sábado, 27 de fevereiro de 2010

Açaí...

Em meus atendimentos, costumo perguntar se meus pacientes gostam de açaí e, normalmente a resposta, ainda que tímida, é "sim". Mas logo em seguida vem a pergunta: "Dr... pode comer açaí? Mas não engorda? Eu amo!"
Mas o açaí é um fruto riquíssimo e que acredito ser valioso numa reeducação alimentar.
Por esta razão, estou postando este artigo e, lembrar, um consumo regular, em quantidades adequadas, pode trazer benefícios ímpares para sua saúde. Então, antes de sair por aí e comer todo o açaí que encontrar, lembre-se, busque uma orientação nutricional para saber qual a melhor forma de preparar e a quantidade ideal para você.


Talvez não exista fruta mais brasileira do que essa. Nativo da Amazônia, o açaí carrega em seu nome lendas indígenas e, em sua polpa, diversas propriedades. Rico em fibra e proteína, já foi tema de teses e estudos estrangeiros. Popularizado no país e no mundo, o açaí está para os caboclos assim como o chimarrão está para os gaúchos, o pão de queijo para os mineiros...

Origem - Parecido com uma jabuticaba, o açaí é o fruto de uma palmeira típica da Amazônia e que chega a quase 30 metros de altura. Ela cresce nas margens de rios e pode ser encontrada também na Guiana e na Venezuela pela proximidade geográfica desses países. A dispersão das sementes é feita principalmente por pássaros, como o tucano e o papagaio, que comem a fruta e dispensam os caroços, que correspondem a 87% de todo açaí. Uma única palmácea produz de 10 a 15 kg de frutos durante um ano e 90% de toda a produção nacional vem de Belém do Pará, onde são consumidos cerca de 250 mil quilos da polpa de açaí por dia.

Propriedades nutricionais - Quando associado com a vitamina C, o açaí fornece quantidades suficientes de fósforo para ativar as funções cerebrais, além de ser excelente fonte de proteínas e fibras. Segundo o químico belga e professor da Universidade Federal do Pará, Herve Rogez, a composição química da polpa da fruta pode ser comparada com o leite de vaca, porém, com propriedades nutricionais superiores.

Por ser rico em vitamina E e polifenóis, age como um antioxidante natural e combate os radicais livres. Já os 3 gramas de fibra encontrados em 100 ml ajudam a melhorar as funções intestinais. E as 58 Kcal a cada 100 ml dão ao açaí uma de suas qualidades mais conhecidas - seu poder energético. Rogez acredita que mesmo as pessoas que estão fazendo dieta não deveriam eliminar a fruta de seu cardápio, pois ela ajuda no transporte de oxigênio para as células. E toda essa energia contribui para diminuir o estresse físico e mental.

Propriedades medicinais - As raízes combatem hemorragia e verminoses. Os pigmentos naturais da fruta, conhecidos como antocioninas, agem como antioxidantes e melhoram a circulação sanguínea. Graças a essa propriedade, o extrato da fruta conseguiu destruir células cancerosas, segundo uma pesquisa publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry. De acordo com o professor que coordenou o trabalho, Stephen Talcott, do Instituto de Ciências Alimentícias e Agrícolas da Universidade da Flórida, a fruta amazonense estimulou a diminuição de leucemia em até 86% das células testadas.

No Brasil, a empresa Produtos Regionais do Brasil Ltda. descobriu que a farinha resultante do caroço do açaí pode ser acrescida ao café para diminuir o teor de cafeína e aumentar o nível de inulina - um açúcar rico em fibras e que não é absorvido pelo organismo - sem sequer alterar seu sabor. A bebida é comercializada na região Norte com o nome de A4 Bebida Sabor Café. Mas, segundo o fabricante, a farinha A4, como é chamada, pode ser utilizada para enriquecer outras farinhas, como a de trigo.

Utilidades - Pode-se aproveitar praticamente tudo o que a palmeira do açaí oferece. Da fruta obtém-se o vinho do açaí, muito consumido pelos nortistas, e também a polpa, usada para fazer sucos, sorvetes, picolés e o açaí de tigela. O caroço pode servir como adubo orgânico e matéria-prima para o artesanato regional. Já o palmito de sua árvore é muito utilizado em saladas, recheios e cremes, além de servir como alimento para os animais.

Curiosidades - Diz a lenda que, onde hoje se localiza a cidade de Belém, havia uma tribo indígena. Para resolver o problema da falta de comida, o cacique decidiu proibir a gravidez entre seu povo. No entanto, sua filha Iaçã ficou grávida e, convicto de sua decisão, o avô mandou matar a criança após o nascimento. Deprimida, Iaçã ouviu certa noite o choro de seu filho vindo da direção de uma árvore com frutas roxas. Na manhã seguinte, a índia foi encontrada morta, abraçada a essa árvore. O cacique resolveu então fazer um suco daquelas frutas para alimentar sua tribo. Em homenagem a Iaçã, a árvore foi batizada de Açaí - o nome da índia ao contrário.

O açaí faz parte do dia-a-dia do caboclo (população que vive às margens dos rios amazonenses) desde a infância. Logo após o período de amamentação, as mães dão açaí às crianças em substituição ao leite materno. Muito raramente o leite de vaca entra no cardápio dessas pessoas, que consomem a polpa do açaí puro com farinha de mandioca ou arroz. Assim como o leite, pode-se encontrar açaís do tipo A (mais grosso e puro de todos), B (de viscosidade média) e C (misturado com água). Segundo Rogez, o açaí que chega a São Paulo e Rio de Janeiro é do tipo D, conhecido como "água de açaí" pelos paraenses.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nutrição, Exercícios e Câncer

Todas as recomendações definidas para prevenção do câncer terão maior eficácia quando associadas àquelas que previnem a obesidade e outras doenças crônicas. Um indicativo disto é a combinação de alimentação com atividade física, de acordo com o novo relatório de Políticas e Ações para a Prevenção do Câncer no Brasil: Alimentação, Nutrição e Atividade Física, fruto da parceria entre o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ) no Projeto de Promoção do Consumo de Frutas, Legumes e Verduras (Projeto FLV).

O estudo revisa de forma sistemática os determinantes ambientais, econômicos, sociais e individuais dos padrões de alimentação, nutrição e atividade física, avalia a eficácia de intervenções e ações para prevenção do câncer e de outras doenças e apresenta amplas recomendações baseadas em evidência para políticas efetivas a curto e longo prazos.

Os pesquisadores encontraram, por exemplo, que com políticas para a melhoria da qualidade de vida, segurança e qualidade alimentar, é possível prevenir 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe; 60% dos tumores de esôfago e 52% dos casos em que a doença atinge o endométrio, aliando a nutrição adequada com a prática esportiva.

Esta redução é especialmente importante diante do quadro vivido atualmente não apenas no Brasil. Em 2009, cerca de 11 milhões de pessoas em todo o mundo tiveram diagnóstico de câncer. São aproximadamente 8 milhões de mortes pela doença todos os anos. A estimativa mundial indica, ainda, que esse número deve aumentar, assim como o excesso de peso, a obesidade, os hábitos sedentários e, em muitos países, o tabagismo.

Os números do Inca revelam que a combinação de exercícios físicos e combate à obesidade correspondem à prevenção de 41% dos tumores de estômago, 34% de pâncreas e 37% do intestino grosso (colorretal). No total, 19% de todos os cânceres são preveníveis graças a essa associação.

O sedentarismo e o consumo de alimentos processados e ricos em sal, gorduras e açúcares tem contribuído para o aumento de peso, incidência de obesidade e o desenvolvimento de doenças crônicas, como as cardiovasculares e o câncer, até mesmo em crianças e adolescentes.

A publicação destaca medidas simples como consumir água potável e cuidados com a higiene e conservação dos alimentos, além de recomendar investimentos em educação alimentar a partir da infância para reverter o cenário atual.

Hábitos Modernos

As populações ao redor do mundo têm trocado as áreas rurais por cidades, adotando costumes sedentários e consumindo grandes quantidades de bebidas e alimentos industrializados. Nas regiões mais industrializadas, nas quais o suprimento de alimentos é garantido, ocorre um aumento rápido de peso, da obesidade e também de doenças crônicas, como as cardíacas e o câncer. Se ninguém fumasse ou fosse exposto ao tabaco, aproximadamente um terço dos atuais casos de câncer também seria prevenido.

Nas grandes capitais brasileiras, o estudo adverte que a situação é ainda mais complicada, pois o cidadão encontra uma série de obstáculos que impedem a prática diária de atividade física. Cidades como Belo Horizonte, Goiânia, Brasília e Palmas, projetadas para o transporte motorizado, ou naquelas urbanizadas precocemente, como São Paulo e Rio de Janeiro, as longas distâncias exigem ônibus ou carro, tornando as ruas congestionadas pelo tráfego e as vizinhanças divididas por vias expressas e as calçadas estreitas.

Utilizar o carro ou o transporte público para trabalhar ou para fazer compras no lugar da caminhada ou da bicicleta, portanto, acaba sendo a única forma encontrada pelos residentes destas regiões. A falta de parques grandes e espaços abertos é outro fator que afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas e, consequentemente, a saúde.

Autor: Chico Damasco
Fonte: Nutritotal

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mães Celíacas Não Tratadas Podem Ter Filhos Prematuros e Com Menor Peso

Em um novo estudo publicado por pesquisadores dinamarqueses constatou-se que mulheres celíacas que não aderem à dieta sem glúten tem uma probabilidade significativamente maior de terem filhos prematuros ou com o peso abaixo do esperado no momento do nascimento.

O estudo, conduzido por pesquisadores das Universidades de Arhus (Dinamarca), Cork (Dinamarca) e Manchester (Reino Unido) envolveu a análise do peso no nascimento e tempo de gestação de mais de 1400 bebês nascidos de mães celíacas no período entre 1979 e 2004. Destes, 1105 bebês nasceram de mães diagnosticadas com a doença celíaca há mais de 90 dias antes do início da gestação (consideradas pelos autores como ‘tratadas’, ou seja, teoricamente seguindo a dieta sem glúten), e 346 bebês nasceram de mães as quais foram diagnosticas com a doença celíaca apenas após o nascimento de seus filhos (consideradas como ‘celíacas não tratadas’ durante a gestação).

Os pesquisadores verificaram que, no caso de mães celíacas não tratadas (ou seja, que não haviam sido dignosticadas previamente à gestação), o peso dos bebês no momento do nascimento foi significamente menor do que o peso de crianças nascidas de mães não celíacas, mesmo daquelas com o mesmo tempo de gestação. Em média, o peso das crianças de mães não tratadas foi cerca de 100g mais baixo. Além disso, a probabilidade de parto prematuro também foi maior no caso das mães celíacas não tratadas.

Por outro lado, os autores não encontraram nenhuma diferença entre o peso e tempo de gestação de recém nascidos de mães não celíacas e o peso e tempo de gestação de recém nascidos de mães celíacas que já haviam sido diagnosticadas antes da gravidez. A partir destes resultados os pesquisadores sugerem que a adoção da dieta sem glúten parece ser capaz de reverter os efeitos da doença celíaca no peso final e tempo de gestação do feto. Além disso, a pesquisa mostra a importância do diagnóstico precoce da doença e da adoção da dieta sem glúten.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Saúde da Mulher...

As mulheres, assim como os homens, devem ingerir uma alimentação equilibrada e variada, com cereais integrais, frutas, vegetais, gorduras mono e poliinsaturadas, laticínios e carnes com pouca gordura. Entretanto, as mulheres têm necessidades especiais nos diferentes estágios de suas vidas e devem atentar para o consumo de alguns nutrientes especiais, como ferro, ácido fólico e cálcio.

Ferro

O ferro é um dos alicerces para uma ótima saúde e energia. Problemas no ciclo menstrual podem indicar baixos níveis de ferro no organismo, geralmente decorrentes da deficiência no consumo ou na absorção do mineral. A ingestão adequada de ferro (DRI) para mulheres entre 19 e 50 anos é de 18 mg/dia.

As boas fontes de ferro da alimentação incluem as carnes vermelhas, frango, peru, porco, peixes, feijão, lentilha, vegetais de cor verde escura, como couve ou espinafre, e alimentos fortificados. A absorção do ferro dos alimentos de origem vegetal é aumentada quando ingeridos junto à uma fonte de vitamina C, como morango, limão, laranja, entre outros.

Na gravidez, há um aumento das necessidades deste mineral para suprir a expansão da massa eritrocitária da própria gestante, a formação do sangue da placenta e do feto e, ainda, para compensar as perdas durante o parto.

A dieta normal nem sempre é suficiente para suprir as necessidades de ferro na gestação. Por isso, tem sido proposta a suplementação de 27 mg/dia de ferro elementar ou sulfato ferroso a partir do segundo trimestre de gestação, e de 9 mg/dia para lactantes (ou 10 mg/dia para lactantes com idade inferior a 18 anos).

Ácido fólico

O ácido fólico é a vitamina B9 do complexo B. Também conhecido como folato, quando encontrado naturalmente nos alimentos (termo genérico para os compostos que têm atividade vitamínica similar a do ácido).

Na fase gestacional, o ácido fólico é necessário para prevenir defeitos de fechamento do tubo neural, como anencefalia e espinha bífida, além de lábio leporino e fenda palatina; malformações cardíacas e do trato genito-urinário; prematuridade e baixo peso ao nascimento.

A suplementação de folato deve ser iniciada ainda antes da concepção, pois o tubo neural, estrutura precursora do cérebro e da medula espinhal, se fecha de 22 a 28 dias após a concepção, ou seja, antes mesmo da mulher constatar a gravidez, que geralmente acontece somente após o atraso da menstruação, em geral 20 a 30 dias após a concepção.

O folato age como coenzima em várias reações celulares fundamentais e é necessário na divisão celular, principalmente quando há crescimento rápido.

A suplementação de ácido fólico três meses antes da concepção e nos três primeiros meses da gestação é suficiente para reduzir em até 95% os problemas de malformação fetal.

Como a gestação nem sempre é programada, recomenda-se o consumo de alimentos ricos em ácido fólico todos os dias.

Assim, a suplementação de ácido fólico deve ser de 400 mcg/dia para as mulheres que pretendem engravidar, de 600 mcg/dia para gestantes e de 500 mcg/dia para lactantes, além do ácido fólico consumido naturalmente na dieta.

As principais fontes alimentares de ácido fólico são espinafre, feijão branco, aspargos, couve de bruxelas, soja e derivados, laranja, melão, maçã, brócolis, gema de ovo, fígado, peixes, gérmen de trigo, salsinha, beterraba crua e amendoim. Deve-se, no entanto, evitar o cozimento prolongado dos alimentos, que pode destruir até 90% do ácido fólico.

Cálcio

Para a boa saúde dos ossos e dentes, as mulheres necessitam ingerir uma variedade de alimentos ricos em cálcio, além de aproximadamente três porções diárias de leite ou laticínios, principais fontes alimentares desse mineral.

A osteoporose está entre as principais morbidades que acometem a mulher no climatério. Nesta fase da vida, as mulheres estão especialmente vulneráveis em decorrência da progressiva redução da função ovariana e, consequentemente, da produção diminuída de seus hormônios esteróides. Este processo inicia-se a partir dos 35 anos, quando a mulher apresenta redução lenta de massa óssea, acentuando-se após os 50 anos, com a menopausa.

Diversos estudos indicam que o consumo excessivo de proteína pode ter efeito deletério sobre o cálcio e comprometer ainda mais a osteoporose, por estimular perdas excessivas do mineral (alguns autores preconizam que a relação cálcio/proteína da dieta seja de 20/1 mg/g).

Fonte: Nutritotal

Dieta da Mãe Influencia Positivamente o Hábito Alimentar da Criança

Atenção Mamães!

Muito mais do que influenciar os filhos a se alimentarem corretamente, o período pré-natal também tem mostrado ser fator determinante nos hábitos alimentares no pós-natal.
O que ressalto ao postar artigo a seguir é que além da importância do pré-natal, de uma reeducação alimentar anterior ou até mesmo durante a gestação, quem "decide" os hábitos alimentares da criança nos seus primeiros anos de vida são os pais e, em especial, a mãe. Então.. leia este artigo e procure um nutricionista, mesmo que você acredite não precisar, mas avalie se esta fazendo tudo da forma mais correta para dar ao seu filho a melhor saúde e os melhores hábitos possíveis.




Estudo com população britânica revela que a ingestão alimentar materna durante a gestação exerce mais influência no hábito alimentar da criança quando comparada com o período pós-natal.

Sabe-se que a concentração de glicose sanguínea materna durante a gestação é um fator determinante para o crescimento fetal. Isso porque a secreção aumentada de insulina fetal, liberada em resposta à maior transferência de glicose através da placenta, estimularia o crescimento fetal. Com isso, maiores seriam os níveis de gordura subcutânea.

Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar se existem evidências que relacionem a dieta e a glicemia maternas com o crescimento fetal e sua influência sobre o apetite e a adiposidade da criança.

Segundo os autores, “estudos realizados com animais já mostraram que a exposição fetal a altas concentrações de glicose sanguínea resulta em alterações no apetite dos filhos, mas a nosso ver, este é o primeiro estudo com humanos para examinar as diferenças na dieta materna pré e pós-natal e sua relação com a dieta e adiposidade do filho”.

Foram feitas três tipos de comparações sobre o crescimento e comportamento alimentar dos filhos com os pais: relação da alimentação materno-fetal; mãe-filho e pai-filho; e relação materna pré e pós-natal.

Aproximadamente 3 mil casais participaram do estudo, sendo que somente as mães que tiveram um único bebê foram selecionadas (casos de gêmeos ou trigêmeos foram excluídos).

As mães preencheram um questionário de frequência alimentar (QFA) na 32ª semana de gestação e, após análise dos autores, os alimentos foram separados por grupos (energia total, proteína, gordura e carboidrato). Os pais e mães também preencheram um QFA similar após 47 meses do nascimento do filho.

A dieta das crianças foi analisada quando as mesmas completaram 10 anos de idade, por meio de diários alimentares de três dias, sendo dois dias da semana e um no final de semana. As crianças foram convidadas a comparecer aos 9 e 11 anos de idade para mensuração dos compartimentos corpóreos (massa gorda, massa magra e massa óssea).

A ingestão materna de carboidratos, proteínas e gorduras no pré e pós-natal foi positivamente associada com a ingestão dos mesmos nutrientes pela criança. Ou seja, quanto maior o consumo desses macronutrientes pela mãe, maior a ingestão pela criança e, portanto, maior o crescimento da criança. Entretanto, esta associação foi mais forte no período pré-natal. Baseados nestes resultados, os autores relatam que “as gestantes devem ser encorajadas a adquirir hábitos alimentares saudáveis durante a gestação para beneficiar o desenvolvimento do feto e o hábito alimentar da futura criança”. A comparação da alimentação do pai com a do filho não apresentou os mesmos resultados. Houve forte associação mãe-filho para a ingestão de proteínas e gorduras e uma fraca associação pai-filho em relação ao consumo de carboidratos.

Com relação ao consumo energético total, não houve forte relação entre mãe-filho nem entre pai-filho. Todavia, quanto maior era o consumo energético da criança, maior era a sua massa gorda.

O principal fator influente sobre a massa gorda da criança foi o consumo de gordura e, para a massa magra, o consumo de carboidrato. Uma vez que os nutrientes ingeridos pela mãe tiveram relação direta nos nutrientes escolhidos pelo filho, a alimentação materna se torna um fator diretamente ligado a composição corporal de seus filhos.

“Como as associações de alimentação mãe-filho foram mais fortes no período pré-natal, é possível que isto reflita efeitos intra-uterinos sobre o apetite da criança, já que a glicose, os aminoácidos e os ácidos graxos são transportados através da placenta”, explicam os autores.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Frozen de Iogurte Light

Aqui vai uma dica para quem deseja perder peso e ainda experimentar algo novo.

Ingredientes:
1 caixa de creme de leite light
1 iogurte natural desnatado
200ml de leite desnatado
adoçante a gosto (exemplo: 2-3 envelopes de Finn)
1 colher de suco de limão

Preparo:
Bata tudo no liquidificador ou no mixer. Coloque num pote com tampa e leve ao freezer. Quando começar a endurecer (cerca de 4 horas), bata novamente. Despeje em forminhas e deixe congelar por 12 horas. Depois é só se deliciar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A Beleza da Força

O corpo musculoso das mulheres que malham parece representar uma nova estética feminina, que desafia os homens em seu próprio terreno. Mas essas mulheres saradas são realmente bonitas?
Por IVAN MARTINS, NELITO FERNANDES E FERNANDA COLAVITTI. COM ELISEU BARREIRA E LEOPOLDO MATEUS

O que é uma mulher bonita?

A resposta a essa pergunta tem variado através dos séculos, das culturas e da geografia. Nossos ancestrais, que habitavam as cavernas da Europa há 50 mil anos, esculpiram deusas da fertilidade com seios, coxas e barrigas proeminentes. Podemos admitir que era esse seu ideal de beleza. Para o povo pagund, do norte da Tailândia, seios caídos e longos pescoços deformados pela colocação de anéis de metal são o que há de mais bonito. Nos parece estranho, mas assim é entre eles. No Brasil do século XXI, celeiro mundial de modelos claras e delgadas, existe uma acentuada predileção popular por mulheres carnudas e morenas, com curvas bem demarcadas.

Portanto, o que é uma mulher bonita?

A empresária carioca Marcella Techeh tem sua própria resposta para essa questão. Ela tem 33 anos, dois filhos e um corpo esculpido em pedra por sessões diárias de musculação. Marcella é uma mulher forte, sarada, malhada mesmo, embora não tenha uma aparência pesada. Seus músculos sobressaem no abdome, nos braços e nas coxas. Sua preocupação principal é evitar a flacidez. Um de seus grandes prazeres é olhar-se no espelho. Mas essa satisfação consigo mesma, totalmente narcisista e corriqueira, embute uma rebeldia. Embora atraente, Marcella não se enquadra no padrão de beleza que domina a estética ocidental desde o início do século XX e que provocou, em seu nascimento, um comentário azedo do escritor francês Émile Zola: “A ideia da beleza varia. Ela agora reside na esterilidade das mulheres alongadas, donas de flancos pequenos”. Marcella, assim como milhares de outras que se exercitam com intensidade e que se orgulham de seus músculos, não é uma mulher “alongada de flancos pequenos”. Ela é robusta, vigorosa, rija. Nada tem em comum com a criatura frágil descrita pelos médicos do século XVIII, segundo os quais a mulher teria “ossos pequenos, com carnes moles e esponjosas, e seria animada por um caráter débil”. As mulheres fortes como Marcella explodiram essa definição. Elas representam a materialização de uma nova estética que vai emergindo das academias e das pistas esportivas – e que representa, a seu modo, uma tremenda mudança de valores.

É como se as mulheres, cansadas da imagem passiva de fragilidade corporal que lhes foi imputada desde a Antiguidade, resolvessem, por conta própria, invadir a última arena simbólica exclusivamente masculina, a da força física. Braços e ombros poderosos parecem ser a resposta das mulheres aos rapazes de peitos e braços inflados que desfilam pelas ruas das cidades brasileiras. Seria o começo de uma disputa? “Não creio que isso represente uma forma de competição”, afirma o sociólogo Celso Sabino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “É mais a definição de uma nova identidade, em uma nova era. Essas mulheres fogem do que significou ser mulher nos últimos séculos no Ocidente.”

Os homens parecem não gostar dessa nova vertente da beleza feminina. “Eu gosto de mulher feliz. Vejo muito mais sensualidade numa mulher feliz do que numa sarada emburrada”, diz o apresentador Marcelo Tas. O vocalista da banda Raimundos, Tico Santa Cruz, é ainda mais severo. “Eu acho tosquíssimo. Gosto de mulheres naturais. Mulheres que parecem de borracha não me atraem. Tenho medo delas”, diz ele. O ator e roteirista Bruno Mazzeo tampouco aprova a força feminina: “Não é a minha preferência. Acho que os músculos tiram a feminilidade, que é uma das coisas que mais me atraem”.

Na resistência masculina reside um dos vários aspectos inovadores da nova estética: ela não é uma invenção dos homens. Ao contrário das opulentas madonas renascentistas, das “mulheres ampulhetas” do século XIX (com os seios projetados por espartilhos e os quadris empinados por anquinhas) e das atrizes com corpos voluptuosos que emergiram de Hollywood nos anos 50, as anônimas com silhuetas esculpidas não correspondem a uma idealização da feminilidade. Elas estão inventando uma estética própria, que se opõe aos cânones consagrados da beleza e do bom gosto. Talvez por isso os homens se incomodem – e não pela primeira vez.

No fim do século XIX, quando as mulheres da elite europeia começaram a pedalar e jogar tênis, falou-se em imoralidade, degeneração e até mesmo pecado. “Era como se as mulheres estivessem se apropriando de exercícios musculares próprios à atividade masculina”, escreve a historiadora Mary Del Priore no livro Corpo a corpo com a mulher: pequena história das transformações do corpo feminino no Brasil. Na verdade, as mulheres estavam de fato se apropriando de um território exclusivamente masculino, como fazem agora.

Isabelle Colmenero pratica exercícios obsessivamente desde os 15 anos. Corre, levanta pesos, faz ginástica. Hoje, aos 35, casada, exibe um corpo de gladiadora pequeno e sarado, que não deixa de ser vigorosamente feminino. Ela diz que não tem medo de ficar com aparência de homem. “Nosso corpo não é como o deles”, afirma. “Para ficar forte mesmo, masculinizada, você tem de tomar anabolizante.” Isabelle limita-se a comer de tudo. E, como gasta muita energia, não se preocupa em fazer dietas. Parece residir aí um avanço do ponto de vista da saúde em relação à estética anoréxica que as adolescentes do mundo inteiro importaram das passarelas. Mulheres que malham, comem.

Lilian Pacce, a editora de moda do canal GNT, acha que a modelo holandesa Lara Stone já representa, de forma sutil, uma resposta do mundo da moda ao aparecimento nas ruas de uma estética feminina menos diáfana. “Lara é uma mulher grande e teve problemas quando começou nos desfiles”, diz Lilian. Hoje, a modelo alta de seios imponentes é uma das mais requisitadas do circuito.

A jornalista Danuza Leão, ex-modelo e observadora perspicaz da sociedade brasileira, não tem simpatia pelas mulheres que malham em excesso. Defende, “para homens e mulheres”, uma aparência “durinha e enxuta, mas sem músculos”. Dito isso, ela reconhece que sempre houve uma acentuada divisão no mundo estético brasileiro. Nos anos 1950 e 1960, quando as modelos de sucesso já eram magras e elegantes, como a americana Suzy Parker, as preferidas dos homens brasileiros se apresentavam no teatro de revista com amplos quadris e coxas grossas. Eram as coristas, equivalentes das moças de pernas roliças que dançam ainda hoje diante das câmeras dos programas de auditório. “Sempre houve essa divisão de gosto no Brasil”, diz Danuza. “As mulheres com mais corpo sempre fizeram sucesso nas ruas e na praia.”

Sempre, neste caso, parece ser sempre mesmo. Desde a chegada dos portugueses, no século XVI, criou-se uma dicotomia entre a estética oficial da corte europeia – que consagrava cabelos claros, pele leitosa e seios volumosos – e a beleza que se apresentava nas praias aos olhos dos colonizadores. Às índias, com seus olhos e cabelos escuros e seu corpo pequeno e castanho, logo viriam se juntar as escravas africanas de sorriso reluzente e magistral musculatura. Dessa mistura emergiu uma estética brasileira, de bumbum arrebitado e seios pequenos, que o sociólogo Gilberto Freyre definiu como “morenidade” – e que até hoje influencia o gosto e a libido nacionais. Mary Del Priore diz que no século XIX, quando José de Alencar se esmerava em esmiuçar as “mãos pálidas” e o “talhe delicado” de suas personagens, os visitantes estrangeiros ao Brasil relatavam a evidente preferência de nossos tataravós por mulheres “cheias e morenas”. Um inglês que aqui esteve em 1893 deixou registrado que o maior elogio que se podia fazer a uma dama era observar que ela “estava a cada dia mais gorda”. As coisas mudaram.

É possível, portanto, que a estética das mulheres fortes seja apenas uma evolução histórica do gosto nacional por mulheres curvilíneas, que predomina há 500 anos. O fato de que as primeiras musculosas tenham surgido nos desfiles de Carnaval, em que a cultura do país é filtrada pelas lentes do exagero, reforça essa impressão. A nova estética pode ser compreendida como exagero, como o ponto em que uma tendência começa a converter-se em caricatura.

Foi inaugurada recentemente no museu Metropolitan de Nova York uma exposição de 60 esboços do pintor italiano Agnolo Bronzino, um dos mestres do maneirismo. Essa escola de arte surgiu na Itália por volta de 1520 e interpôs-se entre o Renascimento e o Barroco. Os corpos esboçados por Bronzino, percebe-se na exposição, são recobertos por uma musculatura tão espessa e detalhada que mais parecem uma caricatura da anatomia humana. Olhando a retrospectiva do Metropolitan, é possível encontrar paralelos entre o virtuosismo vazio de seus desenhos e a ausência de direção da cultura moderna. Com o mesmo olhar, talvez se possa perceber, no corpo musculoso das mulheres que malham, reflexos do exagero que povoa as pinturas e os desenhos de Bronzino. No início do século XXI, a estética das mulheres com músculos pode ser tanto um sinal de transformação duradoura quanto mais uma manifestação efêmera de decadência. Como o maneirismo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Quais os Sinais e Sintomas da Desidratação em Crianças?

As perdas de água nos indivíduos sedentários ou moderadamente ativos ocorrem de três maneiras principais: sudorese, diurese e perdas fecais.

Entretanto, algumas condições clínicas, como vômitos, diarreia, fístulas digestivas, entre outras, podem levar a perdas hídricas importantes.

A diarréia é uma das patologias mais prevalentes na infância e é causa de mortalidade infantil. Idade reduzida, deficiências nutricionais, práticas inadequadas de higiene física e alimentar, desmame precoce, ausência de saneamento básico nos locais de permanência, estações quentes do ano e acesso a água contaminada favorecem o aumento da incidência da diarreia.

A identificação do estado de desidratação das crianças pelos familiares ou responsáveis é muito importante. Estudo com população de baixa renda analisou a percepção de mães quanto ao estado de desidratação dos filhos e constatou que alguns sinais e sintomas são identificados com maior frequência. São eles: aumento do número de evacuações, vômitos, estado de sede e "olhos fundos". Entretanto, a urina, a umidade da boca e da língua e a elasticidade da pele, após beliscada, praticamente não têm representação para as mães como indicadores de uma situação de maior gravidade.

Autora: Iara Waitzberg Lewinski
Fonte: Nutritotal

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Existe Diferença Entre a Composição Nutricional de Alimentos Orgânicos e Convencionais?

Não. Uma recente publicação analisou os resultados de centenas de artigos científicos que comparavam a composição nutricional de alimentos cultivados organicamente com aqueles cultivados convencionalmente. O resultado é que, exceto poucos estudos que alegaram o contrário, não há diferença na quantidade de nutrientes encontrados.

A agricultura orgânica é definida como a produção de alimentos de origem vegetal e animal sem a utilização de agrotóxicos e adubos químicos sintéticos ou outros agentes contaminantes. No entanto, devido à contaminação ambiental generalizada, as práticas de agricultura orgânica não podem garantir a ausência total de resíduos. Contudo, é possível aplicar métodos que visem à minimização da contaminação do ar, do solo e da água.

Há na literatura alguns trabalhos que relatam diferenças quanto à composição nutricional de alimentos cultivados de maneira orgânica e convencional, mas estes dados ainda são insuficientes para que se possa afirmar com convicção. Um estudo apontou maior quantidade de fósforo nos alimentos orgânicos, e de nitrogênio nos convencionais, mas, segundo os autores, isto pode ser sido devido ao uso de diferentes fertilizantes.

Apesar da maioria dos estudos científicos apontar para a similaridade na composição nutricional desses produtos, a grande disparidade entre eles está na quantidade de contaminantes.

Em um dos trabalhos publicados verificou-se a influência de diferentes tipos de fertilizantes sobre os principais componentes antioxidantes de tomates e concluiu-se que as fontes de adubos podem ter um expressivo efeito sobre a concentração destes compostos. A utilização de adubos orgânicos aumentou os níveis de fenólicos totais e o ácido ascórbico. Porém, os autores afirmam que são necessários estudos em escala comercial para que seja possível a confirmação de tais resultados.

No que diz respeito a contaminantes minerais, ao comparar alimentos vegetais orgânicos e convencionais, autores observaram maiores concentrações de cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, zinco, sódio e selênio nos orgânicos. Já outros minerais, como o alumínio, chumbo e mercúrio apresentavam-se em menores quantidades, quando comparados aos alimentos convencionais.

Obesidade na Adolescência


A obesidade é uma epidemia globalizada. Atualmente, entre os adolescentes escolares, 30% apresentam excesso de peso. Muitos fatores estão relacionados na gênese da obesidade, como os genéticos, fisiológicos e metabólicos, mas os que melhor explicam este rápido aumento estão relacionados à alimentação e ao estilo de vida.

Crianças e jovens obesos podem sofrer os mesmos males que adultos nesta situação, como hipertensão e diabetes do tipo 2. Ainda apresentam mais chances para problemas graves no futuro, como doenças cardíacas e até alguns tipos de câncer.

Diversos estudos comprovam que a obesidade é multicausal e, ainda, pode incluir problemas familiares levando a um desequilíbrio emocional. “Nem sempre o problema está na falta de conhecimento de uma alimentação balanceada. Os excessos cometidos pelos jovens têm causas, às vezes, no âmbito familiar”, afirma a nutricionista Simone Freire, coordenadora do PAPO - Programa de Atividade para o Paciente Obeso, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Um dos pontos fundamentais no tratamento de jovens, bastante priorizado no atendimento do PAPO, são os laços familiares. “Podemos afirmar que uma das causas da obesidade é o fraco vínculo do adolescente com a família. O suporte de pessoas próximas é muito importante para o tratamento“, alerta a nutricionista.

No programa, outros aspectos que não estão diretamente relacionados à alimentação e à prática de atividade física são trabalhados por uma equipe multiprofissional.

“Temos médicos, psicólogos, professores de teatro, de dança e até mesmo uma profissional de moda, que vai trabalhar a percepção corporal utilizando as roupas escolhidas por cada uma delas. Buscamos resgatar a auto-estima, que geralmente vem escondida sob muita roupa pesada de cor escura, inclusive no verão, nos dias mais quentes”, explica.

Segundo Simone, mesmo estando acima do peso, estas meninas podem usar roupas coloridas e, para isso, esta profissional oferece dicas para combinar as peças adequadamente.

Outra novidade utilizada no grupo é o Qi-Mental, uma prática chinesa da medicina, que ajuda os adolescentes a traduzir a linguagem do corpo e da psique com relação ao seu excesso de peso, de forma que possam conectar com seus sentimentos e mobilizá-los a favor das mudanças desejadas.

A nutricionista também destaca a importância do contato com outras jovens que convivem com os mesmos problemas, dúvidas e angústias. “Este contato com as colegas acaba sendo um estimulo muito forte, por que elas vivenciam as mesmas dificuldades e com isto adquirem consciência de quem são, do que querem e do que precisam para mudar. Juntas, acabam se fortalecendo e lidando melhor com as dificuldades”.

Programa de Atividade para o Paciente Obeso

O Programa de Atividade para o Paciente Obeso (Papo), da Unifesp, atende gratuitamente adolescentes do sexo feminino de 13 a 17 anos de idade.

O serviço já existe há dez anos e há dois é coordenado pela nutricionista Simone Freire. Nos últimos quatro anos, aproximadamente 80 meninas foram atendidas, com evasão aproximadamente de 15% por grupo trabalhado. “Dentro de programas para emagrecimento, é muito comum um número expressivo de desistentes, visto que ao iniciar o programa muitas meninas ainda não estão na fase de contemplação, ou seja, ainda não estão pensando em mudar suas atitudes”, afirma a coordenadora.

Realizado pelo Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente, coordenado pela disciplina de Pediatria da Unifesp, o programa trabalha com atuação interdisciplinar e motivadora, levando o grupo a mudanças nos comportamentos motor, alimentar e emocional. Atualmente, a equipe é composta por diversas áreas de atuação com objetivos e conteúdos complementares: dança; educação física; modalidades esportivas; educação nutricional; teatro/moda; psicologia e Qi-Mental.

O principal objetivo do programa é a conscientização das jovens para o problema e trazer de volta a auto-estima. “A duração do programa é curta para a mudança do estado nutricional. Ainda assim, as meninas conseguem diminuir de 3% a 5% do peso inicial, o que é um ótimo resultado para mudanças em vários padrões, sejam eles bioquímicos e de comportamento. Esta diferença já é muito expressiva para melhora da pressão arterial, redução da hiperglicemia e hiperlipidemia, assim como melhora da auto-estima, que pode ser entendida quando as adolescentes mudam o padrão de roupas e melhoram o vínculo social com os familiares e amigos, por exemplo”.

A partir deste ano, o Papo realizará suas atividades duas vezes por semana no Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA), na rua Botucatu, 715 – Vila Clementino, São Paulo.

As inscrições para o novo grupo estão abertas e devem ser feitas exclusivamente pelo telefone (11) 5576-4360, de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h até o dia 29 de janeiro.

10 Dietas Malucas

Achei este texto e resolvi posta-lo para rir um pouco com as loucuras humanas para perder peso!

A parte mais difícil de fazer dieta é não tocarmos no assimto. Mas para os gordinhos de plantão que adoram falar: “Meu animal preferido é o Bife!”, aí vão as dietas mais malucas do mundo! Escolha a sua:

10. Dieta do Alfabeto
A pessoa pode comer o quanto quiser,mas,a cada semana,apenas alimentos que comecem com uma letra especifica do alfabeto. Na primeira, comidas com A (alface,agrião por exemplo), na segunda,com B (bife,beterraba,etc.) e por aí vai.
Conclusão: Não é apoiada por nenhum nutricionista que se preze. O gordinho só vai perder peso quando chegar às letras X,Y e Z.

9. Dieta da Mastigação
Bom, nojeira maior num tem, por que essa dieta consiste em mastigar as comidas no mínimo 32 vezes, o suficiente para deixa-los líquidos na boca (argh!). Quando a comida estiverer virado água,só então engula (o.O).Mesmo nojento, o método tem lógica, pois a mastigação ajuda a abosorção do alimento facilitando a digestão.
Conclusão: Apesar de corrigir a mastigação,ele corrige apenas a parte mecânica e não força uma reeducação alimentar com comidas mais naturais e saudáveis.

8. Dieta das Cores
Essa dieta promete perder 3 quilos em apenas uma semana, desde que, a cada dia, o seu prato só tenha uma cor. Um dia apenas com comidas de cor amarela, outro dia de cor vermelha, e assim por diante.
Conclusão:É quase impossível montar uma refeição balanceada com apenas uma cor.

7. Dieta dos dias alternados
As pessoas que recorrem à essa dieta acham que podem enganar o metabolismo comendo tudo que vêem pela frente por 24 horas e passando fome no dia seguinte, o chamado Day Off (dia de folga). No máximo rola uma barrinha de cereais e água.
Conclusão:A pessoa realmente pode até perder peso mas…essa dieta é o chamado efeito sanfona,saiu dela,você volta ao peso original e as vezes até mais!

6. Dieta da Clara de Ovo
Essa dieta ficou famosa quando a ex dançarina do É o Tchan Scheila Carvalho afirmou ter perdido 15 quilos em cerca de um mês. O “segredo” seria comer clara de ovo e batata cozida em todas as principais refeições!
Conclusão: Completamente errada, deixa o corpo sem vários nutrientes e tem efeito sanfona também.

5. Dieta de Jesus (ou dieta da bíblia)
Essa dieta consiste em só comer pratos que rolaram na bíblia. A idéia é que Cristo seria um exemplo de boa alimentação,ao comer bastante peixe,pouca carne e tudo de forma moderada.
Conclusão: O regime celestial faz de fato,um baita sucesso mas segundo nutricionistas, ele deixa vitaminas essenciais ao organismo de lado.

4. Dieta do Alho com Pinga
Neste regime se deve beber uma colherinha de uma mistura de alho triturado e cachaça três vezes ao dia,durante as refeições.
Conclusão: Ao longo do tempo essa mistura pode acabar com alguns órgãos como fígado e estômago,ou seja,arranje outra desculpa para entornar a “marvada”.

3. Dieta do Flash
Essa dieta se baseia em você tirar fotos dos alimentos que você ingere.A idéia é simples: vendo tudo que comeu em uma refeição,o discípulo de Jô Soares percebe o exagero e acaba maneirando no dia seguinte.
Conclusão: Fora ao impacto psicológico que as fotos causam, não existe nenhuma reeducação alimentar, a pessoa apenas passa à comer menos besteiras.

2. Dieta da Tênia
Essa dieta de fato existe! Para quem não conhece tênia é um vermezinho também conhecido como solitária. Muito popular no século 19, pílulas supostamente com esse verme eram vendidas aos montes na Europa. A ligação entre o verme a perda de peso não passa de uma baita mentira, mas, tem quem ainda leve fé.
Conclusão: Além de não acabar com a banha do infeliz, vermes no intestino podem causar náuseas, dores de cabeça, infecções e diarréia.

1. Dieta da Luz
A rolha de poço vai parando de comer qualquer alimento sólido e passa a se alimentar apenas de líquidos e luz solar. Também conhecido como dieta da respiração, a idéia é que a energia cósmica que chega através do ar e da luz solar, teria todos os nutrientes necessários para o organismo.
Conclusão: Bom…nem precisa dizer que não funciona, a “pobre alma” que resolve seguir essa dieta passa por fome, tontura, fome, insônia, fome, fome e por fim pode morrer (de fome).