terça-feira, 18 de outubro de 2011

Adoçantes

Quando o assunto é perda de peso, a primeira modificação na dieta costuma ser a substituição do açúcar refinado pelo adoçante dietético. A troca possibilita uma redução no total calórico da dieta favorecendo o emagrecimento.
Um erro comum é imaginar que somente essa alteração no comportamento alimentar já basta para alcançar o peso desejado. Então, não é difícil encontrar indivíduos consumindo alimentos calóricos e gordurosos, como pizzas, salgados fritos, cachorro-quente, hambúrguer, sem abrir mão da bebida dietética para compensar. 


O adoçante dietético pode sim, ser utilizado como aliado no tratamento da obesidade, contudo para o resultado ser eficaz e duradouro, é preciso mudar todos os hábitos alimentares incorretos, aderindo a um plano alimentar equilibrado que irá promover emagrecimento gradual e saudável. 


Em primeiro lugar, é bom lembrar que o adoçante dietético foi desenvolvido para atender os diabéticos já que eles devem restringir o açúcar e os produtos doces da alimentação devido ao quadro de hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue) que apresentam. Com o tempo, o adoçante dietético passou a ser usado também no controle de peso, como uma estratégia de facilitar a redução calórica. Atualmente, é consumido até por pessoas que desejam manter o peso. 


Você reparou que desde o início do texto, o termo empregado foi sempre "adoçantes dietéticos" e não simplesmente "adoçantes"? Pois é, existe diferença entre as duas expressões. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), adoçantes são produtos especificamente formulados para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, tendo a sacarose (açúcar de cana) como principal exemplo. Já os adoçantes dietéticos conferem doçura sem possuir sacarose na composição, uma vez que são elaborados para atender às necessidades de pessoas com restrição de carboidratos simples (diabéticos). 


Os adoçantes dietéticos são constituídos por edulcorantes e agentes de corpo. Edulcorantes são as substâncias químicas responsáveis pelo sabor adocicado que normalmente possuem um poder adoçante muito superior à sacarose sendo necessária portanto, uma quantidade menor para obter a mesma doçura, com a vantagem de ter menos ou nenhuma caloria. Enquanto que os agentes, também chamados de veículos, são compostos utilizados com a finalidade de diluir os edulcorantes dando volume ao produto. Como os edulcorantes adoçam até 600 vezes mais do que o açúcar, se fossem comercializados na forma pura, teriam que ser usados em quantidades muito pequenas para obter a mesma doçura do açúcar. Então, a diluição facilita o seu uso. Alguns exemplos de agentes de corpo permitidos pela legislação são: água, lactose, glicose, maltodextrina, manitol. 


Os adoçantes dietéticos podem ser comercializados e apresentados sob as formas de tabletes, grânulos, pó ou líquido. Com relação ao uso na culinária, o mais indicado pelas culinaristas é o adoçante em pó. Para as receitas que vão no forno, no fogão ou no microondas, os adoçantes dietéticos à base de aspartame não são recomendados porque em altas temperaturas, a ligação entre os dois aminoácidos (fenilalanina e ácido aspártico) presentes em sua composição se rompe provocando perda do sabor doce. 


Quanto à rotulagem, os adoçantes dietéticos possuem algumas particularidades. As informações que devem estar presentes são: 

  • os nomes e os tipos (artificiais ou naturais) de edulcorantes; 
  • o alerta "contém fenilalanina" para os adoçantes que tiverem aspartame na composição; 
  • a orientação "consumir preferencialmente sob indicação de nutricionista ou médico"; 
  • o valor energético (Kcal), em medidas práticas usuais, tais como: gotas, colher de café, colher de chá, envelope, tabletes, juntamente com a equivalência de seu poder adoçante em relação ao da sacarose. 
Veja as diferenças, quanto à composição de edulcorantes, equivalência de doçura em relação à sacarose, estabilidade a elevadas temperaturas e valor calórico, entre os adoçantes dietéticos das principais marcas encontradas no mercado: 


Tabela dos Principais Adoçantes do Mercado 

Tabela de Composição dos Adoçantes 


Os adoçantes dietéticos podem ser divididos em dois grupos distintos: não nutritivos (sacarina, ciclamato, acessulfame-k, sucralose, esteviosídeo) - fornecem doçura acentuada, não contêm calorias e são utilizados em quantidades muitos pequenas; nutritivos (frutose, sorbitol, aspartame) - fornecem energia e textura aos alimentos, geralmente contêm valor calórico semelhante ao açúcar e são utilizados em quantidades maiores em relação aos não nutritivos. A tabela abaixo, relaciona as características dos adoçantes dietéticos, de acordo com a classificação que divide os edulcorantes em artificiais (produzidos sinteticamente) e naturais (encontrados na natureza).

Conhecendo as propriedades dos adoçantes dietéticos, você terá mais facilidade em escolher o que apresenta mais vantagens. No entanto, saiba que o mais importante é a utilização consciente do produto, não como um agente isolado em busca de um resultado milagroso e sim, como integrante de uma alimentação balanceada que contribua para a perda de peso. 

Autora: Roberta Stella - Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP) 
Fonte: Cyberdiet

Nenhum comentário: