é uma promessa na redução da infecção pelo vírus HIV
Novas pesquisas realizadas na Holanda enxergaram que as proteínas naturais possuem atividade anti-HIV. Um relatório desse recente estudo mostrou que a lactoferrina, uma das frações da Whey Protein “mostrou uma considerável inibição da atividade contra o HIV quebrando o processo de entrada e replicação do vírus”. A caseína, a proteína primária do leite, mostrou resultados diferentes e não inibe significativamente a replicação do vírus. Outros estudos estão em processo.

Estudo publicado in Antiviral Research, 2002, 55: 341-355.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Quais os Efeitos Adversos da Desidratação Durante a Atividade Física?


A perda de água e eletrólitos durante o exercício ocorre predominantemente pelo suor. A sudorese pode variar de acordo com o tamanho do atleta e seu grau de aclimatação à atividade, a intensidade do exercício, condições climáticas e vestuário. Déficit de água no organismo ou hipohidratação pode ocorrer quando a ingestão é menor que a perda.

Geralmente, se considera que há perda de performance aparente quando há hipohidratação de mais de 2% do peso corpóreo. A performance diminui substancialmente quando as perdas de fluido excedem 5% do peso corpóreo e, quando chega a 6 a 10% do peso, há risco de morte por hiperaquecimento e choque. A hipohidratação também afeta o funcionamento mental.

Podemos esquematizar a percentagem de perda de peso corpóreo em fluidos e seus sintomas da seguinte maneira:

0 Nenhum
1 Sede limítrofe, comprometimento da termorregulação, diminuição da capacidade de exercício
2 Sede mais forte, desconforto vago, sensação de opressão, perda de apetite
3 Boca seca, redução do débito urinário, hemoconcentração
4 Decréscimo de 20 a 30% da capacidade de trabalho físico
5 Dificuldade de concentração, cefaléia, impaciência, sonolência
6 Comprometimento grave da regulação térmica, respirações aumentadas levando a formigamento e dormência das extremidades
7 Estupor e colapso, especialmente quando combinado com calor e exercício continuado

Quanto É O Gasto Energético Em Algumas Atividades Físicas?


Veja tabela abaixo com o gasto calórico em cada atividade física.

Exercício (ritmo leve a moderado)
Calorias/hora por quilo de peso
Pedalar
5,7
Caminhada (ritmo médio)
5,3
Caminhada (terreno montanhoso)
7,9
Corrida (10 km/h)
9,3
Pular corda
8,4
Natação (crawl lento)
7,7
Futebol
8,2
Voleibol
4,9
Musculação
4,2

O Consumo de Carboidrato Antes da Atividade Física É Importante?

Sim.

O consumo de carboidrato antes do exercício físico é importante para manter adequados os níveis de glicogênio muscular e hepático (a massa muscular de um adulto armazena em média 450 g de carboidrato e o fígado, em média 70g), preservando assim o rendimento do praticante durante e após a atividade física. A glicose que chega às células via corrente sangüínea vem desse estoque de glicogênio muscular e hepático.

Os estoques corporais de carboidratos são as maiores fontes energéticas para o trabalho muscular de baixa intensidade (aquele que consome abaixo de 70% do volume de oxigênio máximo, o VO2 max): 50% da energia necessária para esse tipo de exercício vem de carboidratos e o restante, de proteínas e gordura. Já em exercícios com intensidade igual ou superior a 70% do VO2 max, a proporção de carboidratos em relação aos outros macronutrientes é ainda maior. A intensidade, duração, treinamento e a própria dieta interferem na utilização do carboidrato durante a atividade física.

Recomenda-se que o consumo seja de 1 a 4,5 g de carboidrato/kg de peso corporal e com 1 a 4 horas de antecedência ao exercício. Obviamente, dependedo da forma em que é ofertado, este tempo também pode ser menor.

Dessa forma, permite-se um adequado esvaziamento gástrico. Caso contrário, se houver algum alimento no estômago durante a realização da atividade física, o praticante pode se sentir nauseado, devido ao desvio do fluxo sangüíneo do trato gastrintestinal, responsável pela digestão, para os músculos.

O jejum não é recomendado antes da atividade física, pois os estoques de glicogênio hepático diminuem em cerca de 80%, podendo prejudicar o desempenho do esportista, principalmente daqueles que dependem da glicose sangüínea, que são os que treinam ou competem em atividades de longa duração.

Quais Alimentos Podem Causar Cefaleia (Dor de Cabeça)?


A alimentação é a causa de crises de cefaleia (ou dor de cabeça) em menos de 20% da população brasileira. Estudos apontam que os alimentos capazes de provocar alterações no calibre dos vasos sanguíneos (principalmente vasoconstricção seguida de vasodilatação) e hiperglicemia (seguida de hiperinsulinemia e hipoglicemia) são propensos a causar cefaleia.

Os alimentos e substâncias mais citados na literatura científica como desencadeadores de cefaleia são: açúcar refinado (e doces em geral), álcool (principalmente o vinho tinto), cafeína, nitritos (como toucinho fumado, salsicha, salame e outras carnes processadas), aminoácido tiramina (como queijos curados, fígado de galinha, algumas leguminosas e soja), chocolate e cacau, nozes, manteiga de amendoim, algumas frutas (como banana, abacate, figo, passas), cebola, produtos lácteos fermentados e glutamato monossódico.

Cada organismo reage diferentemente aos alimentos, por isso devem ser feitas tentativas de acerto e erro, retirando-se da dieta alguns alimentos, até que se descubram aqueles desencadeadores de crises de cefaleia em cada paciente.

Além da retirada destes alimentos da dieta, outras mudanças na alimentação podem ajudar a minimizar o sintoma, como fazer refeições regulares a cada três ou quatro horas (evitando o jejum prolongado); alimentar-se de maneira equilibrada em relação aos macro e micronutrientes, e incluir na dieta fontes de selênio, magnésio e vitamina B2, que podem ajudar a evitar crises de cefaleia.

Alterações psicossociais, como estresse e ansiedade, modificações da estrutura familiar, hábitos alimentares e estilo de vida são alguns fatores que devem ser investigados como possíveis causas de cefaleia.

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sábado, 22 de agosto de 2009

Açaí Combate Anemia e Colesterol Alto


O sabor é incomparável, e ele pode ser degustado de diversas maneiras, cada região elege uma receita para deixar o Açaí ainda mais gostoso. A fruta, que tem a cara do verão, sempre foi característica da região norte do país, mas, de uns tempos pra cá vem ganhando fama no Brasil inteiro.

Pesquisas apontam diversos benefícios que são encontrados no fruto do açaizeiro, tudo isso graças à enorme quantidade de antocianinas, substância que possui uma enorme capacidade de acabar com os radicais livres: isso fortalece o organismo e manda para bem longe diversos riscos que ameaçam nossa saúde.

Outra forte característica da fruta que deixa o sorriso roxinho é o poder energético que ela apresenta. Ele repõe o índice de glicose rapidamente após a prática de exercícios, porque é rico em carboidratos. Entretanto, quem está de regime não deve exagerar, pois a fruta é calórica, especialmente na sua forma mais consumida: com a adição de açúcar e xarope de guaraná.

O açaí também é rico em lipídeos, o que o transforma em um alimento de valor energético duas vezes superior ao leite. O açaí contém ainda elevada taxa de vitamina E, possui fibras, proteínas, cálcio e vitamina B1, além de elevado teor de antocianinas, capaz de favorecer a circulação sangüínea e combater o colesterol alto. E mais: é também rico em ferro.

Anemia
também se beneficia muito com o consumo da fruta são pessoas apresentam quadro de anemia. O Açaí apresenta uma enorme quantidade de ferro, e para potencializar ainda mais a absorção do nutriente, uma ótima dica é o consumo do açaí com frutas cítricas como acerola, kiwi e laranja.

Diabetes e Gastrite
Mas a fruta também apresenta alguns riscos. Pessoas com diabetes, por exemplo, precisam tomar cuidado na hora de consumir por causa do elevado nível de glicose presente. Os diabéticos devem ficar longe da fruta. Se a vontade de consumi-la for grande, deve-se dispensar, pelo menos, o xarope de guaraná que é adicionado à receita básica. Pessoas que sofrem com gastrite e úlcera também devem procurar consumir outras frutas, pois o açaí é rico em gordura.

Não sou Grande Fã de Pagode... mas a letra deste aqui...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mulheres Brasileiras Têm Baixa Auto-Estima

Para nós, "reles mortais", fica difícil olhar para Gisele Bündchen e companhia e não desejar ter um corpo daqueles, o cabelo sensacional, pele maravilhosa, enfim um conjunto que atrai olhares e no qual as roupas caem como luvas. Esse modelo de beleza transmitido pelas beldades por intermédio dos meios de comunicação é criticado pela psicóloga Rachel Moreno no livro: A Beleza Impossível, recém-lançado pela editora Ágora. Ela afirma que a sociedade atual atingiu o ápice desta obsessão, estendendo-a para todas as classes e gêneros.

"Há muitas coisas que nos realizam na vida e que são muito mais importantes do que um nariz arrebitado ou uma roupa de grife. O que fazemos bem, nossa ação na família, no mundo, na transformação da realidade para torná-la mais harmoniosa e inclusiva." Rachel Moreno, escritora.
A autora observa que as mulheres que não se encaixam no padrão vigente - ou seja, a maioria -, sentem-se excluídas e até humilhadas e tendem a fazer qualquer sacrifício em nome da beleza. Somente em 2003, as brasileiras gastaram R$ 17 bilhões na compra de produtos cosméticos e de perfumaria. O Brasil apresenta o maior índice de mulheres que declaram ter feito
cirurgia plástica. Outros estudos revelam que a população feminina no país, comparativamente, é a que mais se submete a sacrifícios pela aparência. Isto inclui dietas, malhação, remédios e cosméticos. Tudo o que for possível para tentar atingir a beleza sonhada.

Quais são as conseqüências dessa obsessão para as adolescentes de hoje? E como ficam as "diferentes" - gordinhas, baixinhas, mais velhas, negras? Rachel adverte que o excesso de vaidade pode se tornar um problema de saúde pública. Ansiedade e baixa auto-estima são os primeiros efeitos colaterais. Essa perseguição inacabável também desencadeia doenças como bulimia e anorexia.

A obsessão pela beleza é recente? De onde e de quando vem essa vaidade além da conta?

Tornar-se atraente faz parte do repertório de jogos de qualquer espécie animal - e não fugimos à regra. Creio que, desde a folha de parreira de Eva, passando pelas folhas de limoeiro esfregadas pelas índias nos pulsos para exaurir o seu aroma, tudo isso serve para se tornar mais atraente aos olhos do outro. Mas essa vontade de atrair a quem nos interessa é muito diferente da imposição de modelos que nos foram colocados ao longo da história, à custa de artifícios e produtos. E esta imposição atinge o seu auge agora, na sociedade que estende este padrão de beleza a todas as classes sociais, ampliando o seu alcance ao interior das mulheres, pois a beleza passa a refletir o estado da alma. Além disso, estimula-se o consumo de um mundo de parafernálias, produtos, cirurgias, que prometem colocar este ideal de beleza ao alcance de qualquer uma, até mesmo em suaves prestações mensais. E, se você se vê cercada de modelos de beleza por todos os lados, em outdoors, revistas, jornais, programas de televisão, propaganda, você se compara inconscientemente com aqueles modelos, passa a querer se parecer com eles e sofrer se não o conseguir.

Pesquisas apontam que as brasileiras estão entre as mulheres com mais baixa auto-estima e ao mesmo tempo estão entre as que mais se submetem a cirurgias estéticas.

Se eu gosto de mim, não preciso ficar melhor, pois já estou bem. Não preciso cortar na carne, sofrer com dietas, malhar de forma insana, mandar extrair qualquer milímetro de gordura a mais, fazer tratamento contra a celulite, eliminar as rugas, tingir os cabelos e torturá-los até que fiquem lisos e esvoaçantes, sem o qual não me sinto bem. Se eu gosto de mim, saberão apreciar as minhas qualidades e defeitinhos que me personalizam, justamente as pessoas capazes de apreciar o que tenho de melhor. E, afinal, o que é "melhorar"? É ficar mais próxima de um padrão externo a mim, imposto de forma sutilmente autoritária, como único que vale a pena.

No caso das brasileiras, qual é o ideal de beleza? As próprias modelos brasileiras como Gisele Bündchen? O modelo das brasileiras tende a ser eurocêntrico. O ideal de beleza é jovem, magra, branca, loira e de seios fartos. Gisele Bündchen se enquadra perfeitamente. O que cria esse modelo ideal? Mídia, indústria da moda, de cosméticos? Tudo isso ao mesmo tempo. Acrescente-se ainda a cirurgia plástica, silicone, lipoaspiração, operação plástica, tratamento de celulite, spas, personal trainers, academias, dietas milagrosas, a indústria dos alimentos dietéticos... Sustentamos uma indústria milionária que nos engana, explora e faz sofrer. Porque são poucas, pouquíssimas as que podem se parecer com Gisele Bündchen. E a nossa riqueza consiste justamente na diversidade, pluralidade de tipos, feições, combinações e jeitos de ser.

Mesmo sabendo que as tops não são mulheres "reais" por que todas caem nessa idéia de querer chegar perto desse modelo de beleza?
Porque por trás disso, há uma indústria enorme e diversificada que trabalha com todas as armas do marketing e do acesso à mídia, que amplifica e nos vende os seus desejos e vontades, de forma poderosa e ao mesmo tempo que sutil. Que pode pagar por isso, mesmo porque isto lhe garante um retorno financeiro invejável. A indústria
de cosméticos está entre as que mais cresceram nos últimos tempos.

E os homens? Eles não procuram mulheres com corpos perfeitos? Se e quando isto ocorre, - numa fase meio infantil pela qual todos os seres humanos passam e que por vezes se prolonga -, é porque eles acabam tão atacados pelos modelos que a mídia lhes vende quanto nós. E tende a ocorrer na fase em que eles precisam provar a sua masculinidade, exibindo uma mulher bonita como conquista. Mas quando amadurecem, são tão capazes quanto nós de se encantar com o mero brilho de um olhar, com o detalhe de uma expressão, com a inteligência, carinho, personalidade de mulheres que são únicas e não barbies produzidas em série.

Afinal, a mulher quer ficar bonita para quem?
É natural que queira atrair a atenção do sexo oposto, mas há várias formas de fazê-lo. As mulheres tendem a dizer que querem ficar bonitas para si, quando não para as outras. Agora, se levarmos a sério o "ficar bonita para si mesma", quando é mesmo que a gente se sente melhor e mais segura? Quando conquista um objetivo almejado, quando faz algo bem feito, quando está de bem consigo mesma e com a vida. Aí, sim, a beleza jorra de dentro de nós, através dos rostos e corpos dos mais diversos tipos, formatos e harmonias.

Numa beleza absolutamente personalizada, numa silhueta que pode ser mais magra ou mais gorda, mais jovem ou mais madura, de qualquer raça ou etnia, e que traduz alguém que só você pode ser. Você afirma que essa vaidade traz problemas de saúde. De que forma? Temos tido casos de bulimia, de anorexia. Algumas modelos morreram disso. Algumas mulheres morreram fazendo lipoaspiração. Há mulheres que praticamente não comem e que precisam de tratamento médico para se reequilibrar.

Obesidade é outro problema que decorre do estilo de vida sedentário que levamos. Baixa auto-estima é um sofrimento psicológico incompatível com um bom equilíbrio. Se nosso governo decidir contabilizar as despesas resultantes na rede de saúde pública, poderemos ter um indicador do quanto isso custa aos cofres públicos. E como se livrar dessa obsessão? Se aceitando como você é, tirando partido e valorizando o que mais a diferencia, inventando o seu próprio modelo de beleza e, sobretudo, de bem-estar. Há muitas coisas que nos realizam na vida e que são muito mais importantes do que um nariz arrebitado ou uma roupa de grife.

O que fazemos bem, nossa ação na família, no mundo, na transformação da realidade para torná-la mais harmoniosa e inclusiva. Lembrar que valemos muito mais pelas coisas que fazemos, pela nossa ação cidadã, do que pela mera aparência, ou pelas grifes que poderíamos ostentar e que nos roubam a personalidade, substituindo-a por uma etiqueta.

Serviço: A Beleza Impossível - Mulher, Mídia e Consumo, de Rachel Moreno. Editora Ágora.

Bianca Bortolini Florsz é psicóloga especialista em saúde mental, psicopatologia e psicanálise pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Anorexia e Bulimia Prejudicam Desde o Esmalte dos Dentes Até o Coração


Recusar um bom prato de comida por medo de engordar, mesmo estando bem abaixo do peso ideal, ou comer 5 mil calorias em uma única refeição são indícios de que algo não anda bem na maneira de se alimentar. Divididos em anorexia, bulimia e compulsão alimentar, os transtornos alimentares são capazes de causar sérios danos à saúde, caso não sejam tratados.

Atingindo, na maioria das vezes, adolescentes com preocupações exageradas quando o assunto é aparência, as alterações na conduta alimentar são causadas por distorções mentais.

"Nenhum dos pacientes que apresenta os sintomas de um transtorno alimentar procura tratamento sozinho.

É importante que os familiares estejam atentos aos sinais", alerta Veruska Lafstória, psiquiatra do Programa de Orientação e Assistência aos Pacientes com Transtornos Alimentares, da Unifesp.

Qual a diferença entre anorexia e bulimia?
"Uma pessoa com anorexia emagrece muito e a olhos vistos. E, mesmo assim, se acha gorda, porque tem uma imagem distorcida do próprio corpo", diz Veruska sobre um dos principais indícios da doença. O paciente se recusa a comer ou restringe radicalmente os alimentos do cardápio.

Outro sintoma que ajuda a diferenciar os transtornos é que os anoréxicos acreditam que a magreza é sinônimo de sucesso. "Caso esteja com o peso normal, o paciente acha que não vai conseguir um emprego ou namorado", exemplifica a psiquiatra.

Já os bulímicos estão sempre preocupados com a dieta, mas não emagrecem tanto, porque não param de comer. "A pessoa com bulimia, seja através do vômito, de diuréticos ou laxantes, elimina água apenas", afirma Veruska. Ou seja, os nutrientes dos alimentos são absorvidos pelo corpo, mesmo ao serem expelidos, fazendo que a pessoa não emagreça.

Quais são os primeiros sinais de cada um dos problemas?
Para evitar que os sintomas cheguem a despertar atenção física e passem a causar prejuízos ao corpo, Veruska alerta para sinais como se olhar muito no espelho, subir na balança a toda hora e, até mesmo, evitar eventos sociais. "O fato do filho recusar diversos convites para sair de casa, pode ser um sinal de que ele não quer enfrentar locais ou festas que tenham comida". Nos casos de bulimia, a pessoa se sente envergonhada por comer demais e usa as alternativas compensatórias, como o vômito às escondidas.

Como é feito o diagnóstico?
Além dos notáveis distúrbios psicológicos, os sintomas das doenças também apresentam aspectos biológicos. As meninas anoréxicas, por exemplo, deixam de menstruar. "Se a paciente costumava ter um ciclo regular e passa três meses consecutivos sem menstruar, pode estar com anorexia", constata Veruska. Já os meninos apresentam prejuízos no crescimento dos pêlos (barba, inclusive) e diminuição da libido.

Os bulímicos passam por alterações psicológicas mais difíceis de serem notadas, já que evitam comer acompanhados, se escondem ao apelar para os métodos purgativos e sofrem pouca variação de peso. Comer compulsivamente grandes quantidades a cada duas horas e lançar mão das alternativas para pôr os alimentos para fora pelo menos duas vezes por semana indica a bulimia.

Como são os tratamentos?
Nos dois casos, o paciente é tratado com uma equipe multidisciplinar, que envolve psiquiatra, psicólogo, nutricionista e, nos casos em que é preciso redobrar os cuidados e supervisionar o tratamento durante todo o dia, a companhia de um terapeuta ocupacional.

Caso os transtornos alimentares não sejam tratados, o que pode acontecer?
"Além da transição de um distúrbio alimentar para o outro, podemos observar o surgimento de um problema crônico, levando à doenças mais sérias e até à morte", ressalta a psiquiatra da Unifesp. Isso quer dizer que uma pessoa anoréxica pode desenvolver bulimia também.

As conseqüências mais graves da bulimia são gastrite, exofagite, gengivite e danos no esmalte dos dentes. E, como resultado de bulimia e anorexia não-tratadas, está a perda de eletrólitos e potássio no organismo. A falta de tais nutrientes leva à arritmia cardíaca, o que pode causar a morte dos pacientes.

Fonte: Minha Vida

Sociedade Atual Dispõe de Mais Fatores Que Servem de Gatilho Para a Anorexia

Na internet, meninas brincam com bonecas virtuais que tomam inibidores de apetite

O modelo de mulher magra seguido pela sociedade atual é apontado como uma das possíveis causas entre as muitas que levam à anorexia nervosa. "As pressões sociais para que as pessoas, principalmente as mulheres, se enquadrem num padrão de beleza geram preocupações extremadas com a imagem corporal. Essa preocupação constante com o peso pode ser muito prejudicial", destaca Ellen Simone Paiva, endocrinologista e nutróloga.

Apesar de a anorexia ser uma doença de causa desconhecida, a exposição a esses padrões rigorosos da sociedade atual exige atenção. Com uma imagem corporal idealizada, o ambiente fica mais propício ao aparecimento dos transtornos alimentares.

De acordo com a endocrinologista Glaucia Duarte, a vaidade e o reconhecimento do próprio corpo são típicos da adolescência. Os sinais de alerta surgem com os exageros. Quando o rigor entra em cena, a atenção dos pais sobre o adolescente precisa ser redobrada. Como exemplos, Glaucia cita a extrema insatisfação com o corpo e a busca incessante pela perda de peso.

Mais um alarde apontado por Ellen é a desproporção entre a forma física apresentada pela pessoa e a maneira como ela se enxerga. "Mesmo quando apresentam um peso abaixo do normal, as pessoas que se preocupam demais com a aparência não ficam contentes. É comum os pacientes com anorexia alegarem não querer se tornar ícones de beleza, dizem apenas querer se livrar do excesso de peso", relata.

A psicóloga Vanessa Portão ressalta que, quando a imagem corporal do adolescente está distorcida, ele sente vergonha do próprio corpo. "Eles temem ser chamados de gordo e usam roupas largas, para se esconder", diz.

Afastando os fatores de risco
Além dos padrões atuais de beleza espalhados pela mídia, existem sites, blogs e grupos virtuais voltados ao estímulo da anorexia. "Todas estas variações disponibilizadas na internet podem, sim, atuar como aval para meninas com predisposição aos transtornos alimentares", informa a especialista Ellen Simone Paiva.

Ainda de acordo com ela, um novo jogo online que encoraja meninas a colocar suas bonecas virtuais em dietas e a levá-las a uma clínica que realiza cirurgias plásticas vem causando polêmica na Grã-Bretanha.

Desde seu lançamento, em fevereiro de 2008, mais de 200 mil pessoas já se cadastraram no site Miss Bimbo (www.missbimbo.com). Na pagina inicial, as meninas (a maioria entre 9 e 16 anos) são incentivadas a criar as bonecas mais legais, ricas e famosas do mundo. Para alcançar o objetivo, elas usam a moeda virtual usada no site para comprar roupas, fazer cirurgias e comprar anorexígenos. Tudo, segundo o próprio site, para que as bonecas possam alcançar a fama.

"Pais e profissionais de saúde já apontam o website como uma ameaça, em vez de uma brincadeira. O jogo passa uma mensagem completamente equivocada sobre beleza e sucesso para crianças e jovens", alerta a endocrinologista e nutróloga.

Vanessa Portão lembra que a internet também desponta como um meio de troca de informações. "Eles compartilham dietas e formas de perder peso mais rapidamente", fala sobre as pessoas que passam por transtornos alimentares. Como conselho, a profissional destaca que os pais precisam estar atentos aos hábitos dos filhos, além de conhecer os locais que eles freqüentam e quem são suas companhias.

Já em relação à influência das amizades no desenvolvimento da anorexia, Ellen frisa que dificilmente o convívio com amigos desponta como causa do transtorno. "A doença tem raízes psicopatológicas bem definidas e, geralmente, se associa a outros distúrbios de esfera psíquica". Glaucia afirma, porém, que na adolescência existe a preocupação em ser aceito e fazer parte de um grupo. Ligadas a outros fatores emocionais desencadeantes do transtorno alimentar, então, as amizades podem tornar o ambiente mais propício à doença.

Fique atento aos sinais da doença

1. Preocupação insistente com o aumento de peso;
2. Interesse fora do comum por dietas, exercícios e quantidade calórica dos alimentos;
3. Insatisfação com a própria imagem;
4. Fixação em padrões de beleza ligados à moda

Fonte: Minha Vida

O Culto ao Corpo e o Desenvolvimento de Transtornos Alimentares

Quando tudo o que passa pela mente é emagrecer a qualquer preço

Uma das grandes preocupações da psiquiatria atualmente está relacionada com a influência da cultura, dos hábitos de vida e dos valores sociais enquanto fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos alimentares. Isto porque, nos dias de hoje, vivemos numa sociedade em que valorizamos o corpo perfeito, a magreza, as curvas torneadas e sem gordura. Vivemos numa época em que muitas meninas atribuem a sua felicidade a um corpo sem defeitos, esculpido, capaz de escravizar. Para estas moças, o conceito ideal de felicidade está no próprio corpo.
A grande consequência dessa cultura do culto ao corpo na saúde emocional se vê na ocorrência de alguns transtornos alimentares, sendo os mais comuns, a anorexia e a bulimia. Epidemiologicamente falando, estes transtornos atingem 1% da população feminina entre 18 e 40 anos de idade, tendo como grupo vulnerável para o desenvolvimento destes transtornos as meninas adolescentes e adultas jovens que aspiram trabalhar em atividades que privilegiam e enfatizam o estado de magreza, ex-gordinhas que se tornam obsessivas por práticas frequentes de dietas e pessoas com baixa autoestima, insegurança e perfeccionistas.



Hoje, os transtornos alimentares são muito discutidos, seja na comunidade científica, seja com o público comum, que se vê familiarizado com este tema. A anorexia já foi abordada em novelas e noticiários, retratando as limitações auto-impostas na dieta, o padrão alimentar anormal, a acentuada perda de peso induzida e mantida pela própria pessoa. Além disso, a pessoa doente tem uma perturbação na percepção do seu esquema corporal. Em outras palavras, é como se ela estivesse de frente ao espelho e enxergasse o seu corpo como um corpo gordo. Assim, ao perceber o seu corpo desta maneira, a anoréxica mantém um jejum progressivo que pode vir acompanhado de aumento excessivo de práticas de exercícios físicos. A este quadro, somam-se o afastamento social e a irritabilidade.

Na bulimia, que também já foi inúmeras vezes comentada na televisão, é característica a ingestão excessiva de alimentos em curto espaço de tempo, seguido de sentimentos de culpa e vergonha, que levam a vômitos voluntários para o controle do peso. Na bulímica, o rosto permanece arredondado e inchado, a pele seca e com cortes nas articulações das mãos devido aos traumas repetidos contra os dentes para vomitar, estes dentes tomam formato de meia lua pela ação erosiva do vômito e o humor é extremamente instável. Podemos encontrar o uso freqüente de diuréticos, laxativos e moderadores do apetite. Enfim, o tema principal de toda a conversa de quem tem transtorno alimentar é emagrecer .

Quanto ao seu tratamento, orienta-se que ele seja farmacológico, nutricional e psicoterápico. Nenhum tratamento irá agir de maneira isolada, principalmente porque as causas são complexas e podem vir associadas com outros transtornos psiquiátricos e clínicos. Medicamentos como os antidepressivos e antipsicóticos podem ser prescritos pelo médico. Diferentes técnicas psicoterápicas podem ser utilizadas, sendo as mais conhecidas e empregadas a da terapia cognitivo-comportamental.

Muitas vezes também, nos deparamos com pacientes desidratados, desnutridos e com o sistema imunológico debilitado. Para a correção do padrão nutricional prejudicado, estimula-se o ganho de peso, por meio da ingesta de alimentos ricos em nutrientes que auxiliarão na produção de anticorpos.

Vale ressaltar que, concomitantemente a todos estes tipos de tratamentos, é também recomendado que a família busque compreender que não se trata de um problema tão simples assim e, que a falta de regras claras no ambiente familiar ou até mesmo o excesso de regras, bem como a preocupação excessiva com a aparência física, com o corpo ou com regimes podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos alimentares. Manter a calma e a persistência familiares são fundamentais para a compreensão da anorexia e da bulimia.

Gisela Cardoso Ziliotto é coordenadora adjunta do curso de Enfermagem da Universidade Nove de Julho (UNINOVE).

Fonte: Minha Vida

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Alimentos Termogênicos - Parte II

Hoje gostaria apenas de chamar a atenção para alguns detalhes sobre o post "Alimentos Termogênicos".
No post, alguns alimentos citados de fato podem ter ação termogênicas, por favorecerem um aumento no gasto energético durante o processo de digestão, por exemplo. Mas, cabe ressaltar outros pontos, para que não se crie a falsa ilusão de que estes alimentos são "salvadores".
Falo isso porque sempre surgem "modismos" no que se refere à dietas e, este é mais um exemplo.
Alimentos como o alface, não são totalmente digeridos pelo organismo, o que faz com que o intestino trabalhe mais, mas deve-se levar em consideração o fato de que sendo um alimento rico em fibra, ele aumenta a saciedade, ou seja, faz com que durante a refeição, o indivíduo diminua a ingestão de alimentos. Essa diminuição faz com que a oferta de calorias também diminua.
Então, deixo a pergunta: "O alface faz você perder peso por qual razão: aumento da termogênese ou aumento da saciedade?"
Outro ponto, são os temperos. O consumo indiscrimado de temperos como a pimenta podem aumentar ou até mesmo agravar os riscos de hemorróidas.
Quanto à água, já publiquei a alguns meses um artigo (clique aqui) sobre seu efeito na redução de peso.
O chocolate...bem, se você é um chocólatra, deve ter ficado muito feliz, mas o chocolate também é rico em gorduras, o que provavelmente não é favorável à redução de peso e, a estética, se você sofre com as acnes.
O fato é que não existe uma fórmula milagrosa para se perder peso facilmente.
Cada indivíduo é único e responde de maneira única a cada terapia.
Não há uma dieta universal, há um processo de reeducação alimentar, aquisição de novos hábitos como a prática de atividades físicas e cuidados diários que nos levam a atingir os obejtivos que desejamos.
Se você deseja perder peso, entrar em forma para o próximo Verão que já bate à porta, ainda há tempo.
Inicie uma atividade física. Busque orientação com um profissional qualificado e "corra" atrás dos seus obejtivos.
Procure um nutricionista, faça uma avaliação nutricional e adote a idéia da "reeducação alimentar".
Não perca o foco.
Seu objetivo está mais perto do que imagina.

Até a próxima!