quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Comer Devagar Pode Ajudar no Controle do Peso

Colocar menores quantidades de alimento na boca e mastigar por mais tempo pode ajudar no controle do peso, segundo estudo publicado esta semana na revista especializada Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Segundo os pesquisadores, comer mais rapidamente pode atrapalhar a liberação de hormônios responsáveis pela sensação de satisfação, fazendo com que as pessoas comam em excesso.

A pesquisa avaliou 17 homens saudáveis que tiveram que, em duas ocasiões diferentes, comer 300 ml de sorvete em cinco e 30 minutos. Analisando amostras de sangue, os pesquisadores observaram que, ao comer mais devagar, os voluntários tinham maior resposta do peptídeo anorexigênico, o que leva a uma redução do apetite.

Os especialistas explicam que o estudo oferece evidências importantes para entender aspectos da atual epidemia de obesidade. “Muitas pessoas, pressionadas por trabalhos e condições de vida demandantes, comem mais rapidamente e em maiores quantidades do que no passado”, ressaltou o pesquisador grego Alexander Kokkinos. “Nosso estudo oferece uma possível explicação para a relação entre a velocidade em comer e a alimentação em excesso, mostrando que a taxa na qual alguém come pode afetar a liberação de hormônios gastrointestinais que sinalizam para cérebro parar de comer”.

Estudo Indica Que Suco Natural Pode Prevenir Obesidade e Síndrome Metabólica


Pessoas que bebem um copo de suco com 100% de fruta todos os dias apresentam menos fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas, segundo estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.

Analisando dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos, realizada entre os anos de 1999 e 2004, os pesquisadores descobriram que, comparados a pessoas que não tomavam suco, aqueles que tomavam, todos os dias, sucos 100% fruta tinham 22% menos risco de obesidade e eram 15% menos propensos a ter síndrome metabólica – conjunto de fatores de risco para doença cardíaca e diabetes.

Na conferência Experimental Biology 2009, realizada em abril, em Nova Orleans, os pesquisadores explicaram que, além do benefício geral das frutas para a saúde, essa prática costuma vir associada a outros bons hábitos, como maior nível de atividades físicas e melhor padrão alimentar.

Tipo de Café da Manhã Pode Influenciar Perda de Gordura com Exercícios

O consumo de boa quantidade de fibras no café da manhã, junto a alimentos de baixo índice glicêmico (que alcançam a corrente sanguínea de forma mais lenta e contínua) pode ajudar mulheres que estão começando a fazer exercícios a queimar mais gorduras, segundo estudo da Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

Avaliando oito mulheres saudáveis, mas sedentárias, os pesquisadores notaram que um café da manhã de baixo índice glicêmico – incluindo leite com granola, iogurte, pêssego e suco de maçã – seria benéfico para a queima de gorduras induzida por uma caminhada de 60 minutos realizada três horas após a refeição, comparada com uma refeição contendo cereais de milho com leite, pão com geléia e refrigerante.

A equipe de cientistas reportou níveis de oxidação de gordura de 7,4 gramas com exercícios após a primeira dieta e de 3,7g com a outra. E, após o almoço, elas reportavam mais saciedade se tivessem tomado o desjejum de baixo índice glicêmico, mostrando que isso pode ajudar contra a obesidade.

Quase Metade da População Americana Será Obesa em 10 anos

Um em cada 20 americanos é considerado extremamente obeso. Está em média 45 quilos acima do peso.

É tão comum que assusta. A obesidade é uma epidemia nos Estados Unidos. Um em cada 20 americanos é considerado extremamente obeso. Está em média 45 quilos acima do peso. Na maioria dos estados, quase um terço da população é obesa. As previsões são ainda piores.

Segundo um novo estudo sobre a saúde no país, em dez anos, 43% dos americanos estarão obesos. Quase metade da população adulta vai estar, em média, 14 quilos acima do padrão saudável. O sobrepeso aumenta os riscos de diabetes, doenças cardíacas e vários tipos de câncer.

O estudo mostra que a obesidade vai custar o equivalente a R$ 620 bilhões em gastos médicos - consumindo 21% do orçamento do governo americano para a saúde. Cada adulto obeso gastará em média o correspondente a R$ 15 mil por ano com remédios e atendimento médico.

O problema não vem de hoje. Nos anos 1980, catchup era considerado um vegetal no cardápio das escolas, e acompanhava outro vegetal, a batata frita. Um almoço típico nos Estados Unidos inclui hambúrguer, bacon, com muito refrigerante e bolo cheio de creme, de sobremesa. Ano após ano, são feitas campanhas educativas, mas os americanos ainda não conseguiram entender que a gente é o que a gente come.

Nos EUA, 100 mil Novos Casos de Câncer São Relacionados à Obesidade

A obesidade causa mais de 100 mil casos de câncer por ano nos Estados Unidos, afirmaram nesta quinta-feira (5) cientistas do Instituto Americano de Pesquisa de Câncer. Mais de 25% dos americanos são obesos.

O excesso de peso está ligado a quase a metade dos casos de câncer de endométrio, a camada que reveste o útero, e a um terço dos registros de câncer de esôfago.

O câncer é a segunda causa de morte entre os americanos, ficando atrás apenas dos ataques cardíacos, apontam os cientistas.

Os pesquisadores descobriram que a obesidade desencadeia e desregula a produção de insulina e de alguns hormônios aumentando o risco de câncer.

Donna Ryan, oncologista e presidente da Sociedade Americana de Obesidade, afirma que a insulina é provavelmente a ligação entre a obesidade e os casos de câncer. “Os níveis elevados do hormônio frequentemente são observadas em pessoas obesas. A insulina é um poderoso acelerador do crescimento das células e isso afeta os tumores”, diz.

A obesidade eleva o nível de estrogênio, o hormônio feminino circulando no sangue, o que pode levar a doença.

Os outros tipos de câncer mais ligados a obesidade são o câncer de rim, do colo e do reto, do pâncreas e da vesícula.

Os pesquisadores querem mostrar também a importância da prevenção da obesidade, que pode evitar muitas mortes e também um gasto astrônomico para o governo.

Todos os anos a Casa Branca gasta o equivalente a R$ 258 bilhões na saúde, com problemas relacionados ao excesso de peso.

Anne Mc Tiernan, diretora do Centro de Prevenção do Centro de Pesquisas de Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, diz que a melhor forma de manter o risco de desenvolver câncer sob controle é perder peso, ter uma dieta saudável e praticar exercícios.

Fonte: G1.com.br

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quais as Consequências das Deficiências de Micronutrientes?

As vitaminas e minerais, também conhecidos como micronutrientes, são componentes essenciais para uma boa nutrição. Infelizmente, as carências de micronutrientes ainda são bastante frequentes em certas populações. Veja abaixo quais as principais carências e respectivas consequências:

Iodo

O iodo é um mineral essencial para o desenvolvimento e crescimento humano. O organismo humano necessita desse mineral para regular a glândula da tireóide e o principal sinal de sua deficiência é o bócio (saliência da glândula da tireóide no pescoço). A deficiência de iodo afeta primariamente o desenvolvimento do cérebro, podendo levar ao cretinismo, deficiência mental e retardo do crescimento físico.

Estima-se que dezoito milhões de crianças por ano nascem com as funções mentais prejudicadas devido à deficiência de iodo e cerca de dois milhões delas tem iodo insuficiente em suas dietas. As populações com deficiência crônica de iodo demonstram uma redução em seu quociente de inteligência (intelligent quotient – QI).

Ferro

A deficiência de ferro pode causar anemia (baixa concentração de hemoglobina sanguínea).

O ferro transporta o oxigênio através do sangue por todo o corpo, ou seja, é essencial para nossa sobrevivência. Mulheres têm maior necessidade de ferro do que os homens e, durante a gestação, as quantidades aumentam ainda mais.

Zinco

O corpo humano precisa do zinco para realizar diversas funções, como a cicatrização de feridas, crescimento e reparo de tecidos, coagulação sanguínea, funcionamento da glândula tireóide, metabolismo das proteínas, carboidratos, gorduras e álcool, desenvolvimento fetal e produção de esperma.

Os sintomas da deficiência de zinco incluem retardo do crescimento, diarreia, distúrbios mentais e infecções. As regiões geográficas mais afetadas pela carência do mineral são o sul da Ásia (principalmente Bangladesh e Índia), África e países do Pacífico Ocidental.

Folato (vitamina B9 ou ácido fólico)

A deficiência de folato é mais prevalente em populações que consomem muitos cereais (pobres em folato) e poucos vegetais folhosos e frutas (ricos em folato). O folato participa da multiplicação celular e crescimento tecidual. Sua deficiência durante a gestação aumenta o risco do nascimento de crianças com má formação do tubo neural, que afeta cerca de 300.000 recém nascidos por ano, além de outras anomalias. A deficiência deste mineral em adultos leva ao enfraquecimento da função cognitiva (como raciocínio e memória).

Vitamina A

A vitamina A é importante para o sistema imune, crescimento e reprodução. Sua deficiência afeta principalmente a visão, podendo causar cegueira e até a morte. Cerca de 250.000 a 500.000 crianças perdem a visão a cada ano devido à falta da vitamina.

Vitamina B12 (cobalamina)

A deficiência de vitamina B12 causa deteriorização neurológica, anemia megaloblástica, possível prejuízo da função imune, dentre outras consequências. Em crianças, a deficiência do mineral atrasa gravemente seu desenvolvimento.

Outras vitaminas – tiamina (vitamina B1), riboflavina (vitamina B2), niacina (vitamina B3) e piridoxina (vitamina B6)

A deficiência das vitaminas do complexo B são frequentes em lugares nos quais as dietas são pobres em alimentos de origem animal, frutas e vegetais, tendo como base do consumo os cereais. Gestantes, lactantes, bebês e crianças são as populações de maior risco para deficiência destas vitamias.

A deficiência grave de tiamina pode resultar em falência cardíaca ou neuropatia periférica.

Os sintomas que antecedem a deficiência de riboflavina são fraqueza, fadiga, dores na boca, queimação nos olhos e coceira. Com a deficiência está instalada, há risco de disfunções cerebrais.

A deficiência de niacina pode resultar em pelagra, que causa rachaduras na pele. Outros sintomas são vômitos, diarreia, depressão, fadiga e perda de memória. Com relação à piridoxina, sua deficiência causa desordens neurológicas (por exemplo, convulsões epiléticas), alterações cutâneas e até anemia.

Novo Estudo Traz Esperança aos Portadores de Diabetes Tipo 2

Comemorado em 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes este ano pode ter uma razão a mais para ser lembrado.

Publicado em setembro na revista Cell Metabolism, um novo estudo apresenta uma grande possibilidade para as mais de 180 milhões de pessoas no mundo que sofrem hoje com o diabetes tipo 2.

Realizada por um grupo internacional de pesquisadores, a pesquisa descobriu que a ativação da proteína TGR5 é capaz de reduzir o ganho de peso e de tratar o diabetes. O grupo, coordenado pelos professores Kristina Schoonjans e Johan Auwerx, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, examinou o papel da TGR5 no intestino. É lá que a proteína é expressada em células especializadas na produção de hormônios.

O trabalho é decorrente de outro, do mesmo grupo, que já havia demonstrado que ácidos biliares, que quebram as gorduras por meio da ativação da TGR5 em tecidos musculares e adiposos marrom, foram capazes de aumentar o gasto de energia e de prevenir, ou até mesmo de reverter, obesidade induzida em camundongos.

Na ocasião, os pesquisadores observaram que essas células enteroendócrinas controlam a secreção do hormônio GLP-1, que tem papel crítico no controle da função pancreática e na regulação dos níveis de açúcar no sangue. Kristina e Auwerx trabalharam em conjunto com que desenvolveu um ativador para a TGR5, chamado de INT-777, em colaboração com a empresa Intercept Pharmaceuticals, dos Estados Unidos.

O grupo, que contou com a participação de Roberto Pellicciari, da Universidade de Perugia, na Itália, demonstrou em testes em camundongos que a TGR5 pode efetivamente tratar o diabetes e reduzir a massa corporal. O estudo também revela que esses efeitos estão relacionados ao aumento da secreção da GLP-1 e do gasto energético.

Diabetes no Brasil e no mundo

De acordo com estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem mais de 180 milhões de diabéticos em todo o mundo. No país, são cerca de 5 milhões. O crescimento alarmante no número de portadores é, em parte, consequência dos péssimos hábitos e estilos de vida, e também pelo envelhecimento da população.

O Diabetes Mellitus é caracterizado pela hiperglicemia, o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Isso pode ocorrer por diferentes motivos, culminando nos vários tipos da doença. Qualquer que seja a causa, o tratamento gratuito já é oferecido em todo o País.

O tipo 2 é o mais comum e geralmente se manifesta após os 40 anos, em indivíduos obesos, com alimentação inadequada e sedentários.

Por não apresentar sintomas especialmente no início, estima-se que cerca de metade dos portadores do País não saiba da doença e permaneça sem tratamento.

Outro alerta fica para o aumento dos casos entre crianças e jovens, cada vez mais obesos e sedentários com a popularização de videogames, computador, salgadinhos, doces e refrigerantes.

Para prevenir a doença, é fundamental adquirir melhores hábitos alimentares e praticar atividade física com regularidade desde cedo.

sábado, 7 de novembro de 2009

Incidência de Gordura no Fígado em Adolescentes Obesos é de 50%, Indica Estudo

Estudo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), identificou que aproximadamente 50% dos adolescentes obesos atendidos pelo *Grupo de Estudos da Obesidade* (GEO) do Departamento de Biociências, no *Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício* (CEPE) da Universidade, apresentam algum grau de esteatose hepática não alcoólica (NAFLD -* Non-alcoholic fatty liver disease *), o que significa acúmulo de gordura no fígado.

Consequências do acúmulo de gordura no fígado

Essa doença tem sido considerada como o novo marcador da síndrome metabólica (conjunto de alterações no metabolismo) , caracterizada por aumento das chances de desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares associadas à obesidade e à morte precoce. A pesquisa apontou os fatores mais determinantes para o desenvolvimento da NAFLD.

Causas para o desenvolvimento de acúmulo de gordura no fígado

Os adolescentes obesos que tiveram diagnóstico para esteatose apresentam aumento circulante do neuropeptídeo Y (NPY), principal fator orexígeno, responsável pelo aumento da fome. Além das alterações comumente apresentadas em obesos, esses pacientes têm ainda uma alteração na regulação neural do balanço energético, o que dificulta o emagrecimento.

Entre os fatores determinantes para o desenvolvimento da doença, a ingestão elevada de carboidratos e de gorduras saturadas, encontradas em frituras e produtos industrializados, é forte estimulante para o aumento deste neuropeptídeo. A gordura saturada está correlacionada ao aumento da gordura visceral (depositada na região abdominal do corpo), que está associada ao aumento das chances de doenças cardiovasculares e morte precoce.

Foram avaliados desde 2004, cerca de 300 adolescentes, com idade entre 15 e 19 anos. Entre os que apresentaram a doença, foi observada a incidência de esteatose nos graus 1 (cerca de 30% de gordura no fígado), 2 (entre 30% e 60%) e 3 (de 60% a 90%). A partir disso, o paciente já apresenta quadro de fibrose e posteriormente cirrose. Embora as causas sejam diferentes, os efeitos são os mesmos da esteatose hepática alcoólica.

Os adolescentes diagnosticados passaram então por um ano de tratamento clínico, nutricional, orientação psicológica e atividade física. Metade conseguiu reduzir os níveis de gordura para índices considerados saudáveis. "A chance de cura existe, mas depende do emagrecimento. Também é importante que o paciente não perca peso muito rapidamente, porque quando ocorre o emagrecimento rápido, a gordura estocada nas vísceras (região central do corpo) vai diretamente para o fígado, que não consegue sintetizá-la a contento e exportá-la novamente para a circulação, aumentando a quantidade de gordura intra-hepática" , explica a Dra. Ana Dâmaso, coordenadora da pesquisa.

A incidência da síndrome metabólica ocorre em cerca de 32% dos pacientes com obesidade mórbida. Nestes casos associados à resistência insulínica é preciso complementar o tratamento com medicação e as chances de cura da obesidade mórbida são menores. No entanto, ao final de um ano de tratamento, houve redução para 8% dos casos de adolescentes obesos com a síndrome.

Tratamento

O Programa de Intervenção Interdisciplinar em Obesidade para adolescentes do *Grupo de Estudos da Obesidade* (GEO) do *Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício *(CEPE) terá continuidade. O próximo grupo iniciará os trabalhos em janeiro de 2010 e as inscrições, para jovens entre 15 e 19 anos, estarão abertas de 9 de novembro a 18 de novembro de 2009 e de 13 de janeiro a 12 de fevereiro de 2010.

Os interessados deverão agendar entrevista por telefone: (11) 55720177, com June, Aline, Raquel ou Fabíola. Rua Marselhesa, 535 Vila Clementino (Próximo ao metrô Santa Cruz). O tratamento é gratuito, mas a Universidade não se responsabiliza por custos com transporte e alimentação.

Obesidade Causa mais de 100 mil Casos de Câncer por Ano nos EUA

A obesidade é responsável por mais de 100 mil casos de câncer por ano nos Estados Unidos, segundo estudo apresentado esta semana por especialistas do Instituto Americano para Pesquisa do Câncer. A doença é a segunda principal causa de morte no país, perdendo apenas para a doença cardíaca, que também está associada à crescente "epidemia" de obesidade nos EUA. E isso representa uma séria preocupação para as autoridades de saúde, visto que é estimado que 26% da população americana é obesa.

De acordo com os especialistas, ter muita gordura corporal causa cerca da metade dos cânceres de endométrio – tipo de câncer de útero –, afetando aproximadamente 20,7 mil pessoas por ano; além de um terço dos casos de câncer de esôfago. Em relação ao câncer de mama, a obesidade é responsável pelo desenvolvimento de tumores em 33 mil mulheres por ano.

O levantamento combinou dados de pesquisas do Instituto associando dieta, atividades físicas e gordura corporal ao risco de câncer e de estudos nacionais sobre obesidade e a incidência de câncer. "Trabalhamos a porcentagem daqueles cânceres específicos que poderiam ser evitados se todos nos Estados Unidos mantivessem um peso saudável", destacaram os especialistas.

Estimativas indicam que as doenças relacionadas à obesidade contam por cerca de 10% de todos os custos médicos do país, ou cerca de US$147 bilhões por ano. Por isso, os especialistas defendem o desenvolvimento de políticas públicas que encorajam as pessoas a adotar um estilo de vida saudável, incluindo alimentação rica em vegetais e grãos integrais e a prática de
atividades físicas, como forma de prevenir diversos tipos de câncer.

Fonte: *American Institute for Cancer Research*. Press release. 05 de novembro de 2009.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pão de Folhas e Talos (ou...pão do Shrek ou do Hulk)


INGREDIENTES:
2 xícaras de chá de folhas e talos picados;
1 xícara de chá de caldo das folhas cozidas;
1 ovo;
½ colher de chá de açúcar;
3 colheres de chá de sal;
1 tablete de fermento biológico;
3 colheres de sopa de óleo;
4 e ½ xícaras de chá de farinha de trigo.

PREPARO: Coloque as folhas e talos no liquidificador com água e o caldo das folhas cozida. Bata bem. Junte o ovo, açúcar, sal, fermento e o óleo e continue batendo. Coloque em uma vasilha a farinha de trigo e despeje a mistura do liquidificador. Amasse até desgrudar das mãos. Deixe a massa crescer até dobrar de volume. Amasse novamente e forme os Paes, colocando em assadeira untada. Deixe crescer novamente. Coloque em forno moderado para assar por aproximadamente 40 minutos.
Rende 2 pães.
(Pode-se colocar folhas de beterraba, cenoura, nabo, rabanete, brócolis, etc.).

Consumo de Cereais no Café da Manhã Desenvolve Hábito de Vida Saudável

Estudo publicado no Nutrition Research concluiu que as crianças e adolescentes que consomem cereais (como por exemplo os cereais de flocos de milho) no café da manhã têm melhor ingestão de nutrientes, optam por alimentos mais saudáveis durante todo o dia e são mais ativos fisicamente.

Trata-se de um estudo descritivo longitudinal que acompanhou mais de duas mil meninas de nove e dez anos de idade durante dez anos. Com o auxílio dos pais, elas deveriam preencher por três dias consecutivos um recordatório alimentar (dois dias da semana e um de final de semana) uma vez ao ano, durante dez anos. Durante as visitas anuais, os pesquisadores instruíram as meninas a documentar no recordatório alimentar o horário de todas as bebidas e comidas ingeridas durante o dia inteiro, que foram posteriormente analisadas quanto ao valor nutricional. O foco do estudo estava na composição nutricional do café da manhã, mais precisamente na comparação entre as meninas que consumiam cereais nesta refeição (grupo CB, do inglês cereal breakfasts) e as que não consumiam (grupo NCB, do inglês noncereal breakfasts). A prática de atividade física destas crianças também foi analisada.

Os pesquisadores realizaram este estudo baseados em três hipóteses:

1- Os cereais ingeridos no café da manhã são mais nutritivos do que os alimentos ingeridos pelas NCB

2- Os cereais facilitam o consumo de outros alimentos saudáveis e substituem as comidas menos nutritivas no café da manhã

3- O consumo de cereais está associado a estilo de vida mais saudável

Com relação à primeira hipótese, a composição nutricional dos cereais do café da manhã das CB foi comparada à dos alimentos consumidos pelas NCB no mesmo período do dia. Os cereais proveram mais fibras alimentares, ferro, ácido fólico e zinco, e menos gordura, sódio, açúcar e colesterol, comparados aos nutrientes ingeridos no café da manhã das NCB. Entretanto, a relação de proteínas, carboidratos e cálcio foi menor quando proveniente dos cereais do que dos outros alimentos. Isto pode ser explicado devido ao fato das NCB incluírem no café da manhã carnes, ovos e pães.

Quanto à segunda hipótese, o consumo de cereais facilitou a ingestão de leite (as CB consumiam 5,6 vezes mais leite do que as NCB) e substituiu o consumo de alimentos gordurosos e açucarados como muffins, carnes e ovos durante o café da manhã. “O consumo de cereais no café da manhã promove bons hábitos nutricionais. Estes hábitos associam-se com a diminuição dos níveis de colesterol, melhora da saúde cardiovascular e menores IMCs (índices de massa corporais)”, dizem os autores. Porém, contrariamente ao esperado, o consumo de frutas durante o café da manhã das CB foi menor do que no das NCB.

Segundo os autores, “os cereais são normalmente consumidos com leite, que fornece grande quantidade de cálcio. Isto é muito importante uma vez que estudos demonstram que o consumo de leite (e consequentemente de cálcio) diminui com a idade, principalmente durante a adolescência, fase da vida em que ocorre acúmulo da massa óssea”.

Finalmente, para comprovar a terceira hipótese, as meninas que consumiam cereais, apresentavam maior ingestão de fibras alimentares e carboidratos, e menor ingestão de gorduras totais em todas as horas do dia. Entretanto, o tipo de café da manhã não exerceu influência sobre o consumo de sódio, açúcar e proteínas ao longo do dia. Uma associação significativamente positiva foi encontrada entre o tipo de café da manhã e a prática de atividades físicas, uma vez que as CB eram mais ativas que as NCB.

Alimentos que Estimulam a Memória

Estudo finalizado recentemente na Universidade da Califórnia em Irvine (UCI) indica que a ingestão de alimentos ricos em gordura estimula a formação da memória a longo prazo.

Liderados por Daniele Piomelli, do Instituto Italiano de Tecnologia e da UCI; e James McGaugh, também da UCI, um dos principais especialistas em memória no mundo; cientistas americanos e italianos descobriram uma explicação científica para as fortes lembranças que determinados pratos nos trazem mesmo após muito tempo.

Primeiramente, o grupo de estudiosos apontou uma relação entre a gordura ingerida e o controle do apetite com implicação importante no desenvolvimento de tratamentos para obesidade e outros distúrbios alimentares.

Nesta etapa, identificaram que os ácidos oléicos, obtidos a partir da hidrólise da gordura animal e de certos óleos vegetais, são transformados em uma molécula chamada de oleoletanolamina (OEA), no intestino delgado.

A OEA é a responsável por enviar a mensagem de saciedade ao cérebro. Em níveis elevados, ela pode reduzir o apetite, promovendo perda de peso e diminuição de níveis sanguíneos de triglicérides e colesterol.

Por meio de testes com roedores, os pesquisadores perceberam que a administração de OEA levou à melhoria na retenção da memória, assim como os efeitos da memória diminuíram quando os receptores celulares ativados pelo OEA foram bloqueados.

A partir daí, descobriram que a OEA permite o armazenando das memórias de curto prazo, transformando-as em memórias de logo prazo.

Isso é possível por meio da ativação de sinais de estímulo na amígdala, que é a região do cérebro envolvida na consolidação de memórias e eventos emocionais.

A conclusão dos pesquisadores remonta à idade antiga pelo fato das gorduras, importantes para a saúde geral, ajudando na absorção de vitaminas e na proteção de órgãos vitais, nem sempre terem sido tão abundantes na alimentação como são nos tempos de hoje. Os alimentos ricos em gordura são raros na natureza, o que provavelmente a fez um diferencial para a sobrevivência dos primeiros humanos.

A parte negativa do estudo é que da mesma forma que a OEA contribui para a sensação de saciedade após uma refeição, também estimula a vontade de ingerir novamente alimentos ricos em gordura, que, consumidos em excesso, podem levar ao ganho de peso e, consequentemente, à obesidade.

O próximo passo é avaliar se as drogas que simulam os efeitos do oleoletanolamina, já usadas em estudos clínicos para controle de triglicérides, também podem beneficiar a consolidação da memória em pessoas com deficiência nesse processo.

O estudo deve ser publicado na próxima edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Estudo Alerta para Importância das Calorias das Bebidas

Sempre de olho no que comemos, muitas vezes nos esquecemos que boa parte das calorias ingeridas está nas bebidas. Refrigerantes, sucos, leite, bebidas alcoólicas, entre outras, trazem consigo calorias muitas vezes determinantes no sucesso ou fracasso de uma dieta.

O alerta vem de um estudo realizado na Johns Hopkins School of Medicine, nos Estados Unidos, que avaliou 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos. Os pesquisadores monitoraram a redução de consumo de líquidos e alimentos sólidos de voluntários durante 18 meses. Nos primeiros seis meses, nos pacientes com redução de calorias proveniente de bebidas açucaradas, tais como refrigerantes e sucos industrializados, houve perda de meio quilo no período.

Em outro grupo, com redução de quantidade equivalente de calorias, porém provenientes de alimentos sólidos, a diminuição de peso foi cinco vezes menor.

Para a nutricionista Alessandra Lucca, doutora pela Faculdade de Saúde Pública da USP, o estudo é um alerta para não negligenciarmos as calorias das bebidas que contêm açúcar. “O estudo reforça que bebidas como refrigerantes, refrescos e outras bebidas adoçadas com açúcar são bastante calóricas e devem ser contabilizadas na dieta e, se possível, reduzidas ou substituídas”.

O estudo

A ingestão alimentar foi medida por meio de questionários respondidos por telefone, sem aviso prévio.

Pesquisadores dividiram as bebidas em várias categorias com base em valor calórico e nutricional de suas composições: adoçadas com açúcar (refrigerantes, refrescos, polpas, ou outras bebidas de alto valor calórico adoçadas com açúcar) ou bebidas dietéticas (refrigerantes diet ou outras bebidas adoçadas com adoçantes artificiais), leite (integral, 2% de gordura, baixo teor de gordura e desnatado), sucos (100% provenientes de frutas e vegetais), café e chá com açúcar, café e chá sem açúcar e bebidas alcoólicas.

Eles descobriram que 37% das calorias líquidas eram provenientes de bebidas adoçadas com açúcar.

Calorias sólidas x calorias líquidas

Segundo Benjamin Caballero, professor da Johns Hopkins e autor principal do estudo, o resultado revela que regulamos melhor a ingestão de calorias sólidas do que de líquidas, ou seja, é mais fácil exagerar quando bebemos do que quando comemos.

A constatação pode ser observada no dia-a-dia das pessoas, que raramente contabilizam as calorias ingeridas por bebidas e acabam exagerando na dose. O fato é comprovado pelos crescentes números do consumo, por exemplo, de refrigerantes no mundo inteiro.

Outro ponto negativo para as bebidas calóricas está na falta da necessidade de mastigação, presente nos alimentos sólidos. É ali que inicia o mecanismo de regulação da saciedade. Ao mastigar e deglutir um alimento, estimulamos as regiões do cérebro responsáveis por regular a satisfação.

O açúcar frequentemente utilizado em bebidas também interfere nesta diferença. Por ser um carboidrato simples, de rápida absorção, ele estimula a produção de insulina, favorecendo o estoque da energia ingerida em forma de gordura.

Fique de olho!

Um dos principais vilões das dietas de emagrecimento, especialmente quando não são orientadas por um profissional, são os refrigerantes regulares. Os sucos, apesar de serem excelentes fontes de vitaminas e minerais, também merecem atenção e não devem ser consumidos à vontade, já que contêm calorias.

Muitos indivíduos tomam sucos de frutos em abundância, certos de que estão fazendo somente bem ao organismo enriquecendo-o de vitaminas. Mas nem todas as versões são assim. Os sucos de caju, acerola, pêssego, limão, morango, melão ou maracujá, adoçados sem açúcar, são boas opções por serem provenientes de frutas com baixas calorias. O mesmo não podemos dizer da laranja, manga ou uva, que devem ser consumidas na forma de suco moderadamente.

“As bebidas açucaradas ingeridas durante os intervalos das refeições podem ter outro efeito negativo, pois quando ingerimos algo rico em açúcar depois de algumas horas sem comer, o açúcar é rapidamente disponibilizado em nossa corrente sanguínea, aumentando nossa glicemia e saciando momentaneamente nossa fome. No entanto, da mesma forma que o aumento da glicemia se deu de forma rápida, ocorre a queda, estimulando ao organismo a sensação de fome novamente”, alerta a nutricionista.

Embora os sucos naturais contenham mais calorias que as bebidas diet/light, não devemos ignorar que eles fornecem vitaminas e minerais importantes para o bom funcionamento de nosso organismo. Para substituí-los, há no mercado diversas opções interessantes, como a água de coco.

“A água de coco é um excelente repositor de eletrólitos, comumente perdidos em atividades intensas. Outra dica, especialmente para aqueles que não dispensam um refrigerante, são as águas aromatizadas, que não contêm calorias, mas possuem gás, saciando a vontade”, completa Alessandra.

Mulheres Obesas têm Menos Chances de Engravidar


A obesidade já é vista por médicos e profissionais da área da saúde como uma epidemia mundial. O excesso de peso tem impacto considerável em diversos setores da saúde, inclusive na fertilidade. O potencial reprodutivo pode ser reduzido por diversos fatores, entre eles a obesidade.

A obesidade tem efeito prejudicial na qualidade dos óvulos, reduz as taxas de fertilização e implantação e aumenta as chances de aborto. Esta foi a constatação de estudo realizado pelo Fertility – Centro de Fertilização Assistida, que investigou a influência de hábitos alimentares nos resultados clínicos de ciclos de reprodução humana assistida.

O objetivo do estudo foi avaliar a relação do índice de massa corpórea (IMC) em técnicas de reprodução assistida, mais precisamente em desfechos clínicos de ciclos de injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

Foram avaliadas a influência do IMC, alimentação e prática de atividade física nas taxas de fertilização, a implantação e gestação em 489 pacientes que realizaram ciclos de ICSI. Todas elas foram submetidas a um bloqueio hipofisário, seguido de estímulo ovariano controlado e de punção folicular.

Os grupos foram classificados de acordo com o IMC: normal (IMC entre 19,0-24,9 kg/m2, n = 313) e sobrepeso-obesidade (IMC ≥ 25 kg/m2, n = 99). Também foi estabelecida uma associação entre IMC e idade materna.

No grupo com IMC maior, a taxa de fertilização foi menor e as chances de aborto aumentaram em quase duas vezes. Quando as pacientes foram avaliadas conforme a idade, detectou-se uma queda significativa tanto na taxa de fertilização quanto nos resultados de implantação do embrião no útero das mulheres com mais de 35 anos. O estudo também apontou que as pacientes consumidoras de refrigerante à base de cola, mesmo com idade até 35 anos, têm duas vezes menos chance de engravidar.

Já com relação à atividade física, o médico Assumpto Iaconelli Júnior, um dos coordenadores do estudo, destaca a influência positiva dos exercícios para o tratamento de infertilidade.

“Registramos um crescimento nas taxas de implantação dos embriões e nas chances de gestação, além de redução do risco de aborto nas pacientes que praticavam alguma atividade física.”

Jovens Preferem Restaurantes Confortáveis e Cardápio Variado para Primeiro Encontro


Estudo publicado na revista Appetite revelou que os restaurantes formais são os preferidos para os primeiros encontros de casais e que os restaurantes mais informais podem servir de programa quando o casal já tem mais intimidade. Já os restaurantes tipo fast-food foram vistos como os menos apropriados em qualquer estágio de relacionamento.

Por meio de um questionário individual, os autores perguntaram para estudantes de uma universidade dos Estados Unidos sobre os lugares onde achavam apropriado levar seu parceiro para comer. Os estudantes deveriam responder sobre o grau de apropriação dos seguintes lugares: restaurantes finos, restaurantes casuais, restaurantes tipo fast-food, sua residência ou a residência do parceiro.

Participaram do estudo 215 homens e 347 mulheres. A idade média dos estudantes era 18,6 ± 1 ano.

Com relação aos primeiros encontros, os restaurantes casuais foram vistos como os mais apropriados. Os restaurantes finos, os casuais e as refeições nas residências foram marcados em proporções similares como apropriados para as relações mais longas. Os restaurantes do tipo fast-food foram indicados como os menos apropriados em ambos os casos. “Esse tipo de restaurante carrega um estigma de ser baratos e nada saudáveis”, confirmam os autores.

“Os restaurantes casuais foram escolhidos como os mais apropriados para os primeiros encontros devido ao seu conforto e cardápio variado, o que permite que o casal se conheça melhor, além de aprender sobre as preferências alimentares do parceiro”, dizem os autores.

Em relação aos gêneros, os homens consideraram os restaurantes finos mais apropriados para um primeiro encontro do que as mulheres (p<0,001).

“Saber o roteiro e as preferências dos casais pode ajudar os profissionais que trabalham no ramo alimentício, oferecendo um cardápio variado e uma atmosfera casual e confortável à clientela”, sugerem os autores.

Glicose e Glutamina Podem ser a Chave para Importantes Descobertas Sobre o Câncer

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Utah, em Sal Lake City, nos Estados Unidos, publicado recentemente no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, destaca alguns achados inéditos sobre a relação entre glicose e câncer.

As informações trazem algumas implicações que abrangem inclusive outras doenças, como o diabetes.

Segundo Donald Ayer, professor do Instituto de Câncer Huntsman da Universidade de Utah e um dos autores do trabalho, desde 1923 já se sabe que células tumorais usam muito mais glicose do que células normais. Ele afirma que a pesquisa ajuda a tentar entender como esse processo ocorre e como pode ser interrompido de modo a tentar controlar o crescimento dos tumores.

Tanto a glicose (açúcar) como a glutamina (aminoácido), essenciais para o crescimento celular, não funcionam de modo independente, como até pouco tempo atrás se imaginava. O que observou-se agora é que durante o crescimento de células normais ou cancerosas ocorre um processo no nível celular que envolve ambas as substâncias.

A interdependência da glicose e da glutamina foi descoberta quando os pesquisadores observavam que a utilização de glicose também era interrompida quando restringiam a disponibilidade de glutamina.

A conclusão dos pesquisadores é que sem glutamina a célula entra em uma espécie de curto-circuito por causa da falta de glicose, que acaba suspendendo o crescimento das células tumorais.

Por outro lado, durante a observação de uma proteína chamada mondoA, responsável por ligar e desligar genes, verificou-se que ela bloqueia a expressão de um gene conhecido como TXNIP na presença da glutamina. Estima-se que esse gene seja supressor de tumores. Porém, ao ser bloqueado pela mondoA, o TXNIP faz com que as células passem a ingerir glicose, estimulando o crescimento de tumores.

Segundo Donald Ayer, o próximo passo será o desenvolvimento de modelos animais para testar como a mondoA e o TXNIP pode ajudar no controle do desenvolvimento do câncer.

Estudo Identifica Uma das Possíveis Causas para o Câncer de Fígado


O tumor de fígado e das vias biliares ocupa no Brasil a sétima posição entre os diversos tipos de cânceres. Em 1999, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o mal foi responsável por 4.682 mortes. Algumas delas podem ter sido causadas pela contaminação de nozes ou amendoins. Esta é a revelação de recente pesquisa publicada na última quinta-feira, 22 de outubro, na revista Nature.

Pesquisadores norte-americanos descobriram que uma substância tóxica denominada aflatoxina pode ser produzida por alguns tipos de fungos em sementes oleosas e levar ao câncer se ingerida em grandes quantidades.

O estudo detalhou o processo pelo qual ocorre esse papel cancerígeno, apontando a interferência no metabolismo, comprometendo a imunidade e causando grave desnutrição, tornando o indivíduo mais suscetível ao câncer. Isso tudo a partir da destruição do gene p53, que atua na prevenção de câncer em humanos.

Outro foco de Shiou-Chuan Tsai e colegas das Universidades da Califórnia em Irvine (UCI) e Johns Hopkins era descobrir a razão pela qual a toxina começava a se desenvolver. Com sucesso, eles verificaram que a proteína PT é fundamental para que os fungos produzam a aflatoxina. Esse conhecimento é fundamental para se buscar inibir a produção da aflotoxina pelos fungos por meio das drogas e, assim, reduzir a incidência do câncer hepático.

Eliminar a proteína é uma alternativa mais eficiente e vai de encontro com as técnicas tradicionais de destruir o fungo para a descontaminação, que é um processo caro.

Incidência mundial

A aflatoxina pode causar necrose aguda, cirrose e carcinoma de fígado em diversas espécies animais. Seu efeito já pode ser observado em estudos epidemiológicos na África e no sudeste da Ásia, onde há grande incidência de hepatocarcinomas. A associação entre a incidência de câncer e a aflatoxina contida na dieta é, portanto, mais evidente em países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, esta contaminação é rara.

As razões para esta distribuição geográfica também são apontadas no estudo, que faz um alerta para a legislação insuficiente nestas localidades. De acordo com os autores, cerca de 4,5 bilhões de pessoas em países em desenvolvimento estão criticamente expostas a alimentos com grandes quantidades de aflatoxina, em alguns casos centenas de vezes as quantidades consideradas seguras.

Um exemplo é o aumento dos risos para o desenvolvimento de câncer de fígado em cerca de 60 vezes em países como China, Vietnã e África do Sul, causada pela combinação de aflatoxina com a exposição ao vírus da hepatite B.

Embora a contaminação de alimentos por essa toxina seja considerada inevitável até mesmo pelo Food & Drug Administration do governo norte-americano, há limites toleráveis que devem ser obedecidos sob a pena de colocar em risco a saúde pública.

No Brasil, a aflatoxina pode ser identificada mais comumente no milho, amendoim, sementes de algodão, leite, nozes, pistache, pecans, entre outros.

Para evitar problemas causados pela ingestão excessiva da aflotoxina, é importante a fiscalização de leites, grãos e seus derivados, observando-se as quantidades máximas permitidas para cada grupo de alimentos. E pelo fato do armazenamento e estocagem por longos períodos, especificamente no caso dos grãos, favorecer a proliferação dos fungos, é muito importante verificar sempre os prazos de validade antes do consumo.