sexta-feira, 29 de junho de 2012

Arte em "3D"

Este impressionante time-lapse mostra o artista Chris Carlson criando uma fantástica arte 3D do Mario no chão. Quando eu via esses tipos de pinturas pela internet eu realmente achava que era mais simples.

Junk food está associada à depressão


Comer muita junk food pode aumentar o risco de depressão, sugere um grande estudo.
Em um estudo de coorte com quase 9.000 adultos na Espanha, aqueles que consumiam com frequência “fast food”, como hambúrgueres e pizzas, tinham probabilidade 40% maior de desenvolver depressão que os participantes que consumiam pouco ou nada desse tipo de alimento. Além disso, os pesquisadores observaram que o risco de depressão aumentou de forma constante a medida que mais “fast food” foi consumida.
Os participantes que consumiam muitas vezes produtos comerciais assados, como croissants e rosquinhas, também estavam sob risco de desenvolver este transtorno.
“Não nos surpreendemos com os resultados. Vários estudos analisaram a associação entre o consumo de fast food e doenças físicas, como obesidade e doença coronariana,” Almudena Sánchez-Villegas, PhD, do Departamento de Ciências Clínicas na Universidade de Las Palmas de Gran Canaria e do Departamento de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade de Navarra, em Pamplona, Espanha, disse ao Medscape Medical News.
“Com esses resultados, uma linha de pesquisa relativamente nova é aberta. Limitar o conteúdo de ácidos graxos trans em diversos alimentos, evitando o consumo de fast food e aumentando o consumo de outros produtos, como verduras, legumes e frutas deve ser um dos objetivos principais dos clínicos e daqueles responsáveis por decisões em saúde pública,” acrescentou.
O estudo foi publicado na edição de março de Public Health Nutrition.

Croissants, rosquinhas, muffins, ó céus!
Segundo os pesquisadores, a depressão afeta cerca de 121 milhões de pessoas em todo o mundo.
Apesar de “pouco se saber acerca do papel da dieta no desenvolvimento de transtornos depressivos,” estudos anteriores sugeriram que o azeite, vitaminas do complexo B e ácidos graxos ômega-3 podem ter um papel preventivo, escrevem os pesquisadores.
Como publicado pelo Medscape Medical News, Dr. Sánchez-Villegas e colaboradores publicaram um estudo no último ano em PLoS One que associou o consumo de ácidos graxos insaturados trans a um risco significativamente aumentado de depressão.
Para o estudo atual, eles procuraram examinar especificamente o papel que o consumo de fast food e alimentos processados poderia desempenhar no desenvolvimento deste transtorno.
Os pesquisadores examinaram dados de 8964 adultos do Projeto Seguimento da Universidade de Navarra, um estudo em curso de acompanhamento de dieta e estilo de vida que começou em 1999. Nenhum dos participantes do estudo tinha sido diagnosticado com depressão ou tinha tomado antidepressivos antes do início do mesmo.
Exposições e desfechos foram obtidos através de questionários enviados a cada dois anos para os participantes. Um questionário de frequência alimentar foi utilizado para avaliar a ingesta dietética. O consumo de fast food foi definido como o consumo total de hambúrgueres, pizzas e cachorros quentes/salsichas. O consumo de produtos comerciais assados foi definido como o consumo total de croissants, rosquinhas e muffins.
Depressão incidente e/ou auto-relato de diagnóstico médico de depressão, uso de antidepressivos e dados demográficos e de estilo de vida foram registrados em outros questionários.

Frear o consumo de junk food
Os resultados mostraram que 493 dos participantes foram diagnosticados com depressão após um acompanhamento mediano de 6,2 anos.
Aqueles com os níveis mais altos de consumo de fast food apresentaram um risco significativamente maior de desenvolver depressão em comparação com aqueles que apresentaram os menores níveis de consumo (hazard ratio ajustado [HR], 1,40, intervalo de confiança de 95% [IC], 1,05 - 1,86, P = 0,01).
“Além disso, uma relação dose-resposta significativa foi observada (P para a  tendência = 0,001)”, relatam os pesquisadores.
No entanto, os pesquisadores observam que mesmo pequenas quantidades de fast foodestavam associadas a um risco significativamente maior de depressão.
Os participantes que consumiam muitas vezes produtos comerciais assados também estavam sob maior risco de desenvolver este transtorno (HR ajustado, 1,43; IC 95%, 1,06 - 1,93).
Os investigadores também descobriram que os participantes do estudo com o maior consumo de fast food e de produtos comerciais assados tinham maior chance de ser solteiros, menos ativos, fumarem, trabalham mais de 45 horas por semana e comer menos frutas, legumes, nozes, peixes e/ou azeite.
“Embora mais estudos sejam necessários, o consumo deste tipo de alimentos deve ser controlado devido a suas implicações na saúde (obesidade, doença cardiovascular) e bem-estar mental”, disse a Dra. Sánchez-Villegas.
Os pesquisadores acrescentam que o conteúdo legalmente permitido de ácidos graxos trans nesses alimentos “deve ser revisto.”

Avaliação da dieta é “prudente”
“Essa equipe espanhola realizou uma pesquisa muito boa, de qualidade e tomou bastante cuidado ao considerar múltiplas causas possíveis de confusão, como outros fatores que podem explicar tanto os hábitos alimentares e o risco de depressão”, Felice Jacka, PhD, pesquisadora da Universidade Deakin, em Melbourne, Austrália, disse ao Medscape Medical News.
“Por exemplo, eles levam em consideração muitas variáveis que podem representar  consciência em saúde ou estilo de vida saudável, como o uso de cintos de segurança, frequência de exames médicos e odontológicos e dirigir alcoolizado, assim como estado civil, tabagismo, consumo de álcool, e consumo de alimentos ricos em nutrientes. A amostra do estudo também é grande e bem definida, e o desenho de coorte prospectiva oferece o potencial para a investigação de relações causa-efeito”, ela acrescentou.
A Dra. Jacka observou que os resultados respaldam um estudo anterior que ela e seus colaboradores publicaram recentemente no American Journal of Psychiatry, que mostrou que mulheres que consumiam uma dieta rica em alimentos pouco saudáveis e processados eram provavelmente deprimidas. Em um estudo publicado no Australian and New Zealand Journal of Psychiatry, eles relataram os mesmos resultados em uma coorte de adolescentes.
Os resultados do estudo atual “também são concordantes com os dois estudos prospectivos nesta área, tanto em adultos quanto em adolescentes, relatando que dietas pouco saudáveis estão associadas a um risco aumentado de problemas de saúde mental ao longo do tempo”, comentou.
Ela acrescentou que, embora este estudo tenha sido conduzido com rigor e seja bom em termos metodológicos, “talvez seja uma pena o diagnóstico de depressão não ter sido verificado por avaliações clínicas. No entanto, isso é raro em grandes estudos epidemiológicos, e as medidas eles usaram têm sido consideradas válidas.”
A Dra. Jacka ressaltou que, uma vez que pesquisas em dieta e saúde mental são relativamente novas, muitas vezes os médicos não considerem a dieta como alvo para intervenção na atenção à saúde.
“No entanto, este estudo contribui para a literatura altamente consistente e que cresce rapidamente sugerindo que a depressão é outra doença comum, não-transmissível com um significativo componente de estilo de vida”, disse ela.
“Como tal, é prudente que os clínicos avaliem e abordem a dieta, assim como hábitos de atividade física de seus pacientes, além do tratamento farmacológico e de outros já estabelecidos.”
O estudo foi financiado pelo Instituto de Saúde Carlos III e Fundo de Investigações Sanitárias do governo espanhol e pelo Governo Regional de Navarra. Os autores do estudo e a Dra. Jacka não declararam relações financeiras relevantes.

Autora: Deborah Brauser
Fonte: MedCenter

Selênio está associado a menor risco de diabetes


Em um novo e grande estudo americano, o risco de desenvolver diabetes tipo II foi até 24% menor em indivíduos com uma dieta rica em selênio.
Os achados, de 7.000 profissionais de saúde de ambos os sexos, acompanhados por décadas, somam-se a um conjunto de evidências sobre os efeitos protetores do selênio, um antioxidante conhecido, quando se trata de diabetes.
“Eu não aconselharia, baseado nos resultados deste estudo, que as pessoas comecem a tomar suplementos de selênio,” disse o Dr. Dariush Mozaffarian, autor sênior do novo estudo, da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston.
Uma das razões, disse ele, é que existem vários tipos diferentes de selênio, que podem ter efeitos diferentes – e os suplementos contêm apenas um único tipo.
Em alguns lugares, o selênio ocorre em altas concentrações no solo, afetando a exposição direta das pessoas que vivem nas proximidades e o conteúdo de selênio em alimentos cultivados na região.
Para avaliar o efeito a longo prazo da exposição ao selênio no risco de diabetes em indivíduos saudáveis, Mozaffarian e colaboradores analisaram lascas de unha coletados de 3.630 mulheres do estudo Nurses' Health Study e de 3.535 homens do estudo Health Professionals Follow-Up Study entre 1982 e 1987.
Nenhum paciente tinha diabetes ou doença cardíaca no início do estudo e pouco mais de 10% desenvolveu diabetes tipo II nos anos subsequentes. (Em sua publicação online em 22 de maio no periódico Diabetes Care, os pesquisadores observam que esta taxa provavelmente é menor que na população geral, uma vez que os participantes do estudo eram todos profissionais de saúde.)
Tanto para homens quanto para mulheres, os pesquisadores descobriram que o risco de desenvolver diabetes foi 24% menor entre as pessoas no quintil mais alto de conteúdo de selênio na unha, comparados com aquelas no quintil mais baixo.
A relação inversa entre o risco de diabetes e os níveis de selênio pareceu ser linear, de acordo com o estudo. Os riscos no segundo, terceiro e quarto quintis foram 9%, 22% e 23% inferiores, respectivamente, que no quintil mais baixo (P para tendência = 0,01).
Ainda assim, os autores enfatizam que o estudo reforça a necessidade de uma dieta saudável, ao mesmo tempo em que desencoraja o uso de suplementos para aumentar a ingesta de selênio. Para isso, disse o Dr. Mozaffarian, as pessoas devem escolher alimentos saudáveis como cereais integrais e peixes, que são ricos no mineral.
O Instituto de Medicina, um painel consultivo do governo dos Estados Unidos, recomenda à maioria dos adultos 55 mcg de selênio ao dia. Três onças (cerca de 85g) de atum em conserva contém cerca de 68 mcg, por exemplo, e um ovo 15 mcg, de acordo com o Escritório de Suplementos Dietéticos dos Institutos Nacionais de Saúde.
Toxicidade ao selênio é rara, mas as autoridades de saúde sugerem um limite superior de 400 mcg/dia para adultos para evitar efeitos colaterais. Altos níveis séricos de selênio podem levar a selenose, com sintomas gástricos, perda de cabelo e lesão nervosa leve. (A castanha do pará, por vezes, contém mais de 500 mcg de selênio por onça, levando o Escritório de Suplementos Dietéticos considerar “prudente comer castanhas do pará apenas ocasionalmente.”)
“A faixa entre os efeitos benéficos e os efeitos nocivos do selênio é muito estreita”, disse Dr. Eliseo Guallar da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, que estudou os efeitos do mineral na saúde, mas não esteve envolvido no novo estudo. “Um pouco pode ser muito bom, mas a partir de um certo nível pode haver efeitos colaterais.”
Os autores do estudo observaram que os níveis de selênio na população americana já são bastante elevados devido à alta concentração de selênio no solo de algumas partes do país.
Além disso, eles não descartaram a possibilidade de que altos níveis de selênio nos participantes do estudo eram um sinal de outros fatores relacionados ao estilo de vida que poderiam, em parte, explicar seu menor risco de diabetes.
Os participantes com os maiores níveis de selênio também comiam mais grãos integrais e consumiam menos gordura saturada, café e álcool e tinham menor probabilidade de serem tabagistas que aqueles com os níveis mais baixos do mineral.

Autora: Natasja Sheriff
Fonte: MedCenter

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Obesidade: FDA aprova Belviq para tratar adultos com IMC ≥ 30 kg/m² ou com IMC ≥ 27 kg/m² acompanhado de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 ou dislipidemia


O Food and Drug Administration, dos EUA, aprovou hoje o Belviq (cloridrato de lorcaserin) para tratamento da obesidade, como um complemento a uma dieta hipocalórica associada à prática regular de atividades físicas.

O novo medicamento foi aprovado para uso em adultos com um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m² (obesos) ou em adultos com um IMC igual ou superior a 27 kg/m² (sobrepeso) e que têm pelo menos uma condição relacionada, tais como hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 ou colesterol alto (dislipidemia).

A aprovação do Belviq (cloridrato de lorcaserin), utilizado de forma responsável em combinação com uma dieta e um estilo de vida saudáveis, oferece uma opção de tratamento para os americanos que são obesos ou estão acima do peso e têm pelo menos uma comorbidade relacionada ao ganho de peso.

O Belviq funciona através da ativação do receptor da serotonina 2C no cérebro. A ativação deste receptor pode ajudar uma pessoa a comer menos e se sentir satisfeita depois de comer pequenas quantidades de alimentos.

A segurança e a eficácia de Belviq foram avaliadas em três estudos clínicos controlados por placebo, que incluíram cerca de 8.000 pacientes obesos e com sobrepeso, com e sem diabetes tipo 2, acompanhados por 52 a 104 semanas. Todos os participantes receberam modificação de estilo de vida que consistia em uma dieta hipocalórica e aconselhamento sobre a prática de atividades físicas. Comparado ao placebo, o tratamento com Belviq foi associado à perda de peso média variando de 3% a 3,7%.

Belviq não deve ser utilizado durante a gravidez. O tratamento com esta nova medicação pode causar efeitos secundários graves, incluindo síndrome serotoninérgica, em particular quando usado com determinados medicamentos que aumentam os níveis de serotonina ou ativam os receptores de serotonina. Estes incluem, mas não estão limitados a, fármacos normalmente utilizados para tratar a depressão e a enxaqueca. Belviq também pode causar distúrbios de atenção ou de memória.

Em 1997, os medicamentos para perda de peso como a fenfluramina e a dexfenfluramina foram retirados do mercado depois que surgiram evidências de que eles causavam danos em válvulas cardíacas. Este efeito parece estar relacionado com a ativação do receptor da serotonina 2B em tecidos do coração. Quando utilizado na dose aprovada de 10 miligramas, duas vezes por dia, Belviq não parece ativar o receptor de serotonina 2B.

Os efeitos secundários mais comuns do Belviq em pacientes não-diabéticos são tontura, cefaleia, fadiga, náuseas, boca seca e constipação, e em pacientes diabéticos são hipoglicemia, dor de cabeça, dor nas costas, tosse e fadiga.

Belviq é fabricado pela Arena Pharmaceuticals e distribuído pela Eisai Inc.

Fonte: FDA News Release, de 27 de junho de 2012

NEWS.MED.BR, 2012. Obesidade: FDA aprova Belviq para tratar adultos com IMC ≥ 30 kg/m² ou com IMC ≥ 27 kg/m² acompanhado de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 ou dislipidemia. Disponível em: . Acesso em: 28 jun. 2012.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Dormir Pouco Engorda


Um estudo recente identificou que existe uma relação direta entre a falta de sono e o ganho de peso.  Através dele, foi registrado que pessoas que dormem menos do que sete horas por noite, possuem tendência de acumular gordura. Existem outros fatores relacionados a esse ganho de peso, como por exemplo, a falta de exercícios físicos diários e a alimentação desequilibrada.

Compreendendo o estudo
O trabalho, feito por cientistas norte-americanos, estudou cerca de 9 mil pessoas. Desses, foram formados alguns grupos:

Indivíduos que dormem até cinco horas por noite;
Indivíduos que dormem em torno de seis horas por noite;
Indivíduos que dormem de sete a nove horas por noite.

Após a comparação, concluiu-se que as pessoas que dormem até seis horas por noite, 27% delas possuem mais chances de engordar em relação às que dormem em torno de sete a nove horas. Já as que tem cinco horas de sono, o número foi mais alarmante. Nessas, existe 73% mais chance de engordar, em relação ao grupo que dorme mais (de sete a nove horas por noite).

É preciso dormir no mínimo sete horas por noite
Muitas pessoas desconhecem os benefícios do sono para nossa saúde. Por isso, muitas delas acabam dormindo menos do que realmente necessitam. Segundo especialistas, todos os indivíduos deveriam dormir, no mínimo, sete horas por noite. Eles só excluem os muito jovens e os idosos, por possuírem metabolismos diferentes.
Quem dorme até 5 horas por dia tem 73% mais chance de engordar

Como descobrir se você está dormindo pouco?
Geralmente as pessoas levam em torno de 15 minutos para pegar no sono. Porém, em alguns casos, a insônia (falta de sono), atrapalha esse período. Veja algumas manifestações que podem auxiliar a perceber se as horas dormidas não estão sendo suficientes.

Facilidade para engordar;
Sonolência durante o dia;
Falta de atenção;
Esquecimento;
Despertares noturnos (acordar várias vezes durante a noite).
Dicas para auxiliar em noite de sono mais tranquila e duradoura

Tendo em vista a importância de uma noite de sono adequada, separamos algumas dicas que pode ajudá-lo a ter uma noite de sono tranquila e duradoura.

Evite tomar cafeína ou álcool antes de se deitar;
Tente, aos poucos, aumentar as horas de sono noturnas, para que seu corpo acostume;
Realize atividade física;
Evite ler ou realizar qualquer atividade que exija de seu cérebro, antes de se deitar;
Evite praticar exercícios físicos, três horas antes de se deitar;
Tente esquecer os problemas diários, sempre que for se deitar.

Sonolência, falta de atenção e esquecimento são sintomas de sono insuficiente
O sono é extremamente essencial para manter uma vida saudável e tranquila. Por isso, caso esteja apresentando sinais de que a noite não está sendo suficiente, procure um médico especialista. Mudando seus hábitos sua saúde pode melhorar bastante, principalmente prevenindo doenças.

Mais de 70% das mulheres com mais de 50 estão tentando perder peso


Uma pesquisa publicada na revista especializada "International Journal of Eating Disorders" aponta que a idade não protege as mulheres de transtornos alimentares e das preocupações excessivas com o peso.

Entre participantes de uma pesquisa, todas com mais de 50 anos, 3,5% relataram comer compulsivamente, quase 8% induzem vômito ou usam laxantes e mais de 70% estão tentando perder peso. De acordo com o estudo, 62% das mulheres afirmaram que seu peso tem impacto negativo em suas vidas.

O trabalho, liderado pela médica Cynthia Bulik, diretora do programa de transtornos alimentares da Universidade da Carolina do Norte, envolveu 1.849 americanas.

"Sabemos pouco sobre como mulheres com 50 anos ou mais se sentem a respeito de seu próprio corpo. É errada a impressão de que elas 'superam' a insatisfação com o corpo e os transtornos alimentares com a idade. Ninguém se deu ao trabalho de perguntar. Como a maioria das pesquisas se concentra nas jovens, nosso objetivo foi entender as preocupações das mulheres dessa idade para dar base a pesquisas futuras e ao planejamento de atendimento", afirmou Bulik em um comunicado divulgado pela universidade.

A idade média das participantes era 59 anos e 92% eram brancas. Mais de um quarto delas, 27%, eram obesas, 29% estavam acima do peso, 42% tinham peso normal e 2% estavam abaixo do ideal.

Cerca de 36% das mulheres disseram ter passado ao menos metade do tempo nos cinco anos anteriores fazendo dieta e 40% afirmaram se pesar duas vezes por semana ou mais.

O peso ocupava os pensamentos de 64% delas todos os dias.

Fonte: Folha UOL

segunda-feira, 18 de junho de 2012

ABRASCO lança segunda parte do dossiê que alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros na Rio+20


A segunda parte do Dossiê, que terá como tema “Agrotóxicos, Saúde e Sustentabilidade”, será lançada no dia 16 de junho, das 14h ás 16h, na Tenda 1, na "Cúpula dos Povos" durante a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável na Rio+20, (Aterro do Flamengo, acesso pela Rua Silveira Martins). Veja a programação do Espaço Saúde, Ambiente e Sustentabilidade (Clique Aqui).


Para Fernando Carneiro, integrante do GT Saúde e Ambiente da ABRASCO e coordenador da equipe que trabalha desenvolvimeno do dossiê, "Às vésperas da Cúpula dos Povos, evento da Rio + 20, e após os 50 anos do lançamento da “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson - um dos mais importantes livros que mudaram o curso das políticas ambientais nos EUA, ao denunciar a extensa contaminação por agrotóxicos que existia naquele país -, agora é o Brasil que ocupa o lugar de maior consumidor de agrotóxicos do planeta. É hora de garantirmos espaço na agenda política e financeira do SUS para viabilizar a estruturação da Vigilância, Atenção e Promoção da Saúde relacionada à questão dos agrotóxicos, articulada a políticas de incentivo à agroecologia. Caso contrário, estaremos contribuindo para que o futuro das próximas gerações esteja ameaçado pela exposição cada vez mais acentuada a esses biocidas", alerta o pesquisador.


A primeira parte do Dossiê “Agrotóxicos, Segurança Alimentar e Saúde” foi lançada no dia 29 de abril no World Nutrition Rio 2012 , no Rio de Janeiro. O Dossiê tem como objetivo sensibilizar, por meio de evidências científicas, as autoridades públicas nacionais e internacionais para a construção de políticas públicas que possam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados por esses produtos químicos (leia a matéria sobre o lançamento da primeira parte do dossiê, clicando aqui.


O dossiê sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros é um documento aberto, em constante construção. Participe através do Fórum aberto no site ABRASCO (clique aqui) contribuindo com textos teóricos, metodológicos, resultados de estudos, evidências de impactos, desafios e propostas!



Confira o vídeo com em que o presidente da ABRASCO, Luiz Augusto Facchini, e Fernando Carneiro, coordenador do dossiê, falam sobre a elaboração do documento e seus objetivos. Clique aqui.


Clique no link a seguir e assista "O veneno está na mesa", de Silvio Tendler, documentário que ilustra muitas das questões abordadas no dossiê.


Fonte: ABRASCO


sábado, 9 de junho de 2012

Qual o papel da canela (Cinnamomum zeylanicum) no controle da glicemia?

Embora existam diferentes espécies de canela, a Cinnamomum zeylanicum é categorizada como a canela verdadeira quando se refere ao seu uso culinário. Os estudos científicos sugerem que ela pode apresentar efeitos benéficos no controle da glicemia, contribuindo para a redução da glicemia e colesterol.
Estudos realizados com indivíduos pré-diabéticos ou com resistência à insulina e síndrome metabólica revelaram que a canela pode melhorar o controle glicêmico e a sensibilidade à insulina. No entanto, os estudos demonstraram que os efeitos no controle da glicemia em pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 é controverso. 
As propriedades benéficas da canela foram inicialmente avaliadas em estudos in vitro e in vivo com experimentos em animais, demonstrando que seus polifenóis estimulam a captação de glicose no músculo esquelético e tecido adiposo. Cao et al (2007) relataram que o extrato purificado de canela e seus polifenóis aumentam os níveis do receptor de insulina e do transportador de glicose (GLUT4) em adipócitos. 
Além disso, outros estudos relataram que a canela retarda o esvaziamento gástrico, e isso pode também estar associado com a redução da glicemia pós-prandial. Entretanto, ao longo dos últimos anos, diferentes estudos clínicos têm demonstrado resultados conflitantes. Foi verificado que a ingestão de 2g por dia de canela durante 12 semanas reduziu significativamente a HbA1c (hemoglobina glicosilada) e a pressão arterial entre pacientes com diabetes tipo 2 não controlada, no entanto, os efeitos da canela em indivíduos diabéticos bem controlados (HbA1c <7%) parece ser mínimo. 
Esta pode ser a razão pela qual Crawford (2009) e Akilen et al (2010) demonstraram que a canela foi capaz de induzir o controle da glicemia em indivíduos diabéticos com HbA1c acima de 7%. 
Portanto, pesquisadores concluem que a inclusão da canela na alimentação pode ser considerada como uma opção adicional a fim de regular os níveis de glicose sanguínea e de pressão arterial em indivíduos com a diabetes mellitus tipo 2.

Autora: Rita de Cassia Borges de Castro
Fonte: Nutritotal

sábado, 2 de junho de 2012

Quais são os distúrbios nutricionais relacionados com a doença de Parkinson?

Indivíduos com doença de Parkinson (DP) são suscetíveis à perda de peso e desnutrição, sendo a perda progressiva de peso uma característica importante da progressão dessa doença. Os movimentos involuntários associados com a DP resultam em maior gasto de energia, além disso, tanto os sintomas da doença quanto os efeitos adversos do tratamento podem limitar a ingestão de alimentos. 
A DP é uma doença crônica, neurodegenerativa e progressiva. As manifestações motoras incluem tremor de repouso, bradicinesia (lentidão de movimentos), rigidez muscular e alterações do equilíbrio. Essas manifestações são responsáveis por incapacidades física e psíquica, havendo também manifestações não motoras, como psicose, transtornos cognitivos e depressão. Devido à dificuldade em realizar movimentos repetitivos, tremor e/ou rigidez de mandíbula, a mastigação pode ser prejudicada, gerando fadiga, que podem levar a interrupção da alimentação e ingestão inadequada de alimentos. Além disso, os sintomas não motores associados com a disfagia podem ser responsáveis pelo comprometimento do estado nutricional e balanço hídrico. 
Outros sintomas como o refluxo gastroesofágico, constipação e gastroparesia também contribuem para os distúrbios nutricionais e afetam significativamente a qualidade de vida destes indivíduos. As alterações na motilidade gástrica e intestinal podem levar à distensão abdominal, náuseas, desconforto e saciedade precoce, reduzindo ainda mais a ingestão de alimentos. 
Outro aspecto importante da DP é o tratamento com o medicamento levodopa (principal droga utilizada no tratamento da DP, que alivia os sintomas por aumentar as concentrações de dopamina), em que alguns aminoácidos dietéticos podem competir com esta droga em relação a absorção intestinal e transporte desse medicamento através da barreira sangue-cérebro, limitando assim a sua eficácia e sendo responsável pela ocorrência de flutuações motoras. Assim, diretrizes recomendam dieta com baixo teor de proteínas à medida que a doença progride, pois nesses casos são necessárias doses mais elevadas de levodopa. 
Portanto, a avaliação nutricional nesses indivíduos deve ser minuciosa, buscando investigar as deficiências de macro e micronutrientes, com o objetivo de retardar os distúrbios nutricionais relacionados com a DP e melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro 
Fonte: Nutritotal

Suplementação de vitamina C está relacionada com redução da pressão arterial

Pesquisadores publicaram na revista The American Journal of Clinical Nutrition uma metanálise demonstrando que a suplementação de vitamina C está relacionada com redução da pressão arterial sistólica e diastólica em indivíduos hipertensos. 
O objetivo do estudo foi realizar uma metanálise reunindo estudos clínicos que examinaram os efeitos da suplementação de vitamina C na pressão arterial entre 1966 e 2011. 
Os critérios de inclusão para essa metanálise foram: 1) estudo clínico randomizado, 2) efeitos da vitamina C sobre a pressão arterial sistólica (PAS) e/ou diastólica (PAD); 3) administração por via oral de vitamina C e presença de grupo controle 4) estudo com duração mínima de duas semanas. 
Dentre os estudos analisados, vinte e nove preencheram os critérios de inclusão, em que a dose média utilizada foi de 500 mg/dia de vitamina C, variando entre 60 a 4000 mg/d e com duração média de oito semanas. Após analisar estatisticamente os dados, os pesquisadores observaram que a suplementação de vitamina C reduziu a PAS, em média, -3,84 mmHg (p=0,001) e a PAD, em média, -1,48 mmHg (p=0,036). 
“Esta é a primeira revisão quantitativa de estudos clínicos randomizados avaliando o efeito da suplementação de vitamina C na pressão arterial. Nós descobrimos que a suplementação com vitamina C reduziu significativamente tanto a PAS quanto a DBP. No entanto, os estudos incluídos nessa metanálise foram pequenos e houve uma heterogeneidade de efeitos entre os estudos”, observam os autores. 
“Em conclusão, essa metanálise indica que a suplementação de vitamina C pode ser recomendada para a prevenção da hipertensão ou como terapia anti-hipertensiva adjuvante. No entanto, os mecanismos envolvidos ainda não estão totalmente esclarecidos e estudos clínicos adicionais de longo prazo e com grande número de amostras são necessários”, concluem.

Autora: Rita de Cássia Borges de Castro
Fonte: Nutritotal