sábado, 12 de junho de 2010

Temperar a Carne com Alecrim Pode Reduzir seu Potencial Cancerígeno

O alecrim (Rosmarinus officinalis) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo ocorrendo dos 0 a 1500 m de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.

Acrescentar alguns temperos, como o alecrim e o açafrão, antes de preparar carnes vermelhas pode ajudar a reduzir os riscos de câncer associados ao consumo desses alimentos, segundo estudo da Universidade do Estado do Kansas, nos Estados Unidos. De acordo com especialistas, temperos como a cúrcuma têm grande quantidade de antioxidantes que ajudam a prevenir a formação de aminas heterocíclicas - compostos cancerígenos que são produzidos quando as carnes são grelhadas, assadas ou fritas.

Em testes em laboratório, os cientistas observaram que a cúrcuma, o alecrim e um tempero chinês retirado de um tubérculo parecido com o gengibre (fingerroot) reduziam em mais de 40% a produção dessas aminas, reduzindo significativamente os riscos associados ao composto, incluindo de câncer colorretal, de estômago, de pulmão, pancreático, de mama e de próstata. E o maior efeito protetor contra a produção dessa amina foi observado no alecrim.

“As carnes de boi assadas tendem a desenvolver mais HCA (aminas heterocíclicas) do que outros tipos de carnes assadas, como porco e frango”, destacou o pesquisador J. Scott Smith. Entretanto, de acordo com o especialista, se os consumidores usarem temperos como o alecrim no preparo dos bifes, pode inibir de 61% a 79% a ação do composto associado ao câncer, principalmente em altas temperaturas, quando aumenta a produção do HCA.

Os pesquisadores planejam, agora, a realização de mais pesquisas para avaliar quais “marinados” e pós podem também reduzir a produção das aminas heterocíclicas. E outras pesquisas devem ser realizadas para confirmar se as carnes marinadas com ervas e pimentas podem efetivamente ser de menor potencial cancerígeno.

Fonte: Food Safety Consortium.

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