sábado, 28 de abril de 2012

Jovem carioca reduz 17 kg para incentivar namorada a perder peso


Casal engordou junto porque costumava abusar de comidas calóricas.
Ela já eliminou mais de 30 kg, e os dois agora se exercitam juntos.

Ver a balança disparar após o início de um namoro ou casamento é um problema de muitos casais. Os parceiros relaxam, saem várias vezes por semana para comer fora e acabam abusando de alimentos calóricos, como massas, frituras e doces. Além disso, a falta de ânimo para se exercitar pode piorar ainda mais a situação.

Foi o que aconteceu com o analista de sistemas carioca Marcelo Tatagiba, de 32 anos, e a fisioterapeuta Vangela Queiroz, de 25. Ao longo da relação de 4 anos e meio, ele passou de 84 kg para 95 kg, em 1,75 m de altura, e ela foi de 70 kg para 107 kg, em 1,68 m.

“Comíamos muita besteira, fast food, e pedíamos um prato para cada. Agora costumamos dividir. Quando você se habitua a diminuir a quantidade, não consegue mais voltar ao que ingeria antes”, diz Marcelo.

Tudo começou em março de 2011, quando Vangela decidiu que precisava fazer uma reeducação alimentar e emagrecer, sobretudo por causa da profissão: ela dá aulas de pilates e atua também na área de estética.

A jovem procurou, então, um endocrinologista e iniciou uma dieta dos pontos, que mantém até hoje para alcançar o objetivo final de eliminar mais 5 kg.

"Recebi muitos 'nãos' por estar acima do peso, mas não reclamo, pois isso me fez acordar e buscar qualidade de vida. O lado estético foi só consequência. Hoje consigo trabalhar muito melhor, sem me cansar ou sentir dores, minha família passou a se alimentar bem e já consegui convencer alguns amigos a participarem de corridas comigo", cita a jovem.

Para ajudá-la nesse processo, Marcelo também mudou de hábitos, adotou uma alimentação balanceada, cortou refrigerante, líquidos nas refeições e frituras. "Antes, comia batata frita todo dia, agora é uma vez por mês. Também voltei a praticar exercícios e reduzi meu índice de gordura corporal de 21% para 10%", conta o analista, cuja meta é enxugar ainda mais a barriga e chegar aos 6% de gordura.

Vangela enfatiza que, no início, continuou comendo as coisas de que gostava, como fast food e chocolate, pois achava que diminuir a quantidade de calorias e, ao mesmo tempo, cortar o que lhe dava prazer seria muito radical. 

"Eu não queria isso, por causa do meu insucesso em outras dietas. Depois que me habituei a comer aquela quantidade, tirei as frituras, o sal, e comprei um forninho elétrico, para assar ou grelhar tudo", afirma.

Ela diz que não sofreu muito, mas o que mais a incomodou foi ter que anotar tudo o que consumia, para fazer o cálculo dos pontos. "Com o tempo, me acostumei e até decorei os valores", ressalta.

Da obesidade ao sobrepeso
O namorado de Vangela está hoje com 78 kg e quer atingir os 75 kg. Seu índice de massa corporal (IMC) baixou de 31 (obesidade grau 1) para 25 (começo da faixa de sobrepeso), em oito meses. O manequim da calça perdeu quatro números: foi de 46 para 42, e logo deve servir o 40.

“Me desfiz de muitas roupas sociais, e nós dois trocamos praticamente todo o guarda-roupa. Meu cinto antigo já estava no último furo”, revela Marcelo.

Ele agora come de 3h em 3h, adotou frutas, verduras e legumes no cardápio – que antes eram totalmente excluídos – e confessa que ainda precisa beber mais água.

“Já não vejo mais tanta diferença na balança, mas sinto no corpo, pois estou substituindo gordura por músculos”, destaca. O carioca corre duas vezes por semana durante 30 minutos, pratica jiu-jítsu duas vezes durante 1h30 e faz musculação três vezes, por 1h.

Da mesma forma que o namorado, Vangela saiu de um IMC 38 (obesidade grau 2) para 26,5 (sobrepeso). No total, a fisioterapeuta perdeu 32 kg em sete meses. Começou a praticar exercícios depois de três meses, porque queria primeiro eliminar um certo peso (no caso, 15 kg). Hoje, ela vai à academia e corre três vezes por semana.

"Eu estava tão gorda, que não aguentava fazer quase nada. Primeiro, passei a caminhar 15 minutos três vezes por semana e fui acelerando o ritmo, alternando entre caminhadas e corridas, até conseguir correr 30 minutos três vezes por semana. Isso me incentivou a participar de provas de rua, o que me mantém motivada, já que sou muito competitiva", revela.

Em seguida, a fisioterapeuta passou a fazer musculação para fortalecer e evitar lesões nas corridas. "Não gostava muito de malhar, mas, depois que você percebe os resultados, se empolga. Só não pode parar, precisa virar rotina. Quando fico um dia sem, já sinto falta", conta.

Benefícios à saúde e ao namoro
Marcelo garante que os dois ganharam mais disposição, um sono melhor e elogios gerais, de familiares, amigos e colegas de trabalho. No caso de Vangela, ela também reduziu a dor que sentia no joelho.

O analista compara: “Meus exames médicos estavam muito ruins. Triglicerídeos, colesterol, glicose, ácido úrico, ficou tudo alto. Após três meses, fiz uma nova coleta de sangue e todas as taxas caíram pela metade, para a faixa normal”.

Já os exames de Vangela sempre foram bons, mesmo ela estando acima do peso. O único problema mais sério era um excesso de gordura no fígado, chamado de esteatose hepática, no grau 2. "Esse foi um dos motivos que me levaram a querer mudar", diz.

Outro grande "upgrade" foi no namoro, que segundo Marcelo melhorou bastante. “Passamos a praticar juntos corridas de rua”, afirma.

Apesar de se monitorarem, os dois estabeleceram um “dia do lixo” semanal, geralmente sábado ou domingo, quando saem da dieta para aproveitar os prazeres da vida, sem cair na tentação da gula.

Na Páscoa, o casal adianta que vai comer chocolate, mas com moderação. "Depois, a gente se mata na academia para queimar as calorias", prevê Marcelo. "Ganhei chocolate dos meus alunos e clientes e pretendo comer. Mas, para os meus pais, pedi uma roupa para malhar, minha irmã deve me dar meias de corrida e meu namorado, um livro", revela Vangela, supersaudável.

Autora: Luna D'Alama
Fonte: G1

Estudante paulista reduz 20 kg após se achar gorda em fotos de viagem


Ariane Haselmann apagou várias imagens em que aparecia na Disney.
Jovem procurou um médico, mudou a alimentação e entrou na academia.

Em uma viagem de cinco dias à Disney de Orlando, nos EUA, a estudante de matemática Ariane Haselmann, de 23 anos, tirou centenas de fotos, mas hoje restaram praticamente as que aparecem as atrações, os personagens e os parques temáticos. Isso porque várias imagens em que ela estava foram apagadas por ela mesma, após levar um susto com seu peso.

“Fui com meu namorado e a família dele, e meu sogro tirou muitas fotos. Ele ia batendo e eu, apagando. Senti vergonha de mim e tive vontade de jogar todas no lixo”, lembra.

Foi a partir daí, em julho do ano passado, que Ariane decidiu voltar ao peso que mantinha antes de entrar na faculdade, há seis anos: 50 kg. Nesse período, com várias refeições pesadas e muitos doces entre amigos, a paulistana atingiu 75 kg, em 1,60 m de altura – o que a deixava no limite entre o sobrepeso e a obesidade.

Para isso, a jovem procurou um endocrinologista e iniciou uma reeducação alimentar. Durante três meses, também tomou sibutramina para acelerar o emagrecimento, por recomendação médica.

Novo menu
No cardápio, ela incluiu salada de frutas, fibras, iogurte, gelatina e chá verde. Cortou radicalmente a sobremesa, os líquidos durante as refeições e as proteínas no jantar.

“Nos primeiros meses, tinha vontade de comer sachê de açúcar puro. Foi difícil passar a Páscoa sem chocolate, mas para mim é como se fosse uma droga. Se eu comer, sei que vou sentir mais desejo. Se parar, a vontade passa”, diz a estudante, que foi magra na infância e na adolescência, mas em casa tem o pai obeso, a mãe com sobrepeso e a irmã mais nova com tendência a engordar.

Além de dar adeus aos doces, Ariane passou a tomar um bom café da manhã, que segundo ela dá uma “segurada” até o almoço. “Antes, eu tomava apenas um copo de leite”, compara.
Ao longo do dia, a paulistana tinha sempre algo à mão: balas, brigadeiros, bolachas recheadas ou pães de mel. Passada a fase das “besteiras”, ela quer baixar dos atuais 55 kg para 50 kg, com essa dieta mais saudável e força de vontade.

“Agora que já cheguei a um peso considerado ideal, poderia abrir exceções, mas não quero”, destaca.

A malhação faz bem ao coração
Em janeiro, para complementar a reeducação alimentar, Ariane entrou na academia, aonde vai todos os dias. Lá, faz jump, spinning, step e outras atividades aeróbicas por cerca de 2 horas. Também tem aulas de pilates e pratica 30 minutos de musculação duas vezes por semana.

“Já percebi a diferença no fôlego. Antes, não conseguiria fazer as aulas. Já não me canso, sinto menos sono durante o dia, fico mais disposta e animada”, ressalta.

A meta de Ariane agora é diminuir, com exercícios, a gordura localizada na barriga e, cirurgicamente, os seios, que estão mais flácidos após o emagrecimento.

Com as roupas que ficaram largas, muitas delas compradas nos EUA e totalmente novas, a estudante pretende fazer um bazar. As calças dela passaram do número 46 para o 38 e as blusas, do G para o M ou P, dependendo do modelo.

Hoje, a jovem garante que sai de casa mais arrumada, com peças mais justas para valorizar a silhueta. E o namorado, que havia engordado 10 kg ao longo da relação de seis anos, já perdeu pelo menos metade e incentivou muito Ariane.

“Em todo lugar que eu vou, tiro várias fotos de mim. Minha autoestima aumentou e não fico mais de qualquer jeito”, diz.

Autora: Luna D'Alama
Fonte: G1

Designer 'Enxuga' 24 kg Após Não Entrar em uma Calça Tamanho 48


Camilla Pires, de 22 anos, passou de 85 kg para 61 kg em um ano.
Jovem come melhor, corre, faz natação, musculação e põe tudo em blog.

Uma calça jeans foi a gota d’água que faltava para a designer paulistana Camilla Pires, de 22 anos, eliminar 24 kg e mudar radicalmente de vida. Em 2010, após muito tempo usando apenas leggings e blusas soltas, ela entrou em uma loja de roupas para comprar uma jeans e se assustou quando nem o tamanho 48 serviu.

“Experimentei vários modelos e nada entrou. Foi aí que a ficha caiu. Resolvi então que era hora de acabar com tantas dietas malucas e de me sentir mal com o próprio corpo”, diz a jovem, que na época pesava 85 kg, em 1,68 m de altura.

Camilla sempre foi gordinha e passou anos lutando contra a balança, mas entre 2009 e 2010 pulou da faixa de sobrepeso para a de obesidade, pois a rotina sem horários de faculdade e trabalho a levou a comer muitas “porcarias”, como ela define.

“Ficava quase o dia todo sentada e só me mexia do escritório para casa. Também não comia saladas nem frutas, adorava salgadinhos e jantava muito tarde. Minha preocupação com a alimentação era zero”, conta.

Dieta e exercícios
Para emagrecer, a designer incluiu no cardápio produtos integrais, frutas, verduras, legumes, peito de peru e queijos magros. Também foi cortando refrigerante, doces e frituras – o trio básico para quem quer perder peso, segundo ela.

Além disso, a paulistana começou a montar pratos mais coloridos, comer de 3h em 3h e mudar os hábitos aos poucos, sem neuroses. Ela também procurou um endocrinologista, que lhe receitou remédio para emagrecer – algo que a paciente se recusou a tomar.

“Decidi não me medicar nem seguir mais as dietas de revistas, mas fazer algo a longo prazo. Mudei minha cabeça e quis conquistar algo para a vida, para não voltar a ser como eu era”, afirma.

Dois meses depois do início do processo de reeducação alimentar, o pai de Camilla, que era hipertenso, morreu vítima de infarto. E a tragédia familiar não a fez desistir da meta, pelo contrário. “Tive mais forças para continuar, pois quis honrá-lo”, destaca a jovem, que na família também tem a mãe acima do peso.

Ainda em 2010, a designer se matriculou na academia, aonde ia no começo só para nadar duas vezes por semana e hoje, além das braçadas, faz musculação e corrida na esteira pelo menos quatro vezes por semana, durante 1h30. Com o tempo, Camilla tomou gosto pela corrida e já participou de dois percursos de 10 km no ano passado.

Agora que ela chegou aos 61 kg – o objetivo final é atingir os 58 kg –, o corpo já ganha músculos e perde cada vez mais medidas na cintura, nos seios e nos braços. As primeiras regiões a afinar foram a barriga e os “dois queixos”, segundo ela. E a parte mais difícil tem sido resolver a flacidez na área interna da coxa.

Blog
Para ajudá-la a eliminar quase um terço do peso corporal, Camilla leu um livro chamado “Pense magro”, que propunha fazer um diário sobre a nova rotina. Ela resolveu então criar um blog na internet, Pensando Magro, para compartilhar sua história e esquecer do tempo em que usava o site Formspring e recebia perguntas anônimas como “Por que você não emagrece?”.

Em julho do ano passado, ela pôs o endereço no ar e desde lá ficou conhecendo os relatos de várias meninas com problemas de peso.

“A gente se ajuda para não perder o foco. Posto sempre o que como, tiro fotos, dou dicas e escrevo palavras de motivação para ninguém se cansar nem cair em tentação”, cita.

A designer já conheceu algumas seguidoras do blog em caminhadas e corridas no Parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo.

Em uma das publicações, Camilla disse que estava ficando sem roupas por causa do emagrecimento e não iria comprar novas, pois estava juntando dinheiro para conhecer a Disney. Dias depois, chegou na casa dela uma caixa cheia de peças, presente de uma menina do Rio de Janeiro que havia engordado e resolveu fazer uma doação. “Não a conhecia e me emocionei muito. Hoje nos falamos pela internet”, diz.

Quando conseguiu viajar para os EUA, a designer foi até Miami e passeou pela cidade com uma brasileira que acompanha o blog. “Estou pensando em fazer, em breve, um encontro no parque com as meninas”, revela.

De cara e vida nova
Os tempos de autoestima lá embaixo passaram, e Camilla hoje mudou o visual, tirou o piercing do rosto, cortou e clareou os cabelos. “Quis dar um up, cuidar de mim e tirar tudo o que lembrava de quando eu era gorda”, conta.

O namoro de três anos e meio também melhorou, segundo ela. Atualmente, os dois vivem juntos e um apoia o outro durante as refeições.

“Agora, sou menos complexada e não acho mais o tempo todo que ele vai me largar. O Renan esteve do meu lado o tempo todo e hoje, no cinema, trocamos a pipoca grande com manteiga, refil e refrigerante por pipoca média e água", compara.

Com os amigos, Camilla deixou de sair um tempo para não abusar das comidas gordurosas e da cerveja. Agora já anda com a turma, mas pede sempre opções mais light, como pizza de atum ou rúcula, wrap de peixe, hambúrguer de quinoa e saladas. Isso quando não divide o prato com alguém. Se resolve estender a fome à sobremesa, prefere um chocolate meio amargo.

“Eu costumava comer até ficar estufada e sair rolando. Hoje fico mais ou menos saciada e não me arrependo depois”, diz a jovem, que mostrou sua força de vontade para todos os que acreditaram nela e principalmente para os que duvidaram ou tentaram "sabotar" sua reeducação alimentar.

Autora: Luna D'Alama
Fonte: G1

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bombocado Diet com Leite de Coco


Ingredientes

6 claras
1 xícara de chá de leite em pó desnatado
1 xícara de chá de água
3 colheres de sopa de margarina light
6 colheres de sopa de farinha de trigo
100g de adoçante para forno fogão
250g de mandioca crua ralada
2 colheres de chá de fermento químico em pó
100ml de leite de coco light
Coco ralado sem açúcar
Modo de preparo

Aqueça o forno em temperatura média (180C). Bata por 5 minutos no liquidificador o leite em pó, água, margarina, adoçante e leite de coco light. Coloque esse creme numa vasilha, acrescente a mandioca crua, misture e reserve. Na batedeira coloque as claras e bata bem, até que fique firme. Depois no creme batido reservado adicione a farinha de trigo e o fermento, em seguida as claras em neve, mexendo delicadamente. Unte assadeira e coloque a mistura. Deixe no forno por aproximadamente 30 minutos, depois polvilhe um pouco de coco ralado.

1 porção = 1 pedaço (94g)
Número de porções = 10 pedaços

Valor nutricional e calórico por porção
Calorias: 108kcal
Carboidratos: 18,74g
Proteínas: 3,81g
Lipídios: 2,15g

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ansiedade... A Inimiga da "Dieta"


A briga com a balança pode parecer uma relação de amor e ódio envolvendo todos os sintomas: ansiedade, dependência e fuga depois de um fim de semana gordo. Não é uma doença, mas essa "neura" pode atrapalhar qualquer plano de dieta.

Depois de ouvir "ameaças" de pacientes --"só vou na consulta se você não me pesar"--, a nutricionista Adriana Kachani resolveu estudar o tema. Ela acaba de defender uma tese no Instituto de Psiquiatria da USP sobre as motivações e os riscos de se pesar demais ou de menos.

A pesquisa foi feita com 125 pessoas com e sem transtornos alimentares, como anorexia e bulimia. Os resultados mostram que as mais insatisfeitas com seus corpos se pesam mais e que a maioria sobe na balança querendo mais coisas além de saber o peso.

"Muitos se pesam para saber o quanto podem comer amanhã ou o quanto precisam fazer de exercício. Outros, para ter uma garantia de que estão bem", explica.

A analista de sistemas Daniela Campos, 31, sobe na balança todo o dia para se lembrar de que não está magra. "Se não me peso todo o dia, posso sair comendo o que vejo pela frente." Está de dieta há um ano, já perdeu 16 quilos e quer perder mais nove.

"O problema é que engordo muito rápido", diz, botando a culpa na pizza: "Três pedaços já dão diferença. Se não me pesar sempre, não consigo me controlar".

Semanas atrás, quando estava prestes a deixar a casa dos 80 quilos, Daniela chegou a se pesar mais de uma vez por dia. "Acordei à noite para checar. Estava muito ansiosa, 80 quilos era um marco. Agora, com 79, estou mais calma." Mas nem assim pensa em se livrar da balança: "Talvez no futuro eu consiga".

Pesar-se demais não quer dizer necessariamente que a pessoa tenha transtorno alimentar, mas, segundo Táki Cordás, psiquiatra e co-orientador da tese, é um alerta. "É preciso observar outros sinais, por exemplo, se ela tem preocupação exagerada com o físico, se ela pauta a vida pela pesagem e se fica angustiada quando não se pesa."

Há outras rotinas de "checagem do corpo", entre elas olhar no espelho, experimentar roupas ou apertar dobrinhas. "Pode não ser doença, mas essa preocupação exagerada causa uma restrição da liberdade", afirma Cordás.

Quando os números da balança não agradam, a frustação pode ser grande. "Depois de decepções a pessoa pode parar de se pesar. Isso só atrapalha. A pesagem é fundamental para quem quer perder peso", diz Kachani.

'DIA DE PESAGEM'

Daniela jura de pés juntos que, em um dia, pode engordar um quilo e meio. Já o engenheiro Max Forte, 43, vê o peso diminuir de segunda a sexta e aumentar nos fins de semana. Ele se pesa diariamente há oito anos e tem uma planilha com os números.

Os dois não estão errados: o peso varia mesmo de um dia para outro. Mas isso não quer dizer nada. "Não podemos nos esquecer de que 70% do nosso peso é água. Se você tomou mais líquido, fez menos xixi, pode dar diferença", explica o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Regional São Paulo).

Durante o dia, só com comida e bebida dá para ganhar mais de um quilo. Depois de metabolizados, alimentos mais salgados ou condimentados (como comida japonesa) ajudam a reter líquidos e influenciam no peso.

Outros fatores, como mau funcionamento do intestino, hormônios femininos e atividade física também interferem. Dependendo da pessoa, um jantar pode render até dois quilos a mais nos próximos três dias. Esse ganho de peso, porém, não é real.

Mesmo a gordura sendo metabolizada rapidamente, só dá para saber se a pessoa engordou depois de uns quatro dias, de acordo com os médicos. Por essas e outras eles não recomendam a pesagem diária, muito menos mais de uma vez por dia, antes ou depois de exercícios.

Para o endocrinologista Bruno Geloneze, a prática é inútil. "O ganho de peso é muitas vezes associado à ansiedade. Reforçar rituais que geram mais ansiedade, como se pesar muitas vezes, é conspirar contra si mesmo."

Como a perda de peso saudável deve ser gradual (500 g por semana), o ideal é subir na balança semanalmente ou até quinzenalmente.

FÓRMULA DA GORDURA

Não é tão fácil ganhar um quilo de gordura, segundo Paulo Roberto Correia, fisiologista do exercício da Unifesp. "O corpo precisa de mais ou menos 9.000 calorias em excesso para ganhar um quilo. Em um dia, se gastamos 2.000 calorias, seria preciso ingerir 11 mil, o que é quase impossível", calcula.

Mas não é tão difícil ganhar um quilo em uma semana: basta comer 1.200 calorias extras por dia, o equivalente a duas barras de chocolate.

O engenheiro Max Forte engordou quando morou uma temporada em Curitiba. De volta a São Paulo, criou uma fórmula para somar o quanto ele gastava de energia e o quanto consumia. Registrava tudo na planilha, além do peso. "A longo prazo, conseguia medir os ganhos de massa muscular."

Como a matemática do peso não é simples e nem sempre é traduzida na balança, especialistas já defendem o uso de outras estratégias, como os exames de bioimpedância, que medem a taxa de gordura corporal.

Em casa, a melhor saída é olhar para o espelho e ver se aquela calça que não entrava está servindo. "Peso não serve para nada, medida é mais importante. Se você entrou numa calça que não estava entrando, é porque perdeu gordura", diz Salles.


Autora: Juliana Vines

Brasil: Líder Mundial em Alimentos Envenenados


Nunca tivemos tanta comida produzida no mundo, mesmo assim um milhão de pessoas passam fome e outro milhão comem menos do que necessitam. A fome é um problema de economia mundial. Em vinte anos, o Brasil tomará dos Estados Unidos a liderança mundial na produção de alimentos. No entanto, 49% dos brasileiros estão acima do peso, sendo 16% obesos, segundo o Ministério da Saúde. 

A obesidade é um problema de saúde pública, logo, de economia nacional. Por que esse disparate entre a grande quantidade de alimento e a fome e o sobrepeso? Apesar das commodities agrícolas bombarem as bolsas de valores, o sistema alimentar mundial tem falhas, e das grossas: o modo de produção usa recursos naturais de maneira abusiva, o sistema está baseado na industrialização, que artificializa o alimento, e a distribuição é concentrada e controlada por poucos gigantes do setor. 

Alimentação em quantidade e qualidade adequada e saudável é um direito humano, mas virou artigo de luxo.

Em seu discurso de posse, no dia 18 de abril, a nova presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar, a antropóloga Maria Emília Pacheco, criticou os agrotóxicos, os alimentos transgênicos e a livre atuação das grandes corporações, apoiada na irrestrita publicidade de alimentos, especialmente entre o público infantil, como nocivas para a segurança e soberania alimentar. "O caminho percorrido historicamente pelo Brasil com seu atual modelo de produção nos levou ao lugar do qual não nos orgulhamos de maior consumidor de agrotóxicos no mundo e uma das maiores áreas de plantação de transgênicos", afirmou. 

O país que está prestes a tornar-se líder mundial na produção de alimentos abusa de venenos que causam intoxicação crônica, aquela que mata devagar com doenças neurológicas, hepáticas, respiratórias, renais, cânceres entre outras e provoca o nascimento de crianças com mal formação genética. O uso massivo de agrotóxico promovido pela expansão do agronegócio está contaminando o agricultor, que tem contato direto com a lavoura envenenada, os alimentos, a água e o ar. Estudos científicos recentes encontraram resíduos de agrotóxicos em amostras de água da chuva em escolas públicas no Mato Grosso. O sangue e urina dos moradores de regiões que sofrem coma pulverização áreas de agrotóxicos estão envenenados. Nos últimos anos, o Brasil tornou-se o principal destino de defensivos agrícolas banidos no exterior. Segundo dados da Anvisa, são usados em nossas lavouras pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia, Estados Unidos, China.

É evidente que segurança e soberania alimentar dependem de um sistema de produção alimentar bom, limpo e justo, sustentável e descentralizado, de base agroecológica de produção, extração e processamento, de processos permanentes de educação alimentar e nutricional. É estratégico adotar a soberania e segurança alimentar como um dos eixos ordenadores da estratégia de desenvolvimento do país para superar desigualdades socioeconômicas, regionais, étnico-raciais, de gênero e de geração e erradicar a pobreza extrema e a insegurança alimentar e nutricional.

Fico contente com a posse de Maria Emília Pacheco por sua força de vontade política e clareza de que é preciso fortalecer a capacidade reguladora do Estado, tanto na regulação da expansão das monoculturas, como no banimento imediato dos agrotóxicos que já foram proibidos em outros países, incluindo os que foram utilizados em guerras, como o glifosato. E dar um o fim aos subsídios fiscais, rotular, obrigatoriamente, todos os alimentos transgênicos, assegurando o consumidor o direito à informação. Investir na agricultura familiar e camponesa é eixo fundamental que deve estar na prioridade do governo. Ela gera emprego e renda para milhões de pessoas, estimula a produção de alimentos e a diversidade de culturas, respeita tradições alimentares e preserva a natureza, fixa o homem no campo e fortalece as economias locais e regionais.

Desejo que a proposta da Política Nacional de Agroecologia e Sistemas Orgânicos de Produção, em processo de elaboração por um grupo interministerial, seja amplamente aprovada a aplicada para garantir a proteção da agrobiodiversidade e de iniciativas como a conservação de sementes crioulas, os sistemas locais públicos de abastecimento, circuitos curtos de mercado e mercado institucional. É vencendo esses passos que um país deveria orgulhar-se de ser líder mundial na produção de alimentos.

Autora: Tatiana Achcar
Fonte: Yahoo!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Óleo de Linhaça Não É Tão Bom Quanto Você Tem Sido Levado a Acreditar!

Por Scott Kustes
Tradução: José Carlos Brasil Peixoto


A linhaça é comumente apontada como uma boa maneira para que todos possam obter o seu ômega-3 (ácido graxo ômega-3). Adicione um pouco de linhaça ao seu  cereal matinal! Adicione à sua torrada! Acrescente seu óleo como molho de sua salada! Más notícias para os vegetarianos: estou desfazendo o mito de que a linhaça seja uma boa maneira de obter seus ômega-3.

Esta é a singela razão pela qual a adição de sementes de linhaça ou seu óleo não funciona do jeito que você gostaria que ele o fizesse: a linhaça contribui com um ômega-3 conhecido como ácido alfa-linolênico (ALA). O problema com o ALA é que é um ácido graxo de cadeia curta, com apenas 18 carbonos de comprimento, enquanto o corpo necessita os ácidos graxos de cadeia longa, conhecidos como: ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA). (Basta lembrar as siglas, não há nenhuma razão para memorizar esses nomes).

Assim, o corpo converte o ALA de cadeia curta em EPA e DHA de cadeia longa. Infelizmente, este processo é muito ineficiente, na ordem de 5 a 10%. Ironicamente, quanto maior o seu consumo de gordura saturada, mais eficiente é esse processo. Mas a maioria das pessoas que estão utilizando a linhaça está “muito preocupada” com sua saúde e evitam a gordura saturada como se fosse uma lepra (o que é uma tosca generalização, não há nenhuma fonte confiável para isso).

Convertendo ALA em EPA e DHA

Aqui há um pouco de jargão técnico. Atenção: há mais informações do que você realmente necessita adiante! Os próximos parágrafos podem ser deixados de lado se você não achar necessário. Quando você ingere ALA, o corpo tem que convertê-lo em EPA e DHA através de várias etapas de dessaturação e alongamento. Nesse link temos um fluxograma básico das ações dos passos de dessaturação e alongamento. Você poderá ver (no canto superior esquerdo do gráfico), que você tem o ALA, que sofre a ação da delta-6 desaturase para formar o ácido estearidonico, um outro ômega-3 de  18 carbonos. Esse ácido graxo é alongado pela inserção de um grupo etil para formar o ácido eicosatetraenóico, com 20 carbonos de comprimento; estamos chegando mais perto. Um pouco de ação da delta-5 desaturase nos dá EPA, mas ainda estamos curtos em 2 carbonos para o DHA. Mais uma vez, temos que alongar para obter o ácido docosapentaenóico e depois deixar a delta-4-desaturase convertê-lo em DHA.

Tudo parece tão simples, mas que não leva em conta os fatores que podem inibir a ação das dessaturases. Por exemplo, o álcool, a diabetes, o açúcar, e o envelhecimento  – todos inibem a delta-6-dessaturase, o que significa que cada um desses elementos reduz a eficiência do primeiro passo da conversão de ALA em EPA. A delta-5-dessaturase é inibida pelo EPA, o que significa que o corpo trabalha para diminuir a produção de EPA quando o EPA é elevada. Altos níveis de ômega-6 na dieta também pode afetar as conversões. Há prováveis ​​outros elementos do estilo de vida que inibem a ação desses dessaturases.

Tecnicamente, a linhaça é uma boa fonte de ômega-3, apenas é a forma errada do mesmo. Então, do ponto de vista puramente lógico, faz sentido se concentrar em obter o EPA e o DHA que o corpo utiliza diretamente ao invés de tomar um precursor e expectar pelo melhor…

E as melhores fontes de EPA e DHA são produtos de origem animal, especialmente carnes de peixes e gado de pasto. As melhores fontes são (em ordem) peixes de água fria, carne de pasto verde e ovos (ovos caipiras!). No entanto, entendo que para se obter uma boa e elevada ingestão de ômega-3, a suplementação é necessária, especificamente a suplementação com óleo de fígado de bacalhau e óleo de peixe. Eu uso óleo com sabor de limão Carlson’s Very Finest tomando uma colher de sopa de ambos: de fígado de bacalhau e óleos de peixe por dia para um total de 3g de DHA e 3,5 g de EPA, mais ou menos. O óleo de fígado de bacalhau também contribui naturalmente com 2100 a 3600 IU de vitamina A e com 1200 UI de vitamina D.

Tratando da inflamação

Mas aqui está outra dica. Um dos grandes benefícios do ômega-3 é sua propriedade anti-inflamatória. Uma vez que nós queremos manter a inflamação reduzida, faz sentido em primeiro lugar, evitar alimentos, atividades e fatores de estilo de vida que causam a inflamação e, a seguir, complementar o nosso organismo para ajudar a combater a inflamação restante.  Nesse ponto parece haver informações conflitantes sobre a suplementação com óleo de linhaça quanto ao aumenta da quantidade da inflamação. Alguns estudos dizem que aumenta a inflamação, alguns dizem que não interfere nesse processo, outros dizem que diminui a inflamação.

Se você realmente precisa de justificativa para aumentar a sua ingestão de ômega-3, ácidos graxos ômega-3 foram demonstrados como redutores do risco de doença cardiovascular e acidente vascular cerebral, ajudar com a depressão, possivelmente retarda a doença de Alzheimer, e proteja da diabetes tipo I. A lista está sempre aumentando; pesquise em PubMed (biblioteca médica nacional do EUA) para “óleo de peixe” e qualquer doença / condição que você deseja conhecer. Você provavelmente vai descobrir alguma maneira de como o ômega-3 pode auxiliar. Deficiências em ácidos graxos estão associados com uma diminuição da função cognitiva (inclui  Alzheimer), incremento no déficit de atenção (DDA), pele seca, alergias, fadiga e diminuição da imunidade.

O Índice Omega-6/Omega-3 é o mais importante

O mais importante é a relação omega-6/omega-3. A razão típica entre os americanos é de cerca de 20:1, mas deveria estar mais numa média entre 2:1 a 1:1. Então, juntamente com o aumento da quantidade de ômega-3 que você tomar, você precisa reduzir a quantidade de ômega-6 que você ingere.

As principais fontes de ômega-6 são a maioria dos alimentos que temos sido estimulados a ingerir aos montes: óleos vegetais e grãos. A ingestão elevada de ômega-6 efetivamente inibe a capacidade do corpo para utilizar o ômega-3 porque ocupam vários das mesmas vias metabólicas.

Ômega-6 são pró-inflamatórios, enquanto o ômega-3 é anti-inflamatório; para otimização eles devem estar em equilíbrio. No final de contas, ômega-6 promove o crescimento do tumor (como da próstata), juntamente com desordens inflamatórias e autoimunes, todas as quais incrementadas na última metade do século XX.

Coma alimentos que seu corpo reconhece

Eu vou dizer o contrário: evite óleos vegetais e grãos. São substâncias artificiais que não têm lugar numa dieta saudável entre os seres caçadores-coletores. Se você está comendo uma dieta adequada de carne, legumes, nozes, sementes, gorduras, frutas e tubérculos, provavelmente você está indo muito bem. Um pouco de grãos não vai te prejudicar, mas grãos em quantidade irão. E os óleos vegetais provavelmente vão se tornar rançosos durante o tempo você estiver utilizando-os pois, os óleos poli-insaturados são muito instáveis, assim largue de mão o óleo de milho e o óleo de amendoim e utilize azeite de oliva, gordura de coco, de palma e as gorduras de animais de pasto.

Você escolhe: sementes de linhaça com uma boa dose de esperança ou carne e frutos do mar?

O QUE REALMENTE ESTÁ NOS TORNANDO GORDOS?

Achei esta matéria em um Blog muito interessante. 
Reproduzo para que tenham a mesma informação. 

A sabedoria convencional nos diz que o ganho ou perda de peso está no modelo de “calorias para dentro, calorias para fora”, que geralmente se resume no refrão “coma menos, se exercite mais”. Mas uma nova pesquisa revela que a equação é muito mais complexa do que parece, e vários outros fatores estão em jogo. 

Pesquisadores de um campo relativamente novo estão olhando para os químicos industriais e aspectos não calóricos das comidas que influenciam no ganho de peso. Os cientistas que estão conduzindo essa pesquisa acreditam que essas substâncias, presentes em muitas comidas, podem estar alterando a maneira como nossos corpos armazenam gordura e regulam nosso metabolismo. Mas nem todos concordam. Muitos cientistas, nutricionistas e médicos acreditam no modelo do balanço energético. 

Bruce Blumberg, professor de biologia na Universidade da Califórnia, estuda o efeito dos poluentes orgânicos que são altamente usados pela indústria dos agrotóxicos e nos sistemas de água. Os compostos organoestânicos “mudam a maneira como nosso corpo responde às calorias”, ele afirma. “Os que nós estudamos, o tributilestanho e o trifenilestanho, geram mais, e maiores, células de gordura nos animais expostos. Aqueles que tratamos com esses químicos não têm uma alimentação diferente do que aqueles que não engordam. Eles estão comendo comida comum, mas estão ficando mais gordos”. 

Um estudo muito comentado de janeiro trouxe mais lenha para essa discussão: ele confirmaria a crença no modelo do balanço energético, e foi citado por muitos pesquisadores que trabalham no campo. Quando o autor do estudo, George Bray, foi questionado a respeito dos aditivos e ingredientes industriais em nossa comida, ele afirmou que “não faz diferença alguma. As calorias contam. Não há dados que comprovem o contrário”. 

Os participantes do estudo de Bray receberam quantidade baixa, normal e alta de proteína, além de mil calorias a mais do que o necessário. O estudo não levou em conta o conteúdo e a forma das calorias, como foram processadas, ou quais aditivos ou químicos industriais estavam presentes. 

Bray não acredita que aditivos ou a maneira como os alimentos são processados pode afetar o resultado do estudo. De fato, ele completou uma pesquisa em 2007, que ele se refere como “o estudo Big Mac”, com os participantes recebendo três refeições por dia, durante três dias, com um grupo comendo apenas itens como o Big Mac, e outro comendo apenas “comida caseira”. Bryan diz que o resultados não revelam nenhuma diferença: “Pelo menos nos quesitos como tolerância à glicose, insulina, e outros, não houve diferença. Agora, se você os alimentar por um período maior, é claro que a quantidade vai influenciar muito”. 

Outro estudo, realizado pela Universidade de Princeton, indica que o tipo da caloria importa. Os pesquisadores descobriram que ratos que bebiam xarope de milho, com muita frutose, ganhavam mais peso do que aqueles que bebiam água com açúcar, mesmo que o número de calorias fosse o mesmo. Os primeiros animais também exibiram sinais de síndrome metabólica, como ganho de peso anormal, especialmente gordura visceral ao redor da barriga, e aumento significativo dos triglicérideos. 

Miriam Bocarsly, autora principal do estudo, afirmou: “A questão das calorias para dentro, calorias para fora, é muito boa e muito debatida no campo. Mas nós temos esse resultado que aconteceu com ratos. Algo é obviamente diferente entre o xarope e a água com açúcar, mas o que será?”. 

Blumberg comenta que a frutose, por si só, já é um obesógeno. “A frutose cristalizada não existe na natureza, nós estamos fabricando isso”, afirma. “A frutose não é comida. As pessoas pensam que ela vem da fruta, mas não. A que comemos é sintetizada. Sim, é derivada da comida. Mas cianeto também vem da comida. Você chamaria ele de comida?”. 

O neuroendocrinologista Robert H. Lustig também acredita que a frutose é um elemento relacionado à obesidade. “Eu pessoalmente coloco a frutose nos obesógenos. Como a frutose engana o cérebro para que coma mais, ela possui propriedades consistentes para a obesidade”, diz. 

Lustig é outro, entre os pesquisadores e médicos, que enxerga o modelo do balanço calórico como falso. “Eu não acredito nesse modelo, centralizado nas calorias”, comenta. “Acredito no do depósito de gordura, que é centrado na insulina. A razão é que, ao alterar a dinâmica da insulina, você pode mudar o consumo calórico e o comportamento relacionado às atividades físicas. Isso tem sido minha pesquisa pelos últimos 16 anos”, conta. A ideia de Lustig é que, ao aumentar a circulação de insulina – geralmente um resultado do consumo exagerado de frutose – as pessoas ficam mais esfomeadas e cansadas, o que resulta em excesso de alimentação e falta de motivação para se exercitar. 

Outro possível elemento obesógeno é o bisfenol A (BPA), encontrado em muitos alimentos e materiais de embalagens. O professor Frederick S. vom Saal, da Universidade de Columbia/Missouri, vem estudando isso. 

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgou que quase todos os americanos testados tinham BPA na urina, “o que indica que há grande exposição da população ao BPA”. Algumas marcas já se pronunciaram, e planejam parar de usar o produto nas latas e embalagens dos alimentos. 

Vom Saal acredita que o BPA é apenas o exemplo mais proeminente das várias substâncias presentes em nossa comida que podem nos deixar obesos. “Se as pessoas realmente querem resolver a obesidade, diabetes, e doenças cardiovasculares, não é inteligente ignorar um contribuinte como esse. E nós não estamos obesos apenas por causa do BPA. Também sei que a nicotina e outros químicos influenciam na diabetes e nas doenças metabólicas”. 

Se a teoria dos “obesógenos” for aceita, a indústria da comida estará com problemas. Seria difícil promover alimentos diet e “saudáveis” que podem ter menos calorias, mas contém uma série de substâncias que podem contribuir para o aumento de peso. 

A ênfase que a indústria coloca nas escolhas pessoais põe o ônus no individuo, e deixa o consumidor com difíceis decisões para fazer sobre os produtos e aditivos industriais. E os produtos não vêm com essas substâncias listadas, já que não é obrigatório. 

“As pessoas dizem para mim o tempo todo: ‘O que eu faço?’”, comenta vom Saal. “E a resposta é, não há muito que fazer, porque a indústria não é obrigada a te contar sobre esses químicos. Como evitar algo que você não enxerga?”. 

O modelo do balanço energético também coloca a responsabilidade no consumidor, porque a sabedoria convencional é de que as pessoas comem demais. 

Será que podemos continuar essa discussão simplesmente em termos de calorias ingeridas? Ou olhar apenas para as categorias tradicionais, como gorduras, proteínas e carboidratos, e lacticínios, carnes, grãos e vegetais? Como há uma proliferação de poluentes industriais nos alimentos ultraprocessados, muitos especialistas acreditam que não. 

Fonte: SPA Tour Life (Texto Original The Atlantic)

sábado, 21 de abril de 2012

Resveratrol melhora parâmetros em pacientes diabéticos tipo 2

Pesquisadores da Hungria publicaram na revista científica British Journal of Nutrition um estudo que mostrou, pela primeira vez, que o resveratrol melhora a sensibilidade à insulina em pacientes diabéticos tipo 2, e que isto pode ser devido à redução do estresse oxidativo. 

Por ser um antioxidante eficaz, como mostrado em estudos in vitro e in vivo, o objetivo dos autores foi analisar se o resveratrol tem efeitos benéficos no controle e/ou na melhora da resistência à insulina, e se isto está relacionado com alteração do estresse oxidativo. Além disso, os pesquisadores buscaram elucidar os mecanismos bioquímicos subjacentes que possam explicar os efeitos do resveratrol no diabetes tipo 2. 

Trata-se de um estudo duplo-cego e randomizado, que incluiu dezenove pacientes diabéticos tipo 2 e que foram acompanhados durante quatro semanas. O primeiro grupo (n = 10) recebeu resveratrol por via oral, duas vezes ao dia (em cápsulas de gelatina contendo 5 mg de resveratrol cada), e o grupo controle (n = 9) recebeu duas cápsulas de placebo por dia. Os pacientes foram orientados a não consumir bebidas alcoólicas e alimentos que contenham quantidades substanciais de resveratrol, como por exemplo, vinho tinto e uvas vermelhas. 

Os pacientes foram avaliados antes, na segunda e quarta semana após a intervenção. Os níveis de glicemia de jejum e insulina foram utilizados para calcular o Índice do Modelo de Avaliação da Homeostase da Resistência à Insulina (HOMA-ir). O nível de estresse oxidativo foi analisado pelos níveis urinários de ortho-tirosina, bem como por meio dos níveis de incretinas e pela razão proteína quinase B fosforilada em plaquetas. Após a quarta semana, o resveratrol diminuiu significativamente a resistência à insulina e excreção urinária de ortho-tirosina, indicando que houve melhor captação de glicose para a célula. 

“O estresse oxidativo vem sendo amplamente estudado como componente da etiologia da resistência à insulina. Além disso, a fosforilação da proteína quinase B é um passo essencial para a sinalização da insulina, contribuindo para a entrada da glicose na célula. Assim, estudar esses fatores é fundamental para o entendimento do aumento da sensibilidade à insulina induzida pelo resveratrol”, comentam os autores. 

“Os resultados deste estudo parecem sugerir que, em paralelo com a redução da resistência à insulina, o resveratrol pode diminuir o estresse oxidativo e atuar sobre a via de sinalização da Akt. Portanto, o presente estudo mostra que o resveratrol pode se tornar uma ferramenta útil no tratamento do diabetes tipo 2 e na obtenção de uma maior compreensão dos mecanismos envolvidos com a resistência à insulina e estresse oxidativo”, concluem. 

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro 
Fonte: Nutritotal

Resveratrol Melhora Parâmetros Metabólicos na Obesidade

Estudo publicado na revista Cell Metabolism demonstrou que a suplementação de cápsulas contendo resveratrol induziu alterações metabólicas em pacientes obesos, semelhante aos efeitos da restrição calórica. 

Os pesquisadores realizaram um estudo randomizado, duplo-cego, cruzado e controlado por placebo com onze homens obesos. Os participantes foram designados a receber 150 mg/dia de resveratrol, durante 30 dias e, ao término desse período, foi dado um intervalo de mais 30 dias para receber o placebo por mais 30 dias. Os indivíduos foram avaliados no início e no final de cada período de suplementação. Diversos parâmetros foram medidos, incluindo índice de massa corporal, gasto energético de repouso, pressão arterial, além de biomarcadores do metabolismo energético.

A suplementação de resveratrol reduziu significativamente a taxa metabólica de repouso, efeito semelhante ao que ocorre quando há restrição calórica. Por outro lado, os pesquisadores verificaram que houve aumento do metabolismo mitocondrial no músculo, o que implica no aumento da queima de calorias. 

As concentrações plasmáticas de glicose e insulina foram menores após a suplementação de resveratrol, sugerindo uma melhora da sensibilidade à insulina. O resveratrol também reduziu as concentrações de triglicérides plasmáticos. Além disso, foi capaz de diminuir o acúmulo de lipídios no fígado. 

Os pesquisadores também avaliaram o perfil de expressão dos genes antes e após a suplementação de resveratrol. Dentre esses genes, houve aumento na expressão dos genes relacionados com a fosforilação oxidativa mitocondrial, enquanto que os genes relacionados com inflamação foram reduzidos. 

“Nosso trabalho demonstrou, pela primeira vez, os efeitos benéficos do resveratrol em 30 dias de suplementação sobre o perfil metabólico de homens obesos. Embora a maioria dos efeitos tenha sido modesto, eles foram muito consistentes, apontando para adaptações metabólicas benéficas. Além disso, não houve nenhum evento adverso com a suplementação”, argumentam os autores. 

“Portanto, o resveratrol foi seguro e bem tolerado na concentração testada. Estudos futuros devem investigar os efeitos em longo prazo da suplementação de resveratrol, a fim de estabelecer se maiores doses podem melhorar ainda mais as alterações metabólicas associadas com a obesidade”, concluem.  

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro
Fonte: Nutritotal

Quais os benefícios do consumo de vinho tinto para a saúde humana?

Estudos demonstram que o consumo moderado de vinho tinto promove efeitos benéficos na prevenção de doença cardíaca coronária e aterosclerose. O vinho tinto possui diversos compostos bioativos que apresentam efeitos benéficos para a saúde humana, sendo que a quantidade moderada corresponde a duas taças para homens e uma taça para mulheres por dia.

Dentre esses compostos, destacam-se os polifenóis, derivados da pele e semente da uva, responsáveis pelo amargor, adstringência e a cor do vinho. Os polifenóis presentes no vinho tinto atuam beneficamente por possuirem atividade antioxidante, antiaterosclerótica, efeitos cardioprotetores e anticancerígenos. 

Diversas evidências têm observado que eles inibem a oxidação do colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) tanto em estudos in vitro quanto in vivo. A oxidação do colesterol LDL tem papel importante no desenvolvimento da doença cardiovascular aterosclerótica, por isso o consumo moderado do vinho tinto tem sido relacionado com a prevenção de eventos cardiovasculares. 

Assim, pesquisadores sugerem que o consumo regular de polifenóis do vinho tinto pode, em parte, explicar o "paradoxo francês", que apesar do alto consumo de gordura saturada na alimentação dos franceses a mortalidade por doença coronária é baixa. 

Os polifenóis são classificados em dois grupos: flavonóides e não-flavonóides. Os flavonóides mais comuns nos vinhos são os flavonóis (quercetina, caempferol e miricetina), flavan-3-óis (catequina, epicatequina e os taninos) e as antocianinas. Os não-flavonóides consistem de estilbenos (resveratrol), ácidos benzoicos e cinâmicos. 

Dentre esses compostos, o resveratrol tem recebido destaque na literatura científica. Os estudos indicam que o resveratrol é um potente composto cardioprotetor e imita os efeitos da restrição calórica. As pesquisas revelam propriedades de antienvelhecimento, anticancerígenas, anti-inflamatórias e antioxidante que podem ser relevantes para as doenças crônicas e longevidade em humanos. 

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro 
Fonte: Nutritotal

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cresce o número de brasileiros com excesso de peso e obesidade nos últimos seis anos

Os resultados da pesquisa promovida pelo Ministério da Saúde, denominada Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), revelaram que 48,5% dos brasileiros estão acima do peso, e a porcentagem de obesos subiu de 11,4% em 2006 para 15,8% em 2011. O Ministério da Saúde considera os indivíduos acima do peso aqueles com índice de massa corporal (IMC) ≥25 kg/m2 e obesidade ≥30 kg/m2. 

A pesquisa foi realizada em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo, em que avaliou 54 mil adultos (≥18 anos) residentes em domicílios com telefone fixo nas capitais dos 26 estados brasileiros e Distrito Federal. O estudo foi realizado entre janeiro e dezembro de 2011, com o objetivo de medir a prevalência de fatores de risco e proteção para doenças não transmissíveis na população brasileira, bem como contribuir para o desenvolvimento de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. 

O aumento das porcentagens em pessoas obesas e com excesso de peso ocorreu tanto entre os homens quanto em mulheres. As proporções subiram de 47,2%, em 2006, para 52,6% de homens com excesso de peso em 2011, enquanto que 38,5% das mulheres estavam acima do peso em 2006, subiu para 44,7% em 2011. 

Esses percentuais variam de acordo com a faixa etária. Entre os 18 e 24 anos de idade 29,4% dos homens apresentam IMC superior 25 Kg/m², já entre os 25 e 34 anos esta porcentagem sobre para 55% , e na faixa etária de 35 a 45 anos, a porcentagem alcança 63% dos homens. Em relação às mulheres, as que estão entre 18 e 24 anos 25,4% apresentam sobrepeso, esse percentual aumenta para 39,9% na faixa etária entre 25 e 34 anos, e atinge 55,9% das mulheres entre 45 a 54 anos. 

Esses dados estão relacionados com o aumento do consumo de alimentos com alto teor energético. A pesquisa encontrou que 34,6% dos brasileiros consomem carnes ricas em gorduras saturadas de maneira excessiva e que 56,9% dos indivíduos consomem leite integral regularmente. Outros hábitos alimentarem que podem contribuir para o aumento do excesso de peso é o consumo de refrigerantes, que ocorreu em 29,8% dos brasileiros que consomem pelo menos cinco vezes por semana. Além disso, apenas 20,2% ingere a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças. 

Para conter esse aumento do excesso de peso e obesidade no Brasil, o Ministério da Saúde lançou em 2011 o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis, com investimento em promoção de hábitos saudáveis e parcerias com o setor privado e outros órgãos do governo. Uma dessas ações é o programa Academia da Saúde, com a criação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais para a orientação de práticas de exercícios físicos e lazer.  

“Com o resultado desse levantamento nós conseguimos resultados que permitem aprimorar nossas políticas públicas, que são essenciais para prevenir uma geração de pessoas com excesso de peso”, afirma o ministro Alexandre Padilha. 

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro 
Fonte: Nutritotal