quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Alimentos Que Mais Causam Intoxicação Alimentar

Engana-se quem pensa que os surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTA) são exclusivos do verão. Podem ocorrer em qualquer época do ano e causar falta de apetite, náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais e febre, além da possibilidade de atingirem o fígado (hepatite A) e as terminações nervosas periféricas (botulismo). Há um registro médio de 665 surtos por ano no Brasil, com 13 mil doentes, de acordo com o Ministério da Saúde. Por isso, é importante ficar atento à alimentação.
Entre os produtos que mais provocaram problemas no País, segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, estão ovos crus e mal cozidos (22,8%), carnes vermelhas (11,7), sobremesas (10,9%), água (8,8%), leite e derivados (7,1%). Uma pesquisa do Centro para Ciência no Interesse Público dos Estados Unidos, divulgada no blog Well, do jornal The New York Times, aponta os 10 principais vilões de lá nessa ordem: ovo, atum, ostra, batata, queijo, sorvete, tomate, brotos e frutas vermelhas.
Existem mais de 250 tipos de DTAs e a maioria é causada por bactérias e suas toxinas, vírus e parasitas. A lista de condições que favorecem a contaminação conta com erros de higiene pessoal, preparo com muita antecedência das iguarias e refrigeração inadequada.
Alguns gestos simples ajudam na prevenção, como lavar bem as mãos com água e sabão antes de preparar as refeições, verificar se os utensílios da cozinha estão limpos e checar o prazo de validade dos produtos.
Confira abaixo dicas específicas para cada tipo de alimento, apontadas pela nutricionista Alessandra Paula Nunes, professora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, de São Paulo:

Aves e ovos: As aves apresentam em seu sistema digestório a bactéria Salmonella, que pode contaminar o ovo e a carne. Sua eliminação depende da maneira de preparo do alimento. O ovo deve ser cozido ou frito, até que a gema fique dura. A carne tem de estar ao ponto ou bem passada.

Peixes e frutos do mar: Antes de consumi-los, observe o aspecto e o odor. Se notar algo diferente, assim como sabor estranho, despreze-os. Coloque-os sempre em local refrigerado, sem mantê-los por muito tempo em temperatura ambiente. Na hora de comprar frutos do mar, preste atenção na pessoa que os vende. "Se o manipulador estiver com roupas sujas, mãos, barbas e unhas compridas, prefira comprar o produto de outro fornecedor."

Frutas, verduras e legumes: Antes de consumi-los, deixe-os em solução de água com cloro (1 litro de água e 1 colher de sopa de cloro) por cerca de 15 minutos. Depois, lave-os com água potável. Há também alguns produtos industrializados específicos para higienização desses alimentos, que são práticos e seguros.

Cereais: A bactéria B. cereus pode ser encontrada em cereais, como arroz, farinhas e temperos secos. O cozimento em vapor sob pressão, a fritura e o ato de assar em forno a temperaturas superiores a 100º C a elimina. Se notar sinais de bolor, despreze todo o alimento. "Não adianta desprezar somente a parte que está embolorada, porque, provavelmente, todo o produto já está impróprio ao consumo."

Água: A opção potável, filtrada ou mineral, é a melhor, tanto para beber quanto para cozinhar. Caso use a água de torneira, a dica é fervê-la.

Leite: O risco maior está em consumir leite do mercado informal, já que não recebe tratamento para esterilização e conservação. A recomendação da nutricionista é consumir os do tipo longa vida, que, quando abertos, precisam ser armazenados na geladeira (por até três dias) ou como indicar o fabricante.

Derivados do leite: É preferível comprar os industrializados em vez dos caseiros. Quando quiser saborear sorvetes de massa, vendidos por quilo, fique atento aos pegadores que ficam na água. "Devem estar em água limpa e ser trocados constantemente."

Enlatados: O consumo de enlatados pode ocasionar o botulismo, transmitido pela toxina do Clostridium Botullinun, que, além dos sintomas gastrointestinais, pode causar problemas neurológicos. Para prevenir, verifique as latas e vidros. Se estiverem estufados ou, se ao abrir, observar sinal de presença de ar, descarte o alimento.

Fonte: Terra

Mais da Metade de Anoréxicas Desenvolve Doença aos 10 anos

Anorexia costuma ser associada à adolescência. Mas, de acordo com uma pesquisa conduzida pelo grupo de apoio Comedores Compulsivos Anônimos da Grã Bretanha, mais da metade das pacientes (53%) desenvolveram o problema aos 10 anos ou menos.
A instituição entrevistou 250 mulheres com o distúrbio alimentar por meio do seu site. Pouco menos de um terço (29%) delas disseram que tinham entre 11 e 15 anos quando ficaram doentes.
Segundo o jornal Daily Mail, mais da metade responsabilizou traumas familiares, como divórcio dos pais ou perda de alguém querido, pela sua condição. Apenas 3% das participantes afirmaram que foram influenciadas pelas celebridades magras.

Fonte: Terra

Farinha de 30 mil anos

Humanos há cerca de 30 mil anos não comiam apenas carne e tinham uma dieta mais diversificada do que se estimava. Um novo estudo descobriu um importante consumo de vegetais em indivíduos no Paleolítico europeu.

O trabalho será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

O Paleolítico é uma era pré-histórica que se estende da introdução de ferramentas de pedras por hominídeos como Homo habilis, há cerca de 2,5 milhões de anos, até o início da agricultura, há aproximadamente 12 mil anos.

Até agora achava-se que a subsistência no Paleolítico europeu tivesse sido baseada em proteína e gordura animal, com raras evidências de consumo de plantas. Mas em estudo feito a partir de sítios arqueológicos na Itália, Rússia e República Tcheca, um grupo de cientistas desses países descobriu grãos de amido em pedras de cerca de 30 mil anos.

Os padrões de desgaste nas amostras e a presença de amido, verificada a partir de análise com microscopia óptica e eletrônica, permitiram concluir que as pedras foram utilizadas para amassar raízes e grãos, de modo similar ao empregado em um pilão para fazer farinha.

Segundo o estudo de Anna Revedin, do Istituto Italiano di Preistoria e Protostoria, na Itália, e colegas, os resíduos de vegetais nas pedras parecem ser principalmente de plantas ricas em carboidrato e energia.

A descoberta, de acordo com os autores, indica que o processamento de alimentos e a produção de farinhas eram comuns na Europa no período.

O artigo 30,000 year old flour: new evidence of plant food processing in the Upper Paleolithic (doi/10.1073/pnas.1000948107), de Anna Revedin e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS em www.pnas.org.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Abóbora

Recentemente fiz alguns trabalhos com este legume e, hoje, venho postar algumas curiosidades sobre a abóbora e duas receitas praticadas na Cozinha Experimental.

De alto valor nutritivo, a abóbora contém grande quantidade de vitamina A, indispensável à vista, conserva a saúde da pele e das mucosas, evita infecções e ainda auxilia o crescimento.

Possui ainda Niacina, que faz parte das vitaminas do Complexo B, cuja função é evitar problemas de pele, do aparelho digestivo, do sistema nervoso e reumatismo. Tem, ainda, sais minerais como Cálcio e Fósforo, que participam da formação de ossos e dentes,construção muscular, coagulação do sangue e transmissão de impulsos nervosos.

É indicada para pessoas de todas as idades por ser de fácil digestão. Laxativa e diurética, contém sementes tidas como potentes vermífugos, que agem principalmente contra a tênia (solitária). Para essa finalidade, as sementes devem ser utilizadas frescas, sem a película que as cobre, moídas e misturadas com açúcar. Elas são boas também contra náuseas em geral e vômitos de gestantes. A abóbora é indicada na recuperação de enfermidades agudas do aparelho digestivo, especialmente inflamações dos intestinos.

Alguma receitas com Abóbora

BOLO DE ABÓBORA COM COCO
Ingredientes
4 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de coco ralado seco
2 xícaras (chá) de farinha preparada
2 xícaras (chá) de abóbora cozida
2 xícaras (chá) de açúcar
4 colheres (sopa) de margarina

Bata as claras em neve e reserve. À parte, bata as gemas com a margarina, acrescente aos poucos os outros ingredientes, deixando o fermento por último, Por fim adicione as claras em neve, mexa delicadamente e leve ao forno para assar em assadeira untada e enfarinhada.


BOLO DE CASCA DE ABÓBORA
Ingredientes
1 ½ xícara de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
¾ xícara de amido de milho
3 ovos
1 xícara de óleo
2 xícaras de casca de abóbora picada
1 colher de fermento em pó

Preparo
Cozinhe as cascas por 10 minutos, deixe esfriar, em seguida, bata no liquidificador e reserve. Bata as claras em neve e reserve. Bata o açúcar e as gemas, em seguida, acrescente a farinha de trigo, o amido de milho e o óleo. Acrescente as cascas de abóboras batidas e as claras em neve. Por último, acrescente o fermento. Coloque numa forma untada e polvilhada com farinha de trigo ou fubá.
Leve para assar em forno médio.
Faça uma cobertura de chocolate e despeje sobre o bolo.

Dica: a massa pode ser totalmente preparada no liquidificador. Bata os ovos sem separar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Casca de Abóbora Protege Contra Infecções, diz estudo

As abóboras, tradicionalmente esculpidas e iluminadas para espantar os fantasmas e duendes no Halloween, ou Dia das Bruxas, feriado de origem pagã celebrado amanhã em toda a América do Norte, contêm uma substância que poderia assustar, na verdade, os micróbios que causam, a cada ano, milhões de casos de infecções fúngicas em adultos e crianças. Pelo menos, é o que sugere um novo estudo conduzido por cientistas coreanos e publicado na última edição da revista especializada Journal of Agricultural and Food Chemistry.
No estudo, um time de pesquisadores liderados por Kyung-Soo Hahm e Yoonkyung Park explica que alguns micróbios causadores das doenças fúngicas estão se tornando mais resistentes aos antibióticos existentes. Como resultado, cientistas em todo o mundo estão à procura de novos antibióticos com propriedades variadas. Estudos anteriores já haviam sugerido que a casca da abóbora, muito utilizada na medicina popular de países como o México, Cuba e Índia, pode impedir o crescimento de microorganismos.
Os cientistas extraíram proteínas de cascas de abóbora, para descobrir se estas inibem o crescimento de micróbios, incluindo o perigoso Candida albicans, uma espécie de fungo associado a alguns tipos de infecção oral e vaginal.
Resultado
Uma das proteínas estudadas, a Pr-2, teve efeitos potentes em inibir o crescimento do C. albicans em experimentos de cultura de células, sem efeitos tóxicos evidentes. O estudo sugere que a proteína da abóbora pode ser incorporada em remédios naturais para combater infecções fúngicas. A proteína também retardou o crescimento de vários fungos que atacam plantações e, assim, pode ser útil como uma fungicida agrícola, acrescenta o estudo.

Fonte: Terra

domingo, 17 de outubro de 2010

Para quem Gosta de Ler

Bem... não lembro de ter postado algo assim antes, mas um livro como este deveria ser mais divulgado. 

Sinopse
"Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana - é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heroicas, magia, romance e suspense." (Fonte: Saraiva)

O livro simplesmente prende!
Comprei-o totalmente no "escuro", após vê-lo na Flip. Me instigou. Pela capa, pelo apelo do título e, pela resenha: "Não há na literatura em língua portuguesa conhecida nada que se pareça com A Batalha do Apocalipse." - José Louzeiro, escritor e roteirista 
E, confesso, me surpreendeu. Tanto que o recomendo a todos, todos os meus amigos, apaixonados ou não por literatura e, alguns gostaram tanto que estão fazendo o mesmo!
Nota?? Para que?

sábado, 16 de outubro de 2010

Resveratrol Contra Herpes

Uma substância presente no vinho tinto pode prevenir o alastramento do herpes labial. A descoberta foi fruto de uma pesquisa feita nos Estados Unidos, na qual se identificou um componente do vinho, chamado resveratrol (leia mais sobre resveratrol, clicando aqui), que, ao ser ministrado nos locais inflamados, impede a transmissão do vírus, com chances, ainda, de bloquear o seu desenvolvimento. Os cientistas que conduziram o estudo disseram que a técnica também deve ser usada para prevenção, podendo, futuramente, ser usada contra o herpes genital: a substância seria aplicada em camisinhas.

O herpes é incurável, mas não é fatal para adultos. Ele pode ser perigoso se transmitido para o feto durante a gravidez, causando cegueira e doenças fatais na infância. Acredita-se que 20% da população americana, por exemplo, esteja infectada pelo vírus, mas apesar disso, poucas pessoas sabem que foram contagiadas, devido à natureza assintomática da doença. O vírus pode permanecer incubado e os sintomas se manifestar esporadicamente, ao longo de dias, meses ou até mesmo anos.

Entretanto, cientistas da Universidade de Medicina do Nordeste de Ohio acreditam que a descoberta pode ajudar os médicos a controlar o vírus. Eles dizem que o resveratrol, que já é usado na proteção contra doenças cardíacas pode pará-lo. Testes feitos com uma versão modificada da substância, chamada stil-5, pararam a infecção em 99.9% dos casos.

A descoberta foi apresentada na Conferência Intercientífica sobre Quimioterapia e Agentes AntiMicróbios, em Toronto, no Canadá. Uma vacina contra o herpes genital feminino foi apresentada nesta mesma conferência por cientistas de uma empresa farmacêutica.

Resveratrol

Cientistas de Harvard isolam substância do vinho e rejuvenescem coração de roedores

Um novo estudo da Universidade de Harvard comprova os benefícios do resveratrol, um composto químico presente no vinho tinto, e levanta a hipótese de que a suplementação desta substância isolada melhoraria consideravelmente a saúde dos seres humanos. A expectativa é tanta que a indústria farmacêutica já investe no desenvolvimento de medicamentos à base de resveratrol. De acordo com a pesquisa, publicada na revista "Cell metabolism", a substância eviraria uma série de problemas de saúde relacionados com o envelhecimento, ao beneficiar o coração e fortalecer os ossos, além de prevenir a catarata.

O estudo, realizado com ratos alimentados com uma dieta acrescida de resveratrol, é o primeiro a dar esperanças de que medicamentos com a substância possam melhorar a saúde das pessoas. A maioria dos roedores que receberam resveratrol não viveu muito mais do que os outros animais, no entanto, eram muito mais saudáveis.

- A boa notícia é que podemos melhorar a saúde. Creio que isso é mais importante do que estender a vida - diz David Sinclair, da Escola de Medicina de Harvard, que coordenou o estudo com Rafael de Cabo, do Instituto Nacional sobre Envelhecimento, órgão do governo americano.

Os animais foram divididos em três grupos. O primeiro recebeu uma dieta de baixa caloria. Os outros dois foram tratados com dieta altamente calórica, sendo que um deles recebeu suplementação de resveratrol. Este terceiro grupo sobreviveu ao que não recebeu o composto. A substância só foi ministrada quando os animais completaram um ano, o que equivale a 35 anos de uma pessoa.

- O resveratrol acabou com o efeito negativo das altas taxas de gordura - afirma De Cabo.

A substância, presente nas uvas e no vinho tinto, tem despertado o interesse da comunidade científica e da indústria farmacêutica. Este ano a GlaxoSmithKline pagou US$ 720 milhões pela Sirtris Pharmaceuticals Inc, uma empresa que desenvolve farmácos que imitam os efeitos do resveratrol. Especialistas da empresa participaram do estudo.

Benefícios concretos
Os ratos tratados com resveratrol apresentaram menor deterioração cardiovascular, relacionada à obesidade ou à idade. Também houve redução no colesterol total e as artérias aortas estavam em melhores condições. A substância, acrescentam os autores, pareceu moderar as inflamações cardíacas. Os animais também tinham melhor saúde óssea e menor incidência de catarata nos olhos. Os cientistas observaram que os ratinhos também apresentavam melhor equilíbrio e coordenação motora.

Os genes dos ratos que tomaram resveratrol estavam ativos de modo similar aos que foram alimentados com dieta de baixa caloria. Estudos anteriores já haviam demonstrado que a redução da ingesta calórica favorece a desaceleração do processo de envelhecimento e aumenta a expectativa de vida em alguns animais.

O estudo foi uma continuidade de uma outra pesquisa, publicada em 2006, que revelou que o resveratrol melhorava a saúde e a longevidade dos ratos com sobrepeso. Segundo De Cabo, apesar de os novos resultados serem alentadores, seria imprudente que as pessoas começassem a tomar suplementos de resveratrol para melhorar sua saúde, já que não se sabe ainda como este composto interage com outros medicamentos.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Composto Presente no Vinho Teria Propriedades Anticancerígenas

Um brinde ao vinho: além de sua capacidade antioxidante, que pode reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, a bebida tem um composto que induz a morte de células cancerígenas. A constatação é do Programa de Oncologia da UFRJ, que isolou a substância da bebida para estudá-la.

O estudo, porém, não justifica um porre. Coordenadora da pesquisa, Eliane Fialho, professora do Instituto de Nutrição da universidade, pondera que o resveratrol - o composto em questão - sofre modificações durante sua digestão. Para que seus efeitos sejam sentidos, o ideal é alimentar-se regularmente de hortaliças que contenham a substância. O conselho, ressalte-se, não significa um cardápio restrito.

- Mais de 70 alimentos têm o resveratrol - assinala Eliane. - São plantas que, além dos nutrientes, têm compostos bioativos que diminuem o risco do desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer e diabetes. Mas não adianta se entupir de uma delas em um dia e depois só voltar a ingeri-las daqui a um mês. É preciso consumi-las diariamente.

Uvas de casca escura e amendoim também contam com resveratrol, mas é no vinho tinto que o composto está mais solúvel. Os estudos relacionados à substância intensificaram-se nos últimos 15 anos. A maioria das pesquisas, porém, atua apenas com modelos em laboratório, sem testes clínicos.

- O resveratrol tem efeito em células de alguns tipos de câncer, entre eles mama, próstata e pulmão. Há perda do composto no organismo, antes de ele chegar à corrente sanguínea e aos tecidos-alvo. Por isso, tomar uma taça de vinho não é suficiente para inibir o câncer - explica a pesquisadora da UFRJ.

A substância, de acordo com levantamentos recentes, leva à morte natural de células cancerígenas e regula os níveis de p53, uma proteína supressora de tumor. A equipe de Eliane percebeu que, quanto maior o grupo do resveratrol, mais rápido o câncer é atacado.

Substância age até contra obesidade
Embora seu papel anticancerígeno ainda careça de novos estudos, o resveratrol já coleciona títulos. O composto, conhecido como um antibiótico natural, é, também, anti-inflamatório, aumenta a expectativa de vida, atua contra o diabetes e ataca a obesidade.

- A presença do resveratrol é mais um motivo para consumir frutas e hortaliças. A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de 400 gramas desses alimentos por dia. É o suficiente para evitar doenças crônicas. Cerca de 30% dos casos de câncer tem origem na dieta inadequada. É um percentual maior do que o atribuído a fatores genéticos (aproximadamente 20%).

O Programa de Oncologia, agora, testa a associação do resveratrol com drogas quimioterápicas em culturas de células de câncer de mama. A expectativa é de que seja possível preparar um composto que, embora tenha essas drogas em menor quantidade, consiga reduzir os sintomas desagradáveis de um tratamento.

Autor: Renato Grandelle
Fonte: O Globo

O Fator "VINHO"

Bonum vinum laetificat cor hominis 
O bom vinho alegra o coração do homem

Muita gente me pergunta porque prescrevo suco de uva ou vinho. Bem, hoje postarei dois artigos que li e que vão ajudar a entender melhor.


Na década de 1930, ao autopsiar alcoólatras com cirrose, um grupo de patologistas teve a atenção chamada para a relativa ausência de placas de aterosclerose nas artérias. O álcool dissolveria as placas? - especularam eles.

Nos anos 1990, pesquisas epidemiológicas reforçaram as bases do que se convencionou chamar de "paradoxo francês": a baixa incidência de doenças cardiovasculares na França, apesar da dieta rica em gorduras característica dos franceses. O hábito do vinho às refeições, universal na França, foi adotado como explicação para a existência desse paradoxo. Rico em certos flavonóides, o vinho teria propriedades antioxidantes que melhorariam a função vascular, reduzindo o número de ataques cardíacos e derrames cerebrais entre seus consumidores.

Três trabalhos importantes conduzidos nos últimos cinco anos, no entanto, sugeriram que essas propriedades protetoras não se restringiam ao vinho - um deles, publicado na prestigiosa revista "Circulation", com o título sugestivo de "Vinho, Cerveja e Destilados e o Risco de Infarto do Miocárdio: Uma Revisão Sistemática".

Recentemente, foi publicado o estudo mais completo sobre o tema. Nele, 38.077 homens de 40 a 75 anos, acompanhados no período de 1986 a 1998, enviavam a cada dois anos informações sobre seu estado de saúde, estilo de vida, consumo médio de álcool, concomitância do uso com as refeições e sobre o tipo de bebida ingerida: vinho tinto, branco, cerveja ou destilados.

Os autores padronizaram as quantidades de álcool presentes em um drinque de cada bebida da seguinte forma: uma lata de 355 ml de cerveja contém 12,8 g de álcool; um copo de 120 ml de vinho, 11 g de álcool e uma dose de 50 ml de destilado contém 14 g.

No período, ocorreram 1.418 casos de infarto do miocárdio. Abstêmios e os que bebiam em média menos do que 5 g/dia apresentaram risco semelhante. Nos demais, o risco de infarto caiu gradualmente de modo inverso ao total de álcool ingerido: no grupo de 5g a 10 g/dia, a redução de risco foi de 17%; no de 10g a 15g/dia, foi de 31%; e no que bebia 50 g ou mais por dia (quatro ou mais drinques diários) a redução foi de 52%.

Os níveis de redução de risco foram similares nas faixas etárias dos 40 aos 79 anos, e independentes do uso estar ou não associado às refeições. Nenhuma bebida mostrou ser superior a outra: vinho, cerveja ou destilados foram igualmente eficazes na prevenção de ataques cardíacos, fatais ou não.

Relação entre frequência e benefícios

Um dos achados mais importantes foi a confirmação de que a freqüência do uso guarda relação direta com os benefícios cardiovasculares: o grupo que bebia apenas uma ou duas vezes por semana apresentou redução de risco de 17%, contra 34% de queda entre os que bebiam de três a quatro vezes por semana. Esse achado está de acordo com trabalhos anteriores, como o projeto Monica conduzido na Austrália: homens que tomam nove ou mais drinques num único dia por semana apresentam duas vezes mais ataques cardíacos do que os abstêmios. Já os que tomam dois drinques diários, de cinco a seis vezes por semana, têm o risco diminuído em 64%.

A associação entre uso moderado freqüente de álcool e redução do risco de infartos do miocárdio, confirmada num estudo com 12 anos de duração, em que os 38 mil participantes enviaram mais de 200 mil relatórios para análise, não pode ser considerada cientificamente irrelevante.


Vale lembrar que a maioria dos especialistas afirma que as propriedades benéficas do vinho provêm, primariamente, das uvas, pois são elas que contêm os elementos "promotores de saúde" como:
  • Flavonóides: exercem efeitos antiinflamatórios e ação antioxidante - especialmente contra a oxidação dos ácidos graxos (lipídeos) que resulta na formação de radicais livres, responsáveis pelos fenômenos de formação da aterosclerose e trombose;
  • Procianidinas: aumentam a resistência das fibras colágenas, exercendo um efeito protetor sobre as paredes dos vasos sanguíneos,
  • Resveratrol: dissipa as plaquetas, aumenta a taxa de HDL (ou bom colesterol) e age dilatando os vasos sangüíneos.

No entanto, deve-se ressaltar que o consumo diário de frutas e vegetais também proporciona a absorção dessas substâncias inibindo efetivamente as reações oxidativas prejudiciais às células e diminuindo os riscos para as doenças do coração.

O consumo moderado equivale a no máximo duas taças de vinho ao dia. Há evidências, no entanto, de que o consumo excessivo de álcool associado a fatores de risco (como obesidade, colesterol alto, hipertensão) pode ter efeito contrário, ou seja, pode favorecer as moléstias cardiovasculares. Assim sendo, o uso indiscriminado de bebidas alcoólicas, inclusive de vinho, por razões de saúde, não deve ser incentivado. Estudiosos advertem que o álcool aumenta o risco para o desenvolvimento de câncer de mama e de intestino grosso, sendo um motivo para desaconselhar o seu uso.

Segundo a American Heart Association (Associação Americana do Coração), para quem deseja prevenir doenças cardíacas não existe nada melhor do que as práticas provadas ao longo do tempo, ou seja, ter uma dieta saudável, exercícios regulares e o peso adequado. Portanto, não existe motivo para se recomendar uma bebida alcoólica para diminuir os riscos para essas patologias.

Conduta médica
O que os médicos devem fazer então? Aconselhar os homens acima de 40 anos a beber todos os dias?

Os Alcoólicos Anônimos - grupo de auto-ajuda que presta serviços de grande alcance na recuperação de dependentes do álcool - consideram que existem pessoas já nascidas com tendência a abusar do álcool. Para elas, a única maneira de escapar do alcoolismo é ficar longe da bebida. Segundo eles, o número desses, que por razões bioquímicas se encontram em situação de risco para alcoolismo, é substancial: de 10% a 15% da população adulta (12 a 15 milhões de pessoas no Brasil).

Os efeitos nocivos do alcoolismo são muito graves para corrermos riscos: violência, trauma, acidentes de trânsito, cirrose, câncer, psicoses, dissolução do núcleo familiar (para enumerar alguns). Substituir uma doença por outras não é o que a sociedade espera da medicina.

Como diz Ira Goldberg, da Universidade de Columbia: "Se o álcool fosse uma droga recém-descoberta, nenhuma companhia farmacêutica ousaria comercializá-la para diminuir a incidência de doenças cardiovasculares. Nem os médicos a indicariam para reduzir de 25% a 50% do risco de infarto, às custas de milhares de mortes por outras causas".

Pessoalmente, estou de acordo, mas acho que os dados sobre a redução de risco de doença cardiovascular - principal causa de morte na sociedade moderna - associada ao uso de álcool em quantidades moderadas devem ser discutidos com clareza, especialmente com as pessoas que já tiveram infarto ou correm grande risco de tê-lo.

Desde que não percam o controle, elas podem se beneficiar do uso de bebidas alcoólicas, sem esquecer que deixar de fumar, controlar o diabetes, a pressão arterial, os níveis de colesterol e fazer exercício físico são medidas ainda mais importantes na redução do risco de doenças cardiovasculares, câncer e muitas outras, com a vantagem de não provocar ressaca nem dependência química.


Fontes
http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/348/o-alcool-e-o-coracao
http://cyberdiet.terra.com.br/vinhos-o-segredo-e-a-moderacao-2-1-1-27.html

Intervenção Nutricional É Eficaz no Controle da Glicemia

Recebi este artigo de um site especializado em Nutrição. Apesar da linguagem técnica, o artigo mostra como o processo de reeducação alimentar por melhorar a qualidade de vida daqueles que estão com diabetes tipo II.

Estudo publicado na revista científica British Medical Journal mostrou que a orientação dietética individualizada e intensiva tem melhora considerável sob o controle da glicemia e medidas antropométricas em pacientes com diabetes tipo 2.

Durante décadas, estudos científicos mostraram que o consumo adequado de energia e nutrientes melhora o controle glicêmico e reduz o risco de complicações. Deste modo, as modificações do estilo de vida, em particular as recomendações nutricionais, são fundamentais no tratamento bem sucedido para o diabetes tipo 2. No entanto, o principal fator para o insucesso do tratamento é a falta de adesão às orientações nutricionais. Além disso, com o surgimento de novos hipoglicemiantes orais, o aumento do uso de insulina e a prescrição frequente de estatinas e anti-hipertensivos trazem maior dependência da terapia farmacológica ao invés do tratamento nutricional.

A dependência exclusiva da terapia farmacológica, como forma de compensar a falta de adesão às orientações nutricionais, torna mais difícil o controle de glicemia. Estudos prévios mostraram que a adição de insulina em pacientes que fazem uso de hipoglicemiantes orais (sulfonilureias e metformina) pode levar ao ganho de peso e maior risco de episódios de hipoglicemia.

Portanto, o objetivo dos pesquisadores foi investigar em que medida o aconselhamento dietético intensivo é capaz de influenciar o controle glicêmico e fatores de risco para doenças cardiovasculares em indivíduos com diabetes tipo 2, que apresentaram hiperglicemia persistente, apesar do tratamento medicamentoso ter sido otimizado.

O estudo, denominado Lifestyle Over and Above Drugs in Diabetes (LOADD) study, é um ensaio clínico randomizado (aleatório) e controlado, com duração de seis meses, realizado pela Universidade de Otago, Nova Zelândia.

Os pacientes foram randomizados (distribuídos aleatoriamente) em dois grupos: controle, sem intervenção dietética intensiva e o grupo intervenção, que teve orientações dietéticas intensivas baseadas nas recomendações da Associação Europeia para Estudo do Diabetes (EASD). Os dois grupos receberam aconselhamento para realizar pelo menos 30 minutos de atividade física de intensidade moderada, na maioria ou todos os dias da semana.

A ênfase da orientação foi em relação às quantidades adequadas de alimentos, estímulo à ingestão de legumes, frutas, verduras, cereais integrais, peixes, nozes, laticínios com pouca gordura e carne magra, quando consumida.

No primeiro mês do estudo, cada participante do grupo intervenção teve duas sessões individuais com nutricionista, em seguida, sessões mensais por cinco meses. Além disso, esse grupo recebeu sessões de educação nutricional nos primeiros dois meses e ligação telefônica entre as visitas para reforçar as recomendações dietéticas e dar apoio adicional. Os membros da família foram incentivados a participar das sessões de educação alimentar.

O principal desfecho clínico analisado foi HbA1c e os desfechos secundários incluíram medidas de adiposidade (avaliação antropométrica), pressão arterial e perfil lipídico.

“A redução da HbA1c pode parecer modesta, mas outros estudos confirmam que qualquer redução da HbA1c já é favorável em reduzir o risco de complicações do diabetes tipo 2”, explicam os pesquisadores.

“O fato de que os participantes eram voluntários e estavam preparados para fazer mudanças significativas no estilo de vida, durante os seis meses da intervenção, pode ser percebido como um dos pontos fracos do estudo. No entanto, um elevado nível de motivação e de adesão à terapia nutricional é um requisito essencial para o tratamento do diabetes”, concluem.

Fonte: Nutritotal

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Brownie de Chocolate sem Glúten!

Meus últimos posts tem sido apenas receitas.
Queria me desculpar com aqueles que esperam algo além disso, mas assim que me reorganizar, vou parar e escrever algumas coisas. Por enquanto, deixo mais uma receita para os amigos Celíacos.

Farinha sem glúten feita em casa:
60grs de polvilho doce (1/2 xícara de chá)
60 grs de farinha de arroz (1/2 xícara de chá)
4grs de Goma Xantana (2colh. rasas de chá)
Misturar os três ingredientes.

Brownie 
Ingredientes
4 ovos inteiros
250grs de açúcar (2 xícaras de chá)
120grs de margarina sem lactose (1xícara de chá)
100grs de chocolate em barra Ouro Moreno * (derreter em banho-maria)
100grs de farinha sem glúten
1 colher de chá de baunilha
200grs de nozes grosseiramente picadas (peso sem a casca)
1 colher de café de fermento em pó

Modo de Fazer
Bater a manteiga com o açúcar e depois colocar os ovos. Bater bem.
Colocar o chocolate derretido. Bater mais um pouco.
Acrescentar a farinha sem glúten, a baunilha. Misturar bem.
Colocar as nozes picadas e o fermento em pó. Misturar delicadamente.
Ligar o forno para pré aquecer o forno por 10 minutos no máximo.
Enquanto o forno é pré aquecido, untar generosamente uma assadeira (20cm x 30cm – medida interna) com margarina. Despejar a massa.
Assar em forno médio (180graus) entre 30 e 40 minutos – depende de cada forno.
Cortar em quadradinhos e desenformar quando morno.

O Chocolate usado nessa receita foi o Chocolate Ouro Moreno que é feito sem leite, sem glúten e sem soja. Ele é vendido em barras de 20grs. Nesse caso, seriam 5 barras. Caso não encontrem pode ser de outra marca sem glúten e sem lactose, de preferência meio amargo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Bolo de Manga

A receita não foi "desenvolvida" na Cozinha Experimental, mas praticada. E, pelos elogios recebidos, estou postando para quem desejar fazer.

Receita I

Ingredientes
1 manga grande cortada em pedaços
1/2 xícara (chá) de leite
2 colheres(sopa) de óleo
2 xícaras (chá)de acúcar
2 xícaras (chá)de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 ovos

Preparo:
Bata bem no liquidificador a manga, o leite, o óleo e os ovos
Transfira para uma vasilha e acrescente o acúcar, a farinha e o fermento e misture bem
Despeje em uma fôrma untada e enfarinhada e asse em forno médio pré - aquecido
Desenforme e sirva com fatias de manga.

outra opção é esta:

Receita II
Ingredientes:
2 mangas
1/2 xícara de chá de leite
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
3 colheres de manteiga
1 colher de pó royal
2 ovos

Preparo:
Pique a manga sem casca e coloque em uma panela com 6 colheres de açúcar e 1 colher de manteiga
Deixe que vire uma calda, quando estiver com a calda grossa retire e passe em uma peneira colocando essa calda na forma
Depois bata as 2 colheres de manteiga e o restante do açúcar, vai colocando os ovos de 1 a 1
Depois com a batedeira batendo coloque a fafrinha e o leite intercalando, é só colocar o pó royal e misturar
Coloque a massa em cima da calda e coloque no forno pré-aquecido depois de 25 minutos
Desligue espere esfriar e desenforme.
Dica: procure usar mangas mais maduras, macias. É mais fácil achar o ponto de calda. Mangas mais "verdes", levam mais tempo para chegar ao ponto de calda e ainda mantém os cubinhos.