sexta-feira, 30 de março de 2012

Quais são os principais elementos tóxicos presentes nos alimentos?

Existem diversos elementos tóxicos que podem representar perigo ambiental. Atualmente, os metais pesados (MPs) são os poluentes de maior preocupação, devido aos seus efeitos de maior impacto na saúde dos indivíduos. Os MPs considerados como importantes poluentes ambientais são: arsênio (As), berílio (Be), cádmio (Cd), cromo (Cr), cobre (Cu), mercúrio (Hg), Níquel (Ni), chumbo (Pb), antimônio (Sb) e Zinco (Zn). 

Alguns desses elementos são necessários em pequena quantidade no organismo, como cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio e zinco. Porém, níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Os MPs mais perigosos são Cd, Hg e Pb, pois mesmo presentes em concentrações extremamente baixas são altamente tóxicos para os indivíduos. 

No organismo humano, os metais pesados depositam-se no tecido ósseo e adiposo, ocupando o lugar dos minerais essenciais. O consumo de alimentos com altos teores de MPs pode induzir a toxicidade crônica por acúmulo no fígado e rins. 

Uma vez no ambiente, os MPs tendem a se acumular, provocando elevação constante de seus níveis, o que pode levar a distúrbios nos processos metabólicos. Uma das principais vias de acesso a esses elementos é a ingestão de vegetais contendo elevadas concentrações de metais pesados, devido à contaminação do solo. Essa contaminação pode ocorrer por diversas fontes, incluindo a deposição atmosférica, adições de fertilizantes, aplicação de lodo de esgoto, composto de lixo urbano e lodos industriais.

Portanto, a indústria agrícola e alimentícia devem monitorar cuidadosamente a contaminação dos alimentos pelos metais pesados, bem como observar, além do teor total, outros parâmetros, como a sua disponibilidade para os alimentos, já que eles podem sofrer interferências dependendo do vegetal cultivado.

Fonte: Nutritotal

Projeto avalia as características nutricionais da manteiga enriquecida com CLA

Uma substância química contida naturalmente nos alimentos derivados de leite e nas carnes de animais ruminantes, mas especialmente concentrada na manteiga, vem despertando a atenção dos pesquisadores em diversos países. Trata-se do ácido linoléico conjugado (CLA, na sigla em inglês) – um tipo de gordura insaturada. Ele está na mira dos cientistas por seus possíveis efeitos na redução do tecido adiposo, contra doenças cardiovasculares e até contra o câncer. No Rio, um projeto coordenado pela engenheira de alimentos Rosemar Antoniassi, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agroindústria de Alimentos), propõe avaliar a qualidade nutricional da manteiga enriquecida com CLA. 

O objetivo da pesquisa, contemplada pela FAPERJ com o edital de Apoio às Instituições de Ensino e Pesquisa Sediadas no Estado do Rio de Janeiro, é analisar as propriedades da manteiga produzida a partir da gordura de leite enriquecida com CLA. Essa gordura é proveniente da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora. Na instituição mineira, pesquisadores parceiros do projeto manipulam a dieta de vacas mestiças, pela adição de óleos vegetais ricos em ácido linoléico à ração. Tudo para oferecer uma alimentação capaz de aumentar a concentração de CLA no leite produzido pelas vacas. 

“A primeira etapa do projeto é testar uma alimentação para o rebanho que seja eficaz para favorecer o enriquecimento do leite com o CLA, em uma quantidade maior e mais adequada para que ele traga benefícios à saúde”, conta Rosemar. Além de aumentar a concentração do CLA, a dieta do gado torna toda a gordura do leite mais balanceada. “A dieta oferecida às vacas também modifica o perfil dos ácidos graxos saturados do leite, associados à ocorrência de doenças cardiovasculares”, completa. 

A segunda etapa do estudo está em curso no Laboratório de Óleos Graxos da Embrapa Agroindústria de Alimentos, em Guaratiba, zona oeste do Rio. Lá, a equipe coordenada pela pesquisadora Rosemar Antoniassi prepara a manteiga – com a gordura enriquecida com CLA proveniente da Embrapa Gado de Leite – e vem fazendo um trabalho de análise química e nutricional do produto. “Estamos avaliando a composição da manteiga, quantificando os ácidos graxos, os teores de CLA e de colesterol, e também testando a estabilidade oxidativa da manteiga, isto é, a durabilidade que a manteiga enriquecida com CLA teria se chegasse às prateleiras dos mercados”, detalha. 

Os resultados preliminares da pesquisa, até o momento, são positivos. “Com a dieta oferecida ao rebanho, foi possível aumentar a concentração de CLA na gordura do leite de bovinos para cerca de 2%. Em contrapartida, as vacas que recebem uma alimentação tradicional apresentam apenas cerca de 0,2% de CLA no seu leite”, compara Rosemar. Segundo a pesquisadora, a escolha da manteiga para ser o alimento enriquecido a ser testado deve-se à sua grande capacidade de concentrar o CLA. “A manteiga tem um teor bem maior de CLA do que o leite, que apresenta o CLA diluído”, explica. 

Por enquanto, os testes estão sendo realizados em escala laboratorial. Mas para a engenheira de alimentos, a pesquisa antecipa uma tendência de mercado. “Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, ainda não permita a atribuição de propriedades funcionais ao CLA nos produtos alimentícios nacionais, é comum na Europa a comercialização de diversos produtos lácteos enriquecidos com CLA. Essa tendência deve se repetir no Brasil, no futuro”, aposta Rosemar, sem esquecer de citar o apoio da FAPERJ para a compra de equipamentos e insumos ao Laboratório de Óleos Graxos da Embrapa Agroindústria de Alimentos. 

Além de Rosemar Antoniassi, participam do projeto os pesquisadores Fernando César Lopes e Marco Antonio S. Gama, da Embrapa Gado de Leite, que são especialistas nos ensaios com vacas leiteiras, e os especialistas nas análises químicas Humberto Bizzo R. Bizzo e Adelia F. Faria-Machado, da Embrapa Agroindústria de Alimentos. 

Autora: Débora Motta 
Fonte: FAPERJ

sexta-feira, 16 de março de 2012

Castanha-do-brasil melhora perfil antioxidante em mulheres com obesidade

Pesquisadores da Universidade de São Paulo publicaram na revista científica Nutrition um estudo que avaliou a associação entre o polimorfismo na glutationa peroxidase-1 (GPx1), uma enzima antioxidante, os níveis de selênio (Se) e danos ao DNA em mulheres com obesidade após o consumo de castanhas-do-brasil (também conhecida como castanha-do-pará). 

O resultado foi de que houve aumento nos níveis de SE e da atividade da GPx1 com a ingestão desta castanha nesta população. Trata-se de um estudo randomizado que avaliou 37 mulheres com obesidade mórbida. As participantes consumiram uma castanha-do-brasil por dia, fornecendo aproximadamente 290 mcg de selênio/dia, durante oito semanas. A recomendação diária para este micronutriente, segundo a Dietary Reference Intake (DRI), é de 55 mcg/dia. 

Os pesquisadores verificaram no início do estudo e ao final das oito semanas as concentrações de Se no sangue, atividade da enzima GPx1 e os níveis de danos ao DNA. Em seguida, os resultados foram comparados em relação à presença de polimorfismo de nucleotídeo único (SNP) no gene para GPx1. Os SNPs em genes que codificam para enzimas antioxidantes, tais como GPx1 têm sido implicados na propensão para o câncer e outras doenças. Dentre os SNPs no gene para GPX1, destaca-se o PRO198LEU (ou Pro/Leu) que é resultante da substituição de citosina por timina, sendo o genótipo “normal” o PRO198PRO (ou Pro/Pro). 

No início do estudo, todas as pacientes estavam deficientes em Se, e após a ingestão da castanha-do-brasil houve melhora significativa nos níveis sanguíneos de Se (p<0,001) e na atividade da GPx (p=0,001). Além disso, as participantes que apresentaram genótipo Pro/Pro tiveram diminuição nos danos do DNA após o consumo da castanha-do-brasil (p<0,005). No entanto, houve maior dano ao DNA nas participantes com o genótipo Leu/Leu em comparação com aquelas com o genótipo Pro/Pro (p<0,05). 

“Este estudo é o primeiro a analisar as possíveis associações entre níveis de selênio, atividade da GPx, e os níveis de danos no DNA e polimorfismo no gene para GPx1 após o consumo de castanha-do-brasil. Mostramos que o consumo diário de apenas uma unidade desta castanha é eficaz em melhorar os níveis de Se e a atividade da enzima GPx em mulheres obesas”, comentam os autores. 

“Semelhante a outros estudos no campo nutrigenômica, esses resultados não podem ser generalizados para outras populações, devido às diferenças raciais, étnicas e relacionadas ao estilo de vida. Certamente, estudos incluindo populações maiores são necessários para confirmar nossos resultados”, concluem. 

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro 
Fonte: Nutritotal

terça-feira, 6 de março de 2012

Carta Aberta ao Poder Público de Angra dos Reis


Prezados Secretários Municipais de Administração e de Fazenda de Angra dos Reis,

venho por meio deste mostrar minha indignação com o recente aumento no tributo ISS.
Inicialmente quero manifestar como me senti prejudicado, se não "assaltado" quando verifiquei no dia 15 que as guias haviam sido emitidas apenas dois antes, desrespeitando qualquer lei no que se refere a cobranças. Desrespeitando contribuinte.

Depois, para minha surpresa, o recente aumento, de 108%.

Não conheço nenhum índice de inflação ou sabe-se lá o que (?) que justifique um aumento desta proporção. Muito menos aceito a ideia proposta na Resolução SMF 1, publicada no Diário Oficial #361. Dizer que todos os profissionais com nivel superior tem ganhos iguais ou acima de R$5000,00 é impensável, irresponsável e inimaginável.

Será que os nobres secretários conhecem tão bem nossa cidade para dizer que profissionais de nivel superior ganho em sua totalidade valores assim? Será que conhecem a sua cidade tão bem que não tem ideia dos valores que são cobrados de alugueis nesta cidade. Muito menos, sabem em que país residem, onde com a atual crise, qualquer aumento do tipo acarreta o fechamento dos meios de produção?

Será que não percebem que "arroxando" quem trabalha vocês simplesmente desestimulam a legalidade?

Se ao menos pagassem aos seus profissionais o mesmo valor que usam como base para o calculo absurdo que utilizaram, não teriam aplicado um aumento deste tipo.

Por isso, peço a revisão deste valor, não só por mim, mas por todos aqueles que trabalham neste municipio, que são "legais", contribuem anualmente, não sonegando qualquer tributo, mas que produzem e procuram fazer deste município um lugar melhor.

Profissionais que há anos não modificaram seu valores, mesmo com a farra de aumentos que o poder público tem aplicado aos mesmos.

Atensiosamente,
Dr. Rodrigo F. da Silva
Nutricionista


Para os moradores de Angra dos Reis e aqueles que acompanham este Blog possam entender, abaixo segue a Resolução citada:

RESOLUÇÃO SMF Nº. 01
DE 30 DE JANEIRO DE 2012.
Dispõe sob o Sistema de Recolhimento por Estimativa do Imposto Sobre 
Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN devido pelos Autônomos estabelecidos 
e dá providencias.
o secretÁrio municiPal de faZenda, no uso de suas atribuições 
legais, considerando:
- a necessidade de preservar o nível da arrecadação do ISS;
- a necessidade de padronizar a emissão das guias de recolhimento do 
Imposto;
- o disposto no artigo 7º. do Decreto nº. 3.299 de 19 de março de 2004;
resolVe:
Art. 1º. – Enquadra-se no sistema de recolhimento por estimativa do Imposto 
Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN os contribuintes Autônomos 
Estabelecidos, cujos valores relativos à base de cálculo e imposto para cada mês, 
para o exercício de 2012, são fixados conforme tabela a seguir:
Contribuintes                        Base de Calculo          
Imposto Mensal 



                                             Estimativa em R$           

Devido (R$)






Profissionais Autonomos


Cuja Atividade Profissional            5.000,00                     100,00
Exija Nível 
Superior




Art. 2º. – O lançamento será constituído de ofício, em caráter definitivo, 
conforme determinado pelo artigo 5º do Decreto nº. 3.299 de 19/03/2004, 
não ensejando posterior crédito e nem direito à restituição.
§ 1º - Os contribuintes abrangidos pelo sistema de estimativa poderão, até a 
data do vencimento do imposto relativo ao mês de janeiro de cada exercício 
financeiro, requerer a exclusão do regime de estimativa.
§ 2º - Ocorrendo o previsto no parágrafo anterior o contribuinte autônomo 
obedecerá às regras de cumprimento da obrigação principal e acessória previstas 
para os contribuintes em geral, inclusive com emissão de Nota Fiscal de Serviços 
Eletrônica – NFS’e.
§ 3º - O ISS estimado será devido por mês ou fração, incluindo-se o da data 
de cadastramento ou baixa de inscrição.
§ 4º - A autoridade competente poderá, a seu critério, suspender a aplicação 
do sistema de estimativa, de modo geral, individual, ou quanto a qualquer 
categoria profissional ou grupo de atividade.
Art. 3º. – A inobservância das normas decorrentes desta resolução, serão 
aplicadas às penalidades previstas no Código Tributário Municipal.
Art. 4º. – O imposto será recolhido na forma e prazo previsto no Código 
Tributário Municipal.
Art. 5º. – Os valores referentes à Base de Cálculo por Estimativa do Imposto 
Sobre Serviço – ISS, de que trata a presente resolução, será atualizado nos 
termos da legislação em vigor.
Art. 6º. – Os fatos geradores referentes às atividades exercidas por profissionais 
autônomos, estimados ou não, serão tributados à partir do mês de janeiro de 
cada exercício.
Art. 7º. – Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8º. – revogam-se as disposições em contrário.
GABINETE DO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE FAZENDA,
Aos 30 dias do mês de janeiro de 2012.
JORGE IRINEU DA COSTA
Secretário Municipal de Fazenda

Vejam o Diário Oficial #361 na íntegra clicando aqui.

sábado, 3 de março de 2012

Professora da PB Compulsiva por Doces Consegue Emagrecer 30 kg

Olá amigos(as),
acabo de ler esta reportagem no site do G1 e quero compartilhar com vocês.



Ingrid Pombo, de 24 anos, mudou alimentação e entrou na academia. Dinheiro da poupança para ir à Europa serviu para renovar o guarda-roupa.

Ingrid montagem (Foto: Arquivo pessoal)

Compulsiva por doces, a professora de inglês Ingrid Pombo, de 24 anos, chegava a devorar uma lata inteira de brigadeiro numa única tarde, antes de eliminar 30 kg com reeducação alimentar e exercícios físicos.
"A compulsão é algo com que vou ter que lidar o resto da vida. Sempre terei tendência a abusar, mas hoje me controlo. Substituí o chocolate por barra de cereal e troquei o açúcar branco pelo tipo demerara, mais saudável", cita a moradora de Campina Grande (PB).
O desejo de mudança começou na Páscoa de 2008, após passar mal de tanto comer. Foi então que ela prometeu que nunca mais se sentiria assim por causa dos excessos alimentares. Mirou o aniversário como meta, em outubro daquele ano, e, uma semana antes do prazo estabelecido, alcançou seu objetivo.
A obesidade grau 1 – 88 kg em 1,63m de altura – não incomodava apenas Ingrid, mas também sua mãe, que é magra e vivia insistindo para que a filha emagrecesse. Já o pai pesa cerca de 150 kg.
"Ela não aceitava minha gordura, escondia comida em casa, prometia me dar viagem e até dinheiro se eu perdesse peso. Mas só emagreci quando eu quis", conta ela, que fez a primeira dieta aos 9 anos, perdeu 9 kg, mas voltou a engordar na adolescência.
Em 2009, um ano após baixar para 58 kg – hoje já ganhou 1,5 kg, mas de massa muscular –, a mãe lhe deu um presente diferente: pagou uma cirurgia plástica para Ingrid retirar o excesso de pele na barriga e pôr silicone nos seios, que ficaram flácidos.
Com a mudança na silhueta, algumas peças do guarda-roupa antigo foram ajustadas e, quando chegou à meta final, a professora de inglês pegou um dinheiro na poupança reservado para conhecer a Europa e usou na renovação do armário.
"Comprei roupas de marcas famosas da cidade, para provar que eu podia entrar nelas. Agora estou economizando de novo, para viajar no ano que vem", destaca a paraibana, que vivia chorando e desistindo de ir aos lugares porque nada lhe servia.
Ingrid montagem 2 (Foto: Arquivo pessoal)
(Re)encontro inesperado
Três meses depois da cirurgia plástica, Ingrid conheceu o primeiro namorado. Ela havia ido com algumas amigas a um barzinho de Campina Grande, onde avistou um jovem interessante. Os dois trocaram olhares, mas não passou disso – o rapaz foi embora logo, por insistência do irmão.
Na semana seguinte, o casal se reencontrou por acaso na porta de uma festa, e Lisandro foi lembrá-la da ocasião anterior.
"Ficamos nesse dia, no fim de 2009, e estou muito feliz com ele. Eu era solteira convicta e, nas baladas, os meninos só ficavam comigo quando já estavam meio bêbados. Todo mundo dizia que eu tinha um rosto lindo, pena que era gorda", lembra.
Segundo a paraibana, o namorado, mesmo não tendo problema de peso, também resolveu abolir da dieta batata frita, bolacha recheada e afins, para apoiar a companheira em uma vida mais saudável. "Ele sente muito orgulho de mim", diz.
Hoje em dia, a autoestima de Ingrid melhorou e ela atrai também a atenção de quem frequenta a academia, aonde vai de segunda a sexta, por 1h30 a 2h.
Malhação pesada
No início da perda de peso, a professora de inglês praticava boxe e tênis três vezes por semana. Há um ano, além de pegar peso na musculação, corre 30 minutos na esteira três vezes por semana, a uma velocidade de 10,5 km/h, e faz spinning duas vezes.
O professor de bicicleta, Geraldo, tem ajudado muito a aluna a acelerar o ritmo. Ele também lhe indicou um nutricionista, com o qual Ingrid faz acompanhamento alimentar.
"Aos finais de semana, jogo tênis com meu namorado durante 1h30 a 2h. Para mim, exercício é religioso. Descobri que tenho muita energia e adoro gastar, e só sabe disso quem experimenta", ressalta a paraibana.
Ela ainda quer ganhar 2 kg de massa muscular para acabar com a flacidez do bumbum e da parte interna da coxa, e diminuir o percentual de gordura de 18% para 16%.
"Até minha imunidade melhorou. Faz um ano que não pego gripe ou resfriado, mesmo ficando ao lado de pessoas doentes. Antes, o que havia de surto me atingia", compara.
O problema na coluna lombar, que já havia levado Ingrid ao hospital para tomar injeção e a deixado de atestado médico, também desapareceu. Além disso, a jovem agora assiste às colegas de trabalho ficarem ofegantes ao subir três andares de escada, enquanto ela mantém o fôlego e a disposição.
Comida leve
Junto com a atividade física, a professora de inglês conseguiu emagrecer fazendo uma mudança radical na dieta. No começo do namoro, ela voltou a engordar – 6 kg – e se preocupou com o efeito sanfona. Foi então que cortou de vez frituras, biscoitos, refrigerante, álcool e embutidos, como salsicha e presunto.
"Não ia pôr tudo a perder e voltar ao peso de antes. No início, não havia feito restrições severas para não sofrer de uma hora para a outra. Mas esses alimentos eu acabei eliminando. Hoje, quando vem alguém me oferecer algo muito gorduroso, já não acho tão gostoso", diz.
Ingrid, que não comia nenhuma verdura e só banana de fruta, incluiu nas refeições principais alface, acelga, espinafre, rúcula, cenoura, beterraba, tomate, repolho roxo e pimentão amarelo. Quanto às frutas, agora come maçã, goiaba, kiwi, mamão, abacaxi, melancia e melão, que, segundo ela, engordam pouco e saciam muito.
Em relação aos líquidos, a paraibana passou a tomar até 3 litros de água por dia – antes só bebia quando sentia sede – e sucos naturais de acerola, limão, manga, goiaba, uva e laranja.
"Estou me acostumando com o gosto da manga e da uva sem açúcar. A laranja eu já não adoço", conta a professora de inglês, que se alimenta de 3h em 3h, em pequenas porções. Ela descobriu, ainda, os benefícios da aveia, da granola e da linhaça.
Autoestima amiga
Com toda essa revolução pessoal, Ingrid melhorou a imagem que tem de si mesma e também como os outros a veem.
"A mãe de uma amiga é psicóloga e me disse que mudei ainda mais de dentro para fora, pois amadureci e estou com alegria no olhar. Antes eu me sentia triste, fraca, abatida, passiva. Agora sei o que quero, traço metas e tenho força. Não me deixo vencer", afirma.
Ingrid enfatiza que realmente ficou mais equilibrada e está, inclusive, transmitindo um estilo de vida mais saudável para toda a família. "Passamos a comer arroz integral e carne grelhada no almoço", cita a paraibana.
Este ano, completam quatro anos da conquista de Ingrid. "Pelo tempo, acredito que essa já seja uma vitória consolidada. Aprendi que determinação e força mental valem muito. E fiz tudo isso não só por estética, mas também pela minha saúde. Hoje me sinto livre, leve e solta", define-se.
Autora: Luana D'Alama
Fonte: G1