sábado, 12 de junho de 2010

Dez Coisas que Você Precisa Saber Sobre Anormalidades do Colesterol e suas Frações

As dislipidemias são anormalidades do colesterol total e suas frações. O colesterol total é composto de 3 frações: LDL colesterol (colesterol "ruim", que favorece o depósito de gordura nas artérias), HDL colesterol (colesterol "bom", que evita o depósito de gordura nas artérias) e os triglicerídeos.

Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre as dislipidemias:

1- Nos dias atuais – onde predominam o sedentarismo; alimentação rica e abundante em gordura e açúcar livre; a obesidade; o estresse; e o tabagismo – os estudos têm mostrado que as placas de gordura nas artérias (aterosclerose) começam muito cedo. A estimativa é a de que, aos 20 anos, cerca de 20% das pessoas estarão afetadas de alguma forma. Assim, os eventos finais deste processo, infarto do miocárdio e derrame cerebral, são as maiores causas de mortalidade.

2- O risco de aterosclerose coronariana aumenta, significativamente, em pessoas com níveis de colesterol total e LDL colesterol (colesterol "ruim") acima dos patamares da normalidade. Para o colesterol HDL (colesterol "bom"), a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco.

3- Níveis de colesterol HDL maiores do que 60 mg/dL caracterizam um fator protetor. Já os níveis de triglicérides maiores do que 150 mg/dL elevam o risco de doença aterosclerótica coronariana (obstrução das artérias do coração por placas de gordura).

4- Algumas formas de dislipidemia, como a elevação excessiva dos triglicerídeos, também podem predispor à pancreatite aguda (inflamação aguda do pâncreas).

5- Existem as dislipidemias primárias e as secundárias. As primárias são de causa genética.

6- As dislipidemias secundárias podem ser provenientes de outros quadros patológicos, como o diabetes, hipotireoidismo e insuficiência renal crônica, mas também podem ser originadas por medicamentos: diuréticos, betabloqueadores e corticosteróides. Outras situações como o alcoolismo e uso de altas doses de anabolizantes também poderão ocasionar as dislipidemias secundárias.

7- O diagnóstico das dislipidemias é feito, laboratorialmente, medindo-se os níveis plasmáticos de colesterol total, LDL, HDL e triglicérideos. É necessário um jejum de 12 até 14 horas para realizar o exame.

8- A obesidade tem influência significativa no metabolismo das gorduras e deve ser encarada como importante fator na sua interpretação e tratamento.

9- Pessoas com diabetes tipo 2 têm maior prevalência de alterações do metabolismo dos lipídios. Assim, o tratamento da dislipidemia nesses pacientes pode reduzir a incidência de eventos coronários fatais, entre outras manifetações de morbimortalidade cardiovascular. Em geral, todo diabético deve tomar uma medicação para combater o colesterol, chamada de vastatina.

10- Uma dieta hipocalórica, pobre em gorduras saturadas e colesterol, é fundamental para o tratamento da dislipidemia. A atividade física moderada, realizada durante 30 minutos, pelo menos quatro vezes por semana, auxilia na perda de peso e na redução dos níveis de colesterol e triglicérides. Mesmo assim, em grande parte dos casos, será necessário a administração de medicamentos.

Fonte: SBEM-Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

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