sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cresce o número de brasileiros com excesso de peso e obesidade nos últimos seis anos

Os resultados da pesquisa promovida pelo Ministério da Saúde, denominada Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), revelaram que 48,5% dos brasileiros estão acima do peso, e a porcentagem de obesos subiu de 11,4% em 2006 para 15,8% em 2011. O Ministério da Saúde considera os indivíduos acima do peso aqueles com índice de massa corporal (IMC) ≥25 kg/m2 e obesidade ≥30 kg/m2. 

A pesquisa foi realizada em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo, em que avaliou 54 mil adultos (≥18 anos) residentes em domicílios com telefone fixo nas capitais dos 26 estados brasileiros e Distrito Federal. O estudo foi realizado entre janeiro e dezembro de 2011, com o objetivo de medir a prevalência de fatores de risco e proteção para doenças não transmissíveis na população brasileira, bem como contribuir para o desenvolvimento de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. 

O aumento das porcentagens em pessoas obesas e com excesso de peso ocorreu tanto entre os homens quanto em mulheres. As proporções subiram de 47,2%, em 2006, para 52,6% de homens com excesso de peso em 2011, enquanto que 38,5% das mulheres estavam acima do peso em 2006, subiu para 44,7% em 2011. 

Esses percentuais variam de acordo com a faixa etária. Entre os 18 e 24 anos de idade 29,4% dos homens apresentam IMC superior 25 Kg/m², já entre os 25 e 34 anos esta porcentagem sobre para 55% , e na faixa etária de 35 a 45 anos, a porcentagem alcança 63% dos homens. Em relação às mulheres, as que estão entre 18 e 24 anos 25,4% apresentam sobrepeso, esse percentual aumenta para 39,9% na faixa etária entre 25 e 34 anos, e atinge 55,9% das mulheres entre 45 a 54 anos. 

Esses dados estão relacionados com o aumento do consumo de alimentos com alto teor energético. A pesquisa encontrou que 34,6% dos brasileiros consomem carnes ricas em gorduras saturadas de maneira excessiva e que 56,9% dos indivíduos consomem leite integral regularmente. Outros hábitos alimentarem que podem contribuir para o aumento do excesso de peso é o consumo de refrigerantes, que ocorreu em 29,8% dos brasileiros que consomem pelo menos cinco vezes por semana. Além disso, apenas 20,2% ingere a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças. 

Para conter esse aumento do excesso de peso e obesidade no Brasil, o Ministério da Saúde lançou em 2011 o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis, com investimento em promoção de hábitos saudáveis e parcerias com o setor privado e outros órgãos do governo. Uma dessas ações é o programa Academia da Saúde, com a criação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais para a orientação de práticas de exercícios físicos e lazer.  

“Com o resultado desse levantamento nós conseguimos resultados que permitem aprimorar nossas políticas públicas, que são essenciais para prevenir uma geração de pessoas com excesso de peso”, afirma o ministro Alexandre Padilha. 

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro 
Fonte: Nutritotal