domingo, 27 de setembro de 2009

Nova Pirâmide Alimentar

A Pirâmide Alimentar é um dos melhores instrumentos de visualização para leigos de como deve ser uma dieta.
Agora, estamos com um novo modelo, porém, este já requer o acompanhamento do profissional em nutrição, pois algumas modificações podem ser interpretadas erroneamente.

Clique na imagem para ampliar.

Estudo Comprova Liberação de Endorfina no Cérebro após Corrida


Quem adora correr, sabe: após alguns minutos de treino, que variam de pessoa para pessoa, o corredor é tomado por uma sensação perceptível de bem-estar e euforia.
Mesmo sem comprovação científica, costuma-se dizer que esse contentamento durante a prática esportiva é devido à liberação de endorfina, um neurotransmissor relacionado a alegria e prazer. Por isso os atletas terminam o treino muito cansados, mas com um sorrisão no rosto. Não à toa existe a comunidade do Cartel Endorfina no Orkut e blogs de corredores com nomes como Endorfinômanos e Viciadas Endorfinas.
Agora a ciência encontrou os primeiros indícios da liberação de endorfina diretamente no cérebro após exercício físico, corroborando o que os viciados em corrida sempre desconfiaram. Pesquisadores da Universidade de Bohn, na Alemanha, analisaram o cérebro de 10 corredores antes e depois de uma corrida de duas horas de duração. Por meio de uma técnica de captura de imagens especiais do cérebro, eles encontraram áreas ativadas pela liberação de endorfina em regiões cerebrais ligadas à emoção. Além disso, os atletas relataram aumento no nível de euforia e bem-estar depois de terem corrido – testemunho praticamente universal de todo praticante de esportes e atividades físicas ao terminar um treino.
Esses resultados são importantes pois lançam uma luz no estudo de dores crônicas, já que o grupo de neurotransmissores que engloba a endorfina também está envolvido na supressão da dor. Entretanto, segundo o fisioterapeuta especialista em esporte, dr. David Homsi, “os resultados ainda exigem investigação mais detalhada e estudos específicos para que se tenha comprovação científica”.
Enquanto isso não acontece, corredor, pode continuar seus treinos. Em algum momento a ciência irá atestar aquilo que você sempre soube: correr é bom demais.

Pesquisa Revela que Colesterol Alto Atinge 25,4% da População

O número de brasileiros com alteração nos níveis do colesterol de baixa densidade (LDL), também conhecido como colesterol ruim, aumentou de 18% para 25,4% entre os anos de 2004 e 2008. A elevação foi percebida tanto entre os homens como entre as mulheres, mas é na população masculina que o problema se dá com mais frequência. O aumento de casos em mulheres, no entanto, ocorreu num ritmo mais intenso. Entre os homens o índice pulou, no mesmo período, de 21,8% para 26,4%; e entre as mulheres, de 14,4% para 23,7%.

Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada por uma empresa que comercializa planos de saúde, que coletou os dados relativos a 43.165 de seus clientes com idades entre 20 e 49 anos, em 12 estados. O objetivo é alertar a população sobre os fatores de doenças cardiovasculares em função do Dia Mundial do Coração, comemorado hoje (27).

Embora o Ministério da Saúde não tenha os dados específicos sobre o problema entre os brasileiros em geral, reconhece que a elevação dos níveis de colesterol representa um importante fator de risco para os problemas do coração, que são a principal causa de morte em todo o mundo, respondendo por cerca de 250 mil óbitos a cada ano. Outros fatores para o surgimento desse tipo de doença são o tabagismo, a diabete, hipertensão e o sedentarismo.

O diretor de Promoção à Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Rui Ramos, explicou em entrevista à Agência Brasil que a alimentação é responsável por até 20% dos níveis de colesterol. "Dessa forma, uma pessoa que faz uma dieta adequada, rica em frutas, legumes, verduras, carnes magras, além de peixe e frango, reduz nessa mesma proporção a chance de ter o problema", disse.

Dados do Vigitel, sistema desenvolvido pelo Ministério da Saúde para monitorar por meio de entrevistas telefônicas os fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis, revelam que pelo menos três em cada dez adultos nas capitais brasileiras consomem habitualmente carnes com excesso de gordura e aproximadamente cinco em cada dez ingerem com frequência leite com teor integral de gordura.

O diretor da SBC destacou ainda a importância da atividade física que, segundo ele, atua muito pouco sobre o colesterol ruim, mas eleva os níveis de colesterol bom, que limpa as artérias, reduzindo as chances do quadro evoluir para um enfarto (quando o colesterol ruim fica acumulado em uma artéria do coração) ou para um acidente vascular cerebral, o chamado AVC (quando o acúmulo ocorre em uma artéria do cérebro).

Rui Ramos acredita que esses conceitos devem ser trabalhados desde cedo, para gerar os hábitos saudáveis a partir da infância. Segundo ele, o problema se torna ainda mais grave porque a sua evolução pode ocorrer de forma silenciosa, não gerando os sintomas perceptíveis.

Com um histórico de dois enfartes e alguns episódios de angina (dor aguda no coração), o carioca Eli de Freitas resolveu seguir à risca as recomendações de seu cardiologista. Desde a última visita ao consultório, há cerca de três meses, ele conta que se assustou e resolveu mudar o estilo de vida, principalmente a alimentação.

"Eu sempre tive uma vida muito estressada e não consigo muito resistir a um bom prato de carne com aquela gordurinha deliciosa. Quando fui ao cardiologista recentemente, levei uma tremenda bronca e vi que os níveis de colesterol estavam novamente altos e o risco de um novo enfarte era forte. Como já estou com 55 anos, achei que era hora de tomar jeito e tentar
controlar a dieta, fazer pelo menos uma caminhada diária e me estressar menos. Difícil é, mas tenho que ter força de vontade se eu quiser continuar vivo", afirmou.

Thaís Leitão
Da Agência Brasil

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Doce de Casca de Abacaxi

Segue mais uma das receitas preparadas pela equipe.

INGREDIENTES:
Casca de 1 abacaxi picado;
2 xícaras (chá) de açúcar;
1 colher (sopa) de margarina.

PREPARO: Descasque um abacaxi, lave a casca e ferva com um pouco de água. Bata a mistura no liquidificador e cor. Coloque em uma panela a parte que ficou na peneira e leve ao fogo com o açúcar e a margarina. Mexa sempre, até desprender do fundo da panela.
Dica 1: Com o caldo coado, faça um refresco de abacaxi.

Bife de Soja com Casca de Banana

Recentemente, em uma das atividades que realizo, iniciei um trabalho de cozinha experimental, onde propomos a utilização integral dos alimentos. Dentre as diversas "experiências" que realizamos, uma foi especial, não pelo resultado em si, mas do uso da soja. Há ainda um preconceito com relação ao uso desta.
E, para acabar com os receios, é que foi proposto a receita, utilizando-se ainda, a casca da banana.
O resultado foi surpreendente, pois todos os que tinham algum receio quanto a utilização da soja ou quanto ao uso da casca da banana, ficaram surpresos e gostaram muito da receita. Então, para aqueles que desejarem ter a mesma experiência, segue abaixo a receita.

Bife de Soja com Casca de Banana

Ingredientes:
• 1/2 quilo de soja hidratada, espremida e refogada
• 4 cascas de banana
• 1 dente de alho
• 1 colher (de café) de extrato de tomate
• 1/2 cebola picadinha
• 1 tomate
• 1/2 pimentão
• Salsa e cebolinha
• 2 ovos (opcional)
• Sal a gosto
• Farinha de trigo para dar consistência

Preparo: Em uma panela, colocar as cascas de bananas lavadas e picadas. Misturar um pouco de água e deixar ferver. Em outra panela refogar a soja, que já deve estar hidratada, escaldada e espremida. Depois que as cascas de banana ferverem, escorrer a água e refogar com um pouco de óleo.
Cortar bem miudinhos todos os temperos verdes e misturá-los com o tomate e os ingredientes em uma só panela. Colocar a farinha de trigo aos poucos, até obter consistência de bife.
Fazer os bifes, dando formato com as mãos. Fritar em óleo quente e depois colocar sobre guardanapos de papel, para absorver o óleo. Servir quente.

Barriga de Tanquinho ou de Chopp?


Parece difícil se livrar daquele antiestético voluminho de chopp, mas com esforço e persistência é possível chegar lá A correria que faz parte dos dias atuais é justificativa para muita gente cair na inatividade. Junta-se uma pitada de alimentação inadequada e uma açãozinha da genética nesse caldeirão e está criada a receita para aquela saliente e incômoda barriguinha que é a reclamação de muitos homens.

E já não adianta apenas o futebol de fim de semana ou uma corrida no parque mais próximo para eliminar o problema. Por mais suor que se desprenda nessas atividades, o volume continua ali, causando insatisfação e, às vezes, embaraço. Não importa também ser magrinho, apresentar peso normal de acordo com o índice de massa corporal (IMC). Um indivíduo pode medir 1,80 m e pesar 70 quilos, o que aparentemente o qualifica com um porte invejável. No entanto, pouco vale quando alguns quilinhos extras estão estrategicamente localizados na região abdominal. Triste, mas verdade.

E o pior: como é suado perder tão ingrato excesso quando não se tem orientação adequada…
Lamúrias à parte, a notícia boa é que é possível sim obter aquela barriguinha chapada, tipo tanquinho, cheia de gominhos, que tanto atrai sua parceira quando aquele modelo ou ator aparece na tevê sem camiseta. Ela pode até já ter dito que não liga para isso e que há coisas mais importantes. Saiba que ela disse a verdade na segunda parte da frase e mentiu na primeira.

No fundo, todas elas sonham com o homem perfeito, o que inclui, entre outras coisas, intelecto, boas maneiras e, claro, corpo perfeito. Para o consolo do nosso leitor, de tudo que elas desejam em nós, ter o corpo sarado é a parte mais fácil. Portanto, não há por que desanimar agora.

SIM, É POSSÍVEL

Para o professor da Bio Ritmo, Rodrigo Spinel, para conseguir a sonhada barriga tanquinho não tem mistério. “O segredo é conciliar exercícios aeróbios com exercícios abdominais e alimentação equilibrada”, revela.


Tudo bem, o leitor pode dizer: “Isso todo mundo diz”. E é fato. Mas o problema que quem reclama de gordurinhas localizadas está falhando em um ou mais desses conselhos, certo? Então, segue com a palavra, Spinel. “Os resultados são significativos, mas variam de pessoa para pessoa. Se alguém apresenta apenas uma leve saliência, com trabalho correto e regularidade é possível fazer com que ela desapareça em três ou cinco meses, sendo que já é possível ver os resultados entre 45 e 60 dias”.

Parece difícil se livrar daquele antiestético voluminho de chopp, mas com esforço e persistência é possível chegar lá


Imponha metas

Não é tanto tempo assim. Portanto, a primeira coisa a fazer é ter isso como meta e trabalhar tendo o suporte e as orientações de um profissional de educação física. A segunda é respeitar os próprios limites. A carga de atividade inicial deve ser baixa, o cuidado para que os exercícios não interfiram na coluna lombar deve ser constante. Do contrário, do que adianta ganhar uma barriga tanquinho e, de brinde, um consulta no ortopedista?

Quanto ao número de sessões, o novo atleta deve reservar na agenda pelo menos três idas à academia por semana, em dias alternados. “Deve-se fazer pelo menos 30 minutos de exercícios aeróbios, como pedalar ou caminhar, e dar um enfoque ao abdome com pelo menos 10 minutos de exercícios específicos para a região. Em seguida, mais 20 ou 30 minutos de treino normal, voltado para o resto do corpo”, explica Spinel.
Como o músculo abdominal é igual a outro qualquer do corpo, não é segredo a forma que os profissionais de educação física buscam trabalhá-lo.

Para que ele apareça é preciso, de antemão, fazer com que o tecido adiposo seja eliminado, e promover, em seguida, o seu desenvolvimento com exercícios específicos.
Apesar de ser formado por regiões diferenciadas – reto abdominal, oblíquos e transversos –, alguns especialistas defendem que todas elas se aproveitam das atividades abdominais, independente do tipo.

Na Companhia Athletica, uma atividade destinada àqueles que buscam chapar a barriga é o Power abs, um conjunto de exercícios com pouca repetição. “Investimos na qualidade de execução de cada exercício, que deve ser muito boa para recrutar mais fibras e promover a hipertrofia. Trata-se de um programa eficiente e seguro, que preserva coluna e vértebras”, explica Andréa Ersatti, professora da academia.


Apenas a parte do abdome é trabalhada por 15 ou 20 minutos, com exercícios que podem ser feitos no colchonete, na bola suíça ou na prancha. “Se o aluno fizer tudo o que aconselhamos, que inclui ainda caminhada, natação, corrida e bike, em três meses já conquistará um excelente resultado”, afirma Andréa.
Enfim, não é um período tão grande para quem já convive há muito tempo com uma típica barriguinha de chopp. Então, está esperando o quê? Mexa-se!

Como chegar lá

Adiante o jantar: evite comer tão tarde à noite, que é justamente o período quando menos se pratica atividade física. O recomendado é fazer essa refeição de duas a três horas antes de dormir.
Equilíbrio
: o melhor caminho é sempre a alimentação balanceada. Das três principais refeições do dia devem fazer parte carboidratos, carnes, frutas e legumes. Os açúcares e doces também são necessários, mas, como são energéticos, devem ser consumidos com moderação.

Junk food: frituras e alimentos gordurosos, sanduíches, batatas fritas, bolachas, pipoca amanteigada, salgadinhos e doces não fazem parte de nenhuma dieta saudável. Então procure evitá-los, ainda mais no intervalo entre as refeições.
Atitude
:exercícios são fundamentais, mas devem ser feitos com orientação adequada. Dessa forma, atinge-se resultados de forma muito mais rápida e segura.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Obesidade na Infância Pode Antecipar Doenças Cardíacas

A obesidade em crianças e adolescentes pode antecipar em até 20 anos o surgimento de doenças cardiovasculares, como enfarte e acidente vascular cerebral. A conclusão é de médicos do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), baseados na revisão de pesquisas realizadas sobre o assunto. A grande vilã é a aterosclerose, que se caracteriza pelo envelhecimento precoce das artérias. O processo resulta na perda da elasticidade e diminuição da espessura das artérias, o que provoca hipertensão. Em estágios avançados, pode levar à obstrução das vias de passagem do sangue, e, em consequência, ao enfarte ou AVC.

"Comparamos os índices em adultos saudáveis e com adolescentes e crianças acima do peso", diz o cardiologista Wilson Salgado, médico assistente da unidade clínica do Incor. "O jovem obeso está com os mesmos índices de uma pessoa até 20 anos mais velha." Ou seja, um adolescente de 15 anos acima do peso tem as artérias tão comprometidas como a de um homem de 35 anos. O processo ocorre pela falta de exercícios físicos e uma dieta rica em
gorduras e pobre em fibras e ácidos graxos (como o Ômega 3), que reduzem o colesterol bom.

O médico Raul Dias dos Santos, do Incor, aponta outro problema causado pela obesidade: a síndrome metabólica, que resulta no aumento da pressão sanguínea, dos níveis de triglicérides e glicose no sangue. "A síndrome é uma bomba-relógio que pode causar precocemente o aparecimento de diabete e doenças do coração e dos vasos." Médica e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, Marcia de Castro Sebastião diz que os índices de obesidade em crianças e adolescentes têm aumentado - e hoje a doença atinge cerca de 30% dos jovens. Ela culpa os maus hábitos alimentares aliados à falta de exercício físico. "A maioria das crianças não toma café da manhã, vai para a escola e come frituras e bebe refrigerante."

Ricos em gorduras e pobres em nutrientes, esses alimentos, assim como os doces, favorecem o ganho de peso. Vera Lúcia Barbosa, presidente do Instituto Movere, que atua na reeducação alimentar, diz que os pais contribuem para a má alimentação dos filhos. "Os pais não têm tempo para preparar um jantar adequado, daí apelam para o fast-food". As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Impacto do Álcool na Adolescência

O abuso de bebidas alcóolicas na adolescência pode ter efeitos danosos no processo de tomada de decisão na vida adulta. A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista *Proceedings of the National Academy of Sciences*.

Na pesquisa, ratos adolescentes ingeriram boa quantidade de álcool inserido em gelatinas. O consumo se deu durante 20 dias do período de crescimento dos animais, que tinham entre 30 e 49 dias, fase correspondente à adolescência em humanos.

Três semanas depois, os ratos foram colocados em um ambiente em que podiam escolher entre dois locais para se alimentar, ambos acionados por alavancas, um que tinha sempre duas balas de açúcar ou outro que poderia ter quatro balas ou nenhuma.

O grupo deu preferência para a área de alimentação incerta. Um segundo grupo, que não ingeriu álcool, foi colocado em ambiente semelhante e os animais preferiam escolher o local em que sabiam que sempre haveria as duas balas.

Os animais que ingeriram álcool na adolescência continuaram a optar pela incerteza na recompensa, mesmo quando as vezes em que eram colocadas mais balas diminuíram de 75% para 50% e, finalmente, para 25% do total. Ou seja, ainda que em apenas uma a cada quatro vezes o alimentador oferecesse mais balas, os ratos continuavam a optar por pressionar tal alavanca. O resultado é que os animais do outro grupo se alimentaram constantemente e melhor.

O objetivo do estudo, que teve apoio financeiro dos institutos nacionais de Abuso de Drogas e de Abuso de Álcool e Alcoolismo do governo norte-americano, foi verificar se o consumo de álcool em níveis elevados durante a adolescência poderia afetar futuramente as áreas no cérebro envolvidas no processo de decisão.

De acordo com os autores, os animais que consumiram álcool enquanto jovens se mostraram mais propensos a tomar decisões arriscadas do que os demais.

O teste de recompensa, com a alimentação constante e com a desconhecida, foi repetido quando os animais atingiram os três meses de vida, com resultados semelhantes.

“Sabemos que a exposição precoce ao álcool e outras substâncias é um indicador de posterior abuso químico em humanos. É um conceito novo pensar que a exposição na adolescência pode ter efeitos cognitivos de longo prazo, mas não podemos testar isso em pessoas”, disse Nicholas Nasrallah, um dos autores do estudo.

“Mas nosso modelo, que envolveu o uso de ratos, corrobora a relação causal entre o uso precoce do álcool e o posterior aumento nas tomadas de decisões arriscadas”, afirmou.

“O modelo animal que utilizamos permite estabelecer essa relação. Estudos apontam que regiões do cérebro, incluindo aquelas envolvidas na tomada de decisões, demoram para se desenvolver e o processo se alastra pela adolescência. Nosso estudo indica que as estruturas envolvidas nesse desenvolvimento tardio são afetadas pelo abuso do álcool”, disse Ilene Bernstein, professora de psicologia da Universidade de Washington, outra autora do estudo.

O artigo *Long-term risk preference and suboptimal decision-making following adolescent alcohol use*, de Ilene L. Bernstein e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da *Pnas* em *www.pnas.org*.

sábado, 19 de setembro de 2009

Eu na Mídia...


Amigos(as),
recentemente dei uma entrevista para a TV Rio Sul e neste sábado a mesma foi exibida.
O link para assistir à mesma esta abaixo

Obrigado pelo carinho!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

10 Coisas Que Você Precisa Saber Sobre Metabolismo e Dieta


Todo mundo diz que o Brasil é formado por milhões de técnicos de futebol, já que aparentemente todo mundo tem a solução para seu time virar campeão. É preciso também acrescentar que somos uma terra de especialistas em dietas e perda de peso. Você sempre tem um amigo ou amiga que conhece a fórmula infalível para emagrecer. Mais ainda, existem as dietas da moda, sejam ela a da lua, a da sopa, a de Beverly Hills etc., que fazem a alegria das revistas femininas e das pessoas que querem resultados muto rápidos para conseguir o corpo que pediram a Deus, mas ficam extremamente frustradas quando descobrem que o tudo é fugaz.

Para jogar mais lenha na fogueira, a revista Time trouxe uma longa matéria em seu site afirmando que ginástica não faz perder peso, uma vez que muitas pessoas que se exercitam acabam exagerando na alimentação e o produto final é um número na balança superior ao que tinha antes de se exercitar. Com tudo isso em mente, consultamos o professor de educação física e consultor próbiótica de suplementos, Fernando Marques e a especialista em tecnologia de alimentos, Caroline Capitani para desvendar alguns mitos do metabolismo.

1 - Atividade física não vai me fazer perder peso
Emagrecer parte de uma fórmula matemática básica: gastar mais calorias do que se consome ou consumir menos do que gasta. "Ter uma atividade física vai ajudar a queimar mais calorias, mas o que geralmente acontece com as pessoas que começam a se exercitar é que passam a sentir fome e comem mais do que comiam antes. Se o cara dá uma corridinha durante o dia e come Leite Moça de colher à noite, então não vai fazer resultado", afirma Fernando. Caroline concorda: "Depende do tipo de atividade fisica, da rotina da pessoa, da rotina alimentar, metabolismo e hábitos em geral. Não podemos afirmar que uma pessoa que faz atividade física ou inicia alguma atividade vai ganhar peso."

O segredo aí é controlar o que come. É possível até se perder peso sem nenhuma atividade física, através de uma reeducação alimentar. Também, nessa conta, se alguém mantém seus hábitos alimentares inalterados e começa a praticar algum esporte, seguramente começará a ver uma redução em suas medidas.

2 - Dietas sem carboidratos fazem perder peso mais rapidamente
No início, sim afirma Caroline, pois sem o carboidrato o organismo precisa gerar energia a partir da gordura e da proteína. Depois de um certo período, essa mudança gera compostos tóxicos e os corpos cetônicos - e novamente o organismo cria um mecanismo de adaptação e para de gastar mais energia do que deve. Entra-se em um platô, onde não se perde mais peso e se voltar a consumir carboidratos, engorda-se tudo de novo.

Ao se cortar o carboidrato das refeições, a pessoa está alterando seu tronco hormonal porque acaba produzindo menos insulina. Quanto menor a presença de insulina no sangue maior a queima de gordura. "O problema é que ao eliminar o carboidrato, o indivíduo acaba ficando mais lento no pensamento e de mau humor, porque justamente o cérebro se alimenta de glicose", afirma o professor de educação física, "e ainda o deixa com mau hálito". A questão aqui não é cortar um grupo alimentar e sim reduzir calorias. Um grama de carboidrato fornece 4 calorias, a mesma coisa que um grama de proteína. Já a mesma quantidade de gordura fornece 9 calorias e de álcool, 7. Ou seja, não é o carboidrato ou a protéina que engordam. É a quantidade de calorias ingeridas. Em tempo, 100g de carne vermelha tem o mesmo número de proteínas que 100g de frango, mas com mais gordura. Adivinha o que vai lhe engordar mais?

3 - Nenhuma dieta funciona
A palavra dieta vem do grego e significa modo de vida, dia após dia. Se uma pessoa está acostumada a uma rotina alimentar por todos os anos de sua vida e de repente é obrigada a alterá-la radicalmente, é muito provável que não consiga segui-la por muito tempo. O grande desafio dos nutricionistas e especialistas em redução de peso é justamente entender os hábitos das pessoas e recomendar o que deve ser mudado. Ou seja, dietas podem funcionar desde que sejam feitas única e exclusivamente para você.

4 - Comer antes de dormir vai transformar toda caloria em gordura
Ao dormir nosso metabolismo fica bastante reduzido, o que significa que o corpo pede menos calorias para queimar e manter a máquina funcionando. Para alguém que é sedentário, não é recomendável comer demais à noite ou seguramente estará acumulando energia extra em forma de gordura. Mas existem as exceções, baseadas nas janelas de oportunidade, período de 90 a 120 minutos após atividade física onde o organismo apresenta uma capacidade extra de absorver nutrientes. Ou seja, pessoas que costumam se exercitar à noite, podem comer razoavelmente neste período sem grandes consequências funestas. Aqueles que estão em processo dietético, gastando mais calorias que consumindo, podem também consumir carboidratos à noite que não vai ter grandes problemas.

Para aqueles que não praticam exercícios, é interessante ter em mente a conta do ítem 01. O período do dia em que estamos com mais atividade é na hora do almoço, portanto é perferível arriscar seu filé com fritas nesse momento do que na hora do jantar, já que mais calorias vão ser queimadas para suportar o resto do dia.

5 - Comer mais vezes ao dia vai acelerar o metabolismo
Aqui a questão não é acelerar o metabolismo e sim entender a termogênese alimentar. Fernando explica: "caloria é combustível para mantermos nossa máquina humana funcionando e os órgãos internos são os primeiros a utilizar esse recurso, seguido dos músculos. Assim, você gasta calorias na metabolização e na digestão dos alimentos. Comer mais vezes por dia é uma chave para manter seu trato gastro-intestinal funcionando mais vezes e assim gastar mais calorias do que se comesse somente nas três refeições". Além disso, quanto maior o número de refeições, em pequenas porções, mais adaptamos o organismo para um ritmo diferenciado, afirma Caroline Capitani.

6 - O metabolismo se desacelera com a idade
Como citamos no ítem anterior, a massa muscular consome boa parte das calorias e é por essa razão que fisiculturistas são uma fornalha de queimar calorias parados, devido à quantidade de músculos que tem. Logo, a redução do metabolismo está diretamente ligada à perda de massa muscular. Com a vida sedentária e confortável que temos hoje onde a maioria das pessoas passa seu dia sentado, usa elevador ao invés de escada e caminha muito pouco, essa perda de massa começa em torno dos 20 anos de idade e a demanda calórica diminui. "Precisamos nos cuidar através de exercicios e alimentação saudável para manter o metabolismo em alta", recomenda Caroline.

Já o professor Fernando alerta que você não precisa se tornar um fisiculturista para conseguir queimar calorias em repouso. "Pense nesses atletas como carros de Fórmula 1, que chegam a 300 km/h, mas não tem capota, ré, nem freio de mão. Você não precisa disso. Tem, porém, que encontrar uma maneira saudável de não perder sua massa muscular. Musculação e fisiculturismo são coisas totalmente diferentes e a primeira é uma ótima saída para manter seu corpo em ótimo estado, sem necessariamente ficar 'sarado'".

7 - Se eu não comer, emagreço
Óbvio que sim, mas já fique pronto para o efeito sanfona. "O corpo trabalha na base da lei da sobrevivência. Você começa a perder peso se parar de se alimentar, depois seu organismo se adapta para armazenar energia", diz Caroline. "Perder peso é diferente de perder gordura" afirma Fernando. Isso porque para a gordura ser metabolizada em forma de energia é preciso que dentro do nosso corpo exista uma substância chamada oxaloacetato, que é proveniente justamente do processamento interno do carboidrato. Assim, pequenas quantidades de carboidrato acabam provocando pouca quantidade de oxaloacetato e a gordura não é queimada. "O cérebro não achando glicose, vai buscá-la na proteína e com isso se perde massa muscular. Consequentemente a quantidade de calorias que o corpo pede em repouso reduz e assim por diante", complementa o professor.

8 - Suplementos alimentares e remédios aceleram o metabolismo
Suplementos alimentares são, como o próprio nome diz, complementos a refeições. Ou seja, você substitui um por outro. No caso do pessoal que pega pesado na musculação, acabam sendo uma mão na roda para reabastacer o corpo. Existe, porém um motivo grave para se utilizar suplementos por aqui. No Brasil, a agricultura trabalha com o péssimo método das queimadas, que destrói os nutrientes do solo e consequentemente muito pouco é passado para frutas e verduras. Nesse caso os suplementos acabam dando ao corpo as substãncias que necessita para um bom funcionamento e que muitas vezes não são fornecidos graças a baixa qualidade do alimento. Já no caso dos remédios para emagrecer, o grande problema são os efeitos colaterais já que afetam o humor, causam irritação e insônia e em muitos casos, ao parar de tomá-los, o apetite volta com força total. O melhor mesmo é aprender a fechar a boca e regular o que come.

9 - Beber muita água acelera o emagrecimento
"Na verdade a água pode disfarçar a fome por um momento. Como não tem energia porém, você não consegue sobreviver só com água", afirma Caroline. Tomar água tem duas funções para quem quer uma silhueta melhor: a primeira é substituir refrigerantes, sucos, bebidas alcóolicas etc nas refeições já que não possui nenhuma caloria. A segunda é manter seu metabolismo saudável. Uma moça de 50 kg necessita em média de dois litros de água por dia. Um cara de 100kg demanda o dobro. "O rim tem um trabalho a fazer que é excretar uréia, creatinina e ácido urico e ele vai fazer isso de qualquer maneira. Se tiver que trabalhar com poucos fluidos, ele vai poupar esses líquidos. Vai reter. A pessoa quando começa a tomar mais água, faz com que o rim passe a excretar mais e ela perde líquido retido. Isso se reflete em uma perda de peso, mas não de gordura", explica Fernando Marques.

10 - Existe fórmula mágica para emagrecer
Não. Existe bom senso e individualidade. Fernando Marques, em um de seus cursos afirma que quando se fala simplesmente em emagrecimento, o balanço calórico negativo (gastar mais calorias do que consumir) é a primeira variável a ser observada e o resto é confusão. Quando o assunto porém é perda de gordura corporal e aumento de massa muscular, atividade física e reações endócrinas causadas por tudo aquilo que se come devem ser observados. Não distante disso, Caroline Capitani dá a sua fórmula: "a receita infalivel é entender que cada um tem um metabolismo e um biotipo diferente. Devemos lidar com nosso corpo e cuidar com uma dieta equilibrada, com pouca gordura e bastante alimento integral, frutas e verduras. Comer várias vezes em pequenas quantidades e associar a um exercicio adequado!"

Pressão Alta é Relacionada a Problemas de Memória na Meia-Idade

A hipertensão pode levar a infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência renal terminal. E, de acordo com pesquisa publicada na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, também está ligada à maior propensão de desenvolver déficit cognitivo (de conhecimento) e problemas de memória e de habilidade de pensamento em quem está na meia-idade.

O estudo envolveu cerca de 20 mil pessoas a partir de 45 anos que nunca haviam tido um AVC ou mini-AVC. Desse total, 49,6% tomavam medicamentos para pressão alta e 7,6% apresentaram prejuízo cognitivo.

Os resultados apontam que a pressão diastólica elevada (menor número da leitura da pressão) leva ao enfraquecimento de pequenas artérias do cérebro, o que pode resultar no desenvolvimento de áreas de lesão cerebral. Para cada aumento de 10 pontos na leitura, as chances de ter problemas cognitivos se mostraram 7% mais altas.

"É possível que, com a prevenção ou o tratamento de pressão alta, nós poderíamos evitar o prejuízo cognitivo, que pode ser um precursor para a demência", disse o autor do estudo, Georgios Tsivgoulis, da Universidade do Alabama em Birmingham e membro da Academia Americana de Neurologia, ao site Science Daily.

Os cientistas avisam que mais pesquisas são necessárias para confirmar a relação entre hipertensão e os problemas cognitivos.

Hipertensão
Os adultos são os mais atingidos pela hipertensão - cerca de 30%, como informa a Sociedade Brasileira de Hipertensão. Mais de 50% das pessoas na faixa da terceira idade têm pressão alta. No Brasil, a doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

As dicas de prevenção e controle da patologia são manter uma alimentação equilibrada, evitar a obesidade e o sedentarismo, medir a pressão pelo menos uma vez por ano, reduzir o consumo de álcool (se possível, abandoná-lo), deixar de lado o tabagismo e não se estressar. Vale lembrar que os hipertensos não podem parar o tratamento, que é para a vida toda.

Mudar Estilo de Vida Pode Reduzir 28% dos Casos de Câncer de Mama


O câncer de mama é o segundo tipo da doença mais frequente no mundo. No Brasil, é o que mais leva a morte entre as mulheres, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Um alento para os números alarmantes é que mudanças no estilo de vida podem prevenir 28% dos casos no Brasil, como estima a revisão de estudos promovida pelo Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer e divulgada no primeiro semestre deste ano.

Um dos hábitos prejudiciais que devem ser evitados é a ingestão excessiva de álcool. "Beber acaba aumentando as chances de ter câncer de mama porque altera os níveis hormonais, como o do estrogênio. Caso tenha células precursoras de câncer, essas taxas elevadas podem favorecer a multiplicação delas", disse o nutricionista Fábio Gomes, da Área de Alimentação, Nutrição e Câncer do Inca.

Peso
Vale lembrar que toda mulher produz estrogênio, mas existe uma atuação importante dele no desencadeamento da patologia. Se o consumo de bebidas alcoólicas fosse moderado, com no máximo um drinque por dia (uma lata de cerveja, um cálice de vinho, uma dose de bebida destilada), reduziria em 6% a incidência do problema.

O excesso de peso precisa ser eliminado. É que os quilos a mais na balança significam alteração nos níveis hormonais. "Além disso, quando as células de gordura estão repletas, liberam fatores pró-inflamatórios. É como se a pessoa estivesse em um processo de inflamação generalizada, o que a torna mais vulnerável a fatores cancerígenos." O recomendado é que o índice de massa corporal não ultrapasse 25, prevenindo 14% dos diagnósticos.

O sedentarismo faz parte dos costumes inadequados. Colocar o corpo em ação queima as gordurinhas e equilibra os hormônios. Mas não basta praticar exercícios. Tem de ser em ritmo moderado, como uma caminhada mais acelerada, e por, no mínimo, 30 minutos diários. Com o tempo, a dica é tentar aumentar a intensidade ou estender o período. A medida isolada pode diminuir em 11% os casos de câncer de mama.

Amamentação
Amamentar também tem seus méritos quando o assunto é reduzir os riscos de desenvolver câncer de mama, mas não entrou nessa pesquisa do Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer. "Não foi computado na conta porque não há estimativas de quanto a população brasileira está amamentando", falou o nutricionista do Inca. "Mas amamentar diminui entre 10% e 20% os riscos da mãe ter a doença."

Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário por dentro, segundo Gomes. Assim, se houver células agredidas, são eliminadas e renovadas. "Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético." Outro benefício é que as taxas do hormônio feminino estrogênio caem durante o período de aleitamento.

Dados
A história familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau foram acometidas antes dos 50 anos. Entretanto, o problema de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos.

A menarca precoce (primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e não ter filhos também fazem parte da lista, assim como a idade.

Dieta Mediterrânea Reduz Necessidade de Remédios para Diabetes


A culinária mediterrânea é considerada uma das mais saudáveis e compõe seus pratos com grãos integrais, hortaliças, azeite, noz, peixes, frutos do mar. A partir de agora, os amantes dessa dieta têm mais um motivo para apreciá-la, de acordo com uma pesquisa financiada pela Segunda Universidade de Nápoles, na Itália, ela reduz a probabilidade de que pacientes recém-diagnosticados com diabetes tipo 2 precisem de tratamento medicamentoso.

Para chegar a essa conclusão, Dario Giugliano e seus colegas conduziram um estudo entre janeiro de 2004 e setembro de 2008 na clínica de diabetes da universidade italiana. Acompanharam 215 pessoas com sobrepeso (IMC maior que 25) entre 30 e 75 anos. Todos haviam descoberto a doença recentemente, nunca tinham recebido remédios anti-hiperglicêmicos e apresentavam níveis de hemoglobina A1c (HbA1c) inferiores a 11 %.

Metade dos participantes aderiu à dieta baseada na dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo ou de cultura mediterrânea, como Portugal. O outro grupo adotou uma alimentação de baixo teor de gordura. Em ambos os casos, as mulheres estavam restritas a 1.500 calorias por dia, enquanto os homens podiam alcançar 1.800. Todos contaram com conselhos de nutricionistas e tinham de registrar diariamente o que ingeriam.

Segundo o relatório publicado no Annals of Internal Medicine, apenas 44% dos diabéticos que provaram as iguarias mediterrâneas precisaram do auxílio medicamentoso, contra 70% dos que fizeram refeições de baixo teor de gordura. Outras vantagens da dieta mediterrânea em comparação à outra foram maior perda de peso e melhor controle de açúcar no sangue e de risco coronariano.

Apesar desse efeito benéfico, a Associação Americana de Diabetes recomenda que os pacientes recém-diagnosticados com diabetes tipo 2 sejam tratados com a farmacoterapia, bem como com mudanças de estilo de vida. A farmacoterapia também falha frequentemente com o tempo e algumas drogas são associadas a riscos cardiovasculares entre outros, declararam os cientistas, como informa o site MedPage Today.

Os autores apontam algumas limitações do trabalho. Entre elas está o fato de não avaliarem diretamente o que os pacientes comeram.

Suco de Beterraba Pode Aumentar Resistência de Atletas


Se você é daqueles que se cansam só de pensar em fazer atividade física, o resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade de Exeter e Escola de Medicina Peninsula, na Inglaterra, concluiu que um detalhe simples pode deixar a prática menos fadigante: beber suco de beterraba. O líquido aumenta a resistência e ajuda a se exercitar por até 16% mais tempo.

A equipe do estudo analisou oito participantes do sexo masculino, de 19 a 38 anos. Os voluntários ingeriram 500 ml diariamente de suco de beterraba por seis dias consecutivos antes de completar uma série de testes envolvendo pedalar em bicicleta ergométrica. Em outra ocasião, receberam groselha negra durante o mesmo período para, então, suar a camisa com os exercícios propostos.

Depois de consumir o suco de beterraba, o grupo foi capaz de colocar o corpo em ação, em média, por 11,25 minutos e 92 segundos a mais do que com o auxílio da groselha negra. A iguaria vermelha também conferiu menor repouso da pressão arterial.

Os pesquisadores ainda não têm certeza do exato mecanismo que faz com que o nitrato da beterraba estimule a resistência. No entanto, suspeitam que possa ser um resultado da sua transformação em óxido nítrico no corpo, reduzindo o custo de oxigênio do exercício. "Ficamos surpreendidos com os efeitos do suco de beterraba no consumo de oxigênio, porque não podem ser alcançados por qualquer outro meio conhecido, incluindo treinamento", disse o professor Andy Jones, da Universidade de Exeter, ao site Science Daily.

A ideia dos cientistas é realizar novos estudos para tentar compreender de forma mais detalhada os efeitos dos alimentos ricos em nitrato na fisiologia da atividade física. Eles acreditam que os resultados poderiam ser de grande interesse para idosos ou pessoas com doenças cardiovasculares, respiratórias ou metabólicas, além de atletas de resistência e amadores.

Que Alimentos Provocam Retenção de Líquidos? E Quais Ajudam a Eliminar?

O sódio é o principal causador da retenção de líquidos corporais (ou edema) em mulheres e homens, embora se trate de um problema frequentemente feminino devido ao “desequilíbrio” hormonal durante o ciclo menstrual ou a gestação.

A regulação do sódio é controlada principalmente pela quantidade de água corporal. Quando a concentração deste mineral aumenta, dois mecanismos são ativados com o propósito de aumentar as concentrações de água no organismo: secreção do hormônio antidiurético (ADH) e estimulação da sede.

Sendo assim, pessoas que apresentam edema devem evitar os alimentos ricos em sódio, como sal, alimentos enlatados, congelados, queijos amarelos e embutidos (como salame, mortadela e presunto), além de evitar o consumo excessivo de álcool. A prática de exercícios físicos é outra estratégia utilizada para ajudar na diminuição do edema em indivíduos saudáveis.

Por outro lado, algumas frutas e legumes têm efeito diurético, ou seja, facilitam a perda de líquido corporal. São eles: melancia, melão, abacaxi, morango, cenoura, salsão, pepino, tomate, broto de feijão e beterraba. Quando estes alimentos são associados à ingestão de água ou chás, o efeito é ainda maior.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Gordura Reprograma Genes Ligados ao Diabetes

Um gene que ajuda as células do músculo a queimar gordura pode ser radicalmente alterado e desligado se as células que o possuem são expostas a gordura. A descoberta, divulgada na revista "Cell Metabolism", sugere que o mesmo processo pode ocorrer quando pessoas comem "junk food" demais, com excesso de gordura, o que resulta em mudanças drásticas para este gene "queimador" dela.
"De alguma forma, o ambiente joga com os genes que nós temos", diz a líder do grupo de pesquisa, Juleen Zierath, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia. Ela diz que as descobertas de sua equipe fornecem novas pistas para mostrar como isto acontece, e podem ajudar a explicar como o diabetes tipo 2 se desenvolve na idade adulta.
Uma possibilidade, ela diz, é que as células alteradas se tornam tão cheias de gordura não queimada que elas se tornam "diabéticas", e não aceitam mais sinais do hormônio insulina, o que normalmente deveria ativar a absorção de glicose da corrente sanguínea.
Mas a prova de que componentes na dieta podem permanentemente alterar genes é ela mesma um avanço, fornecendo a primeira evidência de que a comida que comemos pode mudar a função de nosso DNA. Este é um processo conhecido como "epigenética".

Gordura desliga genes

Neste estudo, o DNA em si permanece inalterado, exceto por um processo-máscara chamado "metilação", que pode permanentemente desativar um gene ao "tampar" unidades químicas individuais.
Anteriormente, no mesmo grupo de experimentos, os pesquisadores descobriram que células musculares de pessoas com diabetes tipo 2 já mostraram estas reveladoras alterações epigenéticas em seu DNA. Isto ocorreu particularmente no gene PGC-1, que orquestra programas metabólicos críticos com a queima de gordura na mitocôndria, a câmara de geração de energia celular.
Por outro lado, as células musculares saudáveis de não diabéticos funcionaram normalmente.
O resultado mais importante veio quando um membro da equipe, Romain Barrés, expôs as células musculares saudáveis ao ácido palmítico, gorduroso e comestível. Ele descobriu que o gene PGC-1 se tornou "metilado", como acontece nas pessoas com diabetes.
"O ácido palmítico essencialmente desativa o gene", diz Zierath. O mesmo aconteceu com a exposição ao fator de necrose tumoral-alfa, uma substância produzida por glóbulos brancos para ajudar a combater a infecção.

New Scientist

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Como Emagrecer e Manter-se Magro(a) Após Perder Peso

Emagrecer é uma das tarefas mais almejadas pela nossa sociedade. Ainda assim, também parece ser das mais difíceis. Talvez apenas emagrecer não seja o mais difícil, mas sim manter-se magro depois de ter perdido peso. Está claro que a enorme variedade de dietas e soluções miraculosas não estão funcionando.

Fique longe das dietas pré-fabricadas.
Dieta do Dr. Atkins, dieta do carboidrato, dieta disso, dieta daquilo. Esqueça! A maioria dessas dietas pregam hábitos alimentares completamente loucos e que jamais serão mantidos após perder peso. Ou seja, elas não focam na reeducação alimentar. O resultado é que você irá emagrecer, mas provavelmente recuperará o peso perdido quando abandonar a dieta.
A melhor alternativa é procurar um bom nutricionista que faça uma dieta personalizada, levando em consideração seus gostos e hábitos alimentares.

Evite locais e ambientes cheios de tentações.
Se seus amigos lhe chamam para o bar e você não consegue chegar lá e pedir um refrigerante light enquanto todos tomam uma cerveja e comem frituras, não vá.
Explique o que está fazendo para os amigos, fale que precisará evitar determiandos ambientes por uns tempos (enquanto emagrece) e procure alguma atividade não engordativa para ocupar seu tempo livre. Seus amigos e familiares compreenderão.
Pratique uma atividade física.
Esta é a dica mais unânime de todas. A vantagem de fazer exercícios físicos não estão apenas relacionadas à perda de peso que proporcionam. Claro, se você pratica atividades físicas, consome calorias e emagrece. Porém, acredito que o principal benefício é a motivação.
Quando fazemos exercícios — principalmente esportes — nos sentimos mais dispostos, mais alegres e mais motivados. Isso reflete na nossa força de vontade e dedicação para emagrecer. Além disso, depois de suar a camisa, você pensará duas vezes antes de jogar todo o esforço por água abaixo comendo aquele bolo de chocolate.

Estabeleça metas e determine recompensas.
O conjunto metas/recompensas é um dos pilares da motivação pessoal. Não seria diferente com quem quer emagrecer. Estabeleça uma meta final (quantos quilos deseja perder no total) e metas parciais (por exemplo, perder 7Kg no primeiro mês).
De pouco adiantam as metas se você não receber recompensas pelo esforço realizado. De preferência, procure recompensas não comestíveis — um presente, uma roupa, uma viagem, fica a seu critério. As recompensas comestíveis (talvez um jantar no restaurante japonês) não são proibidas, mas tome cuidado para não se desmotivar. Nestes casos, faça apenas uma vez, e volte para sua dieta. Lembre-se da primeira dica — radicalismo.

Acompanhe seu emagrecimento.
Os esportistas não vivem sem as estatísticas. Estão sempre medindo seus tempos e aprimorando a técnica. Ao emagrecer, não confie na sua aparência. Se pese frequentemente, de preferência na mesma balança, no mesmo horário, com o mesmo tipo de roupa. Isto diminuirá as variações de peso e o manterá motivado — desde que não esteja abrindo exceções e pare de perder peso.

Encare a dieta como mudança de hábitos alimentares.
Se você mantiver a ideia de que “faz dieta”, quando atingir suas metas de perda de peso, voltará a comer o que comia antes e engordará. Fuja disso. Quando perguntarem se você está de dieta, diga que não. Fale que agora seus hábitos mudaram e, no dia-a-dia, você come salada e pão integral light.
Isso não significa que nunca mais poderá comer pizza, macarronada e feijoada. Depois de emagrecer o que desejava, poderá comer de tudo em festas, nos bares quando sair com os amigos e ao jantar fora com a família. Porém, sua comida do cotidiano será aquela determinada pelo nutricionista (agora não mais para perder peso, mas sim para mantê-lo).

Observações finais
A fase inicial de adaptação é bastante complicada. A primeira semana pode ser fácil, devido a motivação, mas na segunda, poderá sentir falta de tudo que comia antes — pão, bolo, biscoito, amendoim, doces. Na terceira e na quarta semanas ficar desesperado por comida.
Porém, a partir do segundo mês, adaptado à nova realidade e pode não sentir tanta falta. A lição que fica é: controle-se pois as coisas melhoram a partir do segundo ou terceiro mês.

Somos todos diferentes e “dietas prontas”, “modinhas” etc podem não funcionar para você. Mas acredito que com dedicação, força de vontade e estas dicas, muitos conseguirão emagrecer e manter-se no peso ideal.