sábado, 16 de janeiro de 2010

Alimentos Que Ajudam a Longevidade

1. AVEIA

Ajuda a diminuir o colesterol ruim, o LDL. Ganhou o selo de redutor do risco de doenças cardíacas da FDA, agência americana de controle de alimentos e remédios. Quantidade recomendada: 40 gramas por dia de farelo ou 60 gramas da farinha.

2. ALHO

Reduz a pressão arterial e protege o coração ao diminuir a taxa de colesterol ruim e aumentar os níveis do colesterol bom, o HDL. Pesquisas indicam que pode ajudar na prevenção de tumores malignos. Quantidade recomendada: um dente por dia (para diminuir o colesterol e a pressão arterial).

3. AZEITE DE OLIVA

Auxilia na redução do LDL. Sua ingestão no lugar de margarina ou manteiga pode reduzir em até 40% o risco de doenças do coração. Quantidade recomendada: 15 mililitros por dia ou uma colher (de sopa rasa).

4. CASTANHA-DO-PARÁ

Assim como noz, pistache e amêndoa, auxilia na prevenção de problemas cardíacos. Também ganhou o selo de redutora de doenças cardiovasculares da FDA. Quantidade recomendada: 30 gramas por dia ou de cinco a seis unidades.

5. CHÁ VERDE

Auxilia na prevenção de tumores malignos. Estudos indicam ainda que pode diminuir as doenças do coração, prevenir pedras nos rins e auxiliar no tratamento da obesidade. Quantidade recomendada: De quatro a seis xícaras por dia (para reduzir os riscos de gastrite e câncer no esôfago).

6. MAÇÃ

Ajuda a prevenir tumores malignos, diz o médico Michael Roizen. O consumo regular de frutas variadas auxilia na redução de doenças cardíacas e da pressão sanguínea, além de evitar doenças oculares como catarata. Quantidade recomendada: cinco porções de frutas por dia .


7. PEIXES

Os peixes ricos em ômega 3, como a sardinha, o bacalhau e o salmão, são poderosos aliados na prevenção de infartos e derrames. Estudos indicam também que reduzem dores de artrite, melhoram a depressão e protegem o cérebro contra doenças como o mal de Alzheimer. Quantidade recomendada: pelo menos 180 gramas por semana (para reduzir o risco de doenças cardiovasculares).

8. SOJA

Ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, segundo a FDA. Seu consumo regular pode diminuir os níveis de colesterol ruim em mais de 10%. Há indicações de que também ajuda a amenizar os incômodos da menopausa e a prevenir o câncer de mama e de cólon. Quantidade recomendada: 150 gramas de grão de soja por dia, o equivalente a uma xícara de chá (para reduzir o colesterol).

9. TOMATE

Auxilia na prevenção do câncer de próstata. Quantidade recomendada: uma colher e meia (sopa) de molho de tomate por dia.

10. VINHO TINTO

A uva vermelha, presente no vinho ou no suco, ajuda a aumentar o colesterol bom e evita o acúmulo de gordura nas artérias, prevenindo doenças do coração. Quantidade recomendada: dois copos de suco de uva ou uma taça de vinho tinto por dia.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

10 Motivos para Malhar Sempre


Que a atividade física é importante para a saúde todo mundo sabe, mas você sabe exatamente quais são esses benefícios ao corpo?

Para conhecer um pouco mais sobre as vantagens de se exercitar, listo 10 motivos para você não largar nunca esse hábito tão importante:

1. Viver mais:
Sabemos que para viver bem é necessário ter uma boa alimentação, bons hábitos de higiene, cuidados com a saúde e também a prática de exercícios físicos regularmente. De acordo com o Ministério da Saúde, quem se exercita diminui em 54% as chances de morrer de problemas cardíacos.

2. Menos desconforto:
Pessoas que estão com sobrepeso ou obesas sentem-se desconfortáveis, principalmente em altas temperaturas. Quando o frio chegar não espere mais, exercite-se! A baixa temperatura facilitará o início das atividades e a queima de gordura, além de proporcionar mais disposição para exercitar-se quando a temperatura subir.

3. Prevenção de doenças:
A prática de atividades físicas aumenta a imunidade. Fazer exercícios mesmo em dias mais frios pode ser uma boa maneira de evitar a gripe.

4. Maior gasto calórico:
O exercício, qualquer que seja ele, aumenta o gasto calórico do corpo devido à movimentação e à manutenção da temperatura corporal. Com os dias frios há um resfriamento da pele aumentando o reflexo do tônus muscular, ocasionando os tremores e arrepios, que é uma maneira de produzir calor. Dessa forma há um aumento do gasto calórico para manter o corpo aquecido. As atividades de intensidade moderada, ideais para queimar gordura, são otimizadas nesse período.

5. Emagrecer com mais saúde:
Quando resolvemos nos exercitar no inverno nós temos o tempo a nosso favor, pois não existe pressa em perder os quilinhos extras devido ao fato deles ficarem escondidinhos debaixo das roupas. Aproveite esse clima gostoso e mexa-se, pois de acordo com o Colégio Americano de Medicina Esportiva, perdendo em média cerca de 2 quilos por mês existe uma chance muito pequena de recuperá-los, fugindo assim do efeito sanfona.

6. Diminuição dos quadros de depressão:
A prática de exercícios físicos faz com que o corpo produza um hormônio, a endorfina, que combate essa sensação. Por isso é importante manter-se em atividade sempre para espantar o baixo astral.

7. Não perder as capacidades físicas:
Quando deixamos de malhar por algum tempo, há uma perda de massa muscular. O problema é causado pela interrupção da produção de enzimas que são responsáveis pela manutenção ou aumento dessa massa muscular. Mesmo batendo aquela preguiça, não vale a pena parar, pois quando a idade chegar você agradecerá a si mesmo o esforço feito ainda quando jovem.

8. Sono mais tranqüilo:
Ao realizarmos exercícios físicos regularmente, nosso relógio biológico agradece, pois com a prática de alguma atividade física nosso corpo se cansa mais e ao mesmo tempo há um relaxamento da musculatura corporal, também eliminando o stress do dia a dia e com isso conseguimos descansar a mente tendo assim noites de sono mais serenas e tranqüilas.

9. Ganhar independência na vida adulta:
Quem pratica atividades físicas regularmente consegue chegar na velhice com saúde, disposição, com capacidade de realizar tarefas cotidianas sem correr perigo, independência para ir e vir e fazer muita coisa que der vontade.

10. Ficar de bem com a vida:
Quando paramos de praticar exercícios físicos, em mais ou menos 15 dias sua capacidade aeróbia diminui, fazendo com que a sua produção de endorfina reduza. Desta forma, você acaba se irritando facilmente com tudo e com todos à sua volta e para evitar que isto ocorra, mantenha-se ativo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Diabetes em Expansão


Um estudo de base populacional realizado em São Carlos (SP) mostra que a prevalência de diabetes mellitus chega a 13,5% entre os habitantes da cidade do interior paulista. O número sugere um aumento na prevalência da doença em relação a estudos anteriores feitos no Brasil.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi publicado na revista ”Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia”.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 220 milhões de pessoas são portadoras da doença, que causa cerca de 5% de todas as mortes no mundo a cada ano. Aproximadamente 80% dos diabéticos vivem em países de baixa e média renda.
De acordo com a autora principal do estudo, Angela Leal, professora do Departamento de Medicina da UFSCar, os dados são coerentes com a tendência mundial de aumento da prevalência de diabetes em todo o mundo.
“Um estudo multicêntrico nacional realizado no final da década de 1980 mostrava que a prevalência no país era de 7,6%. Outra pesquisa, realizada em 2003 na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, mostrou que a prevalência era de 12%. O estudo feito em São Carlos indica que a prevalência continua crescendo”, disse Angela.
A professora explicou que há poucos estudos epidemiológicos desse tipo, pois sua execução requer uma metodologia específica e participação de grande número de indivíduos, com amostras selecionadas minuciosamente. “É preciso que a metodologia seja muito rigorosa para que o estudo seja robusto e os dados possam ser extrapolados para o resto da população”, afirmou.
O estudo, que teve apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, foi feito com uma amostra de 1.116 indivíduos de 30 a 79 anos de idade, habitantes da área urbana de São Carlos. A pesquisa fez parte da dissertação de mestrado de Paula Lima Bosi, do Departamento de Fisioterapia da UFSCar, orientada por Angela.
“A diabetes mellitus está avançando em todo o mundo. Considera-se que há uma pandemia e que essa prevalência continuará aumentando, em especial nos países em desenvolvimento. No passado, já se considerou que a diabetes era uma doença de ricos, mas atualmente está claro que ela ganha espaço entre as populações mais carentes”, declarou Angela.
Segundo a professora, esse tipo de estudo é importante para dimensionar o problema no país e, eventualmente, orientar políticas públicas. Ela afirma que a doença tem um grande impacto negativo no sistema público de saúde, já que o paciente frequentemente deixa de ser produtivo, necessitando do tratamento com diálise.
“Trata-se de uma doença complexa, não apenas pelo grande número de pessoas atingido, mas porque ela traz complicações crônicas, comprometendo olhos, rins, coração e membros inferiores, por exemplo”, disse.
Os dados, segundo Angela, foram coletados por meio de visitas domiciliares, no período de agosto de 2007 a junho de 2008. Os pacientes que participaram do estudo tiveram o sangue colhido com um glicosímetro. Os voluntários também foram examinados e responderam um questionário que checava os dados sociodemográficos, agregando dados sobre condições de saúde, constituição da dieta e hábitos de atividade física.
“Os indivíduos que não apresentaram níveis de glicose suficientes para serem diagnosticados como diabéticos eram submetidos a um teste de tolerância à glicose, que tem maior sensibilidade. Embora não sejam diabéticas, algumas pessoas apresentam índices elevados demais para serem consideradas normais e são classificadas como indivíduos com tolerância à glicose diminuída”, explicou.
Angela afirmou que o estudo utilizou um plano de amostragem probabilística em múltiplos estágios estratificado em duas variáveis: renda familiar e grau de escolaridade do chefe da família. “Com isso, constatamos que a prevalência aumenta conforme diminui a escolaridade do indivíduo”, afirmou. Os pesquisadores também mediram a altura, a circunferência abdominal e o peso dos indivíduos.
“Dos 1.116 voluntários, 862 foram classificados como possuindo tolerância normal à glicose. Outros 69 ficaram no grupo dos indivíduos com tolerância à glicose diminuída. Os portadores de diabetes mellitus foram 185. Após ajuste por idade das taxas de prevalência a partir dos dados populacionais de São Carlos, concluímos que a prevalência de diabetes é de 13,5% e a de tolerância à glicose diminuída é de 5%”, afirmou.
Segundo Angela, atualmente o grupo está finalizando um trabalho semelhante para detectar a prevalência de síndrome metabólica na mesma região. “A síndrome metabólica inclui hiperglicemia – com diabetes ou não –, hipertensão arterial e aumento da circunferência da cintura. É um complexo de fatores”, disse Angela.

Por Fábio de Castro