segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Minha Amiga Perla na Bienal do Livro...

Nutricionistas Alertam para os Cuidados no Consumo de Aminoácidos

Ainda alvo de estudos em todo o mundo, os efeitos e a necessidade de suplementação de aminoácidos são temas de grandes discussões entre especialistas. As propriedades desses nutrientes variam: alguns agem em vias metabólicas específicas e promovem, por exemplo, o aumento na transcrição de determinados genes; uns atuam no sistema imunológico de forma mais relevante; outros previnem a desidratação, e assim por diante.

“As fontes de aminoácido são os alimentos protéicos, de origem animal ou vegetal. Se o indivíduo tem uma necessidade calórica protéica maior, sua primeira alternativa é obtê-los por meio da alimentação. Caso não consiga atingir a necessidade nutricional, utilizará suplementos. Ao indicar a suplementação, precisamos ficar atentos ao nível máximo de ingestão tolerável a fim de evitar efeitos adversos à saúde. Alguns nutrientes não possuem ainda tal recomendação”, afirma a dra. Sueli Longo, professora associada da UMESP (Universidade Metodista de São Paulo).

Segundo ela, é fundamental que o nutricionista entenda a duração, a intensidade e a frequência dos exercícios físicos praticados para determinar a necessidade de energia e nutrientes na alimentação, verificando a real necessidade de suplementação.

“A suplementação só se justifica se houver um treinamento com uma demanda elevada de energia e proteína. Já para aquele indivíduo com desgaste físico moderado, a alimentação pode ser suficiente, sem necessidade de suplementação”, alerta a dra. Sueli. As necessidades variam de acordo com o tipo de treinamento e com as características de cada atleta, por isso a indicação deve ser individualizada.

Apesar de não haver comprovação dos efeitos da suplementação com aminoácidos, a dra. Marília Cerqueira Leite Seelaender, professora associada da USP (Universidade de São Paulo), ressalta que carnosina, beta-alanina e a creatina têm comprovado efeito no desempenho esportivo em atletas de alto nível. As pessoas fisicamente ativas, que estão envolvidas em competições apenas de forma recreativa, pouco se beneficiam do consumo destes suplementos.

“No entanto, se o atleta tiver uma dieta muito rica em proteína e ela for interrompida bruscamente, haverá proteólise e diminuição de massa magra. Outro perigo possível da suplementação crônica de aminoácidos em altas doses é o aumento do risco de resistência periférica à ação do hormônio insulina”, alerta.

Além de procurar um profissional confiável e não utilizar os suplementos por conta própria, é fundamental avaliar as características do produto. “Alguns contêm cerca de 150 vezes mais nutrientes que o informado no rótulo e fatores contaminantes diversos. Os suplementos podem ser prejudiciais se consumidos de forma inadequada, tanto em quantidade como em qualidade”, alerta a dra. Marília.

Melhor Idade: Atenção Redobrada com Alimentação


Comemorado no último 1° de outubro, o Dia do Idoso deve servir não apenas para nos lembrar do respeito e admiração que devemos ter com nossos familiares e amigos, mas também dos cuidados que esta parcela da população deve ter com a nutrição e estilo de vida.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta população, só no Brasil, é formada por 14,5 milhões de pessoas, e não para de crescer. Até 2025, seremos o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas. Ao contrário do que muitos possam pensar, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 62,4% deles são responsáveis pelos domicílios.

Mais um motivo para ter atenção redobrada com a saúde. Infelizmente, não é o que acontece. Na contramão destas estatísticas está a constatação da Secretaria de Saúde de São Paulo: mais da metade dos idosos no Estado está com sobrepeso.

A informação é fruto de uma pesquisa feita entre 2007 e 2008, que avaliou 5.957 pacientes acima dos 60 anos que passaram por atendimento no Sistema Único de Saúde. Destes, 52% estavam acima do peso. Entre as mulheres o fato é ainda mais grave: são 55,9% acima do peso contra 44,6% dos homens.

Estes números podem ser explicados, segundo os pesquisadores, pelo sedentarismo, problemas hormonais e má alimentação. Como consequência, estes indivíduos acabam mais vulneráveis a hipertensão arterial, acidente vascular cerebral (AVC), infarto, incapacidade de movimentação, diabetes, entre outros problemas.

Outro problema frequente entre os indivíduos de mais idade, que contribui para os distúrbios alimentares, é a alteração do paladar, que com o passar dos anos fica menos aguçado. Segundo especialistas do Grupo de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, isso faz com que os idosos percam a vontade de se alimentar corretamente, aumentando a carência de determinados nutrientes e vitaminas no organismo e levando à desnutrição.

Estratégias como ter uma boa higiene oral, evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a conservar a sensibilidade do paladar ao longo dos anos, prolongando a vida com qualidade.

Para isso, são também fundamentais a prática regular de atividade física, alimentação saudável e procurar um médico regularmente para avaliações de rotina.

Sistema Nervoso Central (SNC) e o Controle da Ingestão Alimentar

Ao contrário do que ainda se preconiza, os benefícios dos exercícios na redução de peso não se limitam apenas à queima de calorias. Segundo um estudo apresentado na reunião anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), que aconteceu recentemente, a atividade física também faz com que a ingestão de calorias diminua.

O principal achado do trabalho foi que o exercício físico pode ser benéfico para o apetite dos obesos, pois há indícios de que haja uma espécie de equilíbrio dinâmico para evitar tanto o acúmulo excessivo de energia quanto o gasto excessivo. Segundo Eduardo Ropelle, pesquisador da Unicamp e do Instituto de Obesidade e Diabetes, esse equilíbrio vem sendo perdido com as dietas modernas.

Os dados foram obtidos em laboratório com ratos e camundongos, e podem trazer esperança aos mais de 40% da população que sofre com sobrepeso ou com a obesidade, segundo Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

No trabalho, foi acompanhada a ação de hormônios como a insulina e a leptina sobre o cérebro, que atuam como sinalizadores químicos do organismo, alertando para a hora de parar de comer.

Nos ratos obesos, o que se observou foi que na dieta rica em gordura, os hormônios perdem a capacidade de regular o apetite levando-os a um círculo vicioso comportamental no qual quanto mais se come, mais se quer comer.

Mas com apenas uma sessão de exercícios físicos a sinalização do apetite no cérebro dos ratos voltou a níveis normais e se manteve por cerca de 12 horas. Estes resultados são inéditos na literatura científica e foram encaminhados para publicação na revista científica Nature Neuroscience.

O trabalho também indica que a obesidade em mamíferos possa acarretar em falhas na transmissão de sinais em neurônios que controlam a saciedade, determinantes para a prevalência da obesidade. Portanto, adverte Ropelle, o exercício não é importante apenas para aumentar a queima de calorias, mas também para beneficiar o sistema nervoso, controlar a saciedade e diminuir o apetite.

Outros achados

O estudo é parte do projeto de doutorado de Eduardo Ropelle, intitulado “Caracterização da transmissão do sinal da insulina e da leptina no hipotálamo de ratos com tumor de Walker 256”, sobre a anorexia promovida por pacientes com câncer.

Por isso, o pesquisador tem estudado a ação no cérebro provocada por diferentes hormônios, como a insulina e a leptina. Segundo Ropelle, o hipotálamo, responsável entre outras funções pelo controle da temperatura corporal, é a principal estrutura do cérebro responsável pelo controle da ingestão alimentar. Várias evidências, afirma, indicam que dietas ricas em ácidos graxos saturados causam, no sistema nervoso central, problemas na transmissão de hormônios como a insulina ou a leptina. Felizmente, parece que a atividade física é capaz de reverter esse fenômeno, possibilitando que o paciente possa voltar a transmitir o sinal para a saciedade.

Obesos têm mais fome

Ainda neste estudo, verificou-se que animais obesos submetidos a uma dieta rica em gordura, apresentaram perda da capacidade de regular o apetite. A constatação sugere que a obesidade envolva um círculo vicioso comportamental em que quanto mais o indivíduo comer, mais vontade terá de comer.

Porém, a partir do momento em que os animais foram submetidos a atividade física, a sinalização do apetite no cérebro voltou a níveis normais por 12 a 16 horas. Eles inclusive passaram a comer na mesma proporção que o animal magro.

O estudioso adverte, no entanto, que esta pesquisa, inteiramente experimental, não foi testada em humanos. E também alerta para o fato que embora pareça que o exercício físico também seja capaz de alterar o comportamento alimentar, a avaliação nos humanos é mais complexa.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Imagem na Internet

10 motivos para não se usar drogas em encontros

As dez coisas que você nao deve fazer ao terminar um relacionamento

10 coisas que não se deve fazer no elevador

10 coisas que você não deve fazer na praia

10 coisas que você não pode fazer na cozinha

10 coisas que não se deve fazer num banheiro masculino

10 coisas que você não deve fazer como professor!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sim...a gente nunca sabe de quem vai gostar.

"Melhor emprego do Brasil" paga R$ 100 mil para Cuidar de Ilha no Rio

Trabalho dura 6 meses e prevê monitorar ecossistema de ilha em Paraty.
O candidato escolhido vai ganhar R$100 mil por seis meses de trabalho
Ficar longe do trânsito, fugir da correria do dia a dia e esquecer os problemas da cidade grande. O sonho de abandonar tudo e viver em um paraíso pode estar próximo...no litoral sul fluminense. É o que promete o emprego de zelador em Ilha , na Baía da Ilha Grande, em Paraty.
O candidato escolhido vai ganhar R$100 mil por seis meses de trabalho. Metade na largada e a outra metade na despedida.
Entre as atividades estão o monitoramento do ecossistema de áreas de preservação da ilha, alimentar peixes e pássaros, identificar pontos de mergulho e manter um blog diário. Mas o objetivo mesmo é aumentar o fluxo de turistas no local.

Outros benefícios
Para concorrer ao emprego, os candidatos devem criar um vídeo - currículo .
Além da grana, o escolhido ganha estadia em um bangalô exclusivo, despesas de viagem pagas, três refeições por dia, e seguro de saúde e de vida.

Para concorrer ao emprego, o candidato deve criar um vídeo - currículo de até 3 minutos contando um pouco de si, falar de sua experiência profissional e dizer por que merece ser escolhido.

O vídeo deve ser postado até 20/10/2009 no You Tube e o link enviado para presidencia@intercambio.in

O Vencedor será divulgado no começo de Janeiro de 2010.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Risco de Obesidade Pode Estar no Cérebro, diz Estudo Internacional


A identificação de seis novos fatores de risco genético com impacto no cérebro e que predispõem à obesidade sugere que os genes estão programados para comer muito, de acordo com um estudo divulgado neste domingo pelo site da revista “Nature Genetics”.

“É significativo que cinco dos seis novos genes tenham um impacto no cérebro, já que isso sugere que os genes podem estar simplesmente programados para comer muito”, explicou Cristen Willer, cientista da Universidade de Michigan (EUA), uma das autoras do estudo.

Na pesquisa, foram identificadas seis novas mutações genéticas, em uma amostragem de 90.000 pessoas.

Segundo Willer, o cérebro controla o apetite e regula a balança energética, ou seja, entre as calorias que o corpo gasta e as que ele armazena.

Na obesidade, as variações genéticas influenciariam mais o cérebro do que os processos digestivos, ou o metabolismo das gorduras.

Dessa forma e, assim como em casos raros de obesidade severa, devido a mutações genéticas, o estudo sugere que, na obesidade comum, a maioria dos genes associados ao aumento de peso atua no nível do cérebro, disse Ruth Loos, co-autora do estudo.

Esse trabalho foi realizado por conta do consórcio Giant, com sede nos Estados Unidos, e os cientistas que o assinam representam mais de 60 instituições.

Seus autores analisaram as variações genéticas de mais de 30.000 pessoas de Islândia, Holanda e EUA e compararam os resultados com os de outras 59.000 pessoas de Dinamarca e Estados Unidos.

As variações encontradas afetam os genes “TMEM18, KCTD15, GNPDA2, SH2B1, MTCH2 e NEGR1″.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2015, o planeta contará com cerca de 2,3 bilhões de adultos com excesso de peso e mais de 700 milhões de obesos.

A falta de exercício físico e uma alimentação rica em gorduras favorecem o aumento de peso e a obesidade. Esse estudo apresenta, porém, novas provas do papel das variações genéticas na predisposição individual à obesidade, completam os pesquisadores.

Fonte: Agência France Press

A Nutrição e o Funcionamento Cerebral


Apesar dos amplos estudos e dos avanços científicos, o funcionamento do cérebro humano ainda precisa ser bastante estudado. Um dos mistérios remanescentes é a maneira pela qual o próprio cérebro se controla. Ele é um órgão vital e, assim como todos os órgãos, necessita de energia para exercer suas funções.
O cérebro é responsável por grande parte das reações químicas que ocorrem no organismo e algumas delas têm por objetivo tornar a energia dos alimentos disponível para os diversos sistemas fisiológicos. Isso acontece após o processo de digestão dos alimentos, tendo como resultado a produção de ATP (trifosfato de adenosina) que é armazenado em todas as células e utilizado como combustível para que as reações químicas necessárias ocorram.
A energia gerada é necessária para ativar a atividade muscular, a secreção pelas glândulas, a manutenção de potenciais de membrana nas fibras nervosas e musculares, a síntese de substâncias intracelulares e a absorção dos alimentos pelo trato gastrintestinal. O trato digestivo fornece ao organismo um suprimento contínuo de água, eletrólitos, substâncias e nutrientes. Isso exige movimentação do alimento ao longo do trato digestivo, secreção de sucos digestivos e digestão do alimento, absorção dos produtos da digestão, de água e dos vários eletrólitos, circulação de sangue pelos órgãos gastrintestinais e o controle de todas essas funções é feito pelo sistema nervoso e hormonal.
Sem uma fonte contínua de energia as células deixam de funcionar e morrem. Sabe-se que o carboidrato é a melhor fonte energética e que um grama de carboidratos fornece 4 kcal, sendo o produto final de sua desintegração, a glicose, molécula simples que rapidamente fornece energia. Os carboidratos são essenciais para o bom funcionamento do sistema nervoso central, uma vez que a glicose é o principal combustível para o cérebro. É ela que irá manter a integridade funcional dos tecidos nervosos. Os sintomas de uma redução moderada na glicose sangüínea (hipoglicemia) incluem sensações de fraqueza, fome e vertigens. Uma queda contínua e profunda pode causar dano cerebral irreversível. Assim como o resto do organismo, o cérebro necessita de uma alimentação balanceada, com cereais, frutas ricas em vitamina C (laranja), legumes, carnes magras, leite desnatado ou iogurte, e, principalmente, de carboidratos, como o pão. O cérebro tem 2% do peso de uma pessoa, mas consome diariamente 30% das calorias ingeridas. Além de ser energético, o carboidrato possui outras funções: são ativadores do metabolismo das gorduras e poupa a queima de proteínas com finalidade energética.
Entretanto, se a quantidade de carboidratos é insuficiente devido a uma dieta inadequada ou pelo excesso de exercícios, o corpo mobiliza as gorduras para o consumo energético e ao esgotarem as reservas lipídicas, o organismo passa a utilizar a proteína em maior quantidade como fonte de energia. Isso pode resultar no acúmulo de substâncias ácidas (cetoácidos ou corpos cetônicos), que são prejudiciais ao organismo, pois tornam o PH sanguíneo mais ácido. Por um período prolongado pode ocorrer uma acidose metabólica, ausência de substrato energético para funcionamento normal do cérebro, falência dos órgãos e até morte.

Mudança de Comportamento...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Torta Salgada de Casca de Abóbora com Recheio de Talos

Dando continuidade à publicação de receitas sobre aproveitamento integral de alimentos, segue mais uma, realizada nesta semana, pelo grupo de alunas da Cozinha Experimental do CREAS, em Angra dos Reis.

Torta Salgada de Casca de Abóbora com Recheio de Talos

Ingredientes
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
3 ovos
1 xícara (chá) de casca de abóbora
1 xícara (chá) de talo de couve e salsa
1 cenoura ralada
1/2 copo de óleo
1/2 pacote de queijo ralado (50g)
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 copo de leite (250 ml)
sal a gosto
1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Preparo:

Recheio: Refogar a cebola, o alho, os talos e a cenoura.
Massa: Colocar os ovos, a casca de abóbora, o óleo, o queijo ralado, o leite e o sal no liquidificador. Despejar a massa em uma vasilha e misturar o trigo, o recheio e o fermento em pó. Levar ao forno por 30 minutos em forma previamente untada com margarina ou óleo e farinha de trigo.

Dicas: acrescente presunto, calabresa picados, ou frango desfiado, se desejar enriquecer o recheio, bem como, acrescente temperos, a gosto, ao refogado, ou utilize azeite no lugar do óleo na hora de refogar.

Rio 2016 e as polêmicas já começaram

Bem, os jogos nem bem começaram... estamos a 7 anos da realização dos mesmos e as polêmicas já começaram.
Não bastassem as críticas constantes do Comitê Olimpico Espanhol (clique aqui), agora começam a surgir notícias depreciativas sobre a cidade do Rio e suas reais condições para realização dos Jogos de 2016. Bem, que temos problemas, nós já sabemos, mas por que somente agora surgem algumas notícias sobre a cidade?

Globoesporte.com

Maratonista aquática diz ter contraído doença durante disputa do Pan do Rio
Medalha de bronze em 2007, americana Kalyn Keller criticou o fato de a cidade carioca ter sido escolhida para ser sede dos Jogos de 2016

Medalha de bronze no Pan-Americano de 2007, Kalyn Keller não guarda boas lembranças do Rio de Janeiro. A maratonista aquática afirma que contraiu a Síndrome de Crohn, uma doença crônica gastrointestinal, durante a disputa na Praia de Copacabana. Por isso, em entrevista ao site “CNSNews”, a americana protestou contra a vitória da cidade para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

- É como se tudo estivesse acontecendo novamente. Eu não quero que isso aconteça com mais ninguém. Quem está lá falando sobre a segurança dos atletas na América do Sul? Eu não teria problema nenhum com isso se eu soubesse que o Rio de Janeiro é seguro, mas não é.

Apontada como forte candidata a uma medalha nos Jogos de Pequim, Keller não chegou a se classificar para a competição. Segundo ela, após voltar do Rio de Janeiro, passou a apresentar sintomas da doença, não conseguiu atingir o índice olímpico e logo foi diagnosticada. Como não há cura definitiva atualmente para a Síndrome de Crohn (ou Doença de Crohn), ela precisou largar as competições.

- Isso tirou meu chão. Eu tinha um grande plano de ir para as Olimpíadas e, de repente, eu passei de uma atleta para uma inválida.

Apesar dos protestos, Keller não pode provar que foram as águas da praia de Copacabana que causaram sua doença. Porém, de acordo com Lindsay Mintenko, diretora da USA Swimming, que cuida dos esportes aquáticos nos EUA, não há atualmente um controle da qualidade da água onde são disputadas competições de maratonas.

Segundo o Dr. Jeffrey A. Katz, gastroenterologista americano, é muito difícil afirmar que Keller tenha contraído a doença devido à qualidade da água carioca.

- Acredito que é uma associação interessante, mas provavelmente não faz justiça ao que nós pensamos sobre a doença e sobre suas causas. Ao meu ver, para ter a doença, a pessoa precisa ter determinados genes. A pessoa precisa ter uma predisposição genética para contrair a doença - afirmou Katz.


Doença de Crohn

É uma doença crónica inflamatória intestinal, que atinge geralmente o íleo e o cólon (mas pode afectar qualquer parte do tracto gastrointestinal). Muitos danos são causados por células imunológicas que atacam uma ou mais partes dos tecidos do tubo digestivo, mas não há certeza de etiologia autoimune. Os sintomas e tratamentos dependem do doente, mas é comum haver dor abdominal, diarreia, perda de peso e febre. Actualmente não há cura para esta doença, no entanto os tratamentos permitem alívio dos sintomas e melhoria de qualidade de vida.

A doença de Crohn é uma das principais doenças inflamatórias intestinais. A outra é a colite ulcerosa, que difere em vários detalhes. Muitos acreditam que a doença de Crohn e a Colite ulcerosa são duas manifestações extremas de um mesma patologia intestinal subjacente.

Epidemiologia

A doença existe no mundo todo, porem com grandes variações regionais de prevalência. É mais comum em caucasianos, sendo mais frequente na Inglaterra, EUA e países escandinavos. Nos EUA, é mais comum nos judeus do que nos não-judeus. Ocorre em qualquer idade, sendo mais prevalente de 20 a 40 anos e ligeiramente mais comum no sexo feminino. A prevalência da doença nos EUA é de 7 casos por 100.000 indivíduos, na Europa, na África do Sul e na Austrália a prevalência encontra-se em torno de 0,9-3,1 casos por 100.000 indivíduos, e na América do Sul e na Ásia a prevalência encontra-se em torno de 0,5-0,8 casos por 100.000 indivíduos.

Etiologia

A etiologia é ainda oficialmente desconhecida. No entanto supõe-se que seja resultado de hiperactividade intestinal do sistema imunitário digestivo por acção de factores ambientais com tendência genética.

Julga-se que esse factor ambiental será provavelmente um vírus ou bactéria que desencadeia uma reacção inflamatória descontrolada e inapropriada nas paredes do intestino, que se torna depois independente do agente inicial. A doença cursa com formação de granulomas, uma forma de defesa especifica do sistema imunitário contra algumas bactérias intracelulares ou fungos.

Estuda-se também uma possível relação entre a doença e fatores de fundo psicológico (já que o indivíduo possui o problema, mas pode manifestá-lo ou não).

Fonte: Wikipédia e Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença, 9a. Ed.

Agora deixo as conclusões por conta de quem lê este artigo.

Mulheres Descobrem a Corrida


Um misto de exercício físico, diversão e prazer. As mulheres estão descobrindo as delícias da corrida e não querem largar o tênis

Um top resistente, um short confortável e m tênis adequado. É tudo que você precisa para apertar o passo e usufruir dos benefícios da prática que conquista cada vez mais adeptas: a corrida.

Seja por prazer, para colocar o shape em dia ou por outros objetivos, as mulheres estão deixando as academias em segundo plano e colocando as pernas na rua. Esse é um esporte para qualquer pessoa? “A princípio, sim”, afirma Albená Nunes, personal trainer e treinador de corrida de rua da Fórmula Academia, em Belo Horizonte (MG).

Mas o profissional ressalta que não basta a vontade para iniciar a prática. “É necessário fazer exames médicos, fisioterápicos e um levantamento da história pregressa da pessoa para planejar o treinamento ideal”, ressalta.

Então, antes de sair correndo por aí, uma visita a um professor de educação física com experiência em corridas é mais do que necessária para não ter problemas com uma prática exagerada, por exemplo.

“É preciso estabelecer metas reais que podem ser alcançadas”, explica o treinador. Mais do que ter a preocupação de fazer o aquecimento e alongamento imediatamente antes da corrida, Albená atenta para alguns cuidados que parecem banais, mas são fundamentais.

“Como nossos alunos estão correndo pelas ruas, acho importante pensar no momento da corrida em medidas de segurança. Correr em ruas seguras, contra o fluxo do trânsito, sinalizar se vai mudar de direção, tomar cuidado com a música alta e não ouvir os sinais da rua, procurar lugares menos poluídos e usar roupas e tênis que chamem a atenção para que você fique mais visível”, recomenda.

Uma das dúvidas que acometem as aspirantes à corredoras é a diferença entre o treinamento na esteira e em locais abertos, como ruas e parques. Em termos de resultado e eficácia, trata-se da mesma atividade, no entanto, a esteira apresenta diferenças biomecânicas em relação às ruas, segundo o personal trainer. Mas leve em consideração a diferença entre uma opção e outra.

Correr ao ar livre garante uma variação de paisagens maior, porém, a esteira não sofre com as mudanças climáticas. E os resultados na prática? Corpo e mente são os agraciados com a escolha por essa modalidade, já que correr também é uma forma de aliviar os pensamentos e acabar com o estresse do dia a dia.

“Além de desenvolver força e resistência, ainda aumenta a capacidade cardiorrespiratória e ajuda no controle e na redução de peso”, destaca Albená.

Além de todas as vantagens físicas e de saúde, a superação é o que move os amantes da corrida. “A sensação de realização após cada prova nos mostra que é possível ir além. Os desafios são pessoais, às vezes chegar bem, em outras reduzir o ritmo, mas, ainda assim, você sempre sairá ganhando”, garante.

Por Ana Claudia Sniesko Fonte: Revista Zero/Edição 06

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Como Funciona a Ação Ergogênica da Cafeína?

Diversos estudos experimentais comprovaram a ação ergogênica da cafeína em aumentar a tolerância ao exercício ou postergar a fadiga, visando à melhora daperformance ou do desempenho físico.
Um agente ergogênico é qualquer mecanismo, efeito fisiológico, nutricional ou farmacológico capaz de melhorar a performance nas atividades físicas esportivas ou ocupacionais.
Os efeitos ergogênicos da cafeína ainda não estão completamente elucidados, mas os pesquisadores acreditam em alguns mecanismos principais, como a ação da substância no sistema nervoso central afetando a percepção subjetiva de esforço e/ou a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular, postergando a sensação de fadiga. Outro mecanismo, sobre o músculo esquelético, aumenta os níveis intracelulares de cálcio nos músculos e a eficiência da contração. A hipótese aceita para esse último mecanismo é de que a cafeína aja sobre o retículo sarcoplasmático, aumentando sua permeabilidade ao cálcio e tornando este mineral prontamente disponível para o processo de contração muscular.
Por isso, a cafeína é utilizada como estratégia em atletas tanto de esportes anaeróbios (alta intensidade e curta duração), como aeróbios (baixa ou média intensidade e alta duração).
A cafeína pertence a uma classe de compostos chamada xantina e é um potente estimulante. É encontrada em chás, cafés, cacau, guaraná, chocolate e refrigerantes. Seus principais efeitos fisiológicos no organismo humano (quando consumida em baixas dosagens – 2 mg/kg de peso corporal) são o efeito estimulante, diurético, diminuição da sonolência, aumento da taxa metabólica, estado de vigília e frequência cardíaca, relaxamento da musculatura lisa dos brônquios, do trato biliar, do trato gastrintestinal e de partes do sistema vascular.
Quando administrada via oral, a cafeína é absorvida de modo rápido e eficiente, com aproximadamente 100% de biodisponibilidade. A maioria dos estudos utiliza o intervalo de 60 minutos entre a ingestão de cafeína e o início do exercício físico, uma vez que este parece ser o tempo em que se observa a maior concentração da substância na corrente sanguínea após a ingestão.
Os estudos com resultados significativamente positivos, em que os atletas que ingeriram cafeína apresentaram maior tempo para a exaustão no exercício físico, foram obtidos com as mais diversas dosagens de cafeína. Desde baixas e moderadas (2,1 a 4,5 mg/kg de peso corporal) até doses supra fisiológicas (5,0 a 13,0 mg/kg de peso corporal). No entanto, os autores relatam não haver diferença significativa entre as dosagens maiores, pois os efeitos da administração de 3 ou 6 mg/Kg de peso corporal tiveram o mesmo efeito ergogênico.

Uma dose moderada de cafeína corresponde a cerca de 400 a 500 mg/dia, o equivalente a 4 xícaras de café.
A ingestão de cafeína em excesso pode causar irritabilidade, dores de cabeça, insônia, diarreia e palpitações do coração. A dose letal para uma pessoa adulta pesando 70 kg seria de aproximadamente 10 g.

Até o final de 2003, a cafeína era considerada doping pela Agência Mundial Antidoping (World Anti Doping Agency - WADA), mas a partir de 2004, foi retirada da lista de substâncias proibidas e incluída na lista de substâncias que seriam apenas monitoradas.

Yes... We Créu!

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