sábado, 31 de julho de 2010

Overtraining

O excesso de exercícios é o inimigo número 1 de quem quer ganhar massa muscular. Ele é chamado de overtraining. Esta é uma designação de excesso no treinamento, por isso deparamos com atletas que sentem de alguma forma os resultados desse excesso.

O organismo do atleta apresenta uma grande estafa física e posteriormente mental. Na maior parte das vezes, este problema é devido, principalmente para atletas de ponta, pelo uso inadequado dos intervalos proposto pelo técnico, conseqüentemente deixando de haver uma sinergia entre a recuperação dos batimentos cardíacos e o inicio dos tiros.

Com a maioria dos corredores de rua, que formam a grande massa participativa o Ovetraining acontece pela inadequação dos programas de treinamento, as vezes indicado por um grande número de treinadores pessoais não acostumados com o que é treinamento de fundo, preocupados somente com valores materiais e conseqüentemente fazendo com que seu pupilos entrem na área perigosa do excesso de treinamento, devido a percursos montanhosos, planos, levemente acidentados, a mescla de resistência e velocidade, exercícios localizados - principalmente para os membros inferiores, não levando em conta períodos de recuperação, horas de sono, qualidade no alongamento, alimentação inadequada, estado psicológico, situação financeira.

Segundo médicos especialistas em medicina esportiva o excesso de treinamento fora do parâmetro de cada atleta provoca manifestações como já citadas de ordem física, psíquicas ou emocional.

Os principais sintomas são perda de apetite, peso, insônia, irritação, ansiedade, depressão, agressividade, pequenas lesões.

Nós técnicos devemos nos assessorar de médicos da medicina esportiva, para não incorrer em treinos que possam levar a uma condição física absurda e nociva. O técnico quando determina um treinamento para os seus atletas tem tanta responsabilidade como a de um médico ao prescrever um medicamento.

Várias formas de reconhecer um Overtraning. Primeiro lugar, o atleta começa a demonstrar um pouco de desânimo e falta de motivação com o treino, sente muita sonolência durante o dia, perde o prazer em ir correr, podem ocorrer lesões nesse período ocasionado pelo super treinamento. Em termos psicológicos, tende a ter um mau humor e irritabilidade por qualquer motivo, insônia e depressão poderão ocorrer também.

Abaixo você verá uma lista completa dos sintomas mais comuns:
  • Cansaço anormal
  • Irritabilidade
  • Falta de vontade de malhar
  • Perda de apetite
  • Perda de força
  • Contusões e resfriados freqüentes
  • Dores de cabeça
  • Sede anormal
  • Insônia
  • Tremor nas mãos
  • Depressão
  • Ansiedade
Esses são alguns sintomas ocasionados com overtraining e como evitá-los?
Não exagerar nos treinos, evitando ultrapassar suas capacidades físicas;
Aumentar sua carga de treinamento progressivamente;
Diminuir radicalmente seu treino na semana de competição;
Escolher um ou dois dias por semana dedicado para descanso;
Nunca treinar forte dois dias seguidos;
No período transitório do macrociclo de treinamento destinar de 15 a 30 dias de descanso total para uma total recuperação física e psicológica, antes de iniciar um novo ciclo de treinamento.
Se você vem malhando bastante e tem sentido algum destes sintomas listados acima é recomendado que você pare de treinar durante 2 semanas e procure ingerir alimentos de alto valor nutritivo. O uso de suplementos vitamínicos também é indicado, desde que você tenha a orientação de um profissional.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dicas Para Ganho de Massa

Nem sempre comer de tudo e em grande quantidade é a melhor maneira para se obter um aumento de peso. Nesse processo, tudo vai depender do seu metabolismo, que deverá ser avaliado por um especialista.

Abaixo, seguem algumas dicas, mas é importante lembrar que só isto não basta, é preciso um bom programa de treino para o ganho de peso magro, bem como uma adequação dos seus hábitos alimentares.


  • Coma sempre devagar e mastigue bem os alimentos, para que os nutrientes possam ser melhor absorvidos pelo organismo;
  • Não coma vendo televisão, lendo revista ou jornal;
  • Faça de (04) quatro a (06) seis refeições por dia;
  • Não tome líquido com as refeições;
  • Evite ficar sem se alimentar por mais de 3 horas, só assim irá atingir o valor calórico que precisa durante o dia. Faça sempre um lanche entre as principais refeições;
  • Tome leite desnatado/ Bater o leite com leite em pó desnatado, além de frutas e produtos instantâneos (sustagem, sustacal, sustain, supligen)/ Acrescentar leite em pó nas sopas;
  • Não abuse do açúcar nem do chocolate ao leite, pois elevam a glicemia, podendo levar à um quadro de diabetes, bem como, elevar os níveis de colesterol, no caso do chocolate ao leite.
  • Prefira frutas suculentas (como: abacate, manga, morango, banana, etc.)
  • Prefira pão integral ao branco, por ser rico em vitaminas do complexo B, que auxiliam no metabolismo dos carboidratos melhorando a produção de energia;
  • Consuma alimentos bem concentrados, pelo menos uma vez por semana como: sopas grossas, pirões e cremes bem mexidos ou caldos suculentos;
  • Mesmo que não esteja com fome, coma alguma coisa às refeições além de saladas. Adicione passas, castanhas, torradinhas nas saladas, além de incrementar com molhos elaborados;
  • Consuma frutas secas como: uvas passas, ameixas, etc...;
  • Reforce sempre a alimentação com mais carboidratos complexos (que aumentam a saciedade), cereais, legumes, arroz, massas, leite desnatado e derivados, carne, ovos e proteínas;
  • Evite o consumo de alimentos com alto teor de gordura saturada (gordura animal) e também as frituras e os refrigerantes;
  • Prefira as carnes magras, em especial, os pescados.
  • Não consuma sal em excesso, ele aumenta a retenção de líquidos;
  • Acrescente, sob orientação de um profissional Nutricionista ou Médico Qualificado, nos lanches, entre as principais refeições, suplementos hipercalóricos como: Nutri Massa, Nutri Whey Protein, Gainers Fast ou Muscles Fuel e, protéicos como: 100% Whey Protein, Super Proteinato de Cálcio ou High Protein.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Universidades alemãs procuram alunos brasileiros para intercâmbio

Estande na SBPC tem 12 instituições alemãs em busca de novos cientistas.
Há oportunidades para alunos de graduação e pós-graduação.

Instituições alemãs estão procurando estudantes brasileiros para oferecer vagas de intercâmbio em nível superior e de pós-graduação. Em um estande montado na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Natal, 12 universidades e centros de pesquisas da Alemanha mostram seus projetos e convidam alunos e professores para formar parcerias na área científica.

“Há muitas oportunidades para estudantes brasileiros. Já na graduação é possível fazer intercâmbio, que pode ser de um ou dois semestres. No mestrado é possível fazer ‘sanduíche’ [quando o aluno faz parte do curso no exterior]”, explica Anne Trettin, representante do estado alemão de Baden-Wütenberg, que trouxe as entidades à SBPC.

Além dos cursos, a Alemanha oferece também aos brasileiros bolsas de pós-graduação, concedidas por meio do DAAD, o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico.
Para quem se assusta com a língua, Trettin explica que há muitos cursos em inglês, e nem sempre é necessário ter alemão fluente. “No doutorado quase não é preciso falar alemão. No mestrado também há cursos em inglês. Para graduação não são tantos, mas existem.”

Sobre a escolha do Brasil para investir em parcerias científicas, a alemã afirma que o país tem muita estrutura em pesquisa, e isso interessa aos europeus. “O Brasil tem uma força econômica e de pesquisa muito grande, está se desenvolvendo muito bem. É uma boa oportunidade para trabalharmos juntos.”

Entre as 12 instituições que se apresentam na SBPC está o Centro Alemão Aeroespacial, a Universidade Aberta de Berlim e a Universidade de Kiel. Quem quiser saber mais sobre bolsas oferecidas pelo governo alemão pode acessar o site da DAAD (em português).

Fonte: G1

Consumidores Brasileiros em 2° Lugar no Índice Verde

E, já que o assunto é ecologia, uma boa notícia para nós brasileiros.


Sustentabilidade e preocupação com o meio ambiente influenciam cada vez mais nossas vidas e nossas atitudes como consumidores. Para medir esse progresso, a organização científica sem fins lucrativos National Geographic e a empresa de pesquisa GlobeScan realizam, anualmente, uma pesquisa para determinar o índice verde em 17 países.

Eles avaliam o que as pessoas estão fazendo para minimizar os impactos do consumo: nos transportes, na forma de uso dos recursos domésticos (energia e água) e dos alimentos, além de diversas outras ações que fazem parte do cotidiano da população. Ao todo, são analisadas 65 áreas do comportamento de consumo.

Pela segunda vez consecutiva os consumidores brasileiros ficaram em segundo lugar no índice verde, demonstrando que estão conscientes e que se preocupam com o meio ambiente, adotando uma postura sustentável em suas vidas. Em primeiro lugar, também pela segunda vez consecutiva, ficaram os indianos. Na lanterna, como os que menos se esforçam, estão os norte-americanos e os canadenses.

A maior barreira percebida pela pesquisa é o greenwashing – quando as empresas mentem sobre suas ações favoráveis ao meio ambiente. O aspecto que apresentou mais melhorias foi o consumo dos recursos domésticos, como energia elétrica e água.

“Greenwash não inclui apenas informações enganosas, mas principalmente o ato malicioso de aumentar a importância de fatos irrelevantes e disfarçar uma fraca atuação ambiental. [...] vem sendo usado por ambientalistas para nomear práticas de ‘responsabilidade ambiental’ que não passam de ações de marketing não vinculadas à estratégia do negócio. [...] Em um mundo em que a ‘Economia Verde’ e as boas práticas de sustentabilidade ganham importância na decisão dos consumidores, e em que boa parte dos ativos das empresas é intangível, parecer ‘verde’ é cada vez mais importante.” ¹ (Fábio Bazanelli)

Confira o ranking completo dos países avaliados:


Fonte: ¹BAZANELLI, Fábio. Revista RI, n.º 128. Rio de Janeiro: IMF editora. Dezembro de 2008.

Leia a matéria completa (em inglês): clique aqui
Faça o teste e descubra qual o seu índice verde (em inglês): clique aqui


Fonte: Blog da Mauá

Saúde Alerta Para os Efeitos dos Agrotóxicos no Brasil, o Maior Consumidor do Mundo

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Somente no ano passado, foram vendidas 725,6 mil toneladas dessas substâncias no país, movimentando US$ 6,62 bilhões, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). Em 1987, o consumo não ultrapassava as 100 mil toneladas, como mostrava reportagem da revista Tema (edição 9) que era editada pelo RADIS. Considerado o motor do agronegócio brasileiro, o agrotóxico impacta os ecossistemas e a saúde da população, concordam pesquisadores da Saúde — que se envolvem cada vez mais com esta e outras questões do meio ambiente.

O relatório da 8ª Conferência Nacional de Saúde já previa a interseção: “A saúde é resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde”. Noção que foi contemplada na Constituição Federal de 1988.
Defensivo agrícola, pesticida, praguicida, veneno, são muitas as formas de se referir ao produto. A Norma Regulamentadora Rural nº 5, que acompanha a Lei nº 7.802/89, define os agrotóxicos como “substâncias, ou mistura de substâncias, de natureza química, quando destinadas a prevenir, destruir ou repelir, direta ou indiretamente, qualquer forma de agente patogênico ou de vida animal ou vegetal que seja nociva às plantas e animais úteis, seus produtos e subprodutos e ao homem”.

Os mais usados são inseticidas (que controlam insetos), fungicidas (fungos), herbicidas (plantas invasoras), desfoliantes (folhas indesejadas), fumigantes (bactérias do solo), raticidas (roedores), moluscocidas (moluscos), nematicidas (nematoideos) e acaricidas (ácaros). No país, as plantações de soja, milho e algodão estão entre as que mais recebem essas substâncias. Em geral, calcula-se que cada hectare de lavoura consome quatro quilos de princípio ativo de agrotóxico por ano.
A medida mais recente no processo de fortalecimento dessa relação foi a assinatura de termo de cooperação técnico-científico entre Fiocruz e Ministério do Meio Ambiente, no fim de março. “Entre outros pontos, o acordo estabelece como prioridade defesa da política de reavaliação dos princípios ativos de agrotóxicos no país”, informa Valcler Rangel Fernandes, vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz. “A questão entrou definitivamente na agenda da Saúde Pública brasileira”, diz.

Anteriormente, outros passos foram dados nessa direção. No começo de 2010, a Fiocruz foi designada Centro Colaborador em Saúde e Ambiente da Organização Mundial da Saúde. Em dezembro de 2009, realizou-se a 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (Radis 91), organizada em conjunto pelos ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e das Cidades. Os delegados aprovaram propostas que tratam dos agrotóxicos: implementar a produção e o consumo agroecológico, eliminando o uso de agrotóxicos; atuar sobre os riscos relacionados aos processos de trabalho, tal como a exposição a essas substâncias; exigir receituário específico para minimizar e controlar sua aquisição e sua aplicação.

O Ministério da Saúde ainda criou, em 2007, o Grupo de Trabalho para a Implantação do Plano Integrado de Ações de Vigilância em Saúde Relacionada a Riscos e Agravos Provocados por Agrotóxicos. Na prática, a aproximação dos setores teve início na Eco-92, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. “Quanto ao agrotóxico, há cerca de cinco anos, o setor percebeu que é um dos principais problemas de saúde pública da atualidade”, estima o biólogo Frederico Peres, pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e um dos integrantes do grupo de trabalho.

Prejuízos para a saúde

Os agrotóxicos foram desenvolvidos para dificultar ou exterminar formas de vida; justamente por essa característica, são capazes de afetar a saúde humana. “O desenvolvimento de moléculas cada vez mais poderosas em seus efeitos biocidas não poupa as estruturas biológicas de seres que não são seus alvos”, diz Lia Giraldo, especialista em saúde ambiental, pesquisadora do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Fiocruz).

Lia defende a recuperação do conceito de veneno para essas substâncias. “Existe um verdadeiro sistema de ocultamento do risco, via permissividade de venda e de uso”. Para ela, o modelo produtivo da agricultura estabeleceu um clima favorável ao uso indiscriminado de agrotóxico. “Por trás do recorde no consumo, está uma política governamental que incentiva as monoculturas exportadoras por meio de linhas de crédito e outros benefícios”, acrescenta Frederico Peres.

Co-organizador do livro É veneno ou é remédio? (Editora Fiocruz), sobre o tema, Frederico explica que os efeitos dos agrotóxicos podem ser agudos ou crônicos. Os agudos são mais frequentes em trabalhadores rurais, com sintomas que aparecem até 24 horas depois da exposição: espasmo muscular, convulsão, náusea, desmaio, vômito, dificuldade respiratória. Os crônicos decorrem da exposição prolongada a baixas doses das substâncias, inclusive via alimentação, podendo surgir anos após o contato.

O inseticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT), por exemplo, foi proibido a partir da década de 1970 em todo o mundo: descobriu-se que interferia na cadeia alimentar animal, contribuía para o desenvolvimento de câncer em seres humanos e se espalhava facilmente pelo ar. Muitas outras substâncias foram e são apontadas por cientistas como cancerígenas, como os fenoxiacéticos (encontrados em herbicidas) e os ditiocarbamatos (que tem ação fungicida).

Recentemente, a Academia Americana de Pediatria relacionou o consumo de alimentos com resíduos de agrotóxicos organofosforados (presentes em inseticidas) a transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em crianças. A Associação Nacional de Defesa Vegetal, que representa a indústria dos agrotóxicos no Brasil, alega que o resultado não é conclusivo e que “toda substância química, sintetizada em laboratório ou mesmo aquelas encontradas na natureza, pode ser considerada um agente tóxico”. O risco de efeitos indesejados, diz a organização em seu site, depende das condições de exposição, que incluem ingestão, contato, tempo e frequência.

No Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz) e no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), foram registrados 19.235 casos de intoxicação por agrotóxico, em 2007, no território nacional. Para cada notificação, a Organização Mundial da Saúde calcula que ocorram 50 outros casos. “Esses dados são apenas a ponta do iceberg, já que representam em sua maioria os casos agudos graves, que também são subnotificados”, comenta Valcler. Os efeitos crônicos relacionados aos agrotóxicos quase nunca são contabilizados pelos sistemas de informações oficiais.

Trabalhadores vulneráveis

Os habitantes de áreas rurais, especialmente os trabalhadores da agricultura familiar, são os mais vulneráveis. O que aumenta o perigo não é o nível de toxicidade das substâncias, ressalva Frederico, mas a proximidade do contato. As grandes lavouras são altamente mecanizadas, com pulverização feita por tratores ou aviões; nas pequenas, é comum que o próprio agricultor dilua, manipule e aplique o agrotóxico, acompanhado dos filhos ou da mulher.

O último Censo Agropecuário, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2006, informa que a agricultura familiar respondia por 84,4% das propriedades rurais do Brasil — ocupava 24,3% da área destinada a agropecuária e era responsável por 38% do total da produção. Somente 1,8% de todos os produtores brasileiros adotavam a agricultura orgânica — livre de produtos químicos.

Em 70% das que recorriam a agrotóxicos, estes eram aplicados por pulverizador costal, equipamento que mais expõe o trabalhador — trata-se de pequeno tanque que, preso às costas, lança o veneno. Em visitas a lavouras, Frederico observa que são pouco comuns as medidas de proteção — uso de equipamentos de segurança, aplicação da dosagem correta, consumo de produtos autorizados, obediência às regras de armazenagem e descarte de embalagens. O Censo confirma: em mais de 21% das propriedades não se empregava qualquer equipamento de proteção individual. Nas demais, foram declarados principalmente o uso de bota (67,9%) e chapéu (53%).

Quando o assunto é descarte de embalagens, dados do IBGE também mostram que muitos agricultores ainda não seguem a norma. Em 2000, entrou em vigor a Lei nº 9.974, determinando que os usuários do produto devem devolver as embalagens vazias aos estabelecimentos comerciais em que as adquiriram no prazo máximo de um ano. As empresas que fabricam ou vendem agrotóxicos, por sua vez, ficaram incumbidas da destinação das embalagens — reutilização, reciclagem ou incineração. Para isso, criaram o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).

Seis anos depois, 38,6% das propriedades devolviam as embalagens vazias aos comerciantes, 25,7% as queimavam ou enterravam, 13,3% as depositavam em áreas para serem retiradas, 10,3% recebiam órgão público para a retirada ou as entregavam a centrais de coleta, e 9% as abandonavam no campo.

A baixa adesão às medidas de proteção, aponta Frederico, é consequência de seu desconhecimento. “As intoxicações poderiam ser reduzidas com o uso correto, mas identificamos que essas informações nem chegam aos agricultores”. Os órgãos públicos responsáveis pela assistência ao agricultor, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), recebem cada vez menos recursos, segundo Frederico. O pesquisador detectou que as recomendações são feitas, quase sempre, pelos vendedores desses produtos. “Há lugares que técnicos da Emater visitam anualmente, enquanto comerciantes visitam semanalmente”, diz.

A observação de Frederico é respaldada pelo Censo, segundo o qual 56,3% das lavouras que utilizavam agrotóxicos não recebiam orientação técnica. Em apenas 21,1% ocorriam visitas regulares de técnicos. Outra questão apontada pelo relatório é que 77,6% dos responsáveis pela direção declararam ter ensino fundamental incompleto ou nível mais baixo de instrução. “Como as orientações que acompanham estes produtos são de difícil entendimento, o baixo nível de escolaridade, incluindo os 15,7% que não sabem ler e escrever, está entre os fatores socioeconômicos que potencializam o risco de intoxicação”, conclui o documento.

Para alertar os agricultores, o Cesteh produz materiais educativos sobre agrotóxicos. Um exemplo é a revista em quadrinhos Descobrindo a agricultura com o jovem Neno, que mostra um menino aprendendo a ajudar o pai agricultor na lavoura. Outro é a fotonovela Menina veneno, que conta a história de uma jovem agricultora que abusa dos agrotóxicos e acaba intoxicada.

Além dos efeitos agudos, os trabalhadores podem apresentar efeitos crônicos, apresentando sintomas anos depois do início do contato. “Mesmo produtos menos tóxicos causam efeitos crônicos”, afirma. Nesses casos, é comum que profissionais de saúde não relacionem o sintoma à exposição ao agrotóxico, o que aponta para a necessidade de treinamento, de acordo com Frederico. As pessoas que moram no entorno das plantações também correm risco.

Perigo à mesa

O perigo chega à mesa do con sumidor por meio de alimentos com resíduos das substâncias. Desde 2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária monitora essa contaminação no Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). Amos tras in natura de 20 culturas (alface, arroz, batata, cebola, feijão, laranja, pimentão e tomate, entre outras) são colhidas mensalmente em pontos de venda de todo o Brasil e encaminhadas a laboratórios.

O relatório do Para de 2009, divulgado no fim de junho, indicou que das 3.130 amostras analisadas, 907 (29%) eram insatisfatórias: em 2,8% havia agrotóxicos em níveis acima do limite máximo de resíduos, 23,8% tinham agrotóxicos não autorizados para a cultura e 2,4% apresentavam as duas irregularidades. As culturas com mais amostras insatisfatórias foram as de pimentão (80%), pepino (54,8%) e uva (56,4%). Além disso, 3,9% das amostras continham ingredientes ativos banidos do Brasil, ou que nunca foram registrados, e 25,1%, substâncias que se encontram em processo de reavaliação toxicológica. Foram investigados até 234 ingredientes ativos de agrotóxicos

Os resultados, publicados no site da Anvisa (www.anvisa.gov.br), são preocupantes, considera o gerente-geral de Toxicologia da agência, Luiz Clau dio Meirelles. “O alimento com resíduo de agrotóxico não é visível como mofo em pão”, compara, observando que o Para é importante por apontar um risco que o consumidor não enxerga.

Apesar de não serem identificáveis pelo consumidor, nem causarem sintomas agudos, vegetais con taminados podem gerar efeitos crônicos — consequência de anos de contato com as substâncias. Os dados do Para servem para orientar as ações governamentais — do Minis tério da Agricultura à Polícia Federal — e alertar os consumidores.

Lavar os alimentos não é sufi ciente para livrá-los dos agrotóxicos, explica Frederico Peres. Cozinhar ou descascar esses produtos diminui em até 70% os resíduos, mas não os elimina. A população e os institutos de defesa do consumidor, opina Luiz Claudio, estão atentos à questão. O setor varejista começa a tomar medidas que devem resultar na oferta de produ tos de qualidade. “Ainda não chegamos ao ponto em que o produto rotulado no mercado será o com agrotóxico, e não o orgânico, como vemos hoje”, diz.

Prejuízos para o ambiente

O uso indiscriminado de agrotóxicos também impacta o ecossistema. Ao entrarem em contato com o ambiente, as substâncias podem ser degradadas ou se movimentarem, dependendo de fatores como característica do solo, condições climáticas e formas de aplicação. “Quando o produto não se degrada, pode contaminar solo, ar e água, colocando em risco a saúde da população, que ignora o risco, dada a baixa concentração das substâncias”, explica a pesquisadora Maria de Lourdes Fernandes Neto, que tratou do tema em sua tese de doutorado em Saúde Pública e Meio Ambiente, na Ensp.

Ainda preocupam os acidentes, especialmente os decorrentes da pulverização aérea de agrotóxicos. Um exemplo vem do município de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso: em 2006, ventos carregaram para a área urbana pesticida despejado por um avião monomotor — num movimento chamado de deriva. Nos dias seguintes, hortas e árvores da cidade apareceram com as folhas queimadas, que logo caíram.

De acordo com o Censo Agropecuário de 2006, são pouco comuns as práticas alternativas aos agrotóxicos, como controle biológico (que consiste no emprego de organismos como os parasitas para atacarem outros que causam danos às lavouras, técnica encontrada em 1,3% das propriedades), queima de resíduos agrícolas e de restos de cultura (0,9%) e uso de repelentes, caldas, iscas e demais métodos (7,8%).

Controle e fiscalização

“Ficou para a saúde a responsabilidade de controlar os agrotóxicos”, comenta Luiz Claudio. A Anvisa é protagonista nessa tarefa: cabe a ela, além da análise de resíduos nos alimentos, a avaliação toxicológica das substâncias, a fiscalização da produção, a coordenação da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica e a proposição de regulamentos.

As substâncias importadas, exportadas, produzidas, transportadas, armazenadas, comercializadas e usadas no país precisam ser registradas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, num processo que tem a participação das pastas do Meio Ambiente e da Saúde, esta representada pela Anvisa, por meio de sua Gerência Geral de Toxicologia.

Uma equipe de 35 profissionais especializados em toxicologia atesta a segurança à saúde humana baseada em estudos científicos produzidos pelo detentor da molécula e em referências bibliográficas internacionais. “Trabalhamos para que cheguem à mão do trabalhador rural e à mesa do consumidor alimentos seguros”, explica Luiz Claudio.

Qualquer um dos três órgãos pode impedir o registro de determinada substância, caso ofereça risco à saúde, ao ambiente ou à agricultura. Essa decisão compartilhada, diz, é um avanço em relação ao sistema regulatório de outros países, em que geralmente cabe apenas a um ministério essa avaliação.

Há 451 ingredientes ativos e 1.400 produtos formulados com uso autorizado no Brasil. Quanto à saúde, predominam substâncias medianamente tóxicas (33%), seguidas das altamente tóxicas (25%), das pouco tóxicas (24%) e das extremamente tóxicas (18%). Em relação ao ambiente, 38% são consideradas muito perigosas, enquanto as perigosas somam 25%, as pouco perigosas, 8%, as altamente perigosas, 7% — 22% não têm classificação de periculosidade ambiental porque foram registradas antes de 1990.

Assim como acontece com a regulação da propaganda de medicamentos e com o exame de pedidos de patentes farmacêuticas, a atuação da agência no controle de agrotóxicos é contestada. A indústria dos defensivos agrícolas questiona, especialmente, o processo de reavaliação toxicológica. Por lei, a Anvisa pode determinar um novo exame sempre que julgar necessário — em geral, depois da publicação de estudo internacional condenando a molécula ou da proposição de banimento em outro país.

“A indústria tenta impedir na Justiça o nosso trabalho, mas as decisões têm sido favoráveis à Anvisa”, conta Luiz Claudio. Em 2008, os técnicos da agência ficaram meses impedidos de reavaliar substâncias por liminar concedida aos produtores de agrotóxico, depois que a agência retomou o exame de 14 ingredientes — processo que tem a participação da Fiocruz, por meio do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães.

Essa pressão, diz ele, é decorrente de interesses econômicos: empresas que tiveram seus produtos banidos no exterior lutam para continuar vendendo-os no Brasil. Série histórica mostra tendência de crescimento vertiginoso no consumo nacional de substância proibida internacionalmente. “Viramos o destino final de produtos banidos em outros países”, diz Luiz Claudio, que aponta como consequência o aumento de danos ao trabalhador rural, ao ambiente e à população em geral.

Desde 2001, ano em que começou a atuar nessa área, a agência já proibiu cinco ingredientes ativos (monocrotofós, heptacloro, lindane, pentaclorofenol e benomil), presentes em mais de 80 agrotóxicos, e restringiu o uso de outros 27. “Entre os três órgãos incumbidos da regulação, a Anvisa é o único contraponto na questão do agrotóxico”, opina Frederico, referindo-se aos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, além do da Saúde.

A partir do ano passado, a agência passou a fiscalizar a produção de agrotóxicos. Desde então, interditou cerca de 10 milhões de litros somente em seis fábricas, incluindo três das maiores empresas do setor no mundo (Syngenta, Bayer e Basf). Técnicos detectaram alterações na fórmula autorizada, produtos com nível tóxico acima do limite, matéria-prima com validade vencida e até substâncias proibidas. Mais pressão: a bancada ruralista convocou debate no congresso para questionar a fiscalização do Ibama e da Anvisa.

Que modelo?

Os efeitos dos agrotóxicos colocam em questão o próprio agronegócio. “Essas substâncias são fundamentais para a produção em larga escala e de alta competitividade”, afirma Frederico. Lia ressalva que nem sempre foi assim: “Até meados da década de 1970, a produção agrícola no Brasil não era químico-dependente”.

O ano de 1976 marcou o início do processo de expansão dessas substâncias no país, segundo a pesquisadora. “Em pleno processo desenvolvimentista e de ditadura, o governo aprovou o Plano Nacional de Defensivos Agrícolas, que condicionava o crédito rural ao uso obrigatório de agrotóxicos pelos agricultores”. De lá para cá, ela avalia, o país não parou de ampliar o mercado dessas substâncias até ser o maior consumidor do mundo. “O Mato Grosso, por exemplo, vive uma farra química”, critica.

Os pesquisadores ouvidos pela Radis consideram que orientar a produção pelo modelo agroecológico— que vai além da supressão do uso de fertilizantes minerais e de agrotóxicos, e defende a rotação de culturas, a pequena propriedade e a agricultura familiar — é uma opção viável ao agronegócio. “Seria de fato muito apropriada para o Brasil, seus interesses do desenvolvimento humano e sua sustentabilidade”, opina Lia.

Frederico acredita que a agroecologia já funciona bem para a agricultura familiar — especialmente quando conta com incentivo governamental, como a compra da produção para ser usada na merenda escolar. Lia afirma que este modelo já conta com tecnologia para a produção de alimentos em larga escala: “Não é um discurso vazio, só que precisa de incentivos como os oferecidos ao agronegócio”.

A Saúde presente

Para a Saúde, o desafio é fortalecer a presença do setor na área, de acordo com Luiz Claudio. “Precisamos de uma rede ampla e concatenada para enfrentar as pressões do mercado”, observa. Lia concorda: “A Saúde deveria ocupar seu lugar de vanguarda na condução da política para um desenvolvimento humano sustentável, o que no caso dos agrotóxicos significaria uma ação mais pró-ativa em defesa da qualidade da vida”, diz.

A pesquisadora indica ser necessário ampliar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, de saúde do trabalhador e ambiental e de segurança alimentar — sempre em articulação com outros setores, como Trabalho, Agricultura, Meio ambiente e Educação. “Também devemos reconhecer os grupos vulneráveis e articular a vigilância com os serviços de atenção à saúde nos três níveis de complexidade”, acrescenta.

Para Lia, é importante que se supere o estudo e a intervenção baseados no modelo linear de causa-efeito, passando a observar contextos sociais e ambientais de vulnerabilidade. Um exemplo: a precarização das relações de trabalho no campo, em que agricultores atuam sem carteira de trabalho e sem direito a previdência social. “A Saúde tem um enorme campo de atuação para promover, proteger e cuidar da saúde da população”, resume o grande desafio.

Reportagem de Bruno Dominguez
Fonte: EcoDebate

FAO Pede que as Pessoas Fiquem Furiosas na Luta Contra Fome

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou uma petição online contra a fome. A campanha visa mobilizar as pessoas a ficarem furiosas com o fato que cerca de um bilhão de pessoas vivem com fome no mundo. O projeto é intitulado "1 billion hungry", que significa 1 bilhão com fome, na tradução literal.

Um apito amarelo é usado como símbolo da campanha. O objeto serve para encorajar as pessoas a apitar contra a fome. A petição tem abrangência mundial e pede que os governos façam da erradicação da fome sua principal prioridade. A meta da campanha é recolher um milhão de assinaturas até o dia 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação. O documento pode ser assinado por meio do site 1billionhungry.org.

Do total de um bilhão de pessoas que vivem com fome, 642 milhões estão na Ásia e no Pacífico, 265 milhões na África Subsariana, 53 milhões na América Latina e Caribe, 42 no Oriente Médio e norte da África e 15 milhões em países desenvolvidos. A FAO estima que a produção agrícola global precise aumentar em 70% para alimentar uma população estimada em nove bilhões de pessoas em 2050.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Atividade Física contribuindo em tratamentos de quadros Depressivos

Vou reproduzir um post que acabei de ler e que vai de encontro ao que costumo dizer a meus amigos e pacientes. O texto é de Bianca Trentine, do site "Corpo em Foco"

Anda se sentindo triste, desanimado, sem vontade de sorrir, querendo não acordar mais, sem motivação para viver? Então seja forte, pense positivo e vamos fazer algum exercício.

A depressão é uma doença psíquica que, além de afetar o emocional de um indivíduo tornando-o incapaz de sentir prazer, afeta seu funcionamento fisiológico. É uma das doenças que causam maior índice de incapacitação psico-fisico-social à população geral, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) perderá apenas para as doenças cardiovasculares quanto a esse índice.

A atividade física é um importante aliado do tratamento antidepressivo devido ao seu baixo custo e sua característica preventiva de patologias que podem levar um indivíduo a situações de estresse e depressão. Os estudos que relacionam a atividade física à depressão têm verificado que indivíduos que praticam atividade física de forma regular reduzem significantemente os sintomas depressivos. A medicação farmacológica antidepressiva apresenta influencias positivas no tratamento da depressão, porém muitos pacientes não aderem ou não persistem a esse tipo de tratamento devido aos seus efeitos colaterais e ao seu alto custo. A falta de acesso e persistência ao tratamento farmacológico aumenta a procura por tratamentos antidepressivos alternativos, como eletroconvulsoterapia, psicoterapia e a atividade física.

A maioria dos psiquiatras percebe que a atividade física auxilia “de moderadamente a totalmente” o tratamento da depressão. De acordo com este grupo as variáveis que são moderadamente ou muito melhoradas com a prática da atividade física regular são:

  • A melhoria da estabilidade emocional,
  • A imagem corporal positiva,
  • O aumento da positividade e autocontrole psicológico,
  • A melhora do humor, a interação social positiva,
  • A diminuição da insônia e da tensão.

Alguns estudos indicam que o efeito antidepressivo da atividade física pode ser verificado rapidamente, sendo que 3 semanas de algumas seções regulares são suficientes para se perceber a melhora no estado de humor em pacientes com depressão subclínica. Os efeitos antidepressivos do exercício físico são percebidos em vários estudos, mas embora a maioria destes sejam realizados com exercícios aeróbios como a caminhada, estes efeitos também podem ser atribuídos aos exercícios anaeróbios. Uma caminhada durante 30 minutos, pode ser tão efetiva no alívio dos sintomas da depressão quanto o tratamento padrão à base de medicamentos antidepressivos, conforme publicado no The Archives of Internal Medicine.

Existem várias explicações para isso:
  • Melhora a neurotransmissão de Norepinefrina, Serotonina e Dopamina, resultando uma melhora de humor;
  • Exercício proporciona distração, diversão e um desligamento de emoções e comportamentos desagradáveis;
  • Aumento da temperatura corporal, devido ao exercício resulta em efeitos tranqüilizantes;
  • O aumento de endorfinas reduz a sensação de dor e estado de euforia;
  • Capacidade física melhorada proporciona aos indivíduos um senso de controle e auto-suficiência, entre outros.
Em pacientes depressivos os movimentos são comprometidos, e o profissional de Educação Física é capaz de identificar sinais motores característicos à patologia e que podem auxiliar na melhor condução do tratamento. As principais são:

Lentificação ou agitação, dificuldade de precisão, dificuldade no controle do movimento, dificuldade na manutenção do equilíbrio estático e dinâmico, hipertrofia muscular principalmente nos músculos da cintura escapular, cervical, intercostal, peitoral e quadris; hipotonia muscular (diminuição anormal de pressão ou tensão) nos músculos posteriores do tronco, ântero-laterias do abdômen e anteriores da coxa e restrições articulares: articulações coxo femural e escápulo-umeral. Estas alterações podem ser observadas através de desvios e vícios posturais.

Os pesquisadores estudaram 156 pacientes idosos diagnosticados com desordem depressiva principal (em inglês, MDD), os quais foram divididos em três grupos: exercícios, medicamentos e medicamentos com exercícios. Após 16 semanas, todos os grupos apresentaram melhoria similar e estatisticamente significativa. Cerca de 33% dos pacientes em geral não respondem a medicamentos, os quais causam, às vezes, efeitos colaterais indesejáveis.

Sintomas da MDD incluem ânimo deprimido ou perda de interesse combinados a, no mínimo, 4 dos seguintes itens: distúrbios do sono, perda de peso, mudanças no apetite, agitação psicomotora, baixa auto-estima ou culpa excessiva, cognição ou concentração debilitada e desejo de morte.

A simples ingestão de uma pílula é muito passiva, diferentemente do exercício, que faz com que os pacientes sintam-se dominadores de sua condição, com grande senso de realização. Sentem-se mais autoconfiantes, com melhor auto-estima por poderem realizar sozinhos os exercícios físicos.

Essas descobertas podem mudar a maneira pela qual alguns pacientes deprimidos são tratados, especialmente aqueles não interessados em antidepressivos. O estudo não incluiu pacientes acentuadamente suicidas ou com depressão psicótica.

Apesar da dificuldade em se avaliar o efeito da atividade física no tratamento da depressão de maneira isolada, ela se mostra como um importante agente auxiliar em um tratamento antidepressivo que envolva outras intervenções terapêuticas, entretanto, mais estudos são necessários acerca da influência da atividade física neste tratamento para que se dê maior suporte a formação de profissionais de educação física e para que se estabeleça uma metodologia aos programas de atividade física (freqüência, duração intensidade) direcionada aos objetivos do tratamento da depressão.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dieta Vegetaria

É comum ter em meu consultório pessoas que desejam aderir ao estilo de vida Vegan ou, que já o adotaram, mas sempre fica uma questão? Quais os benefícios e prejuízos.
Bem, hoje estarei reproduzindo um artigo, da Dra. Iara Waitzberg Lewinski, do site Nutritotal, sobre o assunto.

Quais Nutrientes Devem Ser Observados na Dieta Vegetariana?

A dieta vegetariana pode suprir todas as necessidades nutricionais de um indivíduo, basta estar bem equilibrada. As pessoas que seguem uma dieta vegetariana (isenta de carnes) podem ser ovolactovegetarianos (se consumirem laticínios e ovos), lactovegetarianos (se não consumirem ovos, mas consomirem laticínios), vegetarianos estritos ou puros (se forem excluídos todos os derivados de animais) e veganos (se além de excluírem todos os derivados de animais da alimentação, ainda seguirem determinadas filosofias de vida). Veja a seguir alguns nutrientes que tem maior relevância quando se pensa em vegetarianismo.

Proteína
O vegetariano consegue atingir as recomendações protéicas quando ingere uma variedade de vegetais e alcança sua necessidade calórica. As pesquisas indicam que a seleção de alimentos de origem vegetal consumida ao longo do dia pode prover todos os aminoácidos essenciais e assegurar uma retenção e uso adequados de nitrogênios em adultos saudáveis.
Os nutricionistas devem estar atentos, pois a necessidade de proteínas dos vegetarianos pode ser um pouco maior do que a recomendada pela RDA (Recommended Dietary Allowance), considerando que as fontes protéicas vegetais não são tão bem digeridas quanto às animais.

Ácidos graxos ômega-3
A dieta vegetariana costuma ser rica em ácidos graxos ômega-6 e deficiente em ácidos graxos ômega-3. Dietas que não incluem peixe, ovos ou grandes quantidades de algas marinhas geralmente contêm pouco ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA).
Os vegetarianos devem incluir boas fontes de ácido linolênico (ALA) na dieta, como a linhaça, as nozes, o óleo de canola e soja, pois este ácido é convertido em EPA e DHA dentro do nosso organismo. Entretanto, esta conversão é pequena, sendo de aproximadamente 10% para EPA e menos ainda para DHA.

Ferro
O ferro de fonte vegetal é do tipo não-heme, sensível aos inibidores (como os fitatos, cálcio e polifenóis do chá, café, chás e cacau) e aos enaltecedores (como a vitamina C e outros ácidos orgânicos encontrados em frutas e vegetais) de sua absorção. Devido a menor biodisponibilidade do ferro não-heme, a recomendação do mineral para vegetarianos é 1,8 vezes maior quando comparados a de não vegetarianos.

Zinco
A biodisponibilidade do zinco para os vegetarianos pode ser baixa devido, principalmente, ao alto conteúdo de ácido fítico da dieta. Entretanto, para aqueles vegetarianos que consomem grandes quantidades de legumes e grãos integrais ricos em fitatos, a ingestão de zinco pode até exceder as recomendações diárias. Algumas técnicas culinárias, como deixar os grãos e sementes de molho em água, podem reduzir a ligação do zinco pelo ácido fítico e aumentar sua biodisponibilidade. Ácidos orgânicos (como o ácido cítrico) também podem aumentar a absorção do mineral.
As principais fontes de zinco da dieta vegetariana são os produtos de soja, os legumes, os grãos, as nozes e os queijos.

Cálcio
A ingestão de cálcio pelos ovolactovegetarianos é similar (ou maior) a dos não vegetarianos, enquanto que a dos vegetarianos estritos tende a ser inferior a de ambos os grupos e pode ser inferior às recomendações diárias. Vegetais com baixo teor de oxalato (como brócolis, repolho chinês e repolho crespo) são ótimas fontes de cálcio biodisponível (50 a 60%). Outras boas fontes de cálcio são o tofu, leite de vaca ou leite de soja fortificado (biodisponibilidade de 30 a 35%). Sementes de gergelim, amêndoas e feijões tem baixa biodisponibilidade do mineral (21 a 27%). Os produtos alimentícios fortificados com cálcio contribuem significativamente para a ingestão do mineral pelos vegetarianos estritos.

Vitamina D
O nível de vitamina D no organismo depende da exposição solar e da ingestão da vitamina. O grau de produção cutânea de vitamina D seguida da exposição ao sol depende de uma série de fatores, como horário, estação do ano, latitude, pigmentação da pele, uso de protetor solar e idade. Se a exposição solar e a ingestão de alimentos fortificados (leite de vaca, algumas marcas de leite de soja, leite de arroz, alguns cereais matinais e margarinas) forem insuficientes, os suplementos dietéticos são recomendados.

Vitamina B12
Os ovolactovegetarianos conseguem obter quantidades adequadas da vitamina através do consumo regular de leite e derivados, ovos ou outros alimentos fortificados. Já para os vegetarianos estritos, a vitamina B12 deve ser obtida com a ingestão regular de alimentos fortificados e/ou suplementos dietéticos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Obesidade e Sedentarismo Podem Explicar Desenvolvimento de Resistência Insulínica

Resistência insulínica não é uma característica inerente da idade, mas, sim, um resultado da obesidade e do sedentarismo, de acordo com uma publicação da revista Diabetes Care.

“Uma vez que a prevalência da diabetes tipo 2 é maior entre os idosos, tem-se sugerido que a idade está associada à resistência insulínica”, declarou Dr. Bret H. Goodpaster, da University of Pittsburgh, Pensilvânia, ao Reuters Health. "A pergunta chave que o nosso artigo aborda, de maneira inédita, é se a resistência insulínica consiste ou não em uma característica fundamental da idade ou em um resultado de estilos de vida ligados ao envelhecimento, tais como sedentarismo e obesidade”.

Segundo Dr. Goodpaster, a maior parte dos estudos sugere que a resistência insulínica é um aspecto característico do envelhecimento. Ele acrescentou que os poucos trabalhos sugerindo o contrário não consideraram atividade física ou incluíram apenas voluntários apresentando pesos dentro da normalidade.

No presente estudo, Dr. Goodpaster e colaboradores avaliaram a resistência insulínica em pacientes jovens e idosos, pareados por nível de obesidade e de atividade física crônica.

Através da glicemia capilar, comparou-se a sensibilidade à insulina em sete atletas de resistência, em 12 atletas idosos, em 11 jovens sedentários não obesos, em 10 idosos sedentários com peso normal e em 30 obesos e sedentários, sendo 15 destes, idosos, e 15 jovens. Os autores definiram sedentarismo como a prática de exercícios por menos de dois dias na semana.

Não houve diferenças na sensibilidade à insulina entre os atletas, sendo eles jovens e treinados para resistência, ou idosos; entre os jovens e idosos de peso normal; ou entre os obesos, tanto jovens, quanto idosos. Independentemente da idade, os atletas apresentavam maior sensibilidade insulínica do que os sedentários de peso normal. Ao mesmo tempo em que estes últimos eram mais sensíveis à insulina do que os obesos.

“Muitos de nossos adultos mais velhos apresentam uma crença comum de que algumas de suas morbidades, incluindo diabetes, ou ‘açúcar alto’, são meramente uma consequência inevitável do envelhecimento”, disse Dr. Goodpaster. “Infelizmente, alguns profissionais de saúde compartilham esta crença”.

Ele acrescentou, ainda, que os “resultados deste artigo e de trabalhos anteriores claramente demonstram que muitos aspectos da saúde decadente com a idade, incluindo a resistência insulínica, podem ser prevenidos ou, pelo menos, atenuados, por atividade física regular e manutenção de um peso saudável”.

Fonte: MedCenter
Diabetes Care 2009;32:1547-1549.

A Flip esta chegando...

Quem me conhece sabe o quanto amo ler, o quanto gosto de Paraty e o quanto gosto de ir à Flip... e. daqui a alguns dias começa mais uma "FESTA" naquela cidadezinha ao sul do litoral carioca.
O evento chega a sua 8a edição e tem início no próximo dia 4 de agosto.
Para quem desejar saber mais, aqui vão dois sites para maiores informações:
Flip (oficial)

Guia de Restaurantes

Amigos(as)
segue abaixo o link para um serviço que acho essencial: Lista de restaurantes que preparam refeições para pessoas que sofrem de algum tipo de alergia alimentar:

Dieta Saudável em Crianças Promove Uma Maior Massa Óssea

Dieta saudável em crianças promove uma maior massa óssea e uma gordura corporal mais baixa no decorrer do tempo

Crianças que ingerem vegetais de coloração verde-escura e amarela, limitando também a ingestão de alimentos fritos, podem ter uma massa óssea e gordura corporal mais saudáveis que aquelas que não o fazem.

De acordo com a Dra. Karen S. Wosje do Cincinnati Children's Hospital Medical Center, Ohio, e seus colaboradores, são disponíveis poucos dados sobre os componentes da dieta que, simultaneamente promovem uma baixa massa corporal gorda e uma alta massa óssea no início da vida.

"Não é de nosso conhecimento, a existência de outros estudos como esse, que tenham analisado a associação da composição da dieta com gordura corporal quanto com massa óssea”, notam os autores em seu trabalho, que foi publicado online no American Journal of Clinical Nutrition.

Os pesquisadores buscaram identificar padrões da dieta de crianças relacionados com gordura corporal e massa óssea em 325 crianças com idades entre 3,8 a 7,8 anos.

Dados foram coletados em 13 visitas durante um período de 4 anos. A massa óssea era medida por densitometria.

Os pesquisadores também levaram em consideração alguns quesitos que possam ter influenciado a gordura corporal e a massa óssea, incluindo raça, sexo, altura, calorias ingeridas, cálcio ingerido, nível de atividade física medido por acelerômetro e tempo gasto vendo televisão e brincando fora de casa.

Uma dieta com alta ingestão de vegetais de coloração verde-escura e amarela foi relacionada com baixa gordura corporal e maior massa óssea. Uma alta ingestão de carne processada foi relacionada à maior massa óssea e a alta ingestão de alimentos fritos foi relacionada a uma maior gordura corporal.

Os autores sugerem que a relação entre o consumo de carne processada e a massa óssea pode estar relacionada à proteína e declaram que “apesar de não defender as carnes processadas como fonte primária de proteína para crianças por causa dos seus altos índices de sódio e gordura saturada que estas contêm, as carnes processadas foram uma fonte significante de proteína e devem ser consideradas importantes no estudo da dieta e saúde de crianças, pois esse tipo de alimento é comumente ingerido.”

Uma limitação desse trabalho foi o uso da reduced rank regression. Apesar de útil para identificar padrões de dieta que estão relacionados com múltiplos resultados, os dados obtidos através desta redução é direcionada aos dados e não longitudinal.

Portanto, padrões não são necessariamente os mesmos a cada ano e não podem ser precisamente reproduzidos em outras coortes.

Os autores dizem que o processo biológico pelo qual os vegetais de coloração verde-escura e amarela afetam a massa óssea continua pouco claro, mas pode estar relacionado a seu alto conteúdo de mineirais alcalinizantes como o potássio.

Para concluir, eles atestam que os dados são gerados primariamente por hipóteses, mas declaram que “dietas de crianças que contém uma ingestão maior de vegetais de coloração verde-escura e amarela associada à menor ingestão de alimentos fritos pode gerar uma maior massa óssea e menor gordura corporal.”

Autora: Emma Hitt
Fonte: MedCenter

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Livros

Existe um site que funciona como um 'sebo virtual' onde é possível comprar livros usados, porém em boa condição por um valor mais acessível.

Segue o site: Estante Virtual

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Quais São as Principais Propriedades e Aplicações do Selênio?

Há um crescente interesse na compreensão do papel fisiológico do selênio, especialmente sobre sua atuação na prevenção de doenças e seu uso como agente terapêutico. Evidências científicas sugerem que a deficiência moderada de selênio está associada com o aumento do risco de doenças crônicas, câncer, doenças infecciosas, infertilidade, diminuição da função imune e da tireóide.

O selênio é um elemento-traço essencial para a saúde humana. Dentre suas principais funções destacam-se: ação antioxidante, proteção contra ação nociva de metais pesados e xenobióticos, prevenção de doenças crônicas não-transmissíveis, elevação da resistência no sistema imunológico e sua ação como catalisador na produção de hormônio tireoidiano ativo (triiodotironina - T3).

Este mineral está entre os micronutrientes mais potentes como agente antioxidante no cenário clínico. Pacientes gravemente doentes que apresentam baixos níveis séricos de selênio apresentam prognóstico negativo, pois relaciona-se com o aumento do estresse oxidativo e predisposição à falência de órgãos.

A função antioxidante do selênio está relacionada com as enzimas glutationas peroxidases dele dependentes. Essas enzimas removem grande quantidade de peróxido de hidrogênio e hidroperóxidos orgânicos livres, conferindo integridade à membrana celular, modulação na síntese de eicosanóides e diminuição de danos oxidativos ao DNA (ácido desoxirribonucléico).

A recomendação da ingestão diária de selênio é de 55 µg para adultos saudáveis a partir de 19 anos de idade. Uma de suas principais fontes alimentares é a castanha-do-Pará.

Estudos epidemiológicos observaram que a maior ingestão de selênio está relacionada com menor incidência de câncer de tireóide, pele, mama, ovário, próstata e trato gastrintestinal, especialmente colorretal. Estima-se que o consumo de 200 µg/dia de selênio tenha ação preventiva contra o câncer.

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro
Fonte: Nutritotal