segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mulheres Obesas têm Menos Chances de Engravidar


A obesidade já é vista por médicos e profissionais da área da saúde como uma epidemia mundial. O excesso de peso tem impacto considerável em diversos setores da saúde, inclusive na fertilidade. O potencial reprodutivo pode ser reduzido por diversos fatores, entre eles a obesidade.

A obesidade tem efeito prejudicial na qualidade dos óvulos, reduz as taxas de fertilização e implantação e aumenta as chances de aborto. Esta foi a constatação de estudo realizado pelo Fertility – Centro de Fertilização Assistida, que investigou a influência de hábitos alimentares nos resultados clínicos de ciclos de reprodução humana assistida.

O objetivo do estudo foi avaliar a relação do índice de massa corpórea (IMC) em técnicas de reprodução assistida, mais precisamente em desfechos clínicos de ciclos de injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

Foram avaliadas a influência do IMC, alimentação e prática de atividade física nas taxas de fertilização, a implantação e gestação em 489 pacientes que realizaram ciclos de ICSI. Todas elas foram submetidas a um bloqueio hipofisário, seguido de estímulo ovariano controlado e de punção folicular.

Os grupos foram classificados de acordo com o IMC: normal (IMC entre 19,0-24,9 kg/m2, n = 313) e sobrepeso-obesidade (IMC ≥ 25 kg/m2, n = 99). Também foi estabelecida uma associação entre IMC e idade materna.

No grupo com IMC maior, a taxa de fertilização foi menor e as chances de aborto aumentaram em quase duas vezes. Quando as pacientes foram avaliadas conforme a idade, detectou-se uma queda significativa tanto na taxa de fertilização quanto nos resultados de implantação do embrião no útero das mulheres com mais de 35 anos. O estudo também apontou que as pacientes consumidoras de refrigerante à base de cola, mesmo com idade até 35 anos, têm duas vezes menos chance de engravidar.

Já com relação à atividade física, o médico Assumpto Iaconelli Júnior, um dos coordenadores do estudo, destaca a influência positiva dos exercícios para o tratamento de infertilidade.

“Registramos um crescimento nas taxas de implantação dos embriões e nas chances de gestação, além de redução do risco de aborto nas pacientes que praticavam alguma atividade física.”

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