terça-feira, 14 de setembro de 2010

Fome no Mundo Caiu... Uma notícia para se comemorar.

Esta é uma notícia boa de se publicar, de ler e refletir. Ainda não é o melhor dos mundos, mas é um sinal, talvez, de que um dos maiores males que dominam esta terra pode ser controlado e, quem sabe, extirpado da história da humanidade.
Abaixo segue uma reprodução da matéria publicada no G1.

Número de famintos crônicos cai pela 1ª vez em 15 anos, diz FAO
Fome crônica atinge 925 milhões pelo mundo, diz agência da ONU.
Organização cita melhora econômica e queda de preços de alimentos.

O número de pessoas no mundo sofrendo de fome crônica passou de 1,02 bilhão em 2009 para 925 milhões em 2010, informou nesta terça-feira (14) a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Foi uma redução de 9,6%.
É a primeira vez em 15 anos que a cifra cai. No ano passado, a cifra havia atingido o pior número de quatro décadas.
O número de famintos no mundo vinha crescendo por mais de uma década, atingindo nível recorde em 2009 por conta da crise financeira internacional e da alta de preços dos alimentos em vários países em desenvolvimento.
"O número de pessoas desnutridas no mundo continua inaceitável, apesar de ter registrado uma queda esperada, a primeira em 15 anos. A queda se explica graças a uma conjuntura econômica favorável em 2010", explicou a FAO.
A organização disse que a situação melhorou em 2010 por conta da melhora das condições econômicas e da queda dos preços dos alimentos, ocorrida a partir de 2008.
O relatório cita que a maior parte dos famintos, 98% vive nos países em desenvolvimento, onde correspondem a 16% do total da população -contra 18% no ano anterior.
O objetivo, segundo a FAO, é reduzir essa proporção para 10% em 2015.
"O fato de que cerca de um bilhão de pessoas permanecem famintas mesmo depois de passadas as crises de alimento e financeira mostra um problema estrutural mais profundo", disse a FAO no relatório.
"Os governos deveriam encorajar maiores investimentos em agricultura, expandir as redes de proteção social e os programas de assistência, e incrementar as atividades geradoras de renda para os pobres nas regiões rurais e urbanas."

Líderes mundiais devem declarar numa cúpula da ONU na semana que vem que é viável alcançar as metas de redução da fome e da pobreza até 2015, segundo um documento preliminar.
Sem chance de nova crise
O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, disse que há "motivos óbvios" para preocupação, pois os mercados permanecem nervosos e, portanto, vulneráveis a possíveis choques, mas nada da magnitude da crise de 2007 e 2008.

"Não esperamos uma crise semelhante à que tivemos", disse em entrevista em Roma, sede da FAO. "Estamos alertando os governos a levar em consideração os fundamentos dos mercados. Há estoques suficientes, há perpectivas suficientes de produção".
Ele acrescentou que não há razão para alarme ou para acelerar a formação de estoques.

Mudança climática
Já a Organização Mundial da Saúde, citada no relatório, afirma que as recentes cheias no Paquistão e a seca na Rússia podem ajudar a espalhar uma nova crise, que pode afetar as pessoas mais pobres do mundo.
A Rússia baniu no mês passado a exportação de grãos, por conta da seca. E o Paquistão ainda enfrenta os efeitos das enchentes que destruíram cerca de 3,4 milhões de hectares de cereais.
"Com os dois países sofrendo a perda de cereais, temos de temer uma nova crise global com preços de alimentos subindo, que vão atingir mais duramente os mais pobres", disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS, em Moscou.
Ela disse que as enchentes do Paquistão mostraram os riscos que a mudança climática oferece à saúde da população mundial.
"Céticos que duvidam da realidade da mudança climática deveriam olhar com atenção aos eventos recentes na China, no Paquistão e na Rússia", disse.
"As precipitações, deslizamentos, enchentes, ondas de calor, secas, incêndios florestais e plantações destruídas parecem exatamente com as previsões dos cientistas", disse. "Estes cientistas alertaram repetidamente que o mundo deveria esperar um aumento na frequência e na intensidade de eventos climáticos extremos, e isso é o que nós estamos vendo."


Fonte: G1

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