sexta-feira, 11 de março de 2011

Quinoa

A Quinoa (Chenopodium quinoa Willd.; Amaranthaceae) é uma planta nativa da Colômbia, Peru e Chile, que produz um grão indispensável à alimentação e à vida do homem no altiplano andino. Originária das alturas dos Andes e conservada por quechuas e aymarás, com suas 3.120 variedades, a quinoa pinta o arco-íris nas áreas de cultivo sendo a Bolívia o seu maior produtor mundial.

No Brasil, as pesquisas com a quinoa começaram na década de 1980, pela Embrapa, na sua unidade de Brasília, obtendo-se ótimos resultados. Atualmente, agrônomos, engenheiros de alimentos, nutricionistas e outros profissionais pesquisam cada vez mais a quinoa, inclusive procurando adaptá-la ao solo de cerrado brasileiro, principalmente no estado de Mato Grosso. Resultados das pesquisas mostram que o Brasil apresenta um enorme potencial para produzir a quinoa na região central, mais árida - pois a planta não exige muita chuva e pode ser cultivada na entressafra da soja - bem como nas áreas mais altas e frias da região sul.

Pesquisas feita pelo Departamento de Nutrição da Universidade de São Paulo, em parceria com a Embrapa, comparando a quinoa andina com a produzida aqui, comprovaram um perfil de proteínas de 90% em ambas.[carece de fontes] A quinoa brasileira contém mais fibras - 13% contra 8,5% da andina.[carece de fontes] Os resultados indicam grandes semelhanças genéticas com a original, prometendo um futuro promissor para o cultivo no Brasil.

É um cereal que ganha destaque pela presença de proteína de alto valor biológico e ausência de glúten. O conteúdo de proteínas chega a atingir 15% de sua composição total, além de possuir ótimo equilíbrio entre os aminoácidos essenciais. Esse cereal é uma importante fonte de minerais e vitaminas, fibras, ácidos graxos essenciais, além de possuir compostos como polifenóis, fitoesteróis e flavonóides.

De acordo com a Food and Agriculture Organization (FAO), a quinoa é um dos melhores alimentos de origem vegetal, que pode ser capaz de combater algumas carências nutricionais, principalmente em países mais pobres.

A sua principal utilização é como um substituto da farinha de trigo na produção de pão para os consumidores celíacos, podendo também ser encontrada na forma de flocos, grãos, farinhas e barras energéticas.

Autora: Rita de Cassia Borges
Fonte: Nutritotal

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