quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quais as Consequências das Deficiências de Micronutrientes?

As vitaminas e minerais, também conhecidos como micronutrientes, são componentes essenciais para uma boa nutrição. Infelizmente, as carências de micronutrientes ainda são bastante frequentes em certas populações. Veja abaixo quais as principais carências e respectivas consequências:

Iodo

O iodo é um mineral essencial para o desenvolvimento e crescimento humano. O organismo humano necessita desse mineral para regular a glândula da tireóide e o principal sinal de sua deficiência é o bócio (saliência da glândula da tireóide no pescoço). A deficiência de iodo afeta primariamente o desenvolvimento do cérebro, podendo levar ao cretinismo, deficiência mental e retardo do crescimento físico.

Estima-se que dezoito milhões de crianças por ano nascem com as funções mentais prejudicadas devido à deficiência de iodo e cerca de dois milhões delas tem iodo insuficiente em suas dietas. As populações com deficiência crônica de iodo demonstram uma redução em seu quociente de inteligência (intelligent quotient – QI).

Ferro

A deficiência de ferro pode causar anemia (baixa concentração de hemoglobina sanguínea).

O ferro transporta o oxigênio através do sangue por todo o corpo, ou seja, é essencial para nossa sobrevivência. Mulheres têm maior necessidade de ferro do que os homens e, durante a gestação, as quantidades aumentam ainda mais.

Zinco

O corpo humano precisa do zinco para realizar diversas funções, como a cicatrização de feridas, crescimento e reparo de tecidos, coagulação sanguínea, funcionamento da glândula tireóide, metabolismo das proteínas, carboidratos, gorduras e álcool, desenvolvimento fetal e produção de esperma.

Os sintomas da deficiência de zinco incluem retardo do crescimento, diarreia, distúrbios mentais e infecções. As regiões geográficas mais afetadas pela carência do mineral são o sul da Ásia (principalmente Bangladesh e Índia), África e países do Pacífico Ocidental.

Folato (vitamina B9 ou ácido fólico)

A deficiência de folato é mais prevalente em populações que consomem muitos cereais (pobres em folato) e poucos vegetais folhosos e frutas (ricos em folato). O folato participa da multiplicação celular e crescimento tecidual. Sua deficiência durante a gestação aumenta o risco do nascimento de crianças com má formação do tubo neural, que afeta cerca de 300.000 recém nascidos por ano, além de outras anomalias. A deficiência deste mineral em adultos leva ao enfraquecimento da função cognitiva (como raciocínio e memória).

Vitamina A

A vitamina A é importante para o sistema imune, crescimento e reprodução. Sua deficiência afeta principalmente a visão, podendo causar cegueira e até a morte. Cerca de 250.000 a 500.000 crianças perdem a visão a cada ano devido à falta da vitamina.

Vitamina B12 (cobalamina)

A deficiência de vitamina B12 causa deteriorização neurológica, anemia megaloblástica, possível prejuízo da função imune, dentre outras consequências. Em crianças, a deficiência do mineral atrasa gravemente seu desenvolvimento.

Outras vitaminas – tiamina (vitamina B1), riboflavina (vitamina B2), niacina (vitamina B3) e piridoxina (vitamina B6)

A deficiência das vitaminas do complexo B são frequentes em lugares nos quais as dietas são pobres em alimentos de origem animal, frutas e vegetais, tendo como base do consumo os cereais. Gestantes, lactantes, bebês e crianças são as populações de maior risco para deficiência destas vitamias.

A deficiência grave de tiamina pode resultar em falência cardíaca ou neuropatia periférica.

Os sintomas que antecedem a deficiência de riboflavina são fraqueza, fadiga, dores na boca, queimação nos olhos e coceira. Com a deficiência está instalada, há risco de disfunções cerebrais.

A deficiência de niacina pode resultar em pelagra, que causa rachaduras na pele. Outros sintomas são vômitos, diarreia, depressão, fadiga e perda de memória. Com relação à piridoxina, sua deficiência causa desordens neurológicas (por exemplo, convulsões epiléticas), alterações cutâneas e até anemia.

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