sexta-feira, 26 de março de 2010

Trabalho de equipe, dentro e fora do campo, é o segredo dos jogadores do Santos Futebol Clube

Hoje, os atletas, de um modo geral, já possuem um conhecimento básico para manter uma alimentação saudável. Ainda assim, uma equipe composta por médicos, nutricionistas e fisioterapeutas acompanha de perto cada um dos jogadores profissionais do Santos Futebol Clube, otimizando os resultados e, sempre que necessário, realizando palestras ou oferecendo orientações individuais. Até mesmo os responsáveis pela alimentação destes atletas fora do clube participam.

“O ponto principal é fornecer energia para os jogadores suportarem a intensa carga de treinos e jogos. Essa energia provém, principalmente, dos carboidratos. Assim, a dieta deve ser hiperglicídica, com pouca gordura e normoprotéica. Evitar exercícios em jejum ou logo após as refeições e ingerir carboidratos nas duas primeiras horas após treinos e jogos, a fim de otimizar a reposição de glicogênio muscular e de proteínas para evitar o consumo da massa muscular são cuidados importantes nessa preparação”, comenta Sandra Merouço, nutricionista do Santos Futebol Clube.

Os jogadores de futebol têm um elevado gasto calórico diário. Logo, a ingestão é algo em torno de 3.000 a 4.000 Kcal por dia. De acordo com Sandra, em casos especiais pode haver uma restrição, mas, em geral, 55% a 65 % de carboidratos, 15% a 20% de proteínas e 25% a 30% de gorduras compõem o cardápio.

A hidratação é de fundamental importância em esportes como o futebol, ainda mais quando as partidas ocorrem em dias de temperaturas proibitivas para a prática de qualquer atividade esportiva. Os jogadores devem iniciar as partidas bem hidratados, aproveitando as paralisações durante o jogo para se hidratar, e elaborar estratégias que otimizem a hidratação, a reposição eletrolítica e a de carboidratos no intervalo e ao término da partida.

Suplementação e avaliação nutricional

“A alimentação deve ser monitorada em toda a temporada, ajustada de acordo com a exigência e o desgaste de períodos específicos de cada competição. Isso por que existem períodos em que a recuperação é mais lenta e difícil e, consequentemente, deve-se reforçar a alimentação e a suplementação”, explica dr. Luís Fernando F. Leite de Barros, médico do esporte, fisiologista do Santos Futebol Clube.

Ocasionalmente, a suplementação pode ser feita em determinados momentos da temporada, conforme a carga de treinamentos, a sequência de jogos e em casos bem específicos. Cada atleta tem necessidades especificas e em situações diferentes. São o fisiologista e a nutricionista, mediante a análise de cada caso, que decidem a suplementação adequada.

Dr. Barros complementa que alguns atletas requerem uma avaliação nutricional mais frequente, especialmente aqueles que retornam de lesão e estão acima do peso ideal. Neste caso, recebem um acompanhamento diário de seu peso e dieta, e semanalmente de sua composição corporal. Em outros casos, reavaliações mensais são suficientes.

Medicina e nutrição no esporte

O fisiologista tem a função de embasar cientificamente todos os aspectos da preparação e recuperação do atleta, atuando em diversos aspectos como o desempenho, avaliações físicas, individualização e controle da carga de treinamento, prevenção de lesões, hidratação, suplementação, entre outros.

Essa atuação é aliada ao trabalho dos outros profissionais do clube, especialmente a nutricionista, responsável pela anamnese inicial de cada esportista e elaboração de uma estratégia individualizada de dieta e suplementação. Graças a este estreito contato, há uma troca de informações e ideias a serem implementadas, seja para um atleta específico ou para toda a equipe.

“Tanto os atletas como os outros profissionais de grandes clubes respeitam e aceitam o trabalho de cada membro de uma equipe multiprofissional, cientes de sua importância à equipe e de que o diferencial para um grupo vencedor resulta do sucesso destas intervenções”, finaliza dr. Luís.

Autora: Chico Damasco
Fonte: Nutritotal

O Sobrepeso e Obesidade Podem Causar Câncer

O sobrepeso (definido por um índice de massa corporal – IMC – entre 25 e 29,99 kg/m2) e a obesidade (IMC > 30 kg/m2) aumentam substancialmente o risco do desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Os principais são o de endométrio, de mama, de próstata e colorretal, mas também podem ser desenvolvidos os de rim, esôfago, estômago, bexiga, fígado, pâncreas, ovário e a leucemia.

A obesidade influencia negativamente no prognóstico destes pacientes em diversos aspectos, incluindo as comorbidades e os fatores endócrinos.

Além de servir como depósito de energia, o tecido adiposo produz e secreta inúmeros peptídeos e proteínas bioativas, denominadas adipocitocinas. As adipocitocinas influenciam uma variedade de processos fisiológicos, como o controle da ingestão alimentar, a homeostase energética, a sensibilidade à insulina, a angiogênese, a proteção vascular, a regulação da pressão e a coagulação sanguínea.

Por isso, os estudos indicam que possa haver uma ligação entre as adipocitocinas e o câncer, além de resistência à insulina, processos inflamatórios e estresse oxidativo. As evidências sugerem que a resistência à insulina associada à síndrome metabólica, como complicações da obesidade, promovem a patogênese do câncer.

Em particular, a adiponectina (uma adipocitocina) e a leptina (hormônio secretado pelos adipócitos) possivelmente influenciam na etiopatogenia de diferentes tumores malignos. Um número razoável de estudos tem indicado que a leptina pode potencializar o crescimento de células cancerosas, enquanto a adiponectina parece ter efeito contrário. Junto com a leptina, a adiponectina participa da manutenção da homeostase energética. A obesidade acontece quando esta regulação é interrompida.

Estar com sobrepeso ou obeso no momento do diagnóstico de câncer colorretal indica mau prognóstico. Indivíduos obesos têm 1,34 mais chances de falecer devido ao câncer, comparado com os doentes com IMC <>

Estudos afirmam que o risco de desenvolvimento de câncer do endométrio aumenta com o aumento do IMC. Aproximadamente 60% dos cânceres de endométrio são atribuídos à obesidade, e mulheres obesas com este tipo de câncer têm seis vezes mais chance de morrer por conta da patologia do que as não obesas. Além da gordura corporal total, a gordura abdominal parece mais ligada à doença. Por outro lado, a prática de atividade física e uma alimentação saudável são fatores de proteção comprovados cientificamente.

Obesidade e sobrepeso são fatores de risco modificáveis. Ou seja, pode ser reduzidos com a adoção da prática regular de atividades físicas, melhora dos hábitos alimentares e, se necessário, intervenção medicamentosa.

Indivíduos com sobrepeso que sobrevivem ao câncer têm grandes chances de desenvolver uma segunda neoplasia maligna, outras comorbidades e declínio mais acentuado das funções fisiológicas. Por outro lado, um estudo observou que estes indivíduos, sobreviventes dos cânceres de mama, próstata ou coloretal, que iniciaram atividade física, melhoraram a qualidade da dieta, conseguiram perder peso durante um ano e demonstraram uma melhora na qualidade de vida em geral, comparado aos indivíduos que não realizaram estas mudanças em suas vidas.

Fonte: Nutritotal

quinta-feira, 25 de março de 2010

Apimente seu Cardápio

A pimenta faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca.

Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser evitado.

Segundo pesquisadores, a primeira pimenta surgiu no ano sete mil antes de Cristo, na região central do México. O alimento era usado pelos índios como medicamento. Acredita-se que Cristovão Colombo, o primeiro a chegar nas Américas, teria sido o responsável por levar a pimenta vermelha à Europa. Até hoje a pimenta é um dos ingredientes principais da comida mexicana.

A pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto! Muitos dos benefícios da pimenta estão sendo investigados neste exato momento, pela comunidade científica e farmacêutica, originando alguns dos projetos de pesquisa mais picantes deste início de terceiro milênio. A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde. No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. Na pimenta vermelha, é a capsaicina. Apenas uma colher de sopa por dia para colher seus benefícios, esta pode ser misturada nos alimentos.

Estas substâncias melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (antiflatulência). Estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente. Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina.

Também provocam a liberação de endorfinas - verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores sensíveis na língua e na boca. Esses receptores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo.

Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido, tudo isso no intuito de refrescá-lo. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool! Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca.

Auxiliam na aceleração do metabolismo, contribuem para o emagrecimento visto que ajuda na eliminação de gordura, também reduz a TPM, porque tem propriedades parecidas com o estrogênio. O corpo acha que precisa de menos hormônio, e aí as mulheres sentem menos os efeitos da tensão pré-menstrual. Além disso, ajuda na prevenção das varizes, e se for colocado no xampu o extrato de pimenta, a capsaicina que pode ser achado em farmácias de manipulação, este vai auxiliar no crescimento dos cabelos e amenizar problemas no couro cabeludo.

A pimenta malagueta, por exemplo, tem propriedades antiinflamatórias e antioxidantes, o seu consumo auxilia no melhoramento de dores de cabeça e enxaqueca. Pesquisas têm demonstrado estas potentes propriedades antiinflamatórias das pimentas. Um artigo publicado em março de 2003, na revista científica Cell Signalling (volume 15, número 6, páginas 299 a 306), conclui que as substâncias ativas da pimenta são candidatas promissoras para o alívio de doenças inflamatórias. É importante lembrar que a enxaqueca compreende um estado inflamatório, na sua fase de dor. A renomada British Journal of Anaesthesia publicou, em junho 2003, o trabalho, realizado no Instituto de Medicina Interna e Terapêutica da Universidade de Florença, mostrando o efeito benéfico de aplicações intranasais repetitivas de capsaicina no tratamento de enxaqueca crônica (volume 90, número 6, página 812). A pimenta possui até propriedades anticâncer. Um editorial do renomado Jornal do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, publicado em 4 de setembro de 2002 (Volume 94, número 17, páginas 1263 a 1265), mostra que a capsaicina da pimenta vermelha é mais do que um simples tempero: ela faz com que células tumorais cometam suicídio!

O segredo da pimenta está em utilizá-la de forma moderada e equilibrada, assim como qualquer outro alimento se consumido em exagero o resultado será negativo. Principalmente as pessoas que tem problemas como gastrite ou hemorróidas deve ter um cuidado redobrado para não exagerar no seu consumo.

sábado, 20 de março de 2010

Alimentação Infantil

Para os pais que muitas vezes não sabem como lidar com os filhos, em especial no que se refere a alimentação, aqui vão algumas dicas.

Existem princípios básicos a serem seguidos e são estes:

1. Comer nunca deve ser um prêmio ou um castigo;

2. A comida deve ter seu lugar, sua hora, e seu controle;

3. Os grandes responsáveis pelo sobrepeso de uma criança são seus pais, aqueles que determinam o que se consome em casa e fora dela;

4. Dê aos seus filhos refeições nutritivas. Não se preocupe com a quantidade que ele ingere. É a qualidade dos alimentos que importa, não é a quantidade de alimentos que ela ingera que proporciona à criança uma boa alimentação infantil;

5. Ingerir demasiados líquidos pode reduzir o apetite da criança e isso prejudica a alimentação infantil. Limite a ingestão de líquidos uma ou duas horas antes da refeição, bem como, sempre que possível, substitua refrigerante por sucos naturais;

6. Não substitua o leite de vaca pelo leite soja, a menos que seu filho tenha intolerância a lactose. O leite de vaca é uma das melhores fonte de cálcio.

7. Satisfaça os seus filhos servindo deliciosas sobremesas à base de fruta. Aprenda novas receitas de sobremesas com diversas combinações de frutas, com muitas cores, e ganhe mais um ponto na alimentação infantil da sua criança;

8. Evite que a sua criança lanche mais do que duas vezes por dia e cinja-a a horários de refeições. Os horários são importantes, seja o mais rigoroso possível, relativamente a este ponto;

9. Lide com as situações frustrantes com paciência, atitude positiva e firmeza. Não seja agressivo ou emocional. Por vezes as crianças são “saturantes”, mas tenha paciência, afinal trata-se da sua criança e de lhe porporcionar uma alimentação infantil saudável;

10. Ofereça à sua criança ou adolescente alguma escolha na questão dos alimentos, e sirva-lhe pequenas porções de cada vez;

11. Tente servir refeições apelativas, tais como vegetais cortados em formas divertidas, decorando com ketchup ou ervas, isto dá muito resultado. E os vegetais são alimentos muito importantes na alimentação infantil;

12. Torne a refeição um momento relaxante e agradável, livre de conflitos familiares, tensões e distrações, tais como a televisão. Torne-a um evento familiar importante. Tentar desfrutar enquanto come uma refeição, isto transmite à criança uma sensação de prazer enquanto come e com certeza conduz a uma alimentação infantil mais saudável;

13. Os maiores exemplos que seus filhos podem ter de boa alimentação são os próprios pais.

Evite:

• obrigar que a criança coma mais do que pode.

• premiar um bom comportamento com guloseimas e outros alimentos calóricos.

• castigar à criança sem comida por apresentar alguma conduta desfavorável.

• festejar qualquer acontecimento importante da vida da criança oferecendo-lhe uma comida “sem qualidade”.

• permitir o consumo diário de doces, bolos, bebidas gasosas e açucaradas.

• oferecer, com frequência, pratos pré-cozidos pela falta de tempo.

Conte Sua História

Bem, neste post gostaria de fazer um pedido, em especial para aqueles que são meus amigos e pacientes.
Quero começar uma série de relatos, onde você vai contar como a reeducação alimentar lhe ajudou e mudou de algum modo sua vida, sua saúde, sua auto-estima.
Você poderá postar sua história nos comentários deste post ou, se preferir, enviá-lo para o E-Mail: rfontess@yahoo.com.br e coloque no campo assunto seu nome seguido da palavra "BLOG", que estarei postando seu relato.

E, para começar, vou contar o meu relato.

Os que me conhecem, sabem que passei por uma grande mudança nos últimos meses. Talves não tão grande assim, mas significativa.

Iniciei em janeiro de 2009, com uma decisão pessoal, um mudança no meu estilo de vida. Apesar de ter bons hábitos, em especial os alimentares, eu vivia de forma muito sedentária. Bem, você pode até dizer que como nutricionista, ter bons hábitos alimentares era até obrigação, mas posso lhe afirmar que estes eu já possuía muito antes de ingressar na Universidade, o que aprendi nos anos de curso na UFRJ me ajudaram sim, mas a aprimorar tudo aquilo que eu já praticava.

Porém, eu precisava rever algo a muito esquecido: a prática regular de atividades físicas. Por mais consciente que eu fosse que minha alimentação não seria fator decisivo em uma possível patologia, como diabetes, dislipidemia (colesterol ou triglicerídeos elevados), cardiopatias etc, eu sabia que para me manter "jovem", saudável, disposto e, claro, com a auto-estima inabalável, eu precisava mudar um ponto: praticar exercícios com mais frequencia, não apenas aos "finais-de-semana".

Então, iniciei um programa simples: correr, todos os dias, cerca de 8Km.

O começo foi de muita dor, literalmente... mas me culpo por não ter buscado orientação, um erro que me fez aconselhar a qualquer um que deseje iniciar a prática de correr a se orientar antes com algum professor de educação física e um cardiologista, para avaliar suas condições para tal.

Passado o período da dor, fui observando ao passar do tempo que o tempo que eu gastava para percorrer os 8Km vinha diminuindo e, o que eu já imaginava que iria ocorrer, as dores sumiam a medida que a disposição e o humor aumentavam e melhoravam.

Bem, você pode estar se perguntando: "Poxa, ele pediu relatos sobre reeducação alimentar e esta falando de atividade física?!"

De fato, até este momento eu só havia mudado um hábito. Mas percebi que podia mais e o fiz. Fiz pequenas mudanças na minha alimentação, começando pela troca do pão comum (francês, forma tradicional, sovado etc) pelo integral. Ainda consumo os demais, porém com menos frequencia. O que isso trouxe de melhora? Mais saciedade o que significa, menos fome. Menos fome, menor ingestão de calorias, menor peso. Aumentei o consumo de frutas e verduras que me deram mais disposição.

Só para ter uma idéia, as vitaminas do Complexo B estão intimamente ligadas ao sistema músculo-esquelético, melhorando agregação de protéinas e aminoácidos, mobilização de carboidratos etc. O que significa? Não preciso gastar "rios de dinheiro" com suplementos.

Mas entre as diversas mudanças que sofri, com certeza, o humor, a saúde (exames clínicos mais recentes e avaliações físicas), minha disposição e, principalmente, minha auto-estima estão muito melhores.

Agora, espero sua história.

Retarde o Envelhecimento Comendo 1 (Uma) Castanha Por Dia

O nome em inglês da castanha-do-pará, Brazil nut, já revela tudo sobre a origem dessa semente, que saiu da Floresta Amazônica para conquistar o mundo. A castanha-do-pará é uma fruta oleaginosa, composta em boa parte de gorduras benéficas, que ajudam a evitar o colesterol alto e protegem o coração. Além disso, é rica em proteínas e nutrientes: ácido fólico, vitamina E, cálcio e potássio.

Mas sua grande riqueza é o selênio, um mineral antioxidante, que combate os radicais livres, fortalece o sistema imunológico e, segundo pesquisas, ajuda a evitar tumores.

Agora o melhor: 1 castanha por dia...
...não mais do que isso, garante as doses de selênio de que seu corpo precisa para preservar cada célula,botar para fora possíveis substâncias tóxicas e viver mais. A quantidade de selênio na castanha-do-pará é tão grande que apenas uma unidade diária supre as necessidades do corpo.


Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, atesta que a ingestão diária de duas castanhas-do-pará recentemente rebatizadas castanhas-do- brasil eleva em 65% o teor de selênio no sangue. Mas provavelmente os neozelandeses não usaram o legítimo produto brasileiro. Ora, nós somos sortudos. É que as castanhas cultivadas no Norte e no Nordeste do país são tão ricas em selênio que bastaria uma unidade para tirar o mesmo proveito. A recomendação é de que um adulto consuma, no mínimo, 55 microgramas por dia, diz a nutricionista Bárbara Rita Cardoso, pesquisadora do Laboratório de Minerais da Universidade de São Paulo. E com uma unidade da nossa castanha já é possível encontrar bem mais do que isso de 200 a 400 microgramas do bendito selênio. Aliás, o limite de consumo diário do mineral é de 400 microgramas, portanto, não vá com muita fome ao pote. No caso de uma criança, meia castanha seria suficiente, afirma Silvia Cozzolino, presidenta da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

E por que toda essa fama do selênio? Ele é essencial para acionar enzimas que combatem os radicais livres, responde Christine Thomson, a pesquisadora neozelandesa que investigou as propriedades da castanha. O selênio se liga a algumas proteínas já existentes em nosso corpo para formar essas enzimas antioxidantes, descreve, completando, Bárbara Cardoso. Na ausência dele, as tais enzimas fi cam sem atividade e, então, deixam de combater os radicais e ainda desguarnecem as defesas do organismo.

O mineral da castanha também teria um papel especial na proteção do cérebro. É que, com essa capacidade de acabar com a farra dos radicais livres, as células nervosas seriam preservadas, evitando o surgimento de doenças neurodegenerativas com a idade. Justamente por isso, a pesquisadora Bárbara Rita Cardoso começa a estudar os possíveis benefícios do selênio em portadores do mal de Alzheimer. A gente desconfia que nesses pacientes os radicais façam maiores estragos, diz ela.

A tireóide também funciona melhor na presença do selênio, acrescenta Christine Thomson. Isso porque, se não houver esse elemento, ela não consegue produzir direito seus célebres hormônios. O mineral também está intimamente associado à capacidade de o organismo se livrar de substâncias tóxicas, ajudando-o inclusive a expulsar possíveis metais pesados que se alojam nas células.

Dicas: a castanha-do-pará pode ser consumida in natura, como outras frutas secas, em receitas doces e salgadas, ou ainda em forma de farinha e óleo, comuns na região amazônica.
Apesar de todos os seus benefícios, ela não deve ser consumida em excesso, pois é muito calórica, composta por mais de 60% de gorduras.

Em breve estarei postando receitas com esta castanha.

Os Efeitos do Consumo de Peixes e Carnes na Demência

Já a alguns meses venho adotando a prescrição de dietas mais ricas no consumo de peixes e frutos mar, por morar em uma cidade litorênea e, principalmente, por minha experiência acadêmica nos estudos sobre gorduras e desenvolvimento neurológico.

E estudos recentes tem mostrado cada vez mais que o consumo regular de peixes, não só favorece o bom desenvolvimento das células nervosas, já que os óleos "Ômega 3" e "Ômega 6" estão intimamente ligados a estas.

Agora, recentemente, um estudo mostrou que o consumo destes também previne a incidência de demência. Leia mais abaixo.

Pesquisadores observaram que quanto maior o consumo de peixes, menor a incidência de demência em idosos da América Latina, China e Índia. O consumo de carne, porém, mostrou resultados opostos.

Esta pesquisa, com duração de quatro anos, foi realizada com aproximadamente 15 mil idosos (≥ 65 anos), residentes nas áreas rurais e urbanas do Peru, México, China e Índia, e apenas nas áreas urbanas de Cuba, República Dominicana e Venezuela.

“Este foi o primeiro estudo com resultados significativos sobre a menor prevalência de demência entre aqueles com maior consumo de peixes em uma amostra populacional de cinco países da América Latina, China e Índia”, dizem os autores, uma vez que as evidências sobre este efeito protetor dos peixes era limitado aos países desenvolvidos.

A associação direta entre o consumo de carne e presença de demência só foi presente entre a população idosa de Cuba e do Peru. Em Cuba ainda houve uma associação significativa entre a gravidade da doença e a quantidade de carne consumida entre as pessoas com demência.

“Não tivemos informações sobre os tipos de peixe e carne consumidos, tamanho das porções e nem a respeito do método de preparo. Estes fatores poderiam ser bastante relevantes. Embora os resultados do estudo sejam válidos, não devem ser generalizados à população mundial, somente para aqueles grupos populacionais com hábitos dietéticos e de vida similares aos dos países estudados”, concluem os autores. (leia a coluna completa clicando aqui)

O que sugiro aos que lêem este post é que adotem com mais frequencia o consumo de peixes, reduza o consumo de carnes vermelhas ao máximo de 3 vezes na semana, considerando almoço e jantar, assim você poderá estar mantendo os níveis séricos de ferro e outros nutrientes presentes nas carnes vermelhas. Também, tenham moderação no consumo de carne suína e das víceras (fígado, coração, moela etc), por mais saborosas que elas sejam, alguns nutrientes presentes e em grandes quantidades nestas carnes (como ferro), também vem acompanhados de outros que podem ser prejudiciais para quem precisa, por exemplo, manter ou baixar os níveis de colesterol no sangue. Para isso, consulte seu nutricionista, oriente-se melhor e verá que não é tão dificil passar por uma reeducação alimentar, bem diferente das "dietas" que estão rodando por aí em revistas que prometem mais do que cumprem, proibindo você de comer, de ter prazer em sem alimentar.

Autora: Iara Waitzberg Lewinski
Fonte: Nutritotal

sexta-feira, 19 de março de 2010

Me Amarro Nesta Música e, Em Especial Neste Flash Mob



Dicas para Reduzir Medidas

Aqui seguem uma dicas para você melhorar seu desempenho nos treinos e obter melhores resultados.
  1. Se sair da dieta, volte na próxima refeição, tente deixar sua dieta gostosa sempre, coloque condimentos, temperos, e colorida e leve com você aonde quer que vá, muita gente reclama de levar a comida e eu não entendo...não é mais fácil, do que se preocupar em achar um lugar na rua para comer? eu hein.
  2. Não pule refeições de jeito nenhum, olhe o relógio e coma, mesmo sem fome.
  3. Beba um copinho de água de uma em uma hora, ou um copo maior a cada 2hs
  4. Mexa-se! Estacione o carro longe da academia e vá andando, isso avisa ao seu monstrinho preguiçoso interior que você vai acabar com ele hoje, isso também mantém seus triglicerídeos e colesterol baixo, sabia?
  5. Comece aquecendo 10min (um minuto lento e 30 segundos rápido), depois alongue.
  6. Não esqueça de respirar corretamente solte o ar na força do movimento e inspire no retorno do movimento, isso mantém o oxigênio viajando pelo corpo e cérebro, e faz com você possa executar mais repetições confortavelmente.
  7. Entre um exercício e outro, dê uns pulos (plyometrics) assim aumentará sua queima calórica e seu metabolismo. Pode parecer um maluco quando o fizer na academia, mas o que importa mais? Seu estado físico ou uns segundo de loucura?
  8. Faça o aeróbico depois do treino, uns 20min para se livrar do ácido láctico, é ele que faz sentir aquela dorzinha que a gente conhece.
  9. Divirta-se na academia, ouça um bom som, não pense em nada a não ser na sua postura e no exercício, tenha sempre pensamentos positivos como: Eu estou ficando como quero, eu estou me sentindo muito bem, essa barriguinha vai sair, por isso estou aqui... A nossa mente e corpo andam juntos o tempo todo, o que você pensa ele acredita!
  10. Se você está com algum tipo de problema, qualque um, não interessa qual...mesmo de saúde, vá a academia, entre na piscina e relaxe, você mata a sua produção de hormônios de adrenalina, cortisol etc...Produzindo endorfina.
Vai melhorar sua alto estima e tudo mais ficará melhor, é isso que importa.
Tenha hoje um Bom treino, e bom cuidado com você.

O Feitiço do Corpo Ideal


Insatisfação com a auto-imagem e luta contra a gordura se transformam em obsessão

Bem, muitos do que lêem este BLOG vão se surpreender, mas este foi o título de uma das reportagens de VEJA, em fevereiro de 1998, ou seja, a mais de 12 anos! Você lerá nas linhas a seguir que muita coisa ainda não mudou, ou pior, se tornarão mais "intensas". A busca por um corpo perfeito é cada dia mais cruel. Mas a pergunta que faço sempre: Qual o modelo de perfeição física? O que é beleza? O que seria um corpo perfeito?


Releiam a matéria a seguir e reflitam.

Todo dia ela faz tudo sempre igual. Defronte do espelho, enquanto se veste para ir ao trabalho, avalia milimetricamente a curvatura da barriga, confere a linha dos culotes, compara o volume das pernas diante das formas de gazela da modelo da capa da revista. Checa a densidade de seios e nádegas e conta o número de buraquinhos da celulite. O exame é meticuloso e o resultado, sempre condenatório: "Preciso emagrecer". VEJA obteve os resultados de uma pesquisa inédita, realizada pelo instituto Jaime Troiano Estratégias de Consumidor, sobre a imagem que têm de si as mulheres entre 20 e 45 anos das classes A e B de São Paulo. De cada dez entrevistadas, nove declaram profunda insatisfação com o próprio corpo (veja quadro abaixo). "Se a senhora pudesse mudar alguma coisa em sua aparência, o que mudaria?", quiseram saber os pesquisadores. Mais da metade delas gostaria de bater os olhos no espelho e encontrar uma imagem bem mais esguia do que a real. Elas querem afinar a silhueta como um todo, perder a barriga, diminuir as nádegas.

É uma batalha que exige privações e sofrimento. Quase 60% das entrevistadas fazem dieta para perder peso. Abriram mão da sensação de saciedade e não conseguem olhar sem culpa para um bolo de chocolate. Uma em cada quatro submete-se a tratamentos médicos para emagrecer, muitos deles à base das famosas "bolinhas", as anfetaminas. A luta tem um lado mais sombrio do que o corte da feijoada de sábado. As drogas que sabotam a fome também aumentam os níveis de irritação, dificultam o sono e atrapalham qualquer trabalho que exija concentração. O nível de ansiedade do usuário atinge o grau máximo e chega-se a trincar os dentes de nervoso. Uma em cada cinco entrevistadas disse já se ter submetido a intervenções cirúrgicas na forma de plásticas ou lipoaspirações. Não é preciso perguntar a motivação de tanto sacrifício. Qual é a mulher que não quer ser mais bonita, mais magra, consertar um defeitinho, ainda que imaginário? O mesmo questionário já havia sido aplicado à população americana pela revistaPsychology Today, com resultados análogos. Seis em cada grupo de dez entrevistadas também se declararam insatisfeitas com a própria aparência. Dessas, 89% queriam emagrecer. O impressionante, em ambos os casos, é o grau de insatisfação revelado pelas pesquisas. O anseio, tão compreensível, de melhorar a aparência eventualmente atinge níveis de desvario. Uma em cada seis das entrevistadas americanas daria mais de cinco anos de sua vida para ter o que imagina ser o peso ideal. Morreria jovem e magra que felicidade!

É um paradoxo. Nunca a humanidade pôde comer tanto e nunca quis comer tão pouco. Por quê? As duas hipóteses mais em voga professam que: 1) a medicina condena os excessos adiposos, logo, emagrecer é um imperativo da boa saúde; 2) há uma conspiração da indústria da beleza, da moda, da publicidade, do cinema e da televisão para impor o padrão "magrela" e, assim, conseguir vender remédios, roupas, matrículas em academias de ginástica, pagar honorários em clínicas de cirurgia plástica e spas de emagrecimento. Sobre a primeira hipótese, fala a psiquiatra Angélica Azevedo, coordenadora do Programa de Transtornos Alimentares da Universidade Federal de São Paulo: "Não se pode culpar a medicina pelos padrões de beleza dos anos 90. Nas sociedades ocidentais, o corpo definido como esteticamente perfeito é bem mais leve do que o preconizado pelos cientistas como ideal de saúde". Estudos americanos revelam que essa diferença já chega a 20%. Do ponto de vista de um endocrinologista sério, uma mulher de 1,75 metro, pesando 64 quilos, não tem o que fazer num consultório. Sob a ótica do modelo de beleza vigente, contudo, ela é gorda. Estaria em forma se, ao subir na balança, esta lhe fizesse o elogio secretamente ansiado: 55 quilos. Não é de saúde, pois, que se trata.

Estética da magreza A outra hipótese, aquela segundo a qual há uma conspiração da indústria da beleza, da moda e do cinema para impor um padrão de beleza, é uma conhecida bandeira das feministas. Essa hipótese se baseia em alguns argumentos razoáveis. Uma organização não-governamental americana chamada About-Face, em defesa da imagem das mulheres gorduchas os Estados Unidos têm disso , reuniu num único trabalho os resultados de várias pesquisas sobre como o sexo feminino é abordado pela estética da magreza. Alguns deles:

Em 1992, as revistas americanas destinadas a mulheres estampavam 10,5 vezes mais artigos relacionados a dietas e perda de peso do que as masculinas.

69% dos personagens femininos das séries de televisão são magros, contra apenas 17,5% dos homens. As mulheres gordas são apenas 5% do total, enquanto os homens gordos, 26%

No Brasil, mais pobre em estatísticas, parece ser assim também. Tente-se lembrar de uma gorda televisiva que não seja Claudia Jimenez, a comediante que interpretava a caricata empregada Edileusa, do programaSai de Baixo, ou Silvia Poppovic. É difícil. Já homens gordos aparecem em todas as novelas. Fica muito fácil, no entanto, citar mulheres com corpos espetacularmente esguios: Carolina Ferraz, Adriane Galisteu, Silvia Pfeifer, Lavinia Vlasak, Malu Mader e outras tantas beldades magras.

Mas essa hipótese da conspiração, que carrega um traço de paranóia e tem o defeito de reduzir uma questão complexa a mera batalha em torno do lucro, também não se sustenta. O argumento irretorquível da psiquiatra Angélica Azevedo: "Existe mesmo uma indústria da magreza, ela fatura alto, é verdade. Mas também existe uma indústria de alimentos que fatura alto, e ninguém em sã consciência diria que é a indústria que cria a fome". Xeque-mate. E volta-se à velha questão: por que a gordura corporal se tornou uma obsessão moderna?

"Dois fatores se combinam para responder à questão. O primeiro é que, de fato, nunca a humanidade foi tão gorda, em que pese a existência de alguns focos de fome epidêmica, como na África. O outro é que nunca houve tamanha veiculação dos modelos de beleza, o que dispara uma verdadeira corrida em direção ao ideal estético", resume o endocrinologista Alfredo Halpern, da Universidade de São Paulo. Gravados nas moléculas do DNA, por força da seleção natural, estão os momentos de fome angustiante pelos quais a humanidade passou em estiagens prolongadas, congelamentos súbitos, pragas devastadoras, escassez de caça. Só os que tinham programas genéticos para acumular calorias leiam-se gorduras sobreviveram, transmitindo essa característica para as proles. Eles engordavam nos tempos de abundância e torravam os excessos nos períodos de escassez. Por 200.000 anos, gerações e gerações de homens e mulheres viveram muito bem com esse mecanismo de estocagem de energia. Mais recentemente, o homem aprendeu a plantar, desenvolveu técnicas de adubagem, colheita, armazenagem e conservação de suprimentos. A produtividade do solo foi multiplicada por vinte, contra um crescimento vegetativo da população de cerca de seis vezes, resultando numa oferta constante de comida que não tem precedente na longa caminhada do homem sobre o planeta. O comércio e a indústria também contribuíram para aumentar a quantidade e variedade dos alimentos, colocados agora à disposição das pessoas em templos do consumo chamados supermercados. Só que a espécie humana, do ponto de vista genético, não foi feita para viver nessa fartura.


"A biologia humana ainda reflete um estilo de vida baseado na caça e na coleta, como o que existia no nosso passado paleolítico", diz Halpern. "A epidemia de obesos da época atual resulta do choque entre essa natureza e a cultura de afluência em que vivemos." Estudos entre populações atuais que ainda vivem da coleta e da caça não registram casos de obesidade, o que leva a crer que esse problema virtualmente inexistiu para nossos antepassados. Enquanto isso, dados do Ministério da Saúde dos Estados Unidos mostram que, de 1980 para hoje, o número de americanos com sobrepeso saltou de 25% da população para 34%. São 58 milhões de gordinhos, gordos e gordões, movidos a hambúrgueres, bacon e batatas fritas, muitas vezes pateticamente acompanhados do selo fat free sem gordura. Os dados brasileiros também apontam nesse sentido: no mesmo período, o número de mulheres gordas cresceu 40% e o de homens, 30%. No total, o país acumula cerca de 30 milhões de indivíduos com gordura extra, dos quais 7 milhões considerados obesos segundo os padrões médicos. São motivos de sobra para que legiões afluam aos consultórios e academias para emagrecer.



"Falência moral" A batalha contra o excesso de peso, no entanto, está longe de se confinar aos estridentemente rechonchudos. Cinco ou 10 quilos a mais do que o peso pluma exibido por uma modelo de 18 anos estragam a vida de muitas mulheres. Os médicos americanos Peter Brown e Vicki Bentley-Condit, no artigo "Cultura, evolução e obesidade", publicado no livro Manual da Obesidade, a mais nova bíblia sobre o assunto, dizem que o controle do corpo se tornou quase uma questão de boas maneiras: "Nossa cultura de valorização da magreza transformou a obesidade em um símbolo de falência moral". Denota descuido, preguiça, desleixo, falta de disciplina. Também denota pobreza, como eles ressaltam, com base em pesquisas. "Nos países desenvolvidos, quanto mais alta a classe social, menores os índices de obesidade nas populações de homens, mulheres e crianças", explica o endocrinologista Geraldo Medeiros. "Nas baixas estrações sociais é o contrário que ocorre." Um levantamento feito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro em 1996 mostrou que os índices de obesidade entre os pobres eram 20% superiores aos das classes A e B.

Ninguém duvida de que uma mulher de 1,70 metro pesando 80 quilos tenha gordura de sobra. Mas um traço atual é a reclamação de indivíduos que "se sentem gordos" sem o ser. Isso acontece porque a obesidade é um fenômeno que toca duas esferas simultaneamente, a psicológica e a física. Os americanos Brown e Bentley-Condit cruzaram dados sobre o corpo ideal de 1943 a 1980 e perceberam que a definição de "peso ideal" para mulheres baixou constantemente no decorrer do período, enquanto, para os homens, permaneceu aproximadamente a mesma. Um exemplo dramático é dado pelos concursos de miss. A miss universo de 1968, a baiana Marta Vasconcelos, media 1,72 metro e pesava 59 quilos. Um centímetro mais alta, a miss de 1996, a venezuelana Alicia Machado, pesava 8 quilos menos ao ganhar o título (a atormentada Alicia é a miss que engordou depois da vitória e foi ameaçada de perder a faixa). O corpo padrão ficou mais fino e não foi por causa dos cânones médicos que permanecem inalterados há décadas. Foi, sim, porque mudaram os modelos culturais e estéticos.

Bombardeio de imagens Os padrões de beleza, decorrentes em princípio da busca pelo parceiro mais adequado à propagação da herança genética, vêm sofrendo há milênios a influência da cultura. Segundo os estudiosos do assunto, o desejo de diferenciação social tem um papel de enorme importância na definição do que é belo: quanto mais afastado dos estratos subordinados e mais próximo das elites, mais bonito se é. "A polaridade, no caso da beleza corporal, enraíza-se em uma profunda rede de exclusões. Inacessível à maioria, o belo é um signo de distinção social para poucos", afirma a historiadora Maria Angélica Soler, da PUC de São Paulo. A história da beleza no Brasil oferece bons exemplos. No final do século XIX, mulheres com a compleição roliça de dona Domitila de Castro, a marquesa de Santos que enlouqueceu dom Pedro I de paixão, estavam longe de ser consideradas fora do padrão. Ao contrário. Corpos cheios, braços roliços e seios fartos, cobertos por uma macia camada adiposa, eram interpretados como sinônimo de afluência, por oposição à escravaria. A tez branquíssima contrapunha-se ao moreno e negro dos trabalhadores braçais. Na transição entre as décadas de 60 e 70, a figura libertária de Leila Diniz, bronzeada, em biquínis ousados, era a antípoda das mulheres recrutadas em massa pelo setor de serviços e trancafiadas em escritórios. Sentadas, na maior parte do tempo, essas mulheres viram seus corpos arriar. E o ideal passou a incorporar músculos bem delineados, já que o operário não tem tempo nem dinheiro para freqüentar academia de ginástica, contratar um personal trainer ou consultar um nutricionista. Foi assim que gordura se tornou traço de pobreza.

A existência de cânones de beleza não é, portanto, o que singulariza os tempos atuais. A feminista americana Naomi Wolf (autora de O Mito da Beleza) notou que o traço peculiar da época é que a mulher comum de antes da Revolução Industrial, confinada aos trabalhos domésticos e à vida social limitada ao bairro, possivelmente nunca experimentou o sentimento da mulher moderna em relação à beleza. "Esta vive o mito da beleza como uma contínua comparação com um ideal físico amplamente difundido." Wolf explica: "Antes da invenção de tecnologias de produção em massa daguerreótipos, fotografias, filmes etc. , uma mulher comum era exposta a poucas imagens dos tipos ideais de beleza feminina fora da igreja". O bombardeio de imagens dos dias atuais, somado à exuberância e variedade dos alimentos disponíveis nas prateleiras dos supermercados, congestiona as mulheres de complexos e desejos voltados para a conquista do corpo perfeito. Amanhã, de novo, todas elas estarão diante do espelho. Como todo dia.

Por Karina Pastore e Laura Capriglione

Fonte: Veja

quarta-feira, 17 de março de 2010

Nhoque sem Glúten e sem Leite

Farinha sem glúten
30grs de farinha de arroz
30grs de polvilho doce

Ingredientes para o Nhoque
200grs de batata já descascada (pesar depois de descascada)
1 gema (tamanho médio)
10grs de margarina ( 1 colher de sopa)
1 pitada de sal
40grs de farinha sem glúten

Nota: um pouco de farinha sem glúten adicional (mais ou menos 20g) para polvilhar a pia.
Rendimento: Em torno de 250grs (um prato fundo)

Modo de fazer
Cozinhar as batatas em 800ml de água com sal a gosto. Depende do paladar de cada um.
Quando as batatas estiverem cozidas, escorrer a água e deixar no escorredor por 5 minutos ou pouco mais, para sair bem toda a água do cozimento. Passar depois por um espremedor apropriado.
Colocar numa tigela as batatas espremidas, a gema e a margarina. Misturar primeiramente com uma colher e depois acrescentar a farinha sem glúten e, quando já estiver um pouco misturado, amassar suavemente com as mãos até a massa ficar homogênea.
Polvilhar a pia ou uma mesa com um pouco da farinha sem glúten que sobrou e faça rolinhos com espessura de 6cm a 8cm mais ou menos.. Cortar em pedacinhos de uns 2cm.
Levar para cozinhar os nhoques em pouca quantidade de cada vez, isto é, não cozinhar todos de uma vez só, em 1 1/2 litro de água já com sal (a gosto) e umas gotas de óleo.
Assim que os nhoques subirem retirar com uma escumadeira. Ficar atento ao processo de cozimento que é bem rápido. Caso perceba que alguns nhoques ficaram no fundo da panela, solte-os delicadamente com uma escumadeira.
Fazer um bom molho de tomates e espalhar por cima.

Obs.: Caso a pessoa prefira o nhoque mais salgado pode colocar mais um pitada de sal.

Vídeo: Clique aqui para assistir ao vídeo de preparo do Nhoque sem Glúten e sem Leite

Pãozinho Rápido sem Glúten!

Esta é uma receita de pãozinho sem glúten, muito rápida de fazer, e o pãozinho fica ótimo: macio, aerado, úmido e não quebra. E a casca fica crocante quando sai do forno... ! (faça o teste: dê o pãozinho para um não celíaco experimentar sem dizer que não contém glúten, ele irá se surpreender com um resultado tão bom).

Farinha sem glúten
200grs. de farinha de arroz
200grs. de polvilho doce
2 colheres (de chá cheias) de Goma Xantana*
Misturar tudo muito bem**. Guardar num recipiente de plástico ou de vidro bem fechado

Pãozinho Rápido sem Glúten
3 xícaras (de chá) de farinha sem glúten (cada xícara tem 130 gramas, portanto total = 390 gramas)
3 colheres (de sopa cheias) de açúcar
4 colheres (de sopa***) de margarina sem sal
2 colheres (de sopa cheias) de fermento em pó
2 ovos médios
1 xícara de leite (200 ml)

Modo de Preparo
Misturar todos os ingredientes em uma tigela, mexendo com uma colher. Quando estiver bem misturado, fazer os pãezinhos untando a palma da mão com margarina. Colocar em assadeira levemente untada e pincelar com gema de ovo. Aquecer o forno em temperatura máxima por 10 ou 15 minutos. Enquanto o forno está sendo aquecido, deixe os pãezinhos descansando. Passado esse tempo leve-os ao forno.

Como assar
Deixe por 05 minutos em forno máximo, abaixe para 200 graus e deixe 10 minutos nessa temperatura. Depois abaixe novamente o forno para 180 graus e deixe assar os pães por mais 10 minutos. Desligue. Retire do forno. Sirva quente ou frio com manteiga, requeijão, geléia, mel, etc...

Dicas importantes
* A Goma Xantana é encontrada em lojas de produtos naturais. (ela é muito usada como espessante, e para os que não a encontrarem em suas cidades, a loja SABOR ALTERNATIVO vende uma mistura de goma guar e goma xantana que pode ser usada para fazer os pãezinhos (a quantidade é a mesma que na receita), e faz entregas para todo o Brasil. Eles vendem saquinhos de 300g, e segundo informação recente passarão a vender saquinhos de 100g também, o link é http://www.saboralternativo.com.br/).
** Como misturar os ingredientes da farinha sem glúten: Primeiramente misture bem com uma colher, depois coloque no recipiente onde guardará a mistura. Feche-o muito bem e agite-o bastante. Deixe uns minutinhos sem abrir para assentar e estará pronto para uso.
*** As colheres de sopa de margarina não devem ser rasas, tampouco cheias demais. O peso está entre 25 e 30grs no máximo.
Bom Proveito!

Vídeo: Clique aqui para assistir ao preparo do Pãozinho Rápido sem Glúten