quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Barrinhas de Cereais

Seguem algumas receitas de barras de cereais.

Barra de cereais integrais

Ingredientes
1 xícara de gergelim integral branco
1 xícara de fibra de trigo integral fina (farelo)
1 xícara de flocos de centeio integral (pré-cozido)
1 xícara de passas de uva passa preta sem semente
1 xícara de castanha de caju torrada, salgada e picada
2 xícara de aveia integral em flocos finos
2 xícara de açúcar mascavo
1 xícara de água
1 xícara de melado de cana

Modo de preparo
Ferva a água, açúcar e o mel até obter ponto de fio. Coloque por cima dos ingredientes secos, misture, coloque em uma forma, abra e coloque em um plástico, molde, retire o plástico e corte as barrinhas


Barra de banana

Ingredientes
6 colheres de sopa de aveia em flocos
1/2 xícara de castanhas de caju descascadas e picadas
1/2 xícara de banana passa picada em pedaços bem pequenos
4 colheres de sopa de óleo de milho
6 colheres de sopa de açúcar mascavo
3 colheres de sopa de glicose de milho
1 colher de sopa de melado
Modo de preparo
Coloque na panela o óleo,o açúcar mascavo,a glicose e o melado e leve ao fogo até dissolver e formar uma calda.Tire a panela do fogo, adicione os demais ingredientes e mexa.Vire todo o conteúdo em uma assadeira forrada com papel-manteiga untado de óleo.Leve ao forno pré aquecido e asse por cinco minutos em temperatura média.Ao retirar do forno,corte as barrinhas e espere esfriar para tirá-las da assadeira. Embrulhe uma a uma em papel,plástico ou celofane ou guarde-as num pote de vidro bem vedado


Barra de frutas e aveia

Ingredientes
1 xícara de granola sem açúcar
1 xícara de suco de laranja
1 xícara de farinha de trigo
1e½ xícara de aveia em flocos finos
2 colheres de fermento em pó
150 gramas de ameixa preta picada
150 gramas de damasco seco picado
½ xícara de óleo de girassol
Modo de preparo
Ferver a ameixa e o damasco com o suco de laranja e deixar amornar.Bater o óleo com o adoçante e juntar o restante dos ingredientes.Colocar em uma forma pequena untada e polvilhada com aveia.Assar em forno médio por cerca de 20 minutos.Cortar em formato de barrinhas.

Risoto de Lentilha e Ervilha Torta

Mais uma boa receita feita na Oficina Cozinharte do CREAS, de Angra dos Reis.

Ingredientes
• 3 colheres (sopa) de manteiga
• 1 cebola grande picada
• 1 pimentão vermelho picado
• 2 talos de salsão picados
• 2 xícaras (chá) de lentilha
• 6 xícaras (chá) de caldo de galinha
• 400 g de linguiça portuguesa
• 4 cenouras
• 2 xícaras (chá) de arroz
• 3 colheres (sopa) de azeite
• 300 g de ervilha torta
• 1/2 xícara (chá) de nozes picadas

Preparo
Leve ao fogo uma panela com a manteiga, a cebola, o pimentão e o salsão. Refogue por cinco minutos, mexendo às vezes. Ponha a lentilha e quatro xícaras do caldo de galinha. Cozinhe em fogo alto até ferver, abaixe o fogo e cozinhe por mais 30 minutos ou até a lentilha ficar macia. Junte o arroz, a lingüiça em rodelas e a cenoura em cubos, aumente o fogo e deixe até ferver. Abaixe o fogo novamente, junte o caldo restante e cozinhe até o arroz ficar macio. Numa frigideira, esquente o azeite. Junte a ervilha limpa e refogue, mexendo, por cinco minutos ou até ficar ligeiramente cozida e crocante. Ponha o arroz com lentilha em uma travessa e arrume a ervilha ao redor. Polvilhe com a noz.
Preparo: Médio (de 30 a 45 minutos)
Rendimento: 10 porções
Dificuldade: Fácil
Categoria: Arroz e risoto
Calorias: 370

Fonte: Mdemulher

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Hamburguer de Lentilha

Segue mais uma receita da Cozinha Experimental.

Ingredientes
200g de lentilha crua
800 ml de água
2 colheres de chá de azeite
3 cebolas picadas
4 alhos picados
1 colher de café de gengibre ralado
120 g de nozes picadas
250 g de abobrinha ralada
250 g de cenoura ralada
1/2 xícara de gergelim
1/2 xícara de farinha de trigo integral
Sal e pimenta-do-reino

Cozinhe a lentilha na água por cerca de 25 minutos. Escorra e deixe esfriar.
Enquanto isso, em uma panela pequena, doure em 1 colher de chá de azeite a cebola, o alho e o gengibre. Separe a metade da lentilha cozida e bata no processador com as nozes até ficar um purê. Reserve.
Esprema bem a água da cenoura e da abobrinha raladas e misture com esse purê as lentilhas, sem bater, a farinha de trigo, o gergelim e o refogado de cebola.
Tempere com o sal e a pimenta à vontade.
Modele os hambúrgueres (cerca de 200 g cada um) e grelhe-os em uma chapa ou grelha com 1 colher de chá de azeite até ficarem dourados.

Dicas: utilize outros temperos, como orégano, cheiro-verde... crie! Outra opção é levar ao forno, fica bem interessante.

E, abaixo, segue mais uma receita:

Ingredientes:
½ xicara de castanha do Pará triturada
1 ½ xícara de lentilhas moderadamente cozidas
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 dente de alho picado
1 colher de sopa de cebola ralada
2 fatias de pão integral torrado e moído (ou torradas prontas)
1 colher de sopa de cheiro verde
sal marinho

Modo de preparo: Bater o pão torrado no liquidificador. Escorrer bem as lentilhas e misturar com o farelo de torrada e os demais ingredientes. Formar hambúrgueres com as mãos e colocar numa forma untada com óleo. Colocar para assar até dourar.
Sirva como preferir, eu adoro com alface e tomate, um pouco de Homus num pão integral.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Esfiha

Bem, recentemente encontrei esta receita e resolvi fazê-la nas aulas de "Cozinharte", no CREAS de Angra dos Reis e, confesso, guardada as devidas proporções, esta receita é boa e recomendadíssima pelos que a fizeram e provaram.

A massa segue a receita da famosa esfiha do Habib's.
Quanto ao molho/recheio, faça aquele que goste mais. Seja criativo(a) e inove!

Ingredientes (para 100 unidades)

Massa
2,5k de farinha de trigo;
30 a 32g de fermento biológico seco;
250g de açúcar refinado;
250g de óleo de soja;
1 a 1 ¼ l de água filtrada;
25g de sal refinado.

Recheio:
3,5k de patinho moído;
Tomate, cebola, tempero a gosto.

Preparo:
Misture a farinha com o fermento e o açúcar.Deixe descansar por 5 minutos. Adicione o óleo a água e o sal.
Coloque a massa sobre uma superfície de mármore e sove-a até que fique com aparência homogênea.
Co uma faca corte tiras largas da massa. Depois, corte-a ao meio. Faça um rolo grosso.
Tome como medida três dedos e corte a massa em pedaços iguais.Faça bolas e jogue sobre mesa com fubá.
Utilizando três dedos, achate cada bola fazendo laterais altas (como um ninho de beiradas não muito altas).
Deixe descansar por 10 a 20 minutos polvilhados com fubá.
Tempere a carne, misture com tomate sem pele e sem semente, com a cebola e temperos.
Coloque uma pequena porção sobre cada disquinho de esfiha.Espalhe o recheio por igual e asse em forno preaquecido a 180º.

Leites sem Lactose

Entendendo a diferença entre alergia à proteína do leite e intolerância à lactose
A alergia à proteína do leite (como a caseína) é uma resposta imunológica do organismo, que entende essa proteína como agente estranho que precisa ser combatido, causando reações como diarréia, urticária, sintomas respiratórios (como asma) e até febre. Após a identificação da alergia por um médico qualificado, é necessário eliminar o leite e seus derivados da dieta.

A intolerância à lactose, por sua vez, é uma condição distinta, que nem sempre requer a eliminação completa do leite da dieta. A lactose é um açúcar presente no leite, que normalmente é digerido em nosso organismo por uma enzima conhecida como lactase. Algumas pessoas, no entanto, tem problemas na produção desta enzima (por exemplo uma produção em quantidades menores), e não conseguem digerir apropriadamente a lactose, que permanece no intestino onde é então fermentada por bactérias, levando à sintomas como flatulência, mal-estar e diarréia. Não há tratamento para aumentar a capacidade de produzir a enzima lactase, mas hoje em dia é possível consumir esta enzima como suplemento ou produtos nos quais a lactose já tenha sido previamente digerida.

Leites com Baixo Teor de Lactose
No Brasil, o leite com baixo teor de lactose é encontrado no mercado na forma de longa vida. Os leites com baixo teor de lactose são leites de vaca comuns, porém passam por um processo de ‘quebra’ (ou ‘digestão’) da lactose em dois outros açúcares (glicose e galactose) de mais fácil digestão, os quais podem ser consumidos por pessoas que têm intolerância à lactose (vale lembrar, porém, que estes leites não são apropriados para quem tem alergia à proteína do leite de vaca). Normalmente, os leites com baixo teor de lactose possuem cerca de 90% a menos de lactose do que o leites de vaca. A tecnologia que permite produzir leite com baixo teor de lactose já existe há algum tempo, e consiste na adição de uma enzima (por exemplo, a lactase) ao leite antes do envase. A quebra da lactose geralmente dá à este leite um sabor mais adocicado. Além disso, ele conserva os valores nutricionais originais do leite, podendo ser utilizado normalmente em receitas.

domingo, 19 de setembro de 2010

Açúcar Pode Causar Efeito Semelhante ao da Cocaína no Cérebro

O açúcar pode causar efeito no cérebro semelhante ao da cocaína, segundo estudos recentes realizados nos Estados Unidos. Atualmente, há evidências convincentes de que os alimentos ricos em gordura, açúcar e sal - como a maioria de junk food - podem alterar a química do cérebro, da mesma forma como drogas altamente viciantes, como cocaína e heroína.

A ideia, considerada marginal há apenas cinco anos, está rapidamente se tornando uma visão comum entre pesquisadores em razão de novos estudos. Apesar disso, os mecanismos biológicos que levam ao vício em junk food ainda não foram revelados.

Alguns cientistas dizem que há dados suficientes para justificar a regulação governamental do setor de fast food e as advertências de saúde pública sobre os produtos que têm níveis perigosos de açúcar e gordura. Um advogado de campanha afirmou que pode até haver provas suficientes para organizar uma luta legal contra a indústria do fast food por vender alimentos sabidamente prejudiciais à saúde, ecoando as ações judiciais contra a indústria do tabaco nos anos 1980 e 1990.

"Temos que educar as pessoas sobre como seus cérebros são hipnotizados por gordura, açúcar e sal", disse David Kessler, ex-comissário da FDA (agência reguladora americana de alimentos e medicamentos) e agora diretor do Centro para Ciência no Interesse Público, com sede em Washington DC. Mas será que os doces podem ser tão prejudiciais quanto vício em drogas?

Antes de haver qualquer evidência científica sobre isso, foi a indústria de perda de peso que introduziu a ideia ao público. Por exemplo, no livro "Lick the Sugar Habit", publicado em 1988, a autora Nancy Appleton, autodeclarada viciada em açúcar, ofereceu uma lista de verificação para determinar se os leitores também eram viciados em açúcar. Desde então, o conceito tornou-se banal.

Em 2001, fascinado pelo fenômeno cultural emergente, os neurocientistas Nicole Avena, agora na Universidade da Flórida, em Gainesville, e Bartley Hoebel, da Universidade de Princeton, começaram a explorar a ideia de se ter uma base biológica. Eles começaram a procurar sinais de vício em animais que eram alimentados com junk food.

VÍCIO EM AÇÚCAR

O açúcar é um ingrediente chave na maioria de junk food, por isso eles ofereceram um xarope da substância a ratos, de concentração similar ao do açúcar presente em um refrigerante comum, por cerca de 12 horas por dia. Ao mesmo tempo, outros ratos eram alimentados com água e comida normal.

Depois de apenas um mês nessa dieta, os ratos desenvolveram mudanças de comportamento no cérebro, identificadas por Avena e Hoebel como idênticas às dos animais viciados em morfina. Eles ainda mostraram um comportamento ansioso quando a calda foi removida.

Os pesquisadores notaram que os cérebros dos ratos liberavam o neurotransmissor dopamina cada vez que tomavam a solução de açúcar, mesmo depois de terem bebido por semanas.

A dopamina conduz a busca do prazer --seja comida, drogas ou sexo. É um produto químico do cérebro vital para a aprendizagem, memória e tomada de decisão. "Eu esperava que ela fosse liberada quando eles comessem um alimento novo", afirma Avena, "não com o que eles já estavam habituados. Essa é uma das marcas da dependência de drogas.

A evidência encontrada foi a primeira concreta de uma base biológica para a dependência do açúcar que inspirou uma série de estudos com animais.

Os resultados estão entre as novidades mais interessantes em pesquisas de obesidade dos últimos 20 anos, de acordo com Mark Gold, autoridade internacional em estudos sobre alcoolismo e chefe do departamento de psiquiatria da Univercidade de Medicina da Flórida.

Desde o estudo de Avena e Hoebel, dezenas de outras pesquisas em animais confirmaram os resultados. Mas foram os recentes estudos em humanos os responsáveis pelas evidências em favor da rotulagem de junk food como um vício.

CÉREBRO VICIADOS

O vício é comumente descrito como um entorpecente dos circuitos de recompensa desencadeado pelo uso excessivo de alguma droga. Isto é exatamente o que acontece no cérebro de indivíduos obesos, segundo Gene-Jack Wang, presidente do departamento médico do US Department of Energy's Brookhaven National Laboratory, em Upton, Nova York. Em outro estudo publicado em 2001 no periódico "The Lancet", ele descobriu uma deficiência de dopamina no estriado do cérebro de indivíduos obesos que era praticamente idêntico ao dos dependentes de drogas.

Autor: NEW SCIENTIST
Fonte: Folha.com

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Fome no Mundo Caiu... Uma notícia para se comemorar.

Esta é uma notícia boa de se publicar, de ler e refletir. Ainda não é o melhor dos mundos, mas é um sinal, talvez, de que um dos maiores males que dominam esta terra pode ser controlado e, quem sabe, extirpado da história da humanidade.
Abaixo segue uma reprodução da matéria publicada no G1.

Número de famintos crônicos cai pela 1ª vez em 15 anos, diz FAO
Fome crônica atinge 925 milhões pelo mundo, diz agência da ONU.
Organização cita melhora econômica e queda de preços de alimentos.

O número de pessoas no mundo sofrendo de fome crônica passou de 1,02 bilhão em 2009 para 925 milhões em 2010, informou nesta terça-feira (14) a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Foi uma redução de 9,6%.
É a primeira vez em 15 anos que a cifra cai. No ano passado, a cifra havia atingido o pior número de quatro décadas.
O número de famintos no mundo vinha crescendo por mais de uma década, atingindo nível recorde em 2009 por conta da crise financeira internacional e da alta de preços dos alimentos em vários países em desenvolvimento.
"O número de pessoas desnutridas no mundo continua inaceitável, apesar de ter registrado uma queda esperada, a primeira em 15 anos. A queda se explica graças a uma conjuntura econômica favorável em 2010", explicou a FAO.
A organização disse que a situação melhorou em 2010 por conta da melhora das condições econômicas e da queda dos preços dos alimentos, ocorrida a partir de 2008.
O relatório cita que a maior parte dos famintos, 98% vive nos países em desenvolvimento, onde correspondem a 16% do total da população -contra 18% no ano anterior.
O objetivo, segundo a FAO, é reduzir essa proporção para 10% em 2015.
"O fato de que cerca de um bilhão de pessoas permanecem famintas mesmo depois de passadas as crises de alimento e financeira mostra um problema estrutural mais profundo", disse a FAO no relatório.
"Os governos deveriam encorajar maiores investimentos em agricultura, expandir as redes de proteção social e os programas de assistência, e incrementar as atividades geradoras de renda para os pobres nas regiões rurais e urbanas."

Líderes mundiais devem declarar numa cúpula da ONU na semana que vem que é viável alcançar as metas de redução da fome e da pobreza até 2015, segundo um documento preliminar.
Sem chance de nova crise
O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, disse que há "motivos óbvios" para preocupação, pois os mercados permanecem nervosos e, portanto, vulneráveis a possíveis choques, mas nada da magnitude da crise de 2007 e 2008.

"Não esperamos uma crise semelhante à que tivemos", disse em entrevista em Roma, sede da FAO. "Estamos alertando os governos a levar em consideração os fundamentos dos mercados. Há estoques suficientes, há perpectivas suficientes de produção".
Ele acrescentou que não há razão para alarme ou para acelerar a formação de estoques.

Mudança climática
Já a Organização Mundial da Saúde, citada no relatório, afirma que as recentes cheias no Paquistão e a seca na Rússia podem ajudar a espalhar uma nova crise, que pode afetar as pessoas mais pobres do mundo.
A Rússia baniu no mês passado a exportação de grãos, por conta da seca. E o Paquistão ainda enfrenta os efeitos das enchentes que destruíram cerca de 3,4 milhões de hectares de cereais.
"Com os dois países sofrendo a perda de cereais, temos de temer uma nova crise global com preços de alimentos subindo, que vão atingir mais duramente os mais pobres", disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS, em Moscou.
Ela disse que as enchentes do Paquistão mostraram os riscos que a mudança climática oferece à saúde da população mundial.
"Céticos que duvidam da realidade da mudança climática deveriam olhar com atenção aos eventos recentes na China, no Paquistão e na Rússia", disse.
"As precipitações, deslizamentos, enchentes, ondas de calor, secas, incêndios florestais e plantações destruídas parecem exatamente com as previsões dos cientistas", disse. "Estes cientistas alertaram repetidamente que o mundo deveria esperar um aumento na frequência e na intensidade de eventos climáticos extremos, e isso é o que nós estamos vendo."


Fonte: G1

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Alimentação Mediterrânea

Com índices de mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares inferiores à média mundial e menor incidência de doenças como Parkinson e Alzheimer, os países da costa do mar Mediterrâneo têm muita coisa a ensinar sobre saúde aos demais.

A opinião é de Elliot Berry, professor do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Escola de Medicina Hadassah da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, que proferiu no dia 27 palestra na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Águas de Lindoia (SP).

Segundo Berry, a boa saúde dos povos mediterrâneos se explica em parte pela alimentação. Mesmo culturalmente diferentes, os países da região partilham alguns ingredientes em comum, entre os quais sete se destacam: trigo, cevada, uva, figo, tâmara, romã e azeitona.

“São alimentos antigos e citados na Bíblia. Dois deles – romã e azeite de oliva – são especialmente bons para a saúde. O azeite reduz o risco de doenças cardíacas e a romã possui alto teor de antioxidantes e diminui riscos de aterosclerose na veia carótida”, disse.

Outro diferencial está no próprio modo de se alimentar, com pequenas porções, refeições bem distribuídas ao longo do dia e aproveitamento de alimentos da época e cultivados nas proximidades, o que garante frescor.

Para Berry, o Mediterrâneo ensina que a alimentação é um componente importante da qualidade de vida de cada país e deve ser quantificada. Pensando nisso, ele e mais dois colegas – Joshua Rosenbloom e Dorin Nitzan-Kaluski – elaboraram em 2008 o Índice de Nutrição Global (GNI, na sigla em inglês).

O GNI é formado por três itens com peso igual. O primeiro é a taxa de deficiência nutricional, que analisa a qualidade da alimentação e se há deficiência de nutrientes – esse número é calculado pela iniciativa Global Burden of Disease.

Outro componente é o excesso nutricional, que mede o porcentual de obesos com mais de 15 anos – dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O terceiro indicador é o de segurança alimentar, que representa a porcentagem da população desnutrida – dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O GNI divide os países em desenvolvidos e em desenvolvimento. O Japão é quem está melhor na primeira lista, com índice de 0,930. Três países mediterrâneos estão entre os dez primeiros: França (2º), Itália (9º) e Espanha (10º).

Berry explica que há diferenças entre países ricos e em desenvolvimento ao abordar problemas nutricionais iguais. “A obesidade, por exemplo, é mais prevalente na população pobre dos países desenvolvidos, enquanto que nos países em desenvolvimento ela aparece mais nos estratos sociais mais altos”, disse.

O Brasil é o décimo entre os países em desenvolvimento, com um GNI de 0,834, próximo à Argentina (em 7º, com 0,849) e ao Chile (8º, com 0,848). A lista é liderada pela Coreia do Sul (0,930), seguida pelo Uruguai (0,892).

Altos e baixos

“Os dados ficam muito interessantes ao cruzarmos o GNI com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): verificamos que boa nutrição e desenvolvimento econômico não são necessariamente sinônimos”, destacou.

Ao sobrepor os rankings IDH-GNI, Berry encontrou resultados curiosos. Países com altos índices de desenvolvimento humano apresentaram índice nutricional baixo, como foi o caso dos Estados Unidos, Austrália e Canadá. Também houve exemplos reversos, como China e Indonésia, com bons GNIs e IDH abaixo da média mundial.

Por isso, Berry defende a incorporação do GNI ao IDH. “As duas informações juntas poderiam subsidiar políticas públicas que ajudariam inclusive os países ricos com problemas de nutrição”, afirmou.

No entanto, a nutrição somente não explica a boa saúde encontrada no Mediterrâneo. Berry apresentou uma pesquisa realizada durante dois anos e que acompanhou 811 pessoas, comparando a perda de peso por meio de diferentes dietas. Dietas ricas em gordura, proteínas e carboidratos foram comparadas a outras com baixos teores desses componentes.

“A nossa tendência é dizer que os que receberam baixos índices de gordura, proteínas e carboidratos emagreceram mais. Porém, o resultado foi indiferente, mostrando que para a perda de peso a quantidade de alimentos é mais importante do que a qualidade”, disse.

Além da alimentação, a qualidade de vida é um item importante a se destacar nos países do Mediterrâneo. “O horário das refeições, como você come e até com quem você come podem influenciar na saúde”, disse.

Berry também destacou a importância da prática de exercícios físicos. “Toda vez que pegamos um elevador em vez de usar escadas estamos perdendo uma oportunidade preciosa para queimar calorias”, disse.

Segundo o cientista, a quantidade de alimentos ingerida deve estar diretamente ligada ao nível de atividade física executada. “Somos como uma usina de energia, o combustível que consumimos deve ser compatível com o trabalho gerado”, apontou.

Os dez mandamentos do estilo de vida Mediterrâneo segundo Elliot Berry:

O que fazer:
1) Consumir mais óleo/azeite de oliva, abacate e amêndoas.
2) Consumir cinco porções diárias de frutas e vegetais.
3) Consumir peixe duas vezes por semana para adquirir ômega 3.
4) Fazer exercícios de 30 minutos pelo menos três vezes por semana.
5) Ter um dia de descanso com a família e os amigos.

O que não fazer:
1) Fumar.
2) Comer demais.
3) Adicionar sal à comida já preparada.
4) Exagerar no consumo do álcool (limite de 20 a 30 gramas por dia).
5) Dirigir em alta velocidade.

Autor: Fabio Reynol
Fonte: Agência FAPESP

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Agora Entendi...

Recebi este texto de um amigo e, achei-o interessante e divertido para compartilhar com vocês hoje. Então, para quem gosta de beber... segue aí uma "explicação" divertida, e para quem não bebe... uma boa história para contar aos amigos que bebem.

Você vai ao bar e bebe uma cerveja.
Bebe a segunda cerveja.
A terceira e assim por diante.

O teu estômago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "caraca, véi... o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!"
Teu estômago e teu cérebro não destinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas que "é líquido".

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caraca, o cara tá maluco!" E manda a seguinte mensagem para os Rins "Meu, filtra o máximo de sangue que tu puder, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora" e o RIM começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido. Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.

O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estômago manda outra mensagem pro CÉREBRO "Cara, ele não pára, socorro!" e o CÉREBRO manda outra mensagem pro RIM "Véi, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!"
O RIM filtra feito um louco, só que agora, o que ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais "bunitim"
Chega uma hora que você tá com o teor alcoólico tão alto que teu CÉREBRO desliga você. Essa é a hora que você desmaia... dorme... capota... resumindo: essa é a hora que o teu não tem dono!

Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele"
Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora". O SANGUE é o como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho,e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como o CÉREBRO é constituido de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.
Então, sei que na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida que você mija, já repõe a água.

(Texto retirado do "O bar do Zé")