sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Por que a obesidade infantil é considerada um risco à saúde?

A obesidade infantil é considerada um risco para a saúde pois está associada a doenças do coração, diabetes tipo 2, asma, apneia do sono, entre outros. As crianças e adolescentes obesos podem manifestar estas doenças na própria infância ou apresentar maior risco para as desenvolverem na idade adulta.

Crianças e adolescentes obesos apresentam elevados fatores de risco para as doenças cardiovasculares (DCV) devido aos altos níveis de colesterol sanguíneo, hipertensão e tolerância anormal à glicose. Segundo alguns pesquisadores, em uma amostra de população com idades entre 5 e 17 anos, aproximadamente 60% das crianças com sobrepeso apresentam ao menos um fator de risco para DCV, enquanto que 25% desse total apresentaram dois ou mais fatores de risco.

Diabetes e intolerância à glicose, antes problemas de saúde comuns entre adultos obesos, assim como o diabetes tipo 2, passam a emergir como problemas de saúde relacionado à obesidade infantil. Este quadro de saúde pode resultar em outras complicações mais graves, como DCV e falência renal.

Na presença de asma, as vias respiratórias se tornam bloqueadas ou estreitadas devido ao excesso de peso, causando a dificuldade de respiração. A esteatose hepática pode acontecer devido a altas concentrações de enzimas hepáticas, que voltam à normalidade com a perda de peso. A apneia do sono é a complicação menos frequente em crianças obesas, ocorrendo em apenas 7% desta população.

Além disso, crianças e adolescentes com obesidade tem problemas psicossociais, pois são alvos precoces de discriminação social. Esse estresse psicossocial pode causar baixa-estima que, por sua vez, pode prejudicar as funções acadêmicas e sociais, podendo persistir na fase adulta.

A reeducação alimentar, orientada por um nutricionista, busca mudar aos poucos a alimentação da criança e seus responsáveis e, pode trazer mais benefícios e sucesso ao tratamento da obesidade do que restrições alimentares radicais, que podem acabar levando ao aumento da preferência pelos alimentos proibidos. Estimular o aumento do consumo de alimentos saudáveis, que são ricos em nutrientes, tais como frutas e vegetais, para depois diminuir a ingestão dos alimentos gordurosos como doces e fast-food.

A prescrição nutricional corrige hábitos inadequados e incentiva a prática de exercícios físicos, sem que haja consequências psicológicas negativas.

Os programas de prevenção à obesidade enfatizam a importância do compartilhamento das mudanças com o ambiente familiar, pois é grande a influência que os pais exercem sobre a alimentação e estilo de vida dos filhos.

Nenhum comentário: