terça-feira, 27 de abril de 2010

Pessoas Deprimidas Consomem Mais Chocolate

WASHINGTON, EUA (AFP) - As pessoas deprimidas comem mais chocolate, e numa quantidade que aumenta segundo a gravidade do caso, revela um estudo da Universidade da Califórnia publicado nesta segunda-feira.

"Nosso estudo confirma a velha suspeita, segundo a qual as pessoas consomem chocolate quando estão deprimidas", afirma Beatrice Golomb, professora da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego (oeste), uma das autoras deste estudo, publicado em Archives of Internal Medicine.

"Na medida em que se trata de um estudo feito durante um certo período de tempo, não é possível saber se o consumo de chocolate aumentou ou reduziu os sintomas depressivos", acrescentou Golomb em um comunicado.

Os cientistas examinaram a relação entre o consumo de chocolate e o humor de quase mil adultos que não tomavam antidepressivos e não sofriam de nenhuma doença cardiovascular nem diabetes.

Os participantes foram consultados sobre a quantidade de porções de chocolate consumidas em uma semana. Seu grau de depressão foi classificado segundo a "Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos".

Os autores do estudo descobriram que homens e mulheres com o resultado mais alto, ou seja, os mais depressivos, consumiram por mês cerca de 12 porções de chocolate (cada porção equivale a 28 gramas). Enquanto, no mesmo período, as pessoas sem nenhum sintoma depressivo comeram 5 porções.

As pessoas medianamente depressivas, no entanto, consumiram oito porções por mês.

O estudo não fez distinção entre o chocolate ao leite e o amargo.

Fonte: Yahoo!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Bolinho de Chuva sem Glúten e sem Leite

Como o próprio nome diz, esta é uma receita para comer no meio da tarde daqueles dias chuvosos... ou para o lanche das crianças. É rápida, fácil de fazer, e fica muito boa. Para ver a consistência da massa, e o modo de preparo, não deixe de assistir ao vídeo no final da receita.

Por Vera Irene Paim

Ingredientes
2 ovos
60g de açúcar
80g de farinha de arroz
80g de polvilho doce
50ml de água
10g de fermento em pó
Rendimento 20 bolinhos mais ou menos.

Modo de Preparo
Bata os ovos (pode ser com um garfo, veja o vídeo), acrescente então o açúcar e misture bem. Adicione a farinha de arroz já misturada ao polvilho e depois a água. Misture vigorosamente até formar uma massa uniforme. Coloque o fermento em pó e misture bem*.

Coloque bastante óleo em uma panela funda, e quando estiver quente, despeje a massa com uma colher de sopa, formando os bolinhos. Vire o bolinho quando estiver dourado e doure do outro lado. Retire com uma escumadeira e colocar em cima de um papel absorvente para retirar o excesso de óleo. Controle a temperatura do óleo para não queimar os bolinhos, diminuindo e aumentando de vez em quando a chama do fogo.

Prepare uma mistura de 4 colheres de sopa de açúcar e 2 colheres de sopa de canela pó para passar nos bolinhos enquanto ainda estiverem quentes. As quantidades de açúcar e canela podem variar conforme do gosto de cada pessoa. Caso não goste de canela, pode passar os bolinhos somente no açúcar.

Servir de preferência quentes.

* Você poderá observar que a massa cresce um pouco enquanto espera o óleo esquentar.



sábado, 17 de abril de 2010

Nutricionista Gorda? Não Pode!

Bem, eu não tenho o hábito de assistir ao programa Zorra Total, mas tenho, obviamente, conhecimento da personagem "Dra. Lorca". E, lendo recentemente um artigo de um "companheiro" de profissão, achei legal reproduzi-lo aqui.

Nutricionista gorda, não pode!

Essa frase não é minha. Pelo menos não foi citada por mim desta vez. No quadro do programa Zorra total da Rede Globo, qual uma atriz obesa faz um papel de uma nutricionista que chama seus clientes de gordos, prescreve dietas com doces, tortas e feijoada. Logo após a consulta, ela abre a sua gaveta repleta de guloseimas e come até não poder mais.

No programa do dia 25 de outubro a atriz Suzana Viera, ao visitar a nutricionista, disse que “Nutricionista gorda, não pode!”. Não acreditei quando eu escutei aquilo. Sim, eu estava vendo Zorra Total, que é tão deprimente como os e-mails recebidos de colegas nutricionistas chocadas com a afirmação da atriz, que segundo elas foi grossa, preconceituosa e infeliz.

Quando esse quadro foi ao ar pela primeira vez, lembro que despertou a fúria do CFN (Conselho Federal de Nutrição), dizendo que o quadro denegria e ridicularizava a profissão e o profissional principalmente. Inúmeros programas humorísticos já satirizaram outras profissões, como médicos, advogados, policiais e arquitetos. Mas por que o CFN ficou tão revoltado quando alfinetaram os (as) nutricionistas? Porque nós nutricionistas não podemos ser parodiados?

Voltamos a celebre frase “Nutricionista gorda, não pode!” E a pergunta é: pode? Lógico que não pode. É tão óbvio é antagônico quanto absurdo. Durante meu curso recordo que ao comer pão integral, peito de peru, whey protein durante a aula, algumas professoras e colegas de sala comentavam: “Nossa, que paranóia, todo dia você come isso todo dia? Como você agüenta?” Enquanto elas comiam salgados, sorvetes durante o intervalo das aulas. Ao ingressar na faculdade de nutrição, achei que estaria em um ambiente onde as pessoas se preocupavam no mínimo com a alimentação. Comecei a questionar que tipos de profissionais estavam lá fora.

Claro que existem objetivos e metas diferentes para cada pessoa, mas quando você trabalha com saúde, em qualquer área, você no mínimo deve dar o exemplo. Não estou dizendo que nutricionistas devem ter corpos esculturais, mas sim pelo menos um aspecto saudável de alguém que acredita no que fala e no que faz.

Isso vale para qualquer profissão. Você se sentiria bem em fazer um treino prescrito por um profissional de educação física obeso, que não gosta de exercícios? Ou sentar em uma cadeira de dentista, que possui um sorriso dente sim, dente não? Ou ser atendido por um pneumologista fumando cachimbo. Por mais que me digam que ele é um ótimo profissional, eu ficaria com os dois pés atrás.

Então agradeço pela primeira vez a Rede Globo, pelo tapa na cara de todos os profissionais que aplicam a nutrição da boca para fora, e dão um péssimo exemplo da boca para dentro.

Nutricionista

domingo, 11 de abril de 2010

Nutricionistas Advertem Contra o Mau Uso da Ração Humana

Uso do produto não é programa de emagrecimento, dizem.
Excesso de fibras pode causar sérios problemas intestinais.

A ração humana, produto que virou moda entre os que gostam de incluir novidades na dieta, deve ser usada com cuidado, adverte a nutricionista Juliana Verzolla, especialista em nutrição funcional.

Quem quer perder peso pulando a etapa do exercício físico e da boca fechada não pode se enganar: o produto não é uma solução, nem um programa de emagrecimento.

"A ração tem que ser misturada com leite ou suco. As fibras possuem muito açúcar e, em excesso, elas fazem mal", diz Juliana, que dá outra dica: muita gente está usando a ração de forma equivocada, substituindo refeições.

“A ração alia produtos saudáveis, mas eles não se adaptam ao organismo de qualquer pessoa”, diz Verzolla.

Apenas uma vez por dia, diz nutricionista
Outra nutricionista, Flávia Morais, que trabalha para a rede Mundo Verde, especializada em produtos naturais, diz que o uso abusivo da ração, que pode ser comprada pronta ou com os ingredientes separados, implica numa série de riscos.

“A ração só pode ser tomada uma vez ao dia e de preferência na parte da manhã. Essa mistura de cereais em pó pode trazer um sério risco à saúde, caso seja tomada sem orientação de um profissional”, diz Flávia.

Ela descreve um possível quadro de problemas com o uso inadvertido da ração:
"A pessoa pode ter distensão abdominal ou até mesmo constipação intestinal, já que o organismo de cada um funciona de uma forma diferente", explica a nutricionista.

Flávia explica que a ração não é a fórmula para o emagrecimento e as fibras misturadas inibem o apetite. Ela alerta que exercícios físicos e dieta balanceada são essenciais para ter um corpo bonito e saudável. "A ração não tem segredo, é só saber conciliar atividades físicas com a mistura em pó", explica.

Ajuda no funcionamento do intestino
A principal razão que levou a economista Andréa Gomes, de 41 anos, a comprar ração humana foi acreditar na ajuda para o bom funcionamento do intestino.

"A ração deixou a minha pele e o meu cabelo mais bonitos, mas o principal diferencial foi que meu intestino está funcionando muito bem", acredita Andréa. Ela optou por comprar os ingredientes separados e fazer a mistura em casa.

Cecília Bastos, de 57 anos, resolveu comprar a ração humana por indicação de um amigo. "Ele falou que faz bem à saúde e que tudo funciona melhor, vou pagar pra ver, né?", informa a psicóloga.

Para Rachel Correia, a ração serviu para a família toda emagrecer. "Aqui em casa eu, meu filho e meu marido tomamos a ração misturada com leite e com uma fruta. Assim fica mais gostoso", diz a funcionária pública, de 39 anos.

Fonte: G1

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Excesso de Peso Corporal em Crianças, Como Evitar?

Algumas estratégias nutricionais, indicadas pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, são importantes para evitar o ganho excessivo de peso corporal das crianças. São elas:

Reduzir a ingestão de gordura, como margarina e frituras em geral; não refogar nenhum alimento com mais de meia colher de óleo e não oferecer carnes com excesso de gordura. O ideal é optar por carnes grelhadas ou assadas.

Evitar comprar alimentos de alto valor calórico e pobres nutricionalmente, como refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos (recheados ou amanteigados), doces, balas e chocolates, e não deixar que estes alimentos substituam arroz, feijão, batata, farinha ou macarrão, que são devem ser a base da alimentação brasileira.

Alimentos do tipo fast-food, como sanduíches ou pizzas, devem ser limitados. Os pais não devem tornar a ida a uma lanchonete ou pizzaria um programa muito especial, pois assim as refeições feitas em casa poderão ficar sem graça. Da mesma maneira, não devem oferecer doces ou guloseimas como prêmio ou recompensa, nem usar atividades físicas como castigo.

Evitar que a criança coma fora dos horários das refeições (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Caso a criança não esteja com fome ou não queira comer nestes horários, não se deve forçá-la, mas avisar que ela só poderá comer no horário da próxima refeição.

Evitar biscoitos, bolachas e pães nos intervalos das refeições. Nestes horários, dar preferência a frutas, leite e laticínios. A criança deve ser orientada a ingerir água frequentemente, de preferência fora do horário das refeições.

Incentivar o consumo de verduras e legumes e temperos naturais, como sal, limão, vinagre, orégano e azeite. Os pais não devem ceder à primeira reprovação que as crianças fazem a determinados alimentos, pois na maioria das vezes, elas dizem que não gostam antes mesmo de provar. O gosto da criança deve ser respeitado, mas ela deve experimentar o alimento algumas vezes, e em diferentes preparações culinárias, antes de excluí-lo do cardápio.

O cardápio de casa deve ser variado e atrativo. Pouca comida deve ser colocada no prato e, se a criança quiser repetir, ela poderá fazê-lo se esperar alguns minutos. As crianças devem praticar atividades físicas recreacionais diariamente por pelo menos uma hora, como andar de bicicleta, brincar com os amigos, passear com o cachorro, caminhar e realizar brincadeiras ao ar livre em geral. Já outras atividades como assistir televisão, jogar videogame ou outros jogos de computador devem ser limitadas. Um fator muito importante é que os pais dêem o exemplo, tanto com relação à dieta como na prática de atividade física.

Autora: Iara Waitzberg Lewinski
Fonte: Nutritotal

Consumo de Frutas no País é Baixo

Embora seja um grande produtor mundial de frutas e hortaliças, com grande abundância de variedades nas diferentes regiões do país, o brasileiro ainda é um péssimo consumidor destes alimentos, priorizando outros de inferior valor nutricional, tais como biscoitos, salgadinhos e refrigerantes.

O resultado deste hábito é o crescente número de obesos, com aumento do risco de diversas doenças relacionadas ao excesso de peso e sedentarismo, como as cardiovasculares.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário mínimo para um adulto deve ser de cinco porções, ou 400 gramas de frutas e legumes. No Brasil, a ingestão não chega a um terço destes valores. Segundo a mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), frutas, verduras e legumes correspondem a apenas 2,3% das calorias totais ingeridas pela população.

No estudo, da amostra de cerca de 10 mil famílias, foram levantadas informações sobre o perfil de consumo e os determinantes do não-consumo. Segundo os pesquisadores, um dos motivos para o não consumo destes artigos é o preço dos alimentos. A falta de hábito e de tempo para o preparo também pesou na hora da escolha.

Um novo estudo sobre o tema já está sendo finalizado, e os valores não são nada animadores. Parece que o triste cenário encontrado nas últimas três décadas do século 20, em que houve um declínio no consumo de alimentos básicos, tais como cereais, frutas e hortaliças na cidade de São Paulo, deve se manter.

Diante deste futuro sombrio, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com outras instituições, desenvolve, desde 2007, um projeto para subsidiar ações em comunidades atendidas pelo Programa de Saúde da Família (PSF), para incentivar a população a consumir mais frutas, legumes e verduras.

O grupo elaborou, por exemplo, uma série de livretos e cartilhas, disponíveis gratuitamente no site da Embrapa, para incentivar o consumo de vegetais, com recomendações nutricionais, quantidades a serem ingeridas e dicas de receitas. O material é também voltado a profissionais das áreas de nutrição e educação, pois oferece sugestões de como trabalhar o tema para estimular a alimentação saudável.

Os textos seguem as diretrizes do Ministério da Saúde e orientam, entre outros aspectos, sobre o consumo de sal, gordura e açúcar, bem como alertam para a importância da prática regular de atividade física.

Autor: Chico Damaso
Fonte: Nutritotal

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Crianças Muito Ativas e Futuros Campeões Merecem Cuidados Especiais

Crianças que sonham em ser estrelas do esporte nacional, muitas delas com vista nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, devem se preparar desde cedo.

Um bom condicionamento físico depende de uma alimentação balanceada e adequada, visando ao melhor desempenho do atleta. Para tirar dúvidas sobre o tema.


Leia mais na entrevista do Nutritotal com a nutricionista Potira Morena, especialista em Tecnologia de Alimentos e consultora no Programa Nacional de Alimentação (PNAE). A especialista revela verdades e mentiras sobre um tema muito discutido na atualidade, que merece atenção e interessa tanto aos jovens e crianças que praticam esportes, quanto pais e responsáveis. Confira.

A maioria das crianças costuma não gostar de alimentos saudáveis, como verduras e legumes. Você acha que a vontade de ser um atleta muda os hábitos alimentares?
Bons hábitos alimentares são uma questão de qualidade de vida e promoção de saúde. É algo com que os pais devem se preocupar o tempo todo, independentemente da criança sonhar em ser um atleta ou não. Alimentar-se corretamente é uma garantia que temos para uma vida de qualidade e saúde.

Como os pais podem incentivar os bons hábitos destas crianças?
A infância é a época mais fértil para construirmos bons hábitos alimentares. O que aprendemos na infância nos acompanha por toda a vida, principalmente se foi aprendido em um ambiente afetivo, lúdico e prazeroso. O alerta que fica para os pais é o fato da criança “copiar” o adulto. Por exemplo, se em casa a ofertado é de refrigerante e guloseimas em geral, como argumentar com esta criança que não são alimentos saudáveis? Não falo que vamos formar crianças sem vida social, o importante é dar o exemplo no seio familiar e formar hábitos corretos. O aprendizado começa em casa.

O que muda na alimentação de uma criança que pratica esportes?
Não existe uma fórmula padrão. Deve haver uma orientação individualizada, a fim de se respeitar todas as características da criança, quer seja fisiológicas (relacionadas a algumas restrições alimentares, ao peso, idade, sexo ou até patologias) ou de hábitos já existentes. A melhor opção é ter profissionais, como nutricionistas e educadores físicos, que acompanhem todo este processo, pois só assim todas as necessidades nutricionais poderão ser atendidas de acordo com a demanda de exercícios desta criança.

Como deve ser a hidratação da criança antes, durante e após os exercícios? Isotônicos são recomendados?
Somente com uma avaliação nutricional individual podemos optar por incluir isotônicos ou qualquer outra suplementação à dieta da criança. Como a própria demanda nutricional da criança já é grande, por todo o contexto de estar na fase de crescimento e desenvolvimento, torna-se essencial um acompanhamento do futuro atleta. Lembro, no entanto, que a hidratação deve acontecer em todas as etapas da vida e depende, também, da modalidade de exercício que a criança pratica, a fim de ter o melhor momento para esta hidratação.

Há algum tipo de alimento recomendado para ingestão antes e depois do treino físico?
Quando se fala de treino físico, a maior demanda que se tem é de energia em termos de calorias. Para um melhor balanço do gasto energético, temos os alimentos à base de carboidratos que poderão ser despendidos de maneira mais rápida para a necessidade física. As recomendações estarão dentro de todo o conjunto alimentar proposto individualmente para cada futuro atleta. Mas há algumas orientações básicas em termos de grupos de alimentos que devemos adotar para toda a vida, que são:
a. Uso preferencial de produtos in natura, favorecendo as frutas e hortaliças
b. Não uso de produtos industrializados, por conterem muita “química”, como os conservantes, por exemplo
c. Restrição de açúcar simples e de gorduras de origem animal

Existem casos em que a suplementação vitamínica é necessária? Em caso afirmativo, quais as principais carências?
Momentos necessários de suplementação podem aparecer, mas individualizados, pois temos que conhecer a realidade de saúde, hábitos e vida em geral para que as suplementações aconteçam sem risco à saúde. Como o próprio nome diz, suplementação é algo a mais que se oferece, não podendo incorrer no risco de sobrecarregar ou até mesmo “intoxicar” o organismo.

Existem maneiras de estimar o gasto energético infantil?
Existem fórmulas específicas para cálculos de requerimentos energéticos, que variam de acordo com o sexo, idade, altura e tipo de atividade física. Os fatores de multiplicação de algumas fórmulas variam entre: atividade muito leve (sentado, escrevendo), atividade leve (andando devagar, passeando de bicicleta) e atividade moderada e intensa (andando depressa, correndo, andando de bicicleta), havendo variação de requerimentos de acordo com todas as variáveis ditas acima.

Há uma idade certa para o início de atividades físicas regulares? Quais as atividades mais recomendadas em cada fase?
Uma questão a ser considerada é que atividade física também está vinculada à vida saudável. Porém, no caso da infância, a preocupação é de que o treinamento intenso em idade precoce possa alterar o desenvolvimento normal da puberdade em atletas. Daí surge a necessidade de acompanhamento de profissionais da área de saúde, com atenção às medidas e composição corporal (peso e estatura), acompanhamento cardiovascular, manutenção sexual e evidências de estresse emocional.

Uma má alimentação pode acarretar que tipos de problemas de saúde? Como isto pode interferir na vida adulta?
O conjunto de formação e desenvolvimento físico e emocional do ser humano está diretamente ligado aos hábitos alimentares e vitais. Vários pontos podem ser atingidos quando os excessos ou carências acontecem, como obesidade e doenças cardiovasculares ou emocionais. Em crianças, a preocupação é em termos de peso e altura, pois são os indicadores mais básicos. Para tanto, a ingestão de cálcio, ferro e demais nutrientes deve ser monitorada de perto, a fim da garantia de uma vida adulta saudável.

Quais as maiores fontes de energia na alimentação infantil?
As maiores fontes de energia são os carboidratos, mas não os simples, como o açúcar, e sim frutas e hortaliças. No caso de dispêndios maiores de energia, fazer uso dos pães, mas dando sempre preferência aos integrais e observando se a criança não tem intolerância ao glúten.

Há alguma dica a ser dada aos pais e aos próprios pequenos, para um bom desenvolvimento físico?
A maior dica é que seja tudo feito com muita orientação. A informação é a base do sucesso para qualquer meta de qualidade de vida. Assim, usando das informações que os profissionais da área de saúde podem nos dar de maneira individual, teremos a maior possibilidade de saúde e bem-estar. Acredito que a educação de nossos filhos é um processo em construção e que a sociedade como um todo tem atuação. Em especial, vejo o papel da família e da escola como essencial para se garantir uma alimentação saudável e uma vida cada dia melhor.

Como Alguns Alimentos Podem Prevenir o Câncer?

A relação da dieta e do estado nutricional com o risco de desenvolvimento de câncer tem sido o maior foco das pesquisas em saúde pública. A dieta representa o papel principal na etiologia e prevenção do câncer. Curiosamente, vários estudos têm demonstrado que o câncer é, em grande parte, uma doença evitável, e que sua incidência pode ser substancialmente reduzida com modificações dietéticas. Abaixo estão listados alguns alimentos que possuem efeitos anticancerígenos.

Momordica
A momordica (bitter melon, em inglês, ou melãozinho, como é mais conhecido) contém algumas substâncias (glicosídeos, alcalóides, derivados do ácido linolênico conjugado e proteínas) que fazem com que o seu extrato apresente efeitos comparáveis à ação dos hipoglicemiantes orais, como metformina e tiazolidinadiona. Estudos observaram que o melãozinho é capaz de inibir a hipertrofia dos adipócitos, reduzir a adiposidade, diminuir a concentração sanguínea de glicose, colesterol e triglicérides, melhorar a sensibilidade à insulina e aumento da concentração sérica de adiponectina. O ácido linolênico, presente no óleo das sementes do melãozinho, pode regular e induzir a apoptose em células do câncer de cólon e as proteínas têm demonstrado poder de inibir o crescimento de células do câncer de mama in vitro e in vivo. Em experimentos com animais, o extrato do melãozinho inibiu o desenvolvimento do câncer de pele, de mama e de cólon.

Soja
O grão de soja é rico em proteínas de alto valor biológico (aproximadamente 50% do grão), isoflavonas, saponinas, fitoesteróis, ácido fítico, fosfolipídios, ácido ascórbico, minerais e fibras alimentares. Em experimentos realizados com animais, foi observado que as isoflavonas da soja melhoraram a sensibilidade à insulina por diminuírem a deposição de gordura visceral e inflamações, além de poderem reduzir os níveis de colesterol plasmático. Além disso, resultados de diferentes pesquisas sugerem que a proteína da soja pode reduzir a massa gorda em casos de obesidade.

O consumo de soja está sendo associado com diminuição do risco do desenvolvimento do câncer de mama, próstata e cólon. Ambas, proteína da soja e isoflavonas, têm revelado diferentes efeitos anticancerígenos, como atividade anti-angiogênica, apoptose celular e modulação da progressão do ciclo celular.

Peixe
Muita atenção tem sido dada aos efeitos benéficos do óleo de peixe, rico em ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, e do óleo de oliva, rico em ácidos graxos monoinsaturados, como o ácido oléico. Os componentes protetores dos peixes são os ácidos graxos de cadeia longa, ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA), juntamente com as proteínas, vitaminas e minerais. Por outro lado, existe a preocupação sobre os riscos à saúde devido às contaminações ambientais possivelmente encontradas nos peixes. Contudo, evidências epidemiológicas estabeleceram que a ingestão de óleo de peixe promove efeitos protetores em diversas desordens, como doenças cardiovasculares e câncer.

Por meio de alguns mecanismos, os ácidos graxos ômega-3 podem modificar o processo carcinogênico, o que inclui supressão do ácido araquidônico, influências na expressão dos genes, alteração do metabolismo do estrógeno, efeitos contra radicais livres e envolvimento na sensibilidade à insulina. Ademais, é comprovado que o óleo de peixe possui efeitos antiobesidade e pode reduzir inflamações.

Feno-grego
O feno-grego, ou alforva (Trigonella foenum graecum), é tradicionalmente utilizado para tratar diabetes, hipercolesterolemia, ferimentos, inflamações e doenças gastrintestinais. O extrato destas sementes inibe o crescimento tumoral e também produz um significativo efeito anti-inflamatório. Além disso, em experimentos feitos com animais, a inclusão do pó das sementes de feno-grego na dieta reduziu a incidência de tumores no cólon, diminuiu a peroxidação lipídica e aumentou as atividades enzimáticas do sistema antioxidante.

As sementes de feno-grego são fonte rica em fibras e saponina. Diversos estudos in vivo e in vitro observaram efeitos antiproliferativos das saponinas sobre diferentes tipos de células cancerosas.

Chá-Verde
As propriedades benéficas do chá verde são basicamente provenientes dos polifenóis (classificados como catequinas) e sua potente ação antioxidante. O chá verde contém seis compostos de catequinas principais: catequina, galocatequina, epicatequina, epigalocatequina, galato epicatequina e galato de epigalocatequina (conhecido como EGCG). A bebida também contém alcalóides, como a cafeína, teobromina e teofilina, que conferem ao chá verde efeitos estimulantes. O EGCG é o polifenol mais estudado por ser um potente antioxidante e protetor das células e do DNA contra os radicais livres. Seus benefícios conferem proteção contra o câncer, aterosclerose, obesidade, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas.

Alho
Desde a antiguidade, o alho (Allium sativum) é utilizado por suas qualidades medicinais. De fato, esta planta possui efeitos benéficos em diversas doenças, incluindo câncer, doenças coronarianas, obesidade, hipercolesterolemia, diabetes tipo 1 e 2, hipertensão, catarata e algumas desordens gastrintestinais. Vários estudos vêm demonstrando a redução do risco de diferentes tipos de câncer devido ao consumo de alho.

O alho fresco contém vários compostos organossulfurados, elementos traço de origem fenólica e esteróide, além de carboidratos, proteínas e fibras alimentares. Os compostos organossulfurados do alho são considerados agentes quimioprotetores do câncer, pois podem causar uma suspensão da proliferação das células cancerosas e induzir a apoptose (morte celular programada).

Autora: Iara Waitzberg Lewinski
Fonte: Nutritotal

Efeitos da Linhaça Sobre o Perfil Lipídico Sanguíneo

Uma análise publicada pela revista American Journal of Clinical Nutrition concluiu que a linhaça pode reduzir significativamente os níveis sanguíneos de colesterol total e LDL (lipoproteína de baixa densidade), mas os efeitos dependem do tipo de intervenção, gênero e perfil lipídico inicial.

Este estudo reuniu revisões de trabalhos científicos sobre o efeito da linhaça (semente, óleo ou suplemento de lignana) no perfil lipídico do colesterol total, do LDL, do HDL (lipoproteína de alta densidade) e triglicerídeo. Os resultados referem-se aos grupos suplementados em relação aos grupos controles, ou seja, aqueles que não consumiram linhaça ou seus derivados.

Em geral, estas mudanças foram maiores nas mulheres do que nos homens. Os estudos ainda observaram que as maiores reduções nos níveis de colesterol e LDL sanguíneos foram observadas naqueles indivíduos cujas concentrações iniciais eram mais elevadas.

Os resultados sugerem que o consumo de linhaça reduz a concentração sanguínea de colesterol total e da fração LDL, e que esse efeito é mais evidente em estudos que utilizaram a semente de linhaça, com mulheres (particularmente no período pós-menopausa) e com concentrações iniciais de colesterol elevadas.

E, de acordo com os autores deste artigo, mais estudos são necessários para investigar a efetividade da suplementação de linhaça sobre outros fatores de risco cardio-metabólicos, como doenças crônicas (como a síndrome metabólica e a diabetes), e sobre a morbidade e mortalidade das doenças cardiovasculares.

Autora: Iara Waitzberg Lewinski
Fonte: Nutritotal