sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

"Queimadores de Gordura", o que são estes suplementos?

O termo “queimadores de gordura” (do inglês, “Fat Burns”) é usado para descrever suplementos nutricionais que aumentam agudamente o metabolismo de lipídios ou o gasto energético, favorecendo a perda de peso. Isto ocorre devido a diminuição da absorção de gordura, ou pelo aumento da oxidação de gordura durante o exercício físico, ou por outro mecanismo que cause em longo prazo adaptações que interfiram no metabolismo, com consequente aumento da perda de peso. 

Frequentemente, esses suplementos contêm diversos ingredientes, cada um com mecanismos de ação específicos. Alguns estudos afirmam que a combinação dessas substâncias proporciona efeitos adicionais na perda de peso, enquanto que outros pesquisadores contestam que a combinação irá apresentar melhores resultados. 

Os principais ingredientes presentes nos suplementos queimadores de gordura incluem a cafeína, chá verde, carnitina, o ácido linoleico conjugado (CLA), forscolina (produzida pela planta Coleus forskohlii), cromo e fucoxantina (pigmento presente em algas pardas). Com base na literatura disponível, a cafeína e os polifenóis do chá verde são as substâncias que apresentam maiores evidências em termos de aumento do metabolismo de gordura. Os demais suplementos, embora apresentem resultados promissores, ainda faltam estudos para apoiar as evidências do seu uso clínico. 

É importante lembrar a você que acompanha ou visita este Blog, que antes de você optar pelo uso deste tipo de suplemento, procure um profissional de saúde, em especial um nutricionista, para que este o oriente sobre o uso, caso haja necessidade de usar.

Autora: Rita de C. Borges de Castro
Fonte: Nutritotal

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Inflação? Qual a justificativa?

Olá amigos,
não lembro nestes anos em que mantenho este Blog de em algum momento ter postado alguma opinião sobre a política da cidade onde atuo. Mas infelizmente, porque estou simplesmente indignado, hoje faço questão de "denunciar" algo assustador.

Como alguns devem saber, profissionais autônomos, comerciantes e demais prestadores de serviços são obrigados a recolher um imposto municipal, chamado ISS.

No meu caso, sou contribuinte desde o ano de 2006. Nestes anos, os aumentos que foram aplicados nunca seguiram um padrão, pelo que percebi. Não sei qual o índice de inflação as prefeituras usam, mas a de Angra dos Reis, acredito, deve ter seu próprio índice.
Vejam
2007 - R$17,00 mensais
2008 - R$ 28,00 mensais (aumento de 64,7%)
2009 - R$ 36,00 mensais (aumento de 28,57%)
2010 - R$ 40,00 mensais (aumento de 11,1%)
2011 - R$ 48,00 mensais (aumento de 20%)
Agora... 2012, eles se superaram na "cara-de-pau"
2012 - R$ 100,00 mensais (aumento de 108,3%!!!)

Detalhe: as guias foram liberadas no dia 13 de fevereiro, com vencimento em... 15 de fevereiro!!! 

Vocês conhecem alguém que tenha ganho aumento de salário assim? Eu conheço. Políticos.

Vocês conhecem alguém que trabalha, com carteira assinada que ganhe aumentos assim? Agora, vocês conseguem entender porque quando vamos ao supermercado os preços estão mais elevados? Entendem porque serviços, como consultas com médicos, psicólogos, nutricionistas etc estão mais "caros"?

E, será que alguém consegue me explicar porque com tanto "assalto" ainda não temos uma educação na cidade de qualidade? Porque nossos jovens entram no mercado de trabalho e não conseguem redigir uma redação de 15 linhas legível e de bom entendimento. Não vou falar nem das regras ortográficas.

Alguém explica porque temos um serviço de água e esgoto ruim, aliás... água, para quem mora no Centro de Angra dos Reis... tem?

Sinceramente... sei que dediquei este espaço a assuntos sobre saúde, qualidade de vida, mas hoje, infelizmente, sou obrigado a expor minha indignação com a administração pública da cidade de Angra dos Reis.

Programa Super-Ação trata obesidade em Crianças e Adolescentes

O campus de Presidente Prudente da Universidade Estadual Paulista (Unesp) está com inscrições abertas para o Super-Ação, projeto de extensão universitária que realiza tratamento não medicamentoso da obesidade em crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos

Além de orientação psicológica, nutricional e médica, o projeto oferece atividades físicas três vezes por semana. As aulas são ministradas pelos graduandos do curso de Educação Física e supervisionadas pelos docentes responsáveis. Os integrantes são divididos em três grupos de acordo com a faixa etária: de 6 a 8 anos, de 9 a 11 anos e de 12 a 15 anos. 

No início, são realizadas avaliações físicas. Elas são repetidas após 20 semanas. Isso possibilita verificar as mudanças na composição corporal, dosagem sanguínea, hábitos alimentares e cotidianos das crianças e adolescentes. Segundo o coordenador do projeto, Ismael Forte Freitas Júnior, a prioridade é atender crianças e adolescentes que não praticam atividade física por não apresentarem adequado desenvolvimento motor em função do excesso de peso. 

Mais informações pelo telefone (18) 3229-5828, de segunda a sexta, das 8h às 18h.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Bolo Integral de Hortelã e Abacaxi


Ingredientes
3 ovos
100g de margarina light
1 xícara e meia (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de SOLLYS Frutas - Abacaxi
meia xícara (chá) de hortelã bem picadinha
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de FIBRA MAIS NESTLÉ® triturado
1 colher (sopa) de fermento em pó
margarina light para untar
farinha de trigo para polvilhar

Modo de Preparo
Em uma batedeira, bata os ovos com a margarina e o açúcar até formar um creme de cor esbranquiçada. 
Desligue a batedeira, junte o SOLLYS, a hortelã, a farinha de trigo peneirada, o FIBRA MAIS e o fermento e misture bem até ficar homogêneo. Despeje em uma forma com furo central (23cm de diâmetro), untada e polvilhada.
Leve ao forno médio-alto (200°C), preaquecido, por cerca de 30 minutos. Retire, espere amornar e desenforme.

Dicas
- Se desejar, prepare uma cobertura: em uma tigela, misture três colheres (sopa) de chá de hortelã preparado e meia xícara (chá) de açúcar de confeiteiro. Despeje no bolo ainda morno e sirva.
- Se desejar, substitua o açúcar pela mesma quantidade de adoçante culinário.

Bolo de Milho com Café


Ingredientes
1 lata de milho verde
1 xícara de chá de manteiga
4 ovos
1 lata de leite condensado
2 colheres de sopa de café soluvel
1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
Manteiga mpara untar

Recheio
1 lata de leite condensado
1 coco ralado

Cobertura
1 lata deleite condensado
3 colheres de sopa de chocolate em pó

Preparo
Bata no liquidificador o milho com cerca de metade da água da lata e reserve
Bata na batedeira a manteiga com as gemas (reserve as claras) até obter um creme liso
Junte o leite condensado, o café solúvel e o milho verde reservado
Batendo bem após cada adição
Acrescente a farinha com o fermento e bata mais um pouco
Desligue a batedeira e junte as clara batida em neve que ficaram reservadas, mexendo delicadamente
Despeje numa forma redonda (24cm), untada
Asse em forno quente (200º graus) por aproximadamente 30 minutos

Enquanto isso, prepare o Recheio:
Misture o leite condensado com o coco ralado
Leve ao fogo baixo e, mexendo sempre, deixe até obter consistência de creme
Desenforme o bolo, espere esfriar e recheie-o

Prepare a Cobertura:
Misture o leite condensado ao chocolate e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, deixe até a consistência de creme liso
Cubra todo bolo

Tempo médio de preparo: 40 minutos

Curiosidades do Café

A história do café teve início em Kaffa, na Abissínia - hoje chamada Etiópia , no continente africano. Apesar de já existir há aproximadamente mil anos, o primeiro registro comprovado da existência do café é do século XV. Tudo começou com um pastor chamado Kaldi, que percebeu que seus animais ficavam mais espertos e saltitantes ao comer folhas e cerejas (fruto vermelho do café) de uma certa planta. Então, o pastor passou também a consumir os frutos e de fato sentiu-se mais alegre e com maior vigor. A notícia não tardou a se espalhar e muitos outros moradores da região de Kaffa passaram a consumir os frutos do cafeeiro, através de infusões. Um desses moradores foi um monge, que utilizava o café para resistir ao sono enquanto orava. 


Durante os séculos XV e XVI, o conhecimento sobre os efeitos da bebida se disseminou rapidamente e o café passou a ser consumido também no Oriente, onde foi torrado pela primeira vez, na Pérsia. Os povos que iniciaram o cultivo da planta foram os árabes. Devido a esse fato, uma das espécies mais importantes de café tem como nome científico Coffea arabica.Porém, mesmo entre os povos árabes, a bebida foi considerada contrária às leis do Profeta Maomé.

Essa resistência ao café foi logo vencida e até mesmo os doutores maometanos aderiram à bebida para auxiliar o processo digestivo e também para alegrar o espírito. O consumo da bebida tornou-se tão popular na Arábia que a infusão do café passou a ser chamada "Kahwah" ou "Cahue", que em árabe significa "força". 

Após conquistar os povos do Oriente, o café foi levado à Europa, em 1675. Porém, como era considerada uma bebida maometana, foi rejeitada inicialmente pelos cristãos. Somente após o Papa Clemente VIII provar o café e "absolver" a bebida da culpa, o consumo foi liberado. O café passou a fazer parte definitiva dos hábitos europeus. 

Diversas casas de café foram abertas e o consumo foi consagrado por nomes famosos como Rousseau, Voltaire, Richelieu, Johann Sebastian Bach, Diderot e outros pensadores, músicos e celebridades. Até mesmo Napoleão Bonaparte, general e imperador da França de 1804 a 1815, foi um dos mais dedicados admiradores do café. Certa vez, disse: "Um café forte e abundante me deixa desperto e atento. O café me dá uma energia e calor além de uma força incomum, uma dor que não ocorre sem prazer. Mas eu prefiro sofrer do que ser um insensato e imbecil". 

Os frutos vermelhos também seduziram os holandeses. E foi através da Holanda e de seu intenso comércio marítimo que o café chegou ao Novo Mundo, ou seja, à América. Os primeiros países a receberem o café foram as Guianas, Martinica, São Domingos, Porto Rico e Cuba. 

A entrada do café em território brasileiro ocorreu no ano de 1727, através do oficial português Francisco de Mello Palheta. Nesse ano, Palheta fora enviado à Guiana Francesa pelo governador do Pará, João da Maia da Gama, para resolver problemas de delimitação de fronteiras. Além disso, o oficial português também havia sido incumbido de uma missão secreta: trazer sementes do fruto que, segundo informações fornecidas pelo governador, tinha grande valor comercial. "Acauzo entrar em quintal, ou jardim ou rossa ahonde houver Caffee, com pretexto de provar alguma fruta, verá se pode esconder algum par de graons com todo o disfarce e toda a cautella", teria recomendado o governador ao missionário português. Na visita à Guiana, Palheta não precisou roubar as sementes; ganhou-as de presente de madame d'Orvilliers, mulher do governador de Caiena. Além das sementes, o oficial também trazia, como presente, cinco mudas da planta. Como estava proibida a saída de sementes e mudas da Guiana Francesa, muitos afirmam que a missão do oficial português teve pitadas de romance e que madame não lhe oferecera somente café, mas outros doces favores. 

No Brasil, as mudas e as sementes foram plantadas inicialmente no Pará. Desta região, o café se disseminou pelo país, passando a ser cultivado em outros Estados. Em 1770, o plantio se iniciava na Bahia. Três anos depois, o desembargador João Alberto Castelo Branco, que foi transferido do Pará para o Rio de Janeiro, levou consigo algumas sementes. Uma das principais áreas de cultivo foi a Baixada Fluminense. 

Foi no Rio de Janeiro que a planta iniciou sua notável expansão por outras regiões do país. Diversas florestas foram desmatadas para o café ser cultivado. Um exemplo disso é o local que hoje abriga a Floresta da Tijuca, que teve sua mata nativa derrubada para a plantação de um grande cafezal. O atual bairro da Tijuca era conhecido na época como "área do café". Posteriormente, por volta do ano de 1860, a planta foi erradicada daquela região. Com uma grande estiagem, em 1844, o ministro Almeida Torres propôs a desapropriação das áreas de plantio com o objetivo de salvar os mananciais da cidade. Dessa forma, foi feito um reflorestamento e, com isso, surgiu a Floresta da Tijuca, que atualmente compõe a paisagem da "cidade maravilhosa". 

Com o desmatamento de florestas, o café foi ganhando espaço e passou a ser cultivado na Serra do Mar e no Vale do Paraíba. Do Rio, as raízes alcançaram os solos férteis dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, onde hoje ainda se mantém como uma das principais culturas. 

No final do século XIX e início do século vinte , a cidade de São Paulo já era conhecida por " capital do café ".

O Brasil passou por diversas fases em sua história, tanto em relação à produção extrativista, quanto em relação à exploração da agricultura. Dentre os ciclos econômicos atravessados pelo país estão o da cana, da borracha, do algodão e do ouro. Com o café, aconteceu o mesmo. O Brasil se voltou para o "ouro verde", como passou a ser conhecido, no início do século XIX. Isso aconteceu devido ao esgotamento das reservas de ouro de Minas Gerais e às sucessivas crises internacionais do mercado de açúcar. 

O café também teve influência na política brasileira. Isso pôde ser observado no final do século XIX e início do século XX, quando foi iniciada a "Política do café-com-leite". A liderança política da República Velha era exercida pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, que se destacavam pelo cultivo de café e pela criação de gado leiteiro. Alguns afirmam que a política deveria ter sido chamada "café-com-café", pois Minas também era um grande produtor de café. A "Política do café-com-leite" foi iniciada em 1894, com o presidente Manuel Ferraz de Campos Sales, e só foi encerrada no final da década de 20. 

A aliança entre São Paulo e Minas estava baseada no apoio mútuo, na troca de favores e na concessão de benefícios aos dois Estados. Até mesmo os escravos, que fizeram a história do Brasil no período colonial, ajudaram a escrever a história do café. 

Os escravos negros foram os primeiros a trabalhar nas grandes lavouras do Rio de Janeiro e posteriormente em Minas Gerais e em parte do Estado de São Paulo. A expansão do cultivo, na verdade, coincidiu com o início da campanha abolicionista, o que causou grande preocupação aos fazendeiros de café. De acordo com Celso Furtado, autor de "Formação Econômica do Brasil", a ideia de abolição provocava espanto, diante da possibilidade da diminuição da riqueza. "Prevalecia então a ideia de que um escravo era uma 'riqueza' e que a abolição da escravatura acarretaria o empobrecimento do setor da população que era responsável pela criação de riquezas no país", expõe o economista. 

No entanto, Furtado garante que a abolição teve maior caráter político que econômico. "Abolido o trabalho escravo, praticamente em nenhuma parte houve modificações em real significado na forma de organização da produção e mesmo na distribuição da renda". Em virtude das discussões em torno da abolição, foi criado o PRP (Partido Republicano Paulista), que logo posicionou-se a respeito: em troca do apoio à campanha abolicionista, o partido exigia ações oficiais no sentido de incentivar a vinda de imigrantes europeus. 

Em 1887, um ano antes da assinatura da Lei Áurea, o Brasil já fazia acordos com países europeus, o que deu início à "grande imigração". Em apenas dois anos, aproximadamente 150 mil trabalhadores, em sua maioria italianos, desembarcaram no litoral brasileiro e foram recebidos no interior de São Paulo. Esses, no entanto, não foram os primeiros imigrantes a chegarem ao Brasil. 

A experiência da utilização de mão-de-obra imigrante na lavoura cafeeira já havia sido feita nos idos de 1852, de acordo com o relato de Celso Furtado. O senador Vergueiro teria trazido 80 famílias de camponeses da Alemanha para trabalhar em sua fazenda em Limeira. "A idéia do senador Vergueiro era uma simples adaptação do sistema pelo qual se organizara a emigração inglesa para os EUA na época colonial: o imigrante vendia o seu trabalho futuro", esclarece Furtado. A exploração do trabalho, no entanto, não acabou com a chegada dos imigrantes. 

Os trabalhadores eram obrigados a comprar seus produtos e materiais para subsistência junto aos empregadores, a preços abusivos. Apesar dessas condições, muitos imigrantes europeus permaneceram trabalhando nas lavouras de café. Não há como negar a importância dos braços dos estrangeiros na formação econômica do Brasil e no desenvolvimento da cultura cafeeira no país.

Autor: Dr. Edson Credidio - Médico Nutrólogo, Doutor em Ciências de Alimentos pela Unicamp, Título de Especialista em “Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos” pela Unicamp, Coordenador do Sistema Nutrosoft, Perito Judicial em Análise de Alimentos e membro da Associação dos Peritos Judiciais do Estado de São Paulo, Membro da International Colleges for the Advancemente of Nutrition - USA, Membro da American College of Nutrition – ACN – USA, Membro do Comitê Científico do Food Ingredients South America, Membro Titular da Academia Latino – Americana de Nutrologia e Autor com dezesseis livros publicados.

Fonte: Nutrosoft

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Consumo de frutose está associado à gordura visceral e a fatores de risco cardiometabólicos, de acordo com estudo do The Journal of Nutrition

Embora os adolescentes consumam mais frutose do que qualquer outro grupo etário, a relação entre o consumo de frutose e os marcadores de risco cardiometabólicos ainda não foi estabelecida nesta população. 

O estudo publicado pelo The Journal of Nutrition estabelece associações de ingestão total de frutose (frutose livre mais metade da ingestão de sacarose livre) com fatores de risco cardiometabólicos e tipo de adiposidade em um grupo de 559 adolescentes com idades entre 14-18 anos, na Geórgia. 

Os parâmetros estudados foram: glicemia, insulina, lipídios, adiponectina e proteína C-reativa. A dieta foi avaliada e a atividade física foi determinada por acelerometria. Tecidos moles livres de gordura e massa gorda foram medidos por Dual Energy X-Ray Absorption (DEXA). Já o tecido adiposo abdominal e a gordura visceral foram avaliados através de ressonância magnética.

As avaliações estatísticas revelam que a ingestão de frutose está associada à gordura visceral, mas não parece estar relacionada ao tecido adiposo abdominal. Também foram observadas as relações entre o consumo de frutose e uma tendência de aumento da pressão arterial sistólica, da glicemia de jejum e da proteína-C reativa (um sinal de inflamação sistêmica), além de uma diminuição nos níveis de HDL-colesterol (colesterol bom) e da adiponectina. 

Os resultados mostram que, em adolescentes, o maior consumo de frutose está associado a múltiplos marcadores de risco cardiometabólicos e parece que essas relações são mediadas pela obesidade visceral. 

Fonte: The Journal of Nutrition, de fevereiro de 2012 (by News Med.Br)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Consumo de açúcar deve ser regulado, afirmam cientistas

Doenças infecciosas foram ultrapassadas, pela primeira vez na história, por doenças não infecciosas. De acordo com as Nações Unidas, doenças crônicas não transmissíveis como câncer, diabetes e problemas no coração são responsáveis por cerca de 35 milhões de mortes ao ano.
Em comentário publicado na edição desta quinta-feira (02/02) da revista Nature, três cientistas da Universidade da Califórnia em San Francisco destacam outro responsável pela mudança na saúde pública mundial, além do cigarro e do álcool: o açúcar.
Os autores afirmam que os efeitos danosos do açúcar no organismo humano são semelhantes aos promovidos pelo álcool e que seu consumo também deveria ser regulado.
O consumo mundial de açúcar, apontam, triplicou nos últimos 50 anos. E, apesar de os Estados Unidos liderarem o ranking mundial do consumo per capita do produto, o problema não se restringe a esse ou a outros países desenvolvidos.
“Todo país que adotou uma dieta ocidental, dominada por alimentos de baixo custo e altamente processados, teve um aumento em suas taxas de obesidade e de doenças relacionadas a esse problema. Há hoje 30% mais pessoas obesas do que desnutridas”, destacaram os autores.
Mas eles destacam que a obesidade não é o principal problema neste caso. “Muitos acham que a obesidade está na raiz de todas essas doenças, mas 20% das pessoas obesas têm metabolismo normal e terão uma expectativa de vida também normal. Ao mesmo tempo, cerca de 40% das pessoas com pesos considerados normais desenvolverão doenças no coração e no fígado, diabetes e hipertensão”, disseram. Eles destacam que a disfunção metabólica é mais prevalente do que a obesidade.
No fim das contas, o problema é maior nos países menos ricos. Segundo o estudo, 80% das mortes devidas a doenças não transmissíveis ocorrem nos países de rendas média ou baixa.
De acordo com os autores do artigo, o cenário chegou a tal ponto que os países deveriam começar a controlar o consumo de açúcar. A regulação poderia incluir, sugerem, a taxação de produtos industrializados açucarados, a limitação da venda de tais produtos em escolas e a definição de uma idade mínima para a compra de refrigerantes.
Mas, diferentemente do álcool ou do cigarro, que são produtos consumíveis não essenciais, o açúcar está em alimentos, o que dificulta a sua regulação. “Regular o consumo de açúcar não será fácil, especialmente nos ‘mercados emergentes’ de países em desenvolvimento, nos quais refrigerantes são frequentemente mais baratos do que leite ou mesmo água”, destacaram.
O comentário The toxic truth about sugar, de Robert H. Lustig, Laura A. Schmidt e Claire D. Brindis, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com
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Fonte: Fapesp