domingo, 20 de março de 2011

Dolomita

Como as modas alimentares nunca param, hoje vou falar um pouco, não da moda em si, mas de um de seus componentes.
Venho observando um crescente uso, por parte dos frequentadores de academia e atletas, da dolomita.
A Dolomita é obtida de uma rocha calcária, composta por cálcio e magnésio, dois minerais inseparáveis, que sempre atuam em conjunto no organismo.
Estudos recentes tem demonstrado ser importante para o trabalho e desenvolvimento muscular. Participa ativamente no mecanismo do potencial de ação dos músculos. Foi observado em pesquisas feitas em academias e equipes de ginástica olímpica, o aumento de até 30% da elasticidade muscular com o uso de Dolomita durante o período de um ano. Bem como, observou-se também o combate fadiga muscular e é benéfico em casos de rigidez muscular.

Mas antes de embarcar nesta nova onda, leia o texto abaixo, sobre o cálcio e, se decidir usar este composto, procure um profissional capacitado para orientar a melhor forma de consumo.

Cálcio

Mineral em grande quantidade no organismo por ser encontrado no tecido ósseo e dentes. Está ligado também às contrações musculares, coagulação sanguínea e pressão arterial.
O cálcio é um macromineral (elemento de volume, necessário em grandes quantidades para desempenhar sua função no organismo) essencial para o organismo, fazendo parte de um grupo de elementos largamente distribuídos na natureza. O cálcio constitui um dos minerais mais abundantes do organismo, atingindo 1,5 a 2% do peso corpóreo, sendo sua quase totalidade encontrada principalmente nos ossos e dentes (99%) e o restante (1%) no sangue e músculos. Também é encontrado sob a forma de cálcio iônico, combinado a algumas proteínas e enzimas.
Nos mamíferos superiores, o papel mais obvio do cálcio é estrutural e mecânico, expresso na massa, dureza e resistência dos ossos e dos dentes.
Mas o cálcio tem outras funções fundamentais: conformar proteínas-chave biológicas para ativar suas propriedades catalíticas e mecânicas; atua na contração muscular, na regulação dos batimentos cardíacos, na transmissão de impulsos nervosos, participa da produção de energia, é essencial para o processo de coagulação sangüínea, atua na manutenção da função imunológica (sistema de defesa do organismo), age na redução do nível de colesterol, auxilia na prevenção e tratamento da osteoporose (doença cuja densidade mineral óssea se torna muito baixa, tornando o esqueleto incapaz de sustentar estresses corriqueiros, uma condição caracterizada por ocorrência de fraturas), na prevenção de doenças cardiovasculares e no tratamento da hipertensão arterial (pressão sangüínea acima do normal). O cálcio apresenta ainda vital importância na regulação da atividade celular, mantendo suas trocas iônicas e participando das estruturas protéicas do material genético (DNA e RNA). Atua como co-fator de várias enzimas (responsável por ativar determinadas enzimas, fazendo com que exerçam sua função) envolvidas em diferentes processos bioquímicos no organismo.

Deficiência
A carência deste mineral nas células, no sangue e nos músculos, ocasiona a perda de cálcio dos ossos, promovendo um desequilíbrio orgânico que leva ao aparecimento de algumas doenças características. As principais causas de deficiência de cálcio no organismo são a má absorção, dietas pobres em cálcio e deficiência de vitamina D. Outros fatores relacionados são o diabetes (doença caracterizada por níveis acima do normal de glicose sangüínea), síndrome do intestino curto, hipertireoidismo (atividade funcional excessiva da glândula tireóide), doenças hepáticas e renais, gastrectomia (excisão de qualquer parte do estômago), tratamento com diuréticos (principalmente diuréticos tiazídicos), menopausa, alcoolismo, entre outros.
Os idosos e as mulheres em fase pós-menopausa freqüentemente apresentam deficiência de cálcio. Dentre outros grupos de risco, pode-se citar as gestantes, os consumidores excessivos de álcool (alcoolistas), usuários de corticóides, pessoas sedentárias, usuários de antiácidos que contêm alumínio, pessoas que sofrem de deficiência da enzima lactase, responsável pelo metabolismo da lactose (açúcar presente no leite e seus derivados) e intolerância ao leite e derivados. Nestes casos, a suplementação de cálcio é recomendada, mas sob orientação e supervisão de um profissional de saúde.
A osteoporose é uma das principais doenças provocadas pela deficiência de cálcio no organismo. É caracterizada como uma doença óssea degenerativa e grave que ataca, principalmente, idosos e mulheres acima de 45 anos em fase pós-menopausa. Como a maior parte do cálcio está presente nos ossos e nos dentes, o organismo passa a retirar o cálcio dos ossos para compensar tal deficiência. Deste modo, os ossos vão se tornando cada vez mais fracos e frágeis, vulneráveis a fraturas, dando início ao processo de osteoporose. A osteoporose é o resultado, não só de uma nutrição inadequada, deficiente - inclusive de cálcio e vitamina D -, mas também da diminuição da produção de hormônios, menor atividade física e de fatores genéticos e sociais. Uma vez ocorrida, a perda óssea não pode ser revertida, sendo o ideal prevenir. A maioria dos pesquisadores acredita que, em mulheres acima de 45 anos, somente a suplementação de cálcio não seja suficiente para interromper a evolução da osteoporose, sendo também necessária a terapia com reposição de estrogênio (hormônio feminino). Recentes estudos demonstraram que a ingestão de cálcio desde a adolescência, entre os 10 e 20 anos, o exercício físico e o estilo de vida, parecem exercer um papel importante no desenvolvimento ou não da osteoporose.
Entre outras doenças resultantes de hipocalcemia estão a osteomalácia e o raquitismo, relacionadas à deficiência de vitamina D. Entretanto, a primeira se manifesta em adultos; a segunda, somente em crianças, podendo ocorrer fraturas freqüentes, deformidades ósseas e cãibras musculares. Em crianças também podem ocorrer retardo no crescimento e hiperparatireoidismo (hiperfunção da glândula paratireóide).
A hipertensão arterial (pressão sangüínea acima do normal) e a artrite reumatóide (inflamação de uma ou mais articulações) também são doenças que podem surgir devido à deficiência de cálcio no organismo. Os sintomas da deficiência de cálcio no organismo são fraturas freqüentes, hipocalcemia (níveis de cálcio no sangue abaixo do normal), hipertensão arterial (pressão alta), hipercolesterolemia (níveis de colesterol sangüíneo acima do normal), arritmia cardíaca, insônia, paralisia muscular, parestesias (sensação, sobre a pele de queimação, dormência, coceira, entre outras), cãibras musculares, enfraquecimento dos dentes, crises convulsivas, tetania (contrações musculares intermitentes, acompanhadas de tremores, paralisias e dores musculares), pele seca e grossa e alopecia (perda temporária ou definitiva de pêlos ou cabelos).

Excesso (Toxicidade)
É mais difícil de ocorrer que sua deficiência, mas a superdosagem através da suplementação excessiva deste mineral pode resultar em hipercalcemia (níveis de cálcio sangüíneo acima do normal), cujos sintomas característicos são hipotonia muscular (redução ou perda do tônus muscular), letargia, anorexia (perda do apetite), constipação intestinal severa (prisão de ventre), cálculos renais, dores ósseas e musculares, confusão mental, irregularidades dos batimentos cardíacos, náuseas, vômitos, secura da boca, cefaléia (dor de cabeça) contínua, sede, hipertensão arterial (pressão alta), irritabilidade, depressão, gosto metálico, sensibilidade à luz, aumento da diurese (urina) e coma.

Fontes: Leite e seus derivados; Agrião; Alface; Aveia; Salsa; Salsão; Beterraba; Batata doce; Brócolis; Cebola; Couve; Couve-Flor; Espinafre; Laranja; Milho.

Fonte: 
Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e Na Doença, Maurice E. Shils

Um comentário:

Cida Piola disse...

Gostei muito das explicações fornecidas sobre dolomita. Elas são claras e recheadas de conteúdo Òtimo
Cida