terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quais São Suas Metas?

Todos nós temos objetivos em nossa vida, seja profissional ou pessoal. Mesmo que não estejam claros, você teve ter um sonho, o desejo de construir, conhecer, desenvolver, realizar alguma coisa.

O processo de alcançar metas é constuído diariamente, pequenas ações ( como peças soltas de um quebra cabeça), que vamos achando, acrescentando, o que resultará em um produto final. Por exemplo: juntamos todo mês uma quantia de dinheiro e no fim do ano, podemos realizar uma viajem, ou, esudamos todos os dia 1 hora, e quando chega o dia da prova, consegue obter ótimos resultados.

Quando queremos emagrecer precisamos montar um projeto, sério, onde vai ser exigido principalmente nosso comprometimento.

Como montamos um projeto? Simples, mas temos que ter seriedade nesse processo.

Vamos lá:

1 – Qual seu objetivo : perder peso com saúde

2- O que posso fazer para conquistar esse objetivo? procurar um bom profissional que possa me auxiliar (nutricionista, psicólogo, preparador físico,etc..)

3- Quais são os passos seguintes para essa conquista? disciplina, organização, determinação.

Esses são pequenos exemplos, mas pode selecionar vários aspectos e montar o seu processo.

O que acha de montar o seu agora? Não perca mais tempo, os minutos passam, os dias, meses, tempo perdido que não recuperamos.

Então, pare de reclamar, de sentir-se triste, e faça algo por você!

Emagreça, melhore sua auto estima e aprenda a ter objetivos, com certeza se sentirá mais confiante.

Luciana Kotaka – Psicóloga
Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares
Curitiba -PR

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Adoçantes... Cuidado.

Muitos com certeza já provaram algum alimento com um adoçante artificial não é mesmo? Muitas pessoas pensam que o adoçante é uma forma interessante de se reduzir calorias e de ajudar a perder peso. O que se observa na nossa população é que se tem introduzido esta substância cada vez mais na alimentação por achar que é melhor que o açúcar, por não ter calorias, por estar sendo saudável e outro pensamentos. Vocês já observaram que muitas pessoas que estão um pouco acima do peso, ou que estão querendo perder peso que consomem estes alimentos zero açúcar, zero calorias, diet e light sem modificar o hábito alimentar continuam com o mesmo peso?

Vamos desmistificar o poder que o adoçante tem. Irei citar os adoçantes artificiais mais comuns como o acessulfame k, ciclamato de sódio, aspartame e sacarina sódica. O adoçante foi criado pela indústria para substituir o açúcar refinado por este ser um vilão e para dar mais liberdade aquelas pessoas que tanto amam doces e gostam de ter este sabor no dia a dia.

Em vários estudos documentados mostra-se que os adoçantes em geral são codificados pelos mesmos receptores que o açúcar na língua e também no intestino o que leva a uma maior absorção de glicose pelo corpo. A consequência disto é uma elevação na abosrção da glicose e uma maior conversão desta em gordura, ou seja, aumento do peso. Além disto esta maior abosrção da glicose leva a uma elevação na secreção de insulina, o que pode trazer também uma resistência a insulina.

Outro fator é que os adoçantes quase sempre estão associados a alimentos com calorias vazias como os produtos zero, light, diet. E o sabor doce é preditivo ao consumo de calorias do alimento. Este dado quer dizer que mesmo consumindo produtos com zero calorias mas com sabor doce, leva a um maior consumo de calorias porque o corpo não recebeu as calorias que ele "pensou" que havia no alimento com sabor doce consumido. Esta ingestão destes produtos leva então, a uma maior ingestão de alimentos, aumento do peso corporal, adiposidade e diminuindo a compensação calórica.

Estudos também mostram a relação entre insônia e o consumo de adoçantes. Pessoas que consomem adoçantes artificiais tem alterações no sono, dificuldade para dormir. Outros sintomas ligados ao consumo de adoçantes são agitação, irritabilidade, inchaço, dificuldade de concentração, má digestão e aumento na produção de gases.


O Uso Exagerado Faz Comer Mais

Um estudo publicado pela revista “NeuroImage” da Holanda revela que o uso de adoçante faz as pessoas comerem mais. De acordo com a pesquisa, doces e bebidas com adoçante não dão a mesma sensação de prazer dos produtos feitos com açúcar. Desta forma, o cérebro não consegue ser ‘enganado’ e só a glicose causa liberação de neurotransmissores que dão a sensação de bem-estar, como a serotonina.
O estudo avaliou a resposta do cérebro de dez pessoas antes e depois de tomar suco de laranja com açúcar ou adoçante. O resultado foi que tanto a sensação de prazer quanto a vontade de comer doce foi diferente nos dois casos. Apesar de o poder adoçante dos produtos artificiais ser maior do que o do açúcar, a mensagem de que estamos ingerindo algo doce não chega até o cérebro.
As papilas gustativas são sensíveis às fórmulas, mas muitas delas não são metabolizadas pelo organismo e são eliminadas sem serem digeridas. A única exceção se dá com a frutose, derivada de frutas ou mel. Quando metabolizado, o adoçante se transforma em glicose. Sem o prazer proporcionado pela glicose, o consumidor acaba exagerando na ingestão de produtos diet.

Os médicos recomendam que as pessoas que não têm restrição ao açúcar não devem substituir doces por alimentos com adoçantes. Para eles, é melhor porções pequenas de doce ou carboidrato do que comer mais produtos diet para tentar buscar a mesma sensação.

Compulsão Por Doces

Muitas pessoas relatam que tem dificuldades em comer pouco, com moderação, tem muita vontade de comer doces ou guloseimas. Este é um fator muito associado a deficiências nutricionais e a alterações hormonais.

A compulsão alimentar nada mais é que o corpo anunciando que precisa de um determinado alimento e que ele não está funcionando adequadamente. Este sintoma aparece geralmente em pessoas que são mais ansiosas, agitadas, nervosas ou até mesmo em outras.

A compulsão por doces nos remete a falta que eles estão fazendo no corpo e por isso ele nos emite algum sinal para aumentarmos a ingestão. O aumento da vontade de comer doces geralmemte está relacionado com a diminuição do hormônio da serotonina, que é o hormônio do humor. Quando há diminuição deste o corpo precisa de doces para aumentar a sensação de prazer. Mas não é o doce que faz isso, mas sim outro mecanismo mais complexo de se explicar por aqui. Outro fator ligado é a resistência a insulina. Pessoas com esta resistência tendem a querer mais doces porque a insulina não consegue colocar o açúcar para dentro das células e produzir energia e assim parece que não tem açúcar nunca e o corpo emite sinais porque ele precisa de açúcar. A mesma explicação serve para os diabéticos descompensados (sem controle correto).

O aumento do hormônio cortisol, que está relacionado ao o estresse e ansiedade também faz aumentar esta ingestão. Falta de zinco, magnésio, vitamina B6, B12, colina, selênio e outros minerais quando deficientes aumentam a ingestão de doces.

Algumas patologias também estão associadas como a depressão, hiperatividade, diabetes, resistência a insulina, síndrome do ovário policístico, câncer e outras menos comuns.

Aqui algumas dicas para diminuir esta compulsão por doces: aumentar a ingestão de banana porque é rica em triptofano, aminoácido precursor da síntese da serotonina, comer abacate que diminui o cortisol, oleaginosas que são ricas em vitaminas e minerais importantes, frutas secas por ajudar também nos sintomas da TPM e por serem ricas em fibras, comer sempre de 3 em 3 horas, isso é muito importante, evitar o consumo de adoçantes, colocar a canela porque é doce e ainda diminui a absorção de açúcar.

Dica interessante: comer banana com canela ou frutas secas nos intervalos e por mais que seja banal - comer de 3 em 3 horas sempre!!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Estudo Avalia Efeitos do Consumo Restrito de Proteínas Durante a Gestação

A importância de uma alimentação balanceada para o funcionamento saudável do organismo não é novidade. Mas, agora, pesquisa realizada no Centro Biomédico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) apresenta um dado que reforça a necessidade da boa nutrição: o estilo da alimentação durante a gravidez tem efeitos não só para a mãe, mas pode ser determinante para a qualidade da saúde dos filhos, durante a vida adulta, e continuar influenciando até mesmo a saúde dos netos. O trabalho, coordenado pelo professor e médico Carlos Alberto Mandarim-de-Lacerda no Laboratório de Morfometria, Metabolismo e Doença Cardiovascular da universidade, mostrou que, em roedores, uma dieta materna carente em proteínas durante a gestação prejudica a formação de determinados órgãos dos filhotes – como o pâncreas – tanto na primeira geração (filhos), como na geração seguinte (netos), levando ao desenvolvimento precoce de diabetes tipo 2.

A explicação para o fenômeno, observada pela equipe do professor Mandarim-de-Lacerda, depois de oito anos de estudos, é simples. A alimentação materna com níveis insuficientes de proteínas, durante a gravidez, causa alterações estruturais no pâncreas dos filhotes ainda no útero materno. Mais especificamente, a formação das chamadas células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, é prejudicada. “Os filhotes dessas mães e seus netos nascem com um número consideravelmente menor de células beta pancreáticas, em relação aos filhotes de mães alimentadas com um nível adequado de proteínas”, explica o professor. Para quantificar o número de células beta do pâncreas desses filhotes, os pesquisadores analisam a massa destas células nos cortes histológicos do órgão, com o uso de uma técnica chamada de estereologia, e comparam com a massa celular dos filhotes de mães normais (alimentadas com nível de proteína normal, grupo controle).

Com a produção reduzida do hormônio insulina, o organismo passa a ter dificuldade para metabolizar glicose, que acaba se acumulando no sangue e provoca o diabetes – um importante fator de risco associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, de deficiências na microcirculação, da insuficiência renal e até da cegueira. Essas alterações na formação das células beta pancreáticas trazem problemas para o resto da vida do recém-nascido. “As células beta do pâncreas normalmente são formadas apenas durante a gestação. Depois do nascimento, elas não podem mais ser formadas”, esclarece.

Por esse motivo, as alterações estruturais no pâncreas trazem efeitos praticamente irreversíveis, mesmo que os filhotes sejam alimentados normalmente após o nascimento até a maturidade. “Quando o indivíduo é jovem, mesmo que tenha menos células beta do que o normal, ele ainda consegue manter o equilíbrio nos níveis de glicose no sangue. Mas na medida em que, com o avanço da idade, elas vão morrendo naturalmente, o corpo não responde mais ao excesso de glicose e o indivíduo adulto apresenta diabetes tipo 2 invariavelmente mais cedo, e não apenas na terceira idade”, completa o chefe do laboratório, lembrando que o aumento da longevidade no País é um fator que vai contribuir para tornar esses efeitos mais nítidos. “Se uma criança nascer programada para ter diabetes tipo 2 aos 30 anos, ela vai chegar aos 50 com todas as complicações possíveis.”

Uma questão social

O estudo teve como desdobramento a publicação de um artigo na conceituada revista britânica Clinical Science e será tema de outro artigo a ser publicado, ainda neste semestre, na americana Mechanisms of Ageing and Development. Para Mandarim-de-Lacerda, que é Cientista do Nosso Estado, programa símbolo da Fundação, e que vem recebendo apoio da FAPERJ ao longo dos últimos anos por meio de editais, como o Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) e o Apoio às Universidades Estaduais do Rio de Janeiro, os resultados da pesquisa alertam para a necessidade de formulação de políticas de saúde pública que considerem o custo social dessa herança perversa. “Como os casos de desnutrição de mulheres grávidas no Brasil ainda persistem, é preciso contabilizar o custo que o Estado terá em um futuro próximo com o tratamento das gerações descendentes dessas mães que tiveram restrição proteica na gravidez”, destaca.

O aumento dos casos de obesidade, que já é considerada uma epidemia no Brasil, inclusive nas classes sociais mais desfavorecidas, é outro fator que complica esse quadro. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em agosto de 2010, mais da metade da população adulta brasileira está acima do peso. “Geralmente o obeso é um desnutrido, que geralmente se alimenta com refeições hipercalóricas e come pouca proteína”, explica o professor. Por isso, a população obesa feminina poderia ser enquadrada no grupo que sofre restrição proteica, principalmente durante a gravidez, “programando” seus filhos e netos para ter complicações precoces. Se a grávida desenvolver diabetes e for hipertensa, além de ter um consumo insuficiente de proteínas, os danos ao feto se potencializam. “Do ponto de vista da gestão da saúde pública, esse problema é uma equação que não fecha”, alerta.

A ideia de criar essa linha de pesquisa no Laboratório de Morfometria, Metabolismo e Doença Cardiovascular da Uerj surgiu por influência da chamada Teoria de Barker. Na década de 1980, o epidemiologista David Barker observou que a população da Holanda na faixa dos 40 anos apresentava complicações, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e dislipidemia, em níveis bem superiores em relação ao restante da população europeia. Barker localizou a origem dessa disparidade na Segunda Guerra, quando as mães dessa geração com a saúde comprometida precocemente sofreram privações alimentares. “Por serem filhos de mulheres que sofreram restrição proteica durante a gestação, eles provavelmente tinham menor número de células beta no pâncreas, de cardiomiócitos no coração e de glomérulos nos rins, ou seja, estavam programados para apresentar doenças antes do normal”, justifica Mandarim-de-Lacerda. Hoje, essa teoria é um fato aceito internacionalmente, com o nome de imprinting ou programming.

Óleo de peixe: benefícios

Outra vertente de pesquisa em curso no laboratório é a avaliação dos efeitos da ingestão regular de óleos comestíveis, como o óleo de peixe, na saúde dos animais. Em um dos diversos trabalhos nessa linha, Mandarim-de-Lacerda e sua equipe identificaram que o consumo de óleo de peixe por filhotes de mães submetidas a uma dieta pobre em proteínas durante a gravidez foi responsável por uma melhoria considerável do metabolismo. A pesquisa foi publicada na revista científica Journal of Nutritional Biochemistry. “O estudo mostrou evidências de que a ingestão regular de óleo de peixe, rico em lipídios poli-insaturados, pode reverter as alterações no fígado e no tecido adiposo geradas pela dieta materna com restrição proteica”, afirma.

Um segundo trabalho também com óleo de peixe, publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology, apresentou resultados animadores. Ele revelou que as fêmeas grávidas submetidas a uma dieta com restrição proteica e que, no mesmo período, ingeriram suplementos do óleo, tiveram filhotes normais. “Em relação à parte bioquímica do fígado e do tecido adiposo, esses filhotes nasceram sob as mesmas condições daqueles cujas mães receberam uma dieta equilibrada na gravidez”, relata. Sem dúvida, os experimentos com óleo de peixe apontam perspectivas positivas. Quem sabe, um dia, o consumo regular desse suplemento possa ser indicado como uma alternativa complementar para ajudar a reverter as complicações causadas pela restrição proteica durante a gestação.

Autora: Débora Motta
Fonte: FAPERJ

Intervenção dietética é eficaz no tratamento do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade

Pesquisadores holandeses publicaram na revista “The Lancet” um estudo que observou efeitos benéficos do tratamento nutricional, através da ingestão de alimentos hipoalérgicos em crianças com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

O objetivo primário do estudo foi investigar o impacto do tratamento nutricional, através da restrição de alimentos e compostos que influenciam no TDAH, como aditivos alimentares, corantes artificiais e aromatizantes, emulsificantes, nitratos e sulfitos, entre outros. Já o objetivo secundário foi analisar o papel da alergia alimentar na indução do transtorno.

Trata-se de um estudo randomizado, controlado, dividido em duas fases. A primeira fase consistiu no recrutamento de crianças de 4-8 anos (n = 100) diagnosticadas com TDAH, em que foram divididas em dois grupos, durante cinco semanas, à dieta com restrição à determinados alimentos (grupo dieta de eliminação, n = 50) ou dieta geral com recomendações de hábitos saudáveis (grupo controle, n = 50).

A dieta de eliminação foi baseada segundo a proposta de Hill e Taylor (2001) que consiste em número limitado de alimentos hipoalergênicos, como o arroz, peru, cordeiro, legumes e verduras (alface, cenoura, couve-flor, repolho e beterraba), pêras e água. Todos os outros alimentos foram proibidos, sendo os demais legumes, frutas e carnes permitidos apenas sob supervisão. O cálcio foi fornecido diariamente através de bebidas não lácteas com adição de cálcio. O objetivo foi de propor uma dieta de eliminação tão abrangente quanto possível para cada criança, a fim de tornar a intervenção mais viável.

As crianças que apresentaram melhorias clínicas quando submetidas à dieta de restrição (melhora de pelo menos 40% na escala de classificação da doença) prosseguiram para a segunda fase do estudo. Os alimentos que estimulam a síntese de IgG (imunoglobulina G) e alimentos que não estimulam IgG (classificados em de acordo com a resposta individual da criança, através de testes no sangue), foram adicionados à dieta para avaliar o efeito da hipersensibilidade alimentar mediada por IgG (ativada principalmente na presença de antígenos e toxinas).

Entre o início e o final da primeira fase, o grupo da dieta de eliminação melhorou em 23,7% o escore para classificação do TDAH em relação ao grupo controle (p < 0,0001). A pontuação total das crianças submetidas à dieta de eliminação que continuaram até o final da segunda fase diminuiu em 20,8% (p <0,0001), em relação ao grupo controle, em que a pontuação foi aumentada de acordo com os sintomas da doença.

No entanto, na segunda fase, em que as crianças foram avaliadas de acordo com a ingestão de alimentos capazes de ativar ou não IgG, a recidiva dos sintomas de TDAH ocorreu em 19 das 30 (63%) crianças, independente dos níveis de IgG no sangue.

“A dieta de eliminação rigorosamente supervisionada é um valioso instrumento para avaliar se o TDAH é induzido por alimentos. No entando, a prescrição de dietas com base em exames de sangue IgG deve ser desencorajado, pois não houve diferença na recidiva dos sintomas entre os alimentos que aumentam ou não IgG no sangue”, comentam os pesquisadores.

“Portanto, nosso estudo mostra efeitos consideráveis de uma dieta de eliminação de alimentos envolvidos no desenvolvimento TDAH. Assim, postulamos que a intervenção nutricional deve ser considerada em todas as crianças com TDAH, desde que os pais estejam dispostos a seguir uma dieta restrita, e desde que seja feita sob supervisão de especialistas para evitar o desequilíbrio nutricional”, concluem.

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro
Fonte: Nutritotal

Como funcionam e quais são os principais efeitos adversos dos medicamentos para a obesidade?

Existem diversas classes de agentes farmacológicos utilizados no tratamento da obesidade. Atualmente existem cinco medicamentos registrados no Brasil (anfepramona, femproporex, mazindol, sibutramina e orlistate). A Associação Brasileira de Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) publicou em 2010 um posicionamento oficial sobre as opções terapêuticas para o tratamento da obesidade e do sobrepeso, com atualização nas indicações, efeitos adversos e posologia, com base nas evidências científicas disponíveis. Foram utilizados os seguintes critérios para classificar o grau de recomendação e força de evidência:

A: Estudos experimentais e ou/observacionais de melhor consistência;
B: Estudos experimentais e ou observacionais de menor consistência;
C: Relato de casos;
D: Opinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos, estudos fisiológicos ou modelos animais.

· Anfepramona (dietilpropiona)

É um agente noradrenérgico que inibe a fome. Este medicamento estimula sistema nervoso central (SNC) aumentando a liberação de noradrenalina dentro da fenda sináptica dos neurônios hipotalâmicos, que estimula os receptores noradrenérgicos diminuindo, assim, o apetite. Os principais efeitos colaterais são secura na boca, insônia, cefaleia e obstipação intestinal e, mais raramente, irritabilidade e euforia. No entanto, ainda são necessários mais estudos que comprovem a segurança do seu uso, em longo prazo, em indivíduos com doença cardiovascular. A ABESO recomenta, em nível A, o uso da anfepramona para o tratamento da obesidade e sobrepeso nas doses de 50 a 100mg diárias. A anfepramona é eficaz no tratamento da obesidade, desde que seja acompanhada de aconselhamento nutricional e o incentivo à prática de atividade física.

· Femproporex

É um inibidor do apetite derivado da anfetamina, de ação catecolaminérgica, que atua no SNC, sendo utilizado no tratamento da obesidade desde a década de 70. No entanto, existem poucos estudos controlados publicados sobre o seu uso, devido às diferentes doses e critérios de avaliações de perda de peso utilizados nos estudos. A boca seca, insônia, irritabilidade, euforia e taquicardia são os efeitos adversos mais relatados. Além disso, foram relatados casos em que o fármaco induziu à dependência química. A ABESO recomenda, em nível C, que o femproporex é eficaz no tratamento da obesidade e do sobrepeso, desde que seja acompanhada de aconselhamento nutricional e incentivo à prática de atividade física, na dose de 25mg (nível B de recomendação).

· Mazindol

É um medicamento anorexígeno, não anfetamínico, que estimula o SNC, bloqueando a recaptação de noradrenalina nas terminações pré-sinápticas. A ABESO recomenda, em nível B, que o mazindol é eficaz no tratamento da obesidade e do sobrepeso nas doses de 1 a 3 mg de mazindol ao dia, para indivíduos adultos de 18 a 60 anos. No entanto, a eficácia e a segurança em adolescentes e idosos não estão comprovadas. Os principais efeitos colaterais relatados são boca seca, constipação, náuseas, distúrbios do sono e tonturas. A medicação deve ser tomada uma hora antes das refeições.

· Sibutramina

A sibutramina atua no sistema nervoso central inibindo a recaptação de serotonina e noreadrenalina nas terminações nervosas, e esta ação tem efeitos anorexígenos e sacietógenos, pois amplificam os sinais de saciedade e induz à sensação de plenitude. Estudos demonstram que a sibutramina melhora os parâmetros da síndrome metabólica (glicemia de jejum, triacilglicerois e HDL-colesterol). A ABESO recomenda, em nível A, que a sibutramina é eficaz no tratamento da obesidade, do sobrepeso e dos componentes da síndrome metabólica, desde que seja acompanhado de aconselhamento nutricional e incentivo à prática de atividade física. A sibutramina está indicada para adultos até 69 anos de idade e pode ser uma opção terapêutica nos casos de obesidade resistente ao tratamento não farmacológico, a partir dos 12 anos de idade, na ausência de hipertensão não controlada ou distúrbios psiquiátricos. A boca seca, obstipação, cefaleia e insônia são os efeitos adversos mais frequentes. Em menor frequência pode ocorrer irritabilidade, ansiedade, náuseas e taquicardia. A ABESO alerta que, em pacientes hipertensos, sua administração deve ser acompanhada com controles constantes da pressão arterial e da frequência cardíaca. Além disso, a sibutramina é contraindicada em pacientes com história de doença cardiovascular, incluindo doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório, arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial periférica ou hipertensão não controlada (acima de 145/90 mmHg). A sibutramina pode ser usada em doses de 10 ou 15mg por dia e, na dose máxima de 20mg por dia, em casos específicos.

· Orlistate

É um inibidor da lipase pancreática e gastrointestinal, aprovado em 1999 como o primeiro de uma nova classe de agentes antiobesidade, que não possui efeito no SNC. No trato gastrointestinal, o orlistate inibe a ação de hidrólise das lipases pancreáticas e gástricas, impedindo a absorção da gordura dietética. Quando não absorvida, os triacilglicerois são excretados nas fezes, juntamente com o colesterol e vitaminas lipossolúveis. Tomado juntamente com as refeições, o orlistat reduz em 30% a absorção das gorduras ingeridas. Segundo a ABESO, em nível A de recomendação, afirma que o orlistate, associado ao aconselhamento nutricional e à prática de atividade física, é eficaz no tratamento da obesidade, sobrepeso e da síndrome metabólica. Por ser um medicamento que não tem ação central, pode ser associada às demais drogas antiobesidade. Dentre os efeitos adversos mais comuns estão fezes amolecidas, presença de óleo nas fezes, urgência fecal, incontinência fecal, flatulência e, menos frequentemente, dores abdominais e retais. Assim, este medicamento não deve ser utilizado em pacientes com síndrome de má absorção crônica, colestase, ou em pacientes em uso de amiodarona, varfarina ou ciclosporina. O orlistate pode ser utilizado a partir dos 12 anos de idade desde que seja feito o monitoramento dos níveis de vitamina D.

A ABESO recomenda que o uso de medicamentos no tratamento da obesidade e sobrepeso está indicado quando houver falha do tratamento não farmacológico, em pacientes:
· com IMC igual ou superior a 30 kg/m²;
· com IMC igual ou superior a 25 kg/m² associado a outros fatores de risco, como a hipertensão arterial, DM tipo 2, hiperlipidemia, apneia do sono, osteoartrose, gota, entre outras;
· ou com circunferência abdominal maior ou igual a 102cm (homens) e 88cm (mulheres).

Fonte: Nutritotal

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Para Se Motivar

Para se alcançar objetivos, temos que ter persistência.
Já pensaram nisso?

E como persistir em manter a alimentação equilibrada, ir a academia, senão perde peso rápido?

Percebe-se nesse momento o primeiro erro do processo: perder peso rápido.

Será possível perder o peso que acumulou durante meses, anos, tão rapidamente, draticamente?

Podemos pensar: podemos sim!

Claro, existem vários remédios e promessas milagrosas que disparam essa ilusão, e você é claro, achou que era grande solução.

Errado! Mesmo nas cirurgias bariátricas, é necessário a mudança do comportamento alimentar, pois segunda estatísticas, a pessoa volta a engordar se não cuidar de sua alimentação e de seu corpo com exercícios.

No momento essa é a realidade, não existe mágica. O que existe é somente mudança de comportamento, tanto alimentar como emocional.

Voltando a observar a imagem acima, fica claro que para se alcançar um objetivo, é preciso comprometimento, tema este que tenho enfatizado aqui nos textos do blog.

Porém, vejo por aí muitas posturas derrotistas, imediatistas. Pessoas que querem perder peso rapidamente, e ao primeiro obstáculo, se acham a última ervilha do pote.

Atitudes como esta não geram sucesso, e sim uma sequência de derrotas.

Te convido a mudar essa situação. Trace metas pequenas e realistas, e vai conquistando suas vitórias aos poucos, sem pressa.

Mude a forma de encarar a atividade física. Veja como um grande benefício que se dará de presente. Não foque na perda de peso, e sim no ganho da saúde.

Lembrem-se, que para chegarmos a um grande resultado, cairemos muitas vezes, mas tem que ter confiança de que pode e vai alcançar o topo da montanha.

Luciana Kotaka – Psicóloga Clínica
Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares
www.lucianakotaka.com.br
Curitiba – PR

A Difícil Tarefa de Tratar a Obesidade sem Medicamentos

Atualmente temos muito poucos remédios para o tratamento da obesidade e aparentemente vamos perdê-los todos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária já vem anunciando a sua intenção de retirar do mercado todos os medicamentos para o tratamento da obesidade que atuem no Sistema Nervoso Central. Acontece que a fome e a saciedade ocorrem no cérebro e todos os medicamentos com algum efeito real no tratamento da obesidade atuam nesse local.

A questão levantada pela Anvisa é a mesma das demais agências reguladoras de medicamentos do mundo: os possíveis efeitos colaterais dessas drogas. Esses efeitos seriam mais arriscados do que os benefícios das mesmas. Essa afirmação tem sido questionada pela maioria das sociedades médicas mundiais que tratam as pessoas com sobrepeso e obesidade.

Na verdade, todos os medicamentos podem causar efeitos colaterais. Quando usamos um medicamento nós pesamos os riscos e benefícios. Basta olharmos as bulas dos antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, antidepressivos, anticonvulsivantes, redutores de colesterol, anti-hipertensivos... Todos são passíveis de efeitos colaterais. Eles devem ser usados com critérios, seu uso deve ter a vigilância apropriada, mas nem por isso devem ser suspensos do mercado.

A obesidade é vista como uma falta de força de vontade e não como uma doença. Uma fraqueza, uma desorganização da vida pessoal, onde a pessoa não consegue se controlar. Quase um desvio de conduta. É claro que essa visão preconceituosa da obesidade tira dela o crivo de uma doença crônica e grave, muito diferente do tratamento rigoroso dedicado à hipertensão arterial, ao diabetes, às doenças do excesso de colesterol e tantas outras. Essas doenças são agraciadas com múltiplas drogas que saem no mercado todos os anos, de maneira que podemos escolher qual delas usar.

Para a obesidade a coisa é muito mais difícil. Temos poucos medicamentos eficazes e provavelmente eles serão retirados do mercado, deixando-nos sem opções no tratamento dos pacientes obesos. Resta-nos apelar pela força de vontade deles, como se eles fossem doentes "pela falta de força de vontade".
O tratamento da obesidade depende de um conjunto de fatores que envolvem mudanças no estilo de vida, políticas de saúde, regras mais rigorosas para a industrialização, comercialização e publicidade dos alimentos e combate ao sedentarismo. Além disso, ela requer o uso de medicamentos, como qualquer outra doença crônica.

ANVISA vai Rever Venda de Emagrecedores

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quer proibir o consumo e venda no Brasil da sibutramina e de outros inibidores de apetite derivados das anfetaminas (anfepramona, fempropox e mazindol). Alguns remédios que contêm sibutramina são Reductil, Plenty, Saciette, Biomag, Vazy, Slenfig, Sibutran e Sigran.

A proposta será discutida em audiência pública em Brasília na próxima quarta-feira, dia 23. Depois disso, a decisão será tomada pela diretoria da agência. A avaliação da Câmara Técnica de Medicamentos da Anvisa é que o risco potencial à saúde desses produtos supera os benefícios.

No caso da sibutramina, a manutenção da perda de peso a longo prazo seria difícil e não compensaria os possíveis danos ao sistema cardiovascular.
Já os anfetamínicos trariam riscos pulmonares e ao sistema nervoso central.

Em nota, a Anvisa informa que os inibidores de apetite que contêm sibutramina e os anorexígenos anfetamínicos já foram banidos em diversos países desenvolvidos por serem considerados medicamentos obsoletos e de elevado risco para o paciente.

"As novas evidências científicas, aliadas aos dados obtidos por meio das ações de vigilância pós-mercado da Anvisa, apontam para a necessidade de retirada dos inibidores de apetite do mercado brasileiro, não havendo justificativa para a permanência desses produtos no país", afirma a nota.

RESTRIÇÕES

O cerco à venda de emagredores com sibutramina começou no ano passado. No final de março de 2010, a A Anvisa endureceu as regras para prescrição e venda da droga. Desde então, o medicamento só pode ser vendido com receita azul (de controle especial) --antes, podia ser comprado com receita branca (de controle simples).

Com isso, a sibutramina deixou de constar da lista de medicamentos de controle comum e passou a ser classificada como droga anorexígena (que atua no sistema nervoso central), junto com outras três: dietilpropiona (anfepramona), femproporex e mazindol.

A restrição de março de 2010 ocorreu depois de a Europa suspender a venda da substância, com base em um estudo que ligou o remédio ao maior risco cardíaco em pessoas propensas.

Na ocasião, a Abbott, fabricante dos medicamentos Meridia e Reductil, que contêm sibutramina, divulgou nota afirmando que a substância 'apresenta uma relação positiva de risco-benefício quando utillizada adequadamente'.

Fonte: Folha

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Alimentos Funcionais... Uma breve explicação

De acordo com o Institute of Medicine, alimentos funcionais são alimentos que contém produtos potencialmente saudáveis, incluindo qualquer ingrediente alimentar ou alimento modificado que possa fornecer benefício saudável, além dos nutrientes tradicionais.


A alegação de propriedade funcional de acordo com a ANVISA é aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano.


O American Journal of Clinical Nutrition descreveu as alegações funcionais como tipo A e B. A do tipo A refere-se as consequências positivas de interações entre os componentes dos alimentos e funções no organismo sem referência direta à redução no risco de qualquer enfermidade. Exemplo: prevenção do estresse oxidativo - antioxidantes.
Já o tipo B refere-se a redução no risco de doença pelo consumo de componentes alimentares específicos ou misturas. Exemplo é a redução do risco de doença cardiovascular ou câncer.


Veja aqui alguns alimentos funcionais:


1 - Soja: A principal substância estudada, a isoflavona tem potente efeito na redução do colesterol e LDL (gordura que causa infartos, AVC e outras doenças), diminuição do risco cardiovascular, ajuda a diminuir o peso corporal, redução no risco de osteoporose e cálculo renal. Por seus efeitos hormônio-símile com o estradiol ela diminui os sintomas da menopausa. Além destes efeitos ela auxilia na função imune, antioxidante e bem estar. A recomendação varia entre o consumo de 25 a 40 gramas de protéina de soja por dia por mais de 3 meses, e para menopausa acima de 60 gramas.


2 - Alho: Rico em compostos organosulforados tem ação na redução do colesterol total, ajuda a diminuir a pressão arterial, auxilia no controle do diabetes, é anticancerígeno, antioxidante, antibiótico e previne a formação de coágulos. A recomendação é de comer 1 dente de alho por dia, mas vale ressaltar que tem que ser mastigado e consumido cru. A dica é ralar por cima da preparação, colocar em molhos de saladas.


3 - Chocolate: Suas substâncias ativas estão no cacau e tem ação como poderoso antioxidante, redução na agregação plaquetária (redução de doenças cardiovasculares), modulação do humor. A recomendação é consumir o chocolate amargo e acima de 50% com cacau.


4 - Oleaginosas: Ricas em resveratrol, vitamina E, selênio, manganês, magnésio, arginina que atuam na prevenção contra doenças cardiovasculares, são antioxidantes, regulação da pressão arterial. A recomendação é variada de acordo com o paciente.


5 - Ácidos graxos ômega-3: Suas ações se devem ao EPA e DHA e atuam na redução de doenças cardiovasculares, redução dos triglicérides e colesterol total, participam no desenvolvimento da retina e do cérebro, atua nas doenças autoimunes, melhoram a hipertensão, melhoram sintomas da depressão, são excelentes para a pele e ainda são poderosos antiinflamatórios. Está presente nos peixes como atum, sardinha, salmão, abacate, oleaginosas, óleo de linhaça.


6 - Linhaça: Rica em gorduras boas como ômega-3, ômega-6, monoinsaturada ajuda a reduzir o colesterol total, reduzir inflamações, é antifúngica, antioxidante, atua na proteção contra o câncer, melhoram o funcionamento do intestino.


7 - Azeite: poderoso antioxidante prevenindo doenças cardiovasculares, é antioxidante, ajuda a reduzir o colesterol total e o LDL, ajuda na melhora do aparelho digestivo, tem ação na diminuição na pressão arterial, melhora da defesa do sistema imune, previne a ocorrência de catarata e degeneração macular.


8 - Maracujá: tem ações benéficas no sistema nervoso central com ação anticonvulsivante, ação sedativa e ansiolítica. Melhora o sono, é antiinflamatório.


9 - Romã: uma das frutas mais poderosas. É anticancerígeno, melhora o estômago, atua na redução de colesterol total e LDL, pressão arterial, é antimicrobiano, antioxidante.


10 - Gengibre: é um poderoso antiinflamatório ajudando na melhora de doenças respiratórias, artrites, melhora na defesa do sistema imune, é antioxidante.


O mais importante a ser ressaltado é que o consumo destes alimentos deve ser orientado por um nutricionista funcional porque os benefícios deles podem não ser para todos de acordo com o princípio de individualidade bioquímica. Por exemplo, tem pessoas que são intolerantes a soja, então ao invés de ajudar a perder peso, pode aumentar.


Fonte: Livre da Obesidade

Bebidas Energéticas Podem Afetar Fígado e Coração de Jovens

O consumo de bebidas energéticas, que contêm altos níveis de cafeína e outros estimulantes, pode ser arriscado para crianças e jovens e deve ser regulamentado, diz pesquisa publicada nos EUA.

Uma revisão de estudos sobre os efeitos dos energéticos mais populares encontrou casos de convulsões, delírios, problemas cardíacos e danos aos rins e ao fígado.

"Há sinais de que, para algumas pessoas que consomem essas bebidas, há efeitos colaterais", afirma Steven Lipshultz, autor da pesquisa publicada na "Pediatrics".

Os fabricantes dos energéticos afirmam que os produtos melhoram o desempenho mental e físico. Mas, segundo pesquisadores, esses benefícios são questionáveis.

O estudo alerta para o fato de que efeitos colaterais do consumo de energéticos são mais graves para crianças e jovens com diabetes, anormalidades cardíacas ou que tomam certos remédios.

O maior problema é cafeína. De acordo com uma pesquisa da Nova Zelândia, uma lata de energético é suficiente para causar dor de estômago ou irritabilidade na maioria das crianças.

Nos EUA, as fabricantes contestaram a pesquisa.

Fonte: Folha

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Apenas... Palavras

Em minhas "andanças" pela web, achei este texto em um BLOG que acho muito interessante para quem esta lutando contra a balança, em especial, aos quadros de obesidade. O texto, como lerá abaixo, fala de algo de enorme relevância para o tratamento da obesidade, o fator psicológico.
Espero que gostem.

Quem está num processo de emagrecimento normalmente segue fielmente as recomendações de exercitar o corpo e equilibrar a alimentação, pois aliás, já está mais do que difundido e é de conhecimento popular que estes dois fatores são as chaves para quem quer e/ou precisa emagrecer. Entretanto, normalmente esquece-se de trabalhar o lado psicológico, que também é indispensável para que o sucesso do emagrecimento.
É muito comum no meio do caminho haver desânimos e recaídas, mas deveria ser comum também haver sempre uma base psicológica forte que faça que a "volta por cima" possa ser dada.
Uma dica interessante para trabalhar esse lado emocional é pensar em palavras que ajudem a manter o processo e se recuperar, se for o caso.
Uma palavra simples falada em voz alta para todo mundo ouvir, escrita num papel, ou apenas "dita em mente" pode ser o suficiente para que haja uma grande reflexão e o processo de emagrecimento continue firme.
Tentei formar um "acróstico" com o nome do blog retratando algumas dessas palavras:

L uta
I maginação
V itória
R esultados
E sperança

D esejo
A titude

O bejtivos
B usca
E nfrentar
S uperação
I deais
D escobertas
A mor próprio
D esenvolvimento
E magrecer!

Cada um pode encontrar as suas próprias "palavras que emagrecem" e abusar de seu uso. Sim, para isso, não há restrições.

Por Priscila Mari dos Santos, do BLOG "Livre da Obesidade"

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Diet Não Dá Refresco

Trocar o refrigerante por uma versão diet pode ajudar no controle do peso, mas não vai refrescar a saúde cardiovascular. Segundo uma nova pesquisa, quem consome refrigerante com frequência, mesmo que diet, tem risco muito maior de desenvolver problemas cardiovasculares do que aqueles que não ingerem a bebida.

O estudo apresentado na quarta-feira (9/2) na International Stroke Conference 2011, em Los Angeles, Estados Unidos, foi feito com 2.564 pessoas com mais de 40 anos, de diferentes etnias, em Nova York, acompanhadas por uma média de 9,3 anos.

Os resultados mostraram que aqueles que consumiram mais de um refrigerante diet por dia tiveram risco 61% maior de desenvolver problemas cardiovasculares do que os que não beberam refrigerante com a mesma frequência.

O motivo é o sal presente em tais bebidas, seja na versão com açúcar ou com adoçante, que, ainda que esteja presente em pequena quantidade por unidade, pode se somar de modo prejudicial em uma dieta já rica em sódio. O consumo elevado de sal, além de poder causar hipertensão, mostrou-se relacionado com um grande aumento no risco de manifestar acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquêmicos, que interrompem o fluxo de sangue para o cérebro.

O estudo verificou que os participantes que consumiram mais de 4 gramas de sódio por dia apresentaram risco duas vezes maior de desenvolver AVC do que aqueles que ingeriram menos de 1,5 grama por dia.

“Se os resultados forem confirmados em estudos futuros, poderemos dizer que os refrigerantes diet podem não ser os substitutos ideais para as bebidas açucaradas, pelo menos com relação à proteção contra eventos vasculares”, disse Hannah Gardener, da Universidade de Miami, líder da pesquisa.

Dos participantes, apenas um terço se mostrou no limite recomendado pelas U.S. Dietary Guidelines de consumir até 2,3 gramas de sódio por dia, o equivalente a uma colher de chá de sal. A recomendação da American Heart Association é de um consumo diário de até 1,5 grama de sódio e a média do estudo ficou em 3 gramas.

“A ingestão elevada de sódio é um fator de risco para AVC isquêmico em pessoas com hipertensão ou não, o que destaca a importância de limitar o consumo de alimentos com muito sal”, disse Hannah.

A cientista destaca que nos resultados do estudo devem ser levados em consideração os poucos dados sobre tipos de bebidas consumidas, e que a variação entre marcas ou no uso de adoçantes pelas mesmas pode ter influído nos resultados.

Fonte: Fapesp

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dieta Crudivorista

A dieta crudivorista ou crudivorismo faz parte de um subconjunto de dietas vegetarianas em que é composta apenas de alimentos crus. Os indivíduos adeptos ao crudivorismo evitam carne de qualquer espécie e consomem preferencialmente alimentos frescos, brotos, germinados, frutas, hortaliças e oleaginosas. Além disso, evitam o consumo de alimentos processados e refinados, laticínios, grãos de cereais, sal e açúcar.

A dieta composta de alimentos crus foi proposta em meados do século 19, quando Sylvester Graham desenvolveu a ideia de que pessoas que consumissem alimentos crus nunca ficariam doentes e que nossos ancestrais não ingeriam alimentos cozidos.

Uma das argumentações favoráveis ao consumo de alimentos crus é a manutenção de nutrientes que são normalmente perdidos durante a cocção. Por exemplo, algumas vitaminas, como as hidrossolúveis (vitamina C e complexo B), podem ser destruídas ou inativadas, proteínas podem ser desnaturadas e os lipídeos sofrem oxidação. Além disso, o cozimento potencializa o efeito de agrotóxicos, pois estes podem se desintegrar, formando compostos cancerígenos mais potentes. Um dos exemplos são tomates com agrotóxicos que, quando cozidos, possui efeito tóxico maior do que tomates crus.

Entretanto, deve-se avaliar cuidadosamente o consumo de proteínas e de vitamina B12 devido a ausência do consumo de alimentos de origem animal, bem como cereais e leguminosas na dieta crudivorista..Ainda pode haver deficiência de ácidos graxos essenciais, caso não seja suficiente o consumo de oleaginosas. Além disso, o cozimento aumenta a biodisponibilidade e inibem alguns fatores antinutricionais presentes nos grãos.

A posição da American Dietetic Association (ADA), em relação ao crudivorismo, indica que os dados sobre o efeito desta dieta na saúde ainda são limitados e ressalta que o acompanhamento nutricional é fundamental a fim de evitar a deficiência de nutrientes. Além disso, alerta que esse tipo de dieta restritiva não deve ser recomendada para lactentes e crianças.

Fonte: Nutritotal