segunda-feira, 30 de maio de 2011

Agrotóxicos: Contaminação dos alimentos e a saúde pública

Em nome da correria do dia-a-dia, a alimentação variada de antigamente, com legumes, verduras e frutas, tudo cozido e até mesmo plantado em casa, deu lugar a pães, bolachas, comidas instantâneas e enlatados.

Um ditado indiano diz que a gente é aquilo que come. A alimentação sempre ocupou lugar de destaque desde as sociedades milenares. As pessoas comiam para satisfazer as necessidades do corpo, mas também da mente. A comida também se encarregou de perpetuar culturas de povos, passando receitas e costumes de geração para geração, até os dias de hoje. No entanto, se a gente é o que come, não temos muito o que comemorar. Em nome da correria do dia-a-dia, a alimentação variada de antigamente, com legumes, verduras e frutas, tudo cozido e até mesmo plantado em casa, deu lugar a pães, bolachas, comidas instantâneas e enlatados.

O resultado dos novos hábitos foi comprovado em agosto de 2010. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa em que mostra que a obesidade já é uma epidemia no país. Desde a década de 70, o déficit de alimentação diminuiu, mas o excesso e a obesidade estouraram. Tanto que o IBGE estima que, se for mantido o ritmo de crescimento de pessoas acima do peso, em apenas 10 anos o Brasil terá se igualado aos Estados Unidos.

Ou seja, o brasileiro está comendo mais, no entanto, com menos qualidade, como explica a nutricionista Regina Miranda, presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul (Consea). "Há exemplo do trigo, batata, derivados de trigo como pão e macarrão, são dominantes numa dieta diária. Isso, sem sombra de dúvida, empobreceu a alimentação".

A má alimentação não se restringe apenas a ter uma dieta empobrecida e com pouca variedade por causa da dita falta de tempo. Também é consequência de um novo padrão alimentar que vem sendo imposto com a industrialização dos alimentos. As pessoas têm comida barata à disposição, mas com pouco valor nutritivo, carregado de açúcar, sal, conservantes e gordura hidrogenada. A mudança na alimentação, embora atinja toda a sociedade, é mais perversa entre os mais pobres, analisa Regina Miranda.

"O que faz com que as pessoas muito pobres, que têm uma renda baixa, acabam mais destes alimentos porque são mais baratos. Alimentam maior número de pessoas durante o mês. O resultado disso tudo é uma humanidade obesa. É um sistema que obesifica as pessoas, que adoecem muito de doenças relacionadas a maus hábitos alimentares como diabetes, pressão alta, cardiopatia". Neste novo padrão, a comida deixou de ser um alimento e passou a ser tratada como uma mercadoria, vendida aos consumidores, à população. Quem nunca escolheu, no supermercado, a laranja maior, mais lustrosa, a mais bonita? São essas as características que definem o valor nutricional dos alimentos? Há prateiras específicas até mesmo para as crianças, com bolachas e salgadinhos com carinhas e diversos sabores.

Para a nutricionista Regina Miranda, não é a aparência o que deve contar na hora de optarmos por uma alimentação mais saudável, e sim a sua essência. "Não comemos mais alimentos, comemos mercadoria. Aquilo que vou comer estão embutidos outros valores em troca que não são necessariamente importantes para a minha saúde. Tem valor como uma mercadoria que tem que gerar lucro, tem que ter tempo de prateleira, estar maquiada".

Muitas vezes, a comida mais bonita e que pode parecer mais apetitosa aos olhos não é necessariamente a melhor para a nossa saúde. Isso porque, para deixarem o alimento com essa "boa" aparência, os agricultores usam agrotóxicos na hora de plantar e produzir. Em 2009, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o líder mundial no uso de veneno agrícola. Foram consumidos 1 bilhão de litros por ano no país. É como se cada brasileiro consumisse, em média, 5 litros de veneno por ano.

A pesquisadora Rosany Bochner coordena o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX). Ligado à Fundação Oswaldo Cruz, o sistema centraliza e divulga os casos de envenenamento e intoxicação registrados na rede nacional. Os casos mais registrados pelo sistema são de efeito agudo, que ocorre quando a pessoa apresenta reações logo após a intoxicação. No entanto, os casos crônicos, em que os efeitos aparecem após a exposição por um longo período aos agrotóxicos, são em grande maioria e não se restringem mais aos agricultores, que lidam diretamente com o veneno. De acordo com Rosany, atinge toda a população, apesar das dificuldades para comprovar que doenças que hoje afetam a população, como câncer, estão relacionadas aos venenos agrícolas.

"Há 10 anos, com certeza não tinha o consumo que se tem hoje. E se você olhar em termos de câncer e tudo mais, essas doenças aumentaram bastante. Se olhar o mapa das doenças hoje, vê que algumas diminuíram com saneamento, vacinas e com algumas coisas que foram feitas. E outras que vêm aumentando. Até porque a vida média aumentou. Mas a questão do câncer chama muito a atenção. Não sei se é uma coincidência, mas se ouve muito".

Ainda há os problemas ambientais, como lembra o integrante da coordenação nacional da Via Campesina, João Pedro Stedile. "Afetam o meio ambiente porque destroem os micronutrientes do solo, contaminam a água do lençol freático, evaporam e voltam com as chuvas. E finalmente, se incorporam com os alimentos e as pessoas que consomem estes alimentos acabam ingerindo pequenas doses permanentes de veneno que vão se acumulando no seu organismo e que afeta, em primeiro lugar, o sistema neurológico e, em segundo lugar pode degenerar as células e se transformar em câncer".

Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou que mais de 64% das amostras de pimentão analisadas pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos apontam quantidade de resíduo tóxico acima do permitido. A Anvisa também encontrou , em todos os alimentos analisados, resíduos de agrotóxicos que não são permitidos no Brasil justamente por serem altamente prejudiciais. A pesquisadora Rosany Bochner, da Fundação Oswaldo Cruz, desmistifica a ideia de que a quantidade de agrotóxicos utilizada é proporcional à escala de grãos produzidos no país.

"Em várias coisas ele [Brasil] não é o maior produtor. É uma ilusão achar que o Brasil é o maior produtor de grãos e que precisaria ser o maior consumidor [de agrotóxicos]. E o Brasil passou de segundo para primeiro, não se iluda, foi exatamente quando os outros países proibiram o uso de alguns produtos e nós não. Logicamente que se tinha uma oferta muito grande de produtos que vieram para cá. Com certeza vieram com preço menor, que se começou a consumir mais".

João Pedro Stedile responsabiliza o agronegócio e as grandes empresas por impor esse modo de produção, baseado no uso de venenos químicos. Ele sugere, por exemplo, a indenização das pessoas que sofreram com os efeitos dos agrotóxicos. "Espero que algum dia, inclusive, tenhamos leis suficientes não só para proibir o uso do veneno, mas para exigir que estas empresas indenizem as famílias que tenham pacientes com enfermidades decorrentes dos venenos agrícolas".

Fonte: RádioAgênica NP

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Filhinhos da Papai e da Mamãe...

Falar o que?

Fonte: Sedentario & HiperativoLinha do Trem

Comissão Aprova Projeto Que Proíbe Alimentos Não Saudáveis nas Escolas

Alimentos não saudáveis podem ser banidos da merenda escolar e das cantinas dos estabelecimentos da educação infantil e do ensino fundamental. Projeto aprovado nesta terça-feira (17) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) fixa prazo de 180 dias para que a regra entre em vigor.
O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 93/10 - que ainda será examinado pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania; Educação, Cultura e Esporte; e de Assuntos Sociais - proíbe até mesmo a propaganda de alimentos não saudáveis nas escolas das duas primeiras etapas da educação básica.

Critérios

O relator da proposta, senador Casildo Maldaner (PMDB-SC), observou que o projeto atribui às autoridades sanitárias a definição de alimentos saudáveis e não saudáveis. Dependendo desses critérios, os produtores de alimentos in natura - "tipicamente considerados alimentos saudáveis" - poderão receber impacto positivo com a medida.

Já os produtores de alimentos industrializados - classificados como não saudáveis pelas elevadas taxas de sal, açúcar e gordura - podem sofrer impacto negativo, na avaliação do relator. Mas, segundo o parlamentar, as eventuais perdas desses agentes do mercado serão compensadas por ganhos em saúde e educação, que "impactarão futuros gastos públicos e privados com assistência médica". O projeto enquadra o descumprimento da norma como infração à legislação sanitária federal.

Cardápio

Emenda ao projeto, apresentada pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO) e acolhida pelo relator, determina que o cardápio oferecido aos alunos nas escolas seja elaborado por nutricionista com base nos critérios estabelecidos pelas autoridades sanitárias.

O objetivo, conforme Cyro Miranda, é assegurar que as escolas ofereçam não apenas refeições saudáveis, mas balanceadas. Além de representar maior oferta de empregos para os profissionais da área de nutrição, a medida significaria "enorme benefício para os jovens estudantes e contribuiria para uma população adulta saudável", como explicou o autor da emenda.

Fonte: RedeNutri e Senado

O SUS que não se vê

Este mês a Revista Radis da Fiocruz publicou excelente matéria intitulada: “O SUS que não se vê” que trata de mostrar o real tamanho e abrangência do Sistema Único de Saúde. O ensaio se baseia em dados colhidos por pesquisa do IPEA, publicados em fevereiro. Segundo tais dados cerca de 34% da população afirma nunca ter utilizado o SUS e também revelam um dado curioso: o sistema de saúde brasileiro é mais bem avaliado por aqueles que costumam utilizá-lo.
Partindo de tais dados a publicação propõe algumas discussões interessantes que desmistificam equívocos e preconceitos relacionados à idéia que a maioria de nós faz do nosso sistema público de saúde.

O primeiro, e possivelmente o maior equívoco deles, é acreditar ser possível que algum brasileiro não seja usuário do SUS. O sistema faz parte do dia a dia de todos nós, mesmo que, às vezes, de maneira invisível. Utilizamos o SUS ao almoçarmos em um restaurante e ao adquirimos produtos alimentícios e medicamentos, por exemplo, pois todas as ações de vigilância sanitária são atribuições do SUS.
As campanhas de vacinação para controle e erradicação de doenças, propagandas e campanhas educativas para prevenção de doenças e agravos à saúde, pesquisa e produção de medicamentos e terapêuticas, além de acesso a tratamentos de alta complexidade, especialmente aqueles que não interessam ao sistema privado, são algumas das ações do SUS que a maioria desconhece. Sendo assim, ao contrário do que se imagina, o SUS não se limita aos atendimentos oferecidos nos postos de saúde ou hospitais públicos, sua abrangência é de tal proporção que é impossível que algum brasileiro possa dizer que nunca tenha utilizado o sistema.

Quando discute o nível de satisfação dos brasileiros com o SUS a pesquisa é ainda mais reveladora: o índice de satisfação do brasileiro é maior entre os que se dizem usuários do sistema, enquanto que o percentual dos que o consideram ruim ou muito ruim é maior entre os que afirmam não fazerem uso dele. Partindo desta constatação a matéria abre uma discussão importante sobre a influência da mídia na opinião da população a respeito do SUS. A revista denuncia uma “má vontade” da grande imprensa para com o SUS, na medida em que se interessa preferencialmente por relatos e imagens de pessoas afetadas pelas falhas do sistema, ao mesmo tempo em que não atribui ao mesmo as ações que dão certo e os indicadores positivos resultantes de tais ações.

O SUS é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, invejado por outros países como os EUA, por exemplo. Tem um programa de imunização de doenças que é um sucesso, sendo o responsável pela erradicação de várias delas. O impacto do SUS na redução da mortalidade infantil é indiscutível. O Brasil tem um sistema de tratamento e prevenção de HIV/aids exemplar e é o sistema público que mais faz transplantes e hemodiálises no mundo todo, incluindo a manutenção de uma rede de doadores com excelência em tecnologia. Grande parte das intervenções de alta complexidade, especialmente aquelas que não são de interesse do sistema privado, por serem muito dispendiosas, ficam a cargo do SUS. A Farmácia Popular não beneficia apenas os que têm acesso à medicação gratuita, ao impulsionar a expansão do mercado, promove também a queda dos preços para os demais consumidores. Essas são algumas das informações positivas a respeito do SUS que são pouco divulgadas na mídia, ou quando são divulgadas não são atribuídas como ações do SUS.

A matéria defende que essa propaganda negativa do SUS se deve, em parte, por uma orientação ideológica neoliberal, cujo interesse é sustentar o discurso de que o público não funciona. Seduzida por tal discurso a classe média vem cada vez mais procurando pelos planos de saúde, acreditando que desta maneira não precisará utilizar o SUS e reforçando uma idéia que precisa perder força: a de que “o SUS é para os pobres”.

Sabe-se, no entanto, que a cobertura dos planos de saúde se dedica basicamente a consultas e exames ou tratamentos de baixo custo, ou seja, aqueles procedimentos que trazem mais lucros para as seguradoras. Os demais, por necessitarem de maior abrangência ou complexidade, e que obviamente os planos não cobrem por serem muito caros, ficam a cargo do SUS. Para se ter uma idéia, segundo o Ministério da Saúde, há uma estimativa de que cerca de 20% dos usuários de planos de saúde se utilizam dos serviços hospitalares do SUS, o que equivale a um custo que pode chegar a 1 bilhão por ano, custo que não é ressarcido ao SUS pelas seguradoras.

A idealização do SUS tem raízes numa concepção de saúde integral, solidária, humanitária, democrática e que não seja objeto das leis do mercado. Esse diferencial já seria suficiente para defendermos o SUS como patrimônio nacional, estabelecendo com ele uma noção maior de pertencimento e agregando-lhe o valor que realmente merece. Entender que “o SUS é nosso” se faz fundamental para militarmos em sua defesa, a fim de lhe garantir financiamento adequado e melhoria na qualidade de seus serviços e ações. Por isso, se lhe perguntarem se você é usuário do SUS não se envergonhe em dizer que sim. O Brasil agradece.

Autora: Rita de Cássia de Araújo Almeida (trabalhadora e usuária do SUS)

Obesidade é Contagiosa

A obesidade é socialmente contagiosa, diz um estudo da Universidade do Estado do Arizona (EUA).

Segundo os autores da pesquisa, antropólogos, o fato de que a obesidade se espalha entre amigos e parentes já era conhecido. Eles queriam observar como isso acontecia.

Eles entrevistaram 101 mulheres e 812 de seus amigos mais próximos e parentes.

Comparando o índice de massa corporal dessas mulheres aos de seus parentes e amigos, os pesquisadores confirmaram que o risco de obesidade aumenta se a rede de contatos da pessoa tem mais obesos.

A equipe examinou três possibilidades para a disseminação da obesidade por meio de conexões sociais.

Todas têm a ver com ideias compartilhadas sobre o que é peso adequado para essas pessoas.

"Você pode saber o que seus amigos acham que é um peso aceitável e mudar seus hábitos para alcançar essa meta. Ou você pode não concordar com o que seus amigos pensam mas se sentir pressionado a atingir esse ideal. Ou, ainda, você pode formar uma noção de peso adequado observando os corpos de seus amigos e parentes, o que acaba mudando seus hábitos de alimentação e exercícios.", afirma Daniel J. Hruschka, antropólogo e líder do estudo.

O fator de influência mais forte foi a observação, segundo os pesquisadores. Mesmo assim, sua ação é limitada. Outros fatores como comer e se exercitar junto com os amigos podem ser mais importantes do que os mecanismos analisados.

O estudo analisou também o estigma da obesidade. As voluntárias foram questionadas sobre se preferiam ser obesas ou ter problemas como alcoolismo ou herpes. Em muitos casos, as mulheres preferiam sofrer desses problemas a serem gordas. Cerca de 25% delas preferiam ter depressão grave à obesidade, e 14,5% preferiam ser cegas do que gordas.

"Esse estudo é importante porque mostra que apesar de o agrupamento de pessoas obesas ser uma realidade, não são as ideias similares sobre peso ideal que causam isso", afirmou Alexandra Brewis, uma das autoras do trabalho. "Precisamos nos concentrar no que as pessoas fazem juntas e não no que elas pensam."

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Resveratrol Melhora Parâmetros em Pacientes Diabéticos tipo 2

Pesquisadores da Hungria publicaram na revista científica British Journal of Nutrition um estudo que mostrou, pela primeira vez, que o resveratrol melhora a sensibilidade à insulina em pacientes diabéticos tipo 2, e que isto pode ser devido à redução do estresse oxidativo.

Por ser um antioxidante eficaz, como mostrado em estudos in vitro e in vivo, o objetivo dos autores foi analisar se o resveratrol tem efeitos benéficos no controle e/ou na melhora da resistência à insulina, e se isto está relacionado com alteração do estresse oxidativo. Além disso, os pesquisadores buscaram elucidar os mecanismos bioquímicos subjacentes que possam explicar os efeitos do resveratrol no diabetes tipo 2.

"O estresse oxidativo vem sendo amplamente estudado como componente da etiologia da resistência à insulina. Além disso, a fosforilação da proteína quinase B (pAkt) é um passo essencial para a sinalização da insulina, contribuindo para a entrada da glicose na célula. Assim, estudar esses fatores é fundamental para o entendimento do aumento da sensibilidade à insulina induzida pelo resveratrol”, comentam os autores.

“Os resultados deste estudo parecem sugerir que, em paralelo com a redução da resistência à insulina, o resveratrol pode diminuir o estresse oxidativo e atuar sobre a via de sinalização da Akt. Portanto, o presente estudo mostra que o resveratrol pode se tornar uma ferramenta útil no tratamento do diabetes tipo 2 e na obtenção de uma maior compreensão dos mecanismos envolvidos com a resistência à insulina e estresse oxidativo”, concluem.

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro
Fonte: Nutritotal

Saiba os Riscos de Dietas ou Cardápios Compartilhados!

Abaixo segue uma coluna que li recentemente no Blog Livre da Obesidade (clique aqui) e faço questão de publicá-la neste Blog.

Caros leitores, resolvi escrever a respeito de dietas ou cardápios compartilhados porque venho percebido em muitos locais que isso acontece com frequência. No próprio consultório também os pacientes passam a dieta que receberam para o amigo, irmã, vizinha, etc. Mas infelizmente isso não deve ser feito!

Para começar, nunca deve se chamar de dieta aquela feita por nutricionista. A nutrição do futuro não conta calorias, mas sim, observa nutrientes e vitaminas para acelerar o metabolismo e fatores que levaram o excesso de peso e questões hormonais. Para esta reeducação alimentar conjunta a estes fatores, chama-se plano alimentar. Dieta é ultrapassado e são sempre redução de calorias, colocar diet e light e produtos que não são bons para a saúde porque são ricos em conservantes, adoçantes e corantes.

Veja bem, cada um tem uma necessidade única, metabolismo diferente, pensamentos e desejos diferentes e me fale, como o mesmo plano alimentar ou cardápio pode servir para todos? NÃO SERVE!

O que ocorre no ínicio da execuação deste plano ou cardápio compartilhado é a perda de peso mesmo que sendo pouca ou muita. Mas no decorrer do tempo haverá retorno deste peso e com isso decepção, baixa auto estima, desânimo, depressão porque a pessoa "seguiu" tudo, perdeu peso mas agora voltou!

O importante é saber que existem muitos fatores relacionados a perda de peso e que a procura por um profissional nutricionista é muito importante!! Muitos não tem condição financeira para pagar este tratamento que geralmente é mensal mas em faculdades de nutrição, no SUS há atendimento gratuito.

Outro dado importante é que a nutricionista não é somente para reeducação alimentar! A nutrição do futuro como comentado avalia vários dados, ajuda na modulação de hormônios, ajuda a melhorar o metabolismo, a tratar a causa da depressão e isso tudo pode ser feito com o plano aliemntar antiinflamatório, rico em antioxidantes, alimentos que são bons para cada pessoa e suplementação evenutal de vitaminas e minerais (não engorda!).

Este texto é mais como uma fonte inicial de estímulo para que procurem ajuda profissional! É importante este acompanhamento para que consiga resultados duradouros!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Poder das Palavras

Teste Aponta Falta de Higiene em Self-Service de Shoppings de SP

Uma análise da ProTeste, órgão de defesa do consumidor, verificou que, entre 30 restaurantes self-service de São Paulo, apenas dois apresentaram condições adequadas de higiene. O restante teve classificação ruim.

A pesquisa foi realizada nos estabelecimentos dos seis maiores shoppings da cidade --Aricanduva, Ibirapuera, Central Plaza, Interlagos, SP Market e Morumbi-- e testou a qualidade do arroz, da salada verde e da misturada --como salpicão, maionese e tabule.

A ProTeste verificou a contagem de coliformes fecais, estafilococos coagulase positiva, mesófilos aeróbios e Bacillus cereus, e a presença de salmonela no arroz; na salada misturada, a presença de salmonela, contagem de coliformes termotolerantes, de enterococos, de mesófilos aeróbios, de estafilococos coagulase positiva e de Bacillus cereus; e a presença de salmonela e a contagem de coliformes termotolerantes, de enterococos, de mesófilos aeróbios e de estafilococos coagulase positiva na salada de folhas verdes.

Nos 28 estabelecimentos, os alimentos estavam contaminados com microorganismos que podem causar diarreia, dores abdominais, vômitos e febres --nos casos mais brandos de intoxicação. Somente o All Parmegiana, do shopping Aricanduva, e o Texano Grill, do Ibirapuera, foram classificados como muito bons.

CLIENTE OCULTO

Segundo Fernanda Ribeiro, pesquisadora de alimentos da ProTeste, "os profissionais do órgão chegavam aos restaurantes como consumidores comuns e compravam o alimento. Eles pediam a embalagem para viagem do próprio estabelecimento. A comida era transportada em carro refrigerado da ProTeste e enviada para o laboratório. Essa refrigeração é importante para não aumentar a contaminação do alimento."

Foram analisados os seguintes restaurantes: All Parmegiana, Coração Mineiro, Axé, Chico Hamburguer, Divino Fogão, Empório Parrilla, Livorno, Mister Árabe, Pequim 2000 e Planet Beer (Aricanduva); All Parmegiana, Coração Mineiro, Divino Fogão e Maragato Grill (Central Plaza); All Parmegiana, Divino Fogão, Empório Parrilla, Imperio Mineiro, Livorno e Mister Sheik (Interlagos); All Parmegiana (SP Market); Texano Grill, Coração Mineiro, Mania de Churrasco, Salens Express e Viena Express (Ibirapuera); Divino Fogão, Super Grill, Ternero Grill e Viena Express (Morumbi).

Em 30 amostras de arroz, seis apresentaram resultados insatisfatórios; em 30 de salada misturada, 11 tinham problemas; e em 30 de salada verde, 12 estavam inadequados. A ProTeste encontrou coliformes em todas as amostras com problemas.

A maioria dos estabelecimentos foi reprovada por causa da salada crua, com exceção do Texano Grill e do All Parmegiana. No entanto, alguns dos reprovados tiveram bom desempenho nas saladas misturadas, como o Planet Beer (Aricanduva); Viena Express, Super Grill e Ternero Grill (Morumbi); Viena Express (Ibirapuera); Divino Fogão (Interlagos); e All Parmegiana (Central Plaza).

O Empório Parilla e Axé, ambos do Aricanduva, apresentaram bom resultado nas saladas misturadas, mas foram reprovados no quesito arroz e na salada crua.

De acordo com a ProTeste, os casos mais preocupantes foram do Divino Fogão (Morumbi), que foi reprovado no arroz, na salada misturada e alcançou apenas um "fraco" para a salada crua, e o Pequim 2000 (Aricanduva), que foi reprovado nas duas saladas e recebeu "aceitável" para o arroz.

Após a análise, a ProTeste enviou os resultados dos testes para a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) de São Paulo, que repetiu as análises feitas no Laboratório de Controle de Qualidade em Saúde da Prefeitura e confirmou os problemas. Os restaurantes foram autuados pelo órgão.

Autora: Mariana Pastore

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Qual o Gasto Médio de Energia de Algumas Atividades Físicas?

Veja tabela abaixo com o gasto calórico em cada atividade física. 

Exercício (ritmo leve a moderado)Calorias/hora por quilo de peso
Pedalar5,7
Caminhada (ritmo médio)5,3
Caminhada (terreno montanhoso)7,9
Corrida (10 km/h)9,3
Pular corda8,4
Natação (crawl lento)7,7
Futebol8,2
Voleibol4,9
Musculação4,2

Exercícios Físicos e Osteoporose

Exercícios físicos podem prevenir a osteoporose?

Sim. Estudos observam que indivíduos fisicamente ativos têm maior massa óssea em relação aos sedentários, e que os exercícios podem prevenir a perda de massa óssea mesmo nas mulheres com osteoporose.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica, caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com subsequente aumento na fragilidade esquelética e maior suscetibilidade a fraturas. São três os fatores que afetam a massa óssea: estrógeno, dieta e atividade física. A osteoporose tem sido reconhecida como o principal problema de saúde das mulheres no período pós-menopausa, o que a torna a doença crônica mais prevalente neste grupo etário.

A contração muscular e a ação da gravidade são as duas primeiras forças aplicadas no osso, ou seja, o exercício transmite carga ao esqueleto mediante o impacto direto. O efeito do exercício sobre o tecido ósseo é dependente da intensidade, tipo, frequência e duração da atividade física.

As atividades físicas, principalmente exercícios com ação da gravidade (como caminhar ou correr), podem melhorar o pico de massa óssea e, assim, reduzir a incidência de osteoporose. Além disso, um programa de exercícios físicos regulares aumenta a força muscular e o equilíbrio, além de melhorar a marcha, a coordenação e a mobilidade, reduzindo a probabilidade de quedas e fraturas ósseas.

Durante pesagem hidrostática de atletas de basquetebol de cadeira de rodas, foi evidenciado que os mesmos apresentavam osteoporose nos membros inferiores, o que confirma a hipótese de que a imobilidade ocasiona perda óssea.

Autora: Iara Waitzberg Lewinski
Fonte: Nutritotal

Restrição de Carboidratos Diminui Taxa de Triglicerídeos Hepáticos

Estudo publicado na revista The American Journal of Clinical Nutrition avaliou a restrição calórica ou de apenas carboidratos na redução de triglicerídeos (TG) hepáticos em indivíduos com doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). Os autores concluíram que a restrição de carboidratos tem mais vantagens na perda de peso em curto prazo e na redução de TG hepáticos.

O objetivo do estudo foi avaliar a mudança no conteúdo de TG hepáticos, após 2 semanas de intervenção nutricional, por meio da técnica de espectroscopia de prótons por ressonância magnética.

“Os indivíduos com DHGNA tem excesso de triglicerídeos intra-hepáticos devido ao aumento da síntese hepática de gordura a partir de carboidratos. Embora a perda de peso seja recomendada, pouca atenção tem sido dada a restrição de carboidratos na dieta”, comentam os autores.

“Concluímos que duas semanas de intervenção nutricional resultou na redução no peso corporal e no teor de TG hepáticos em indivíduos com DHGNA. No entanto, a restrição de carboidratos na dieta foi significativamente mais eficaz na redução dos triglicerídeos no fígado do que a restrição calórica. Nossos dados sugerem que este resultado deve ter ocorrido devido ao aumento da oxidação dos lipídios hepáticos”, concluem.

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro
Fonte: Nutritotal

Bolo de Cenoura e Leite de Coco Sem Ovos

Ingredientes:
3 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 e 1/2 xícaras de açúcar
1 xícara de cenoura ralada
2 colheres de sopa de leite em pó
400 ml de leite de coco
1/2 xícara de óleo de milho (usei canola)
1 xícara de leite
2 colheres de sopa de fermento em pó

Preparo
Junte os ingredientes líquidos e reserve. Faça o mesmo com os ingredientes secos e depois envolva tudo; os líquidos com os secos.
Unte uma forma grande com manteiga e polvilhe com farinha.
Leve o bolo ao forno pré-aquecido a 180ºC até estar dourado, cerca de 45 minutos, ou até que ao espetar um palito este saia seco.
Desenforme morno e coloque a cobertura sobre o bolo.

Cobertura de chocolate:
Ingredientes:
8 col. sopa de açúcar
2 col. sopa de chocolate em pó
2 col. sopa de leite
1 col. sopa de margarina
1 col. sopa de óleo

Preparo
Leve todos os ingredientes ao lume até obter uma calda grossa. Despeje sobre o bolo.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Como Tratar e Evitar a Candida com a Alimentação?

Embora muitas pessoas não saibam, nosso corpo serve como habitat para uma série de microorganismos que convivem em harmonia, principalmente em nosso sistema digestório. Muitas situações como estresse, uso de medicamentos, quimioterápicos e doenças como diabetes podem fazer com que haja uma quebra deste equilíbrio, abrindo espaço para o supercrescimento de certos microorganismos, o que pode gerar doenças.

A cândida é um tipo de fungo que afeta mulheres e homens de todas as idades. Quando há um crescimento exagerado deste fungo no nosso corpo evidenciado por exemplo nas situações que levam à baixa imunidade (estresse, períodos de fadiga, de má alimentação, em portadores de doenças como câncer, após tratamentos desgastantes), o organismo experimenta um quadro de candidíase, que, embora de difícil diagnóstico merece tratamento e atenção.

Os sintomas da candidíase podem surgir em diversos sistemas do corpo. No sistema digestório, pode haver náuse, flatulência (gases), alergias alimentares e alterações do funcionamento intestinal como diarréia ou constipação (intestino preso). Na pele, certas alterações como acne podem estar relacionadas. As infecções vaginais freqüentes nas mulheres e as prostatites nos homens também podem ser causadas pela candidíase.

Embora o primeiro passo seja uma avaliação médica, alguns cuidados com a alimentação podem ser extremamente importantes para o controle da candidíase e tem como base a alimentação equilibrada, capaz de evitar carências nutricionais.

O controle alimentar deve ser personalizado, elaborado após criteriosa avaliação. A dieta deve oferecer nutrientes básicos para um excelente funcionamento imune como selênio, zinco, vitamina E, biotina. Alguns estudos têm demonstrado que o consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares (doces, bolos, tortas, pães, balas, chocolates) pode estimular o crescimento do fungo. Além disto, excessos de bebida alcoólica e de cafeína são contra-indicados.

Outro ponto importante é o cuidado com o consumo de alimentos mais suscetíveis à contaminação por fungos como o amendoim (paçocas, doces de amendoim), milho, castanha de caju e o coco ralado. A atenção ao consumo de carnes também é importante já que os animal pode ter ingerido alimentos contaminados. Deve-se ainda eliminar a ingestão de queijos e pães com a presença de fungos, cogumelos e alimentos fermentados como a própria cerveja.

A substituição do leite comum pelo “extrato de soja (leite de soja)” também é uma alternativa já que a lactose, um açúcar encontrado nos laticínios pode “alimentar” o fungo.

O consumo de alimentos capazes de melhorar o sistema imune está totalmente indicada. Assim, além de evitar excessos de gorduras saturadas e trans, podemos fortalecer nossas defesas ingerindo lipídos “do bem” aumentando o consumo de azeite de oliva além de incluir o Ômega 3, presentes nos peixes (salmão, sardinha, atum) e na linhaça.

Os estudos feitos com alimentos funcionais (aqueles que além da função de nutrição, podem evitar doenças, amenizar sintomas e produzir reações benéficas à nossa saúde) também indicam que os probióticos devem ser usados no tratamento alimentar da candidíase. Os probióticos, encontrados no iogurte, nos leites fermentados ou até mesmo na forma de suplementos (cápsulas ou sachês) são bactérias benéficas capazes de melhorar nossa flora e assim o nosso sistema imune. Se utilizados juntamente aos prebióticos tem melhor ação. Estes últimos, encontrados também na forma de suplementos ou presentes em alimentos como a farinha da banana verde e na batata “Yacon”, são carboidratos não digeríveis que também melhoram nossa flora.

Os alimentos indicados para controle da candidíase não param por aí. Estudos também têm sido realizados com alimentos como cebola, alho (rico em alicina, uma substância antiinflamatória e antifúngica), óleo de coco e algas marinhas.

Todo o trabalho de orientação alimentar para a controle da candidíase deve ser conduzido por uma profissional, conciliando orientação dietética ao cuidado médico. O importante é que o portador da candidíase entenda as diversas opções que ele têm a disposição para amenizar o problema muitas vezes desagradável.


O QUE EVITAR OU NÃO COMER

  • Açúcar e doces em geral, mel, melado, karo, maple, malte;
  • Pão, biscoito, torta, pastelaria, torrada, bolo e qualquer outro produto que leve farinha ou fermento;
  • Melões, bananas, maçã, uvas, manga, abacaxi e a maioria das frutas doces e ácidas;
  • Sucos de frutas, especialmente de laranja, e todos os que vêm em caixinhas, porque elas criam fungos por dentro;
  • Frutas secas (ameixa, damasco, tâmara, uvas-passas, banana-passa etc, que além de açúcar (frutose) sempre têm muito fungo (há monílias que reagem muito mais a tâmaras do que a sorvetes cremosos ou bombons);
  • Nozes, castanhas e amêndoas em geral também têm muito fungo;
  • Amendoim, grande formador de cândida e possível portador de aflatoxina;
  • Vinagre de qualquer tipo
  • Bebidas alcoólicas
  • Leite, queijos, requeijão e creme de leite
  • Batata-inglesa, batata-doce, batata-baroa, inhame, cará, aipim;
  • Farinha de mandioca; milho verde; arroz branco, macarrão branco e outros alimentos ricos em amido, como cremogema, farinha de arroz, farinhas lácteas
  • Beterraba também não pode, por causa do açúcar
  • Produtos fermentados da soja - misso, shoyu, tempê, natô
  • Frituras, empanados, gordura em geral
  • Comidas que provoquem reações alérgicas em você, já que elas enfraquecem o sistema imunológico e assim abrem as portas para a cândida
  • Café e chá preto, porque contêm cafeína e afetam o equilíbrio do açúcar no sangue; além disso, as folhas do chá preto são fermentadas.


Autora: Mariana Braga Neves - coordenadora da Nutrício

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Nutricionista ou Nutrólogo?

Já me perguntaram algumas vezes qual a diferença entre nutricionista e nutrólogo. Bem, hoje navegando por alguns sites, achei um Blog bem interessante, NutriAção, com um "post" sobre o assunto. Reproduzo-o agora  para aqueles que tem essa duvida.

O Nutricionista é um profissional da saúde com formação generalista, humanista e crítica. Está capacitado para atuar visando à segurança alimentar e à atenção dietética, em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação e nutrição se apresentam fundamentais para a promoção, manutenção e recuperação da saúde e para a prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais.

As áreas de atuação de um nutricionista são:

  • Unidades de alimentação e nutrição – objetivos e características, planejamento físico, recursos humanos, abastecimento e armazenamento, custos, lactário, banco de leite e cozinha dietética.
  • Administração dos serviços de nutrição e dietética.
  • Nutrição normal: definição, leis da alimentação / requerimentos e recomendações de nutrientes – alimentação enteral e parenteral.
  • Planejamento, avaliação e cálculo de dietas e/ou cardápio para adulto, idoso, gestante, nutriz, lactente, pré-escolar e escolar, adolescente e coletividade sadia em geral.
  • Desnutrição: epidemiologia de desnutrição, aspectos sociais e econômicos. Programa de combate às carências nutricionais e Programa Bolsa Alimentação.
  • Diagnósticos antropométricos: padrões de referência/indicadores: vantagens, desvantagens e interpretação/avaliação nutricional do adulto: índice de massa corporal (classificação de GARROW).
  • Dietoterapia nas enfermidades do sistema cardiovascular; nos distúrbios metabólicos: obesidade, diabetes mellitus e dislipidemias; nas carências nutricionais: desnutrição energético-protéica, anemias nutricionais e carência de vitaminas; doenças renais.
  • De acordo com a Lei número 8.234, o nutricionista pode prescrever suplementos nutricionais desde que seja para completar a dieta habitual do paciente.
  • Alimentos: conceito; características e qualidade dos alimentos; perigos químicos, físicos e biológicos.
  • Microbiologia dos alimentos: fatores que influenciam a multiplicação dos microrganismos; microrganismos patogênicos de importância em alimento.
  • Conservação e armazenamento de alimentos: uso do calor, do frio, do sal/açúcar, aditivos, irradiação e fermentação.
  • Normas de biossegurança.
  • Noções básicas de Vigilância Epidemiológica.
  • Legislação sanitária: Lei n° 6.437/77; Decreto-Lei n° 986/69; Resolução 12/01.
  • Interação entre medicamentos e nutrientes.
  • Ética e legislação profissional.


Já a Nutrologia é a especialidade médica clínica que se dedica ao diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças do comportamento alimentar. Os médicos nutrólogos não devem ser confundidos com nutricionistas.
No Brasil, segundo a Lei nº 8.234, de 17 de setembro de 1991 (DOU 18 de setembro de 1991), é privativo do nutricionista a prescrição dietética, cabendo ao nutricionista a prescrição dietética e educação nutricional (em pacientes doentes ou não) e ao nutrólogo a prescrição de nutrição parenteral (na veia) em pacientes hospitalizados.
Nutrólogos procuram dar orientações sobre a alimentação mais equilibrada para correção do peso e manutenção da saúde, recuperação de estados deficitários, acompanhamento de pessoas com necessidades especiais (atletas, idosos, crianças etc.) estudando a ação biológica dos nutrientes dos alimentos. A parte da prescrição dietética, por lei, cabe ao nutricionista, profissional habilitado e com formação exclusivamente voltada para tal ato.
O nutricionista não prescreve medicamentos, ele ensinará ao paciente alimentar-se corretamente e de forma individualizada, não existe milagre, existe educação, disciplina, conhecimento e pelo menos força de vontade por parte do paciente acompanhado.

sábado, 7 de maio de 2011

Higiene dos Alimentos

Olá,
desta vez público um vídeo que encontrei, divertido e instrutivo, ensinando como devemos nos postar ao entrar em uma cozinha e, quais os cuidados que devemos ter ao manipular alimentos.
Espero que este vídeo traga maior lucidez para você e, desta forma, aumente seus cuidados e a prevenção de doenças em sua casa.

Como fazer a Higiene das Mãos?

Olá,
hoje vou postar um vídeo feito pela equipe do Hospital Albert Eisnten, em São Paulo, ensinando como podemos fazer a higienização das mãos antes da manipular alimentos, por exemplo. O mesmo processo se torna necessário para evitarmos a transmissão de doenças por contato.
Então... veja com atenção o vídeo!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Como Evitar o Desperdício de Alimentos?

Bem, hoje vou deixar algumas dicas para que você diminua o desperdício de alimentos em sua casa e, assim, diminua seus gastos com alimentação e aumente a qualidade nutricional de suas refeições.

COMPRAR BEM: preferir legumes, hortaliças e frutas da época.
CONSERVAR BEM: armazenar em locais limpos e em temperaturas
adequadas a cada tipo de alimento.
PREPARAR BEM: lavar bem os alimentos, não retirar cascas grossas e preparar apenas a quantidade necessária para a refeição de sua família.

Aproveitar sobras e aparas, desde que mantidas em condições seguras até o preparo:

  • Carne assada: croquete, omelete, tortas, recheios etc.;
  • Carne moída: croquete, recheio de panqueca e bolo salgado;
  • Arroz: bolinho, arroz de forno, risotos;
  • Macarrão: salada ou misturado com ovos batidos;
  • Hortaliças: farofa, panquecas, sopas, purês;
  • Peixes e frango: suflê, risoto, bolo salgado;
  • Aparas de carne: molhos, sopas, croquetes e recheios;
  • Feijão: tutu, feijão tropeiro, virado e bolinhos;
  • Pão: pudim, torradas, farinha de rosca, rabanada;
  • Frutas maduras: doces, bolo, sucos, vitaminas, geléia;
  • Leite talhado: doce de leite.


Alimentos que podem ser aproveitados integralmente:

  • Folhas de: cenoura, beterraba, batata doce, nabo, couve-flor, abóbora, mostarda, hortelã e rabanete;
  • Cascas de: batata inglesa, banana, tangerina, laranja, mamão, pepino, maçã, abacaxi, berinjela, beterraba, melão, maracujá, goiaba, manga, abóbora;
  • Talos de: couve-flor, brócolis, beterraba;
  • Entrecascas de melancia, maracujá;
  • Sementes de: abóbora, melão, jaca;
  • Nata;
  • Pão amanhecido;
  • Pés e pescoço de galinha;
  • Tutano de boi.

Bolo de Casca de Mamão

O que faço com a casca do mamão???
Existem algumas utilidades interessantes, inclusive para amaciar carne, mas hoje vou postar uma receita de bolo, boa para um lanche da tarde na empresa. Surpreenderá muita gente.

Ingredientes
2 ovos
1 colher de sopa de fermento em pó
2 xícaras de chá de farinha de trigo
2 xícaras de chá de caldo da casca de mamão
2 xícaras de chá de açúcar


Preparo
Descasque um mamão maduro e leve as cascas ao fogo em uma panela com água. Deixe ferver e, depois de frio, bata no liquidificador. Reverve.
Bata as claras em neve e reserve. Bata as gemas com o açúcar e, acrescente aos poucos a farinha. Em seguida, acrescente 1 xícara de chá do caldo de casca de mamão e, por último, o fermento. Asse em uma forma untada, em forno moderado.
Enquanto isso, adoce a outra parte do caldo da casca de mamão e reserve.
Depois de assado, vire em um prato, fure com garfo e despeje a outra xícara do caldo de casca de mamão.


Dica: se preferir, faça uma calda de chocolate para cobrir o bolo.

Torta Salgada Com Casca de Abóbora e Talos

Não sabe o que fazer com aquela casca de abóbora?
Nem mesmo com aqueles talos de folhas que você deixou na pia?
Bem, aqui vai uma receita para te ajudar a aproveitar integralmente os alimentos, ou uma parte deles. Esta receita foi testada durante uma das aulas de Cozinha Experimental (Cozinharte) do CREAS, de Angra dos Reis.
Espero que gostem.

Ingredientes
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
3 ovos
1 xícara (chá) de casca de abóbora
1 xícara (chá) de talo de couve e salsa
1 cenoura ralada
1/2 copo de óleo
1/2 pacote de queijo ralado (50g)
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 copo de leite (250 ml)
sal a gosto
1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Preparo
Recheio: Refogar a cebola, o alho, os talos e a cenoura.
Massa: Colocar os ovos, a casca de abóbora, o óleo, o queijo ralado, o leite e o sal no liquidificador. Despejar a massa em uma vasilha e misturar o trigo, o recheio e o fermento em pó. Levar ao forno por 30 minutos em forma previamente untada com margarina ou óleo e farinha de trigo.

Dicas: acrescente presunto, calabresa picados, ou frango desfiado, se desejar enriquecer o recheio, bem como, acrescente temperos, a gosto, ao refogado, ou utilize azeite no lugar do óleo na hora de refogar.

Bolo de Chocolate (Sem Ovos)

Segue uma receita de bolo de chocolate que não necessita de ovos.
Esta receita é boa para aquelas pessoas que tem alergia ao ovo e, acabam tendo limitadas suas opções alimentares.

Ingredientes
1 colher de sobremesa de fermento em pó
5 colheres de sopa de chocolate em pó
3 colheres de sopa de manteiga derretida
2 copos (400ml) de farinha de trigo
1 copo (200ml) de açúcar
1 copo (200ml) de leite morno

Preparo
Bater muito bem o açúcar com a manteiga.
Acrescentar os ingredientes secos, alternando com o leite.
Deitar a massa em forma untada e levar ao forno previamente aquecido a 180ºC, durante cerca de 45 minutos.
Desenformar depois de frio.

Cat's Crash Test... Cenas fortes de um Teste de Colisão

O Primeiro Beijo...



Ahhhhh muleque!!!

Você Sabe as Diferenças Entre Diet, Light e Zero?

As gôndolas dos supermercados estão cada vez mais cheias de novidades. Muitos consumidores se preocupam com a qualidade dos produtos adquiridos, mas nem sempre têm certeza do que estão comprando e consumindo. A partir da década de 1980, o brasileiro passou a ter disponível alimentos modificados em relação ao conteúdo de nutrientes – carboidratos, proteínas, gorduras, sódio – e que são, atualmente, classificados como diet, light e zero. Mas será que o consumidor sabe qual a real diferença entre essas três designações?

O alimento diet é formulado com modificações especiais para se adequar a diferentes dietas ou indivíduos com necessidades metabólicas específicas. Nessa categoria estão os alimentos com restrição e isenção de nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras e sódio), alimentos para controle do peso e, especificamente, alimentos para dietas de ingestão controlada de açúcares, como, por exemplo, dietas para portadores de diabetes.
O termo light indica diferenças na composição de um produto em comparação a outro tradicional. Um alimento é considerado light quando apresenta redução mínima de 25% das calorias ou de algum nutriente em relação ao original, como, por exemplo, gordura. Alguns pães são considerados light pelo seu teor reduzido de gorduras e não, necessariamente, de calorias.
Já o zero foi o último a integrar os termos empregados em embalagens de alimentos. O nome zero indica que o alimento apresenta restrição ou isenção de algum nutriente em comparação com a versão tradicional. Se a isenção for de açúcares, o produto ainda deve apresentar valor calórico reduzido. Um caso de alimento zero são os refrigerantes, que são isentos de açúcar e possuem muito menos calorias em comparação ao produto original.
Não se deixe levar pelos nomes
Apesar da objetividade das definições, na prática, comumente surgem dúvidas que dificultam a escolha do consumidor. “A portaria referente ao termo light, por exemplo, não estabelece valor máximo de restrição. É comum existir alimentos isentos de algum nutriente ou caloria e que poderiam receber a designação de diet ou zero – com o termo light em seu rótulo”, explica Isabela Cardoso Pimentel, nutricionista do setor de Nutrição Preventiva do Hospital do Coração (HCor).
Os termos zero e diet também se confundem, mas compreendendo a legislação, o termo diet se refere a um alimento original e o termo zero se refere a uma versão modificada do original sem indicação específica a uma determinada doença. “A população frequentemente confunde alimento diet com alimentos de poucas calorias, porém, não necessariamente é desta forma. Um alimento restrito em açúcar pode conter maior teor de gorduras e apresentar teor calórico igual ou maior que o original, como ocorre com o chocolate diet”, salienta Camila Gracia, também especialista em nutrição do HCor.
De modo semelhante, um alimento pode ser classificado como light, mas ainda assim conter elevado teor de calorias para ser utilizado de rotina num plano alimentar para redução do peso, como acontece com o creme de leite light ou a manteiga light.
Na prática
Para se ter uma ideia, 1/3 de uma barra de chocolate ao leite de 30 g contém 132 kcal (calorias) e 7,3 g de gorduras totais, enquanto que a mesma quantidade de chocolate ao leite diet possui 142 kcal e 9,9 g de gorduras totais. Neste caso, o produto diet é isento de açúcares, porém, apresenta maior teor de calorias e gorduras que o original. Não é indicado para perda de peso, somente para dietas restritas em açúcar.
No caso de refrigerantes, os produtos diet, light e zero não contêm açúcar e apresentam nenhuma ou menos que 4 kcal por 100 ml. A mudança da terminologia não implica em diferenças nutricionais significativas e a diferença entre os produtos está no tipo e quantidade de adoçantes utilizados. Nos refrigerantes à base de cola, uma lata de 350 ml, nas versões diet, light e zero, apresenta zero caloria e zero grama de açúcar. Já a versão comum possui 148 kcal e 37 g de açúcar.
Compreender as diferenças nas nomenclaturas utilizadas na rotulagem dos alimentos é um direito do consumidor e mais uma ferramenta para escolhas corretas e saudáveis, mas na hora de comprar, evite se impressionar com os termos em destaque. Leia a embalagem, verifique as informações nutricionais e compare os produtos.
Principais diferenças e indicações

Diet – Isenção de açúcar e/ou proteína e/ou gorduras – Indicado para portadores de doenças metabólicas como diabetes. Cuidado: alimentos diet podem ter valor calórico maior que aqueles que contêm açúcar. Nem sempre são úteis para perda de peso;

Light – Redução de calorias, ou açúcares, ou gorduras, ou sódio, ou outro nutriente em relação ao produto original – Indicado para pessoas que desejam reduzir o teor de açúcares, gorduras ou sal na alimentação. Cuidado: nem todo alimento light é próprio para perda de peso. A redução calórica em certos alimentos é muito pequena;

Zero – Isenção de açúcar com redução de calorias ou isenção de nutrientes em relação ao produto original – De modo geral, as indicações são semelhantes às dos alimentos light. Quando o alimento é zero por isenção de açúcares, também pode ser consumido por portadores de diabetes.