domingo, 7 de agosto de 2011

Amendoim

O amendoim deriva da Arachis hypogaea, uma planta nativa da América do Sul, que pertence à família das leguminosas. Apresenta, na sua composição nutricional, 46% de gordura, 26% de proteínas, entre elas as albunas e globulinas, e 13% de carboidratos. Algumas proteínas do amendoim são bastante alergênicas.

Entre os americanos, mais de 1,5 milhão sofrem com problemas de alergia ao amendoim atualmente. Um dos motivos possíveis seria que os americanos consomem grandes quantidades dessa leguminosa precocemente, desde antes de 1ano de vida. O que torna a alergia ao amendoim importante para uma população ainda não está totalmente elucidado, mas vários fatores contribuem para esse quadro. O fato é que trata-se de um alérgeno significativo nos Estados Unidos.

Há também hipóteses de reação cruzada para explicar essa "epidemia" de alergia ao amendoim na América do Norte, ou seja, a sensibilização combinada com outras proteínas. A soja, por exemplo, aumenta 2,6 vezes o risco de alergia ao amendoim. Mas outros fatores podem contribuir:
- fatores individuais
- fatores genéticos
- ingestão de amendoim pela mãe durante a gravidez
- fatores associados ao alérgeno em si
- processamento e preparo (cozido, torrado etc.)
- frequência de ingestão
- possibilidade de contato com a pele e sensibilização
- ingestão de outras substâncias

A reação ao amendoim é mediada por IgE (imunoglobulina E), um anticorpo importante no nosso organismo. E os sintomas aparecem em segundos ou até duas horas após a ingestão de miligramas da semente, e envolvem fenômenos cutâneos, respiratórios e gatrointestinais, incluindo tosse, edema laríngeo, bronco espasmo, angioedema (inchaço na parte superior do rosto), eritema pruriginoso (urticária), dor abdominal, entre outros.

Quando dois órgãos ou mais estão envolvidos, trata-se de uma reação anafilática, podendo ocorrer sintomas cardiovasculares, como hipotensão, arritmias e até a morte.

O tratamento da alergia ao amendoim é semelhante às outras alergias alimentares e foca-se principalmente em evitar a ingestão acidental do alérgeno. Além disso, é essencial a rápida identificação dos sintomas, para que seja feita a imediata dessensibilização, de acordo com a gravidade das reações alérgicas.

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