quinta-feira, 19 de julho de 2012

FDA aprova Qsymia para perda de peso


O Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Qsymia (fentermina e topiramato de liberação prolongada), segundo medicamento para perda de peso que recebeu aprovação da agência em menos de um mês de intervalo, ampliando o leque de opções terapêuticas para um terço dos adultos americanos que são obesos.

O medicamento Qsymia ofereceu a maior perda de peso em ensaios clínicos com medicamentos usados para emagrecer, quando comparado aos três remédios que foram considerados pelo FDA nos últimos anos. Em fase final de ensaios clínicos, os pacientes em uso de uma dose intermediária de Qsymia perderam em média 8,4% do seu peso corporal, após um ano de tratamento. Pacientes em uso de Belviq, medicamento aprovado no mês passado, perderam em média 5,8% do seu peso depois de um ano de uso da droga. No entanto, o novo medicamento também aumenta o risco de defeitos congênitos, quando utilizado por mulheres grávidas e pode causar taquicardia e problemas cognitivos.

Qsymia, anteriormente conhecido como Qnexa, foi desenvolvido pela Vivus Inc. de Mountain View, na Califórnia. Ele é a segunda droga aprovada para a obesidade em menos de um mês, após a aprovação do Belviq, da Arena Pharmaceuticals. Antes disso, nenhuma nova prescrição de medicamentos para emagrecer havia sido aprovada em 13 anos, após o Xenical da Roche.

Ambas as medicações, Qsymia e Belviq, foram rejeitadas pelo FDA em 2010, mas os fabricantes voltaram este ano com novos dados. Em fevereiro, o Comitê Consultivo do FDA votou a aprovação do Qsymia.

A terceira droga, o Contrave da Orexigen Therapeutics, também foi rejeitada e agora está sendo testada em um novo ensaio clínico.

Qsymia é uma combinação de dois fármacos existentes, um dos quais é a fentermina, um supressor do apetite. O outro é o topiramato, uma droga indicada também para tratar a epilepsia e a enxaqueca.

Alguns especialistas em obesidade já prescrevem cada componente de Qsymia separadamente.

O FDA sugeriu medidas de segurança para reduzir o risco de efeitos colaterais com a medicação. Todos os pacientes devem começar com uma dose média do fármaco e devem considerar uma dose elevada apenas se não perderem 3% do seu peso corporal após 12 semanas. Caso os pacientes não percam 5% do seu peso após 12 semanas de tratamento, com a dose mais elevada, devem interromper a medicação.

A agência também alerta para que os batimentos cardíacos dos pacientes em uso de Qsymia sejam monitorados regularmente. Mulheres em idade fértil devem fazer teste de gravidez antes de iniciar o Qsymia e todos os meses enquanto estiverem em uso da droga, além de usarem um método contraceptivo eficaz.

Fonte: News Med

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Poluição aumenta risco de aterosclerose mesmo com dieta saudável


Resultados preliminares de uma pesquisa feita na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) indicam que a exposição à poluição atmosférica nos grandes centros urbanos durante a gestação e logo após o nascimento aumenta o risco de desenvolvimento de aterosclerose em indivíduos predispostos mesmo que eles adotem uma dieta com baixos teores de gordura.

A aterosclerose é uma doença inflamatória, caracterizada pelo enrijecimento e obstrução dos vasos sanguíneos devido à formação de placas de gordura. Seu agravamento ao longo dos anos pode causar problemas como infarto, acidente vascular cerebral e trombose.

“Diversos estudos apontam a poluição como fator de risco para a doença, mas, de acordo com a literatura científica, animais predispostos só desenvolveriam a placa aterosclerótica caso recebessem uma dieta rica em gorduras. Por isso os resultados que obtivemos surpreenderam”, disse a bióloga Mariana Matera Veras, responsável pela pesquisa e membro do Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental (Inaira) – um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) financiados pela FAPESP e pelo CNPq no Estado de São Paulo.

O estudo foi feito com camundongos geneticamente modificados para desenvolvimento de aterosclerose. Os animais foram divididos em oito grupos e, ao fim do experimento, passaram por um exame de ultrassom para avaliar o tamanho da placa de gordura que havia se formado no interior dos vasos sanguíneos.

Os quatro primeiros grupos receberam uma dieta balanceada e com baixos teores de gordura desde o desmame, com um mês de vida, até o fim do quarto mês. O primeiro, considerado o grupo controle, ficou em uma câmera com ar filtrado e não sofreu exposição à poluição nem durante a gestação, nem após o nascimento.

O segundo grupo foi exposto ao ar poluído apenas durante a gestação e, nos quatro meses após o nascimento, foi colocado na câmera com ar filtrado. O terceiro grupo foi exposto apenas após o nascimento e o quarto grupo sofreu exposição tanto no período de gestação como após o nascimento.

Os quatro grupos restantes foram submetidos aos mesmos padrões de exposição aos poluentes, mas, diferentemente dos outros, foram alimentados de forma balanceada só até o terceiro mês de vida. Nos três meses seguintes, receberam uma dieta rica em gorduras.

“Nos animais que receberam a dieta rica em gordura o efeito da poluição foi menos importante e obscurecido pela alimentação”, disse Veras.

Já entre os camundongos com dieta balanceada, aqueles expostos à poluição durante a gestação apresentaram placa aterosclerótica três vezes maior que a observada no grupo controle. Nos camundongos expostos aos poluentes apenas após o nascimento, a placa foi sete vezes maior e, quando somadas a exposição gestacional e a pós-natal, o aumento foi de 13 vezes.

“Os dados sugerem que a poluição funciona como um fator de modificação do ambiente uterino. A poluição pode programar esses animais, fazendo com que tenham maior risco de desenvolver aterosclerose mesmo que após o nascimento adotem dieta balanceada e vivam em um local com ar puro”, disse Veras.

Os resultados foram apresentados no 31º Simpósio Anual da Society of Toxicologic Pathology, realizado entre 24 a 28 de junho em Boston, nos Estados Unidos.

Multigerações

O grupo do Inaira investiga agora fatores como a quantidade de gordura circulante no sangue dos animais, marcadores inflamatórios e a expressão dos genes associados à formação da placa aterosclerótica para entender como a poluição interfere na progressão da doença.

“Sabemos que os poluentes agravam processos inflamatórios no organismo e isso favorece a progressão da placa, mas queremos saber se há outros mecanismos envolvidos”, disse Veras.

Paralelamente, outros estudos para avaliar o impacto dos poluentes na gestação e no sistema reprodutivo são conduzidos no Inaira, sob coordenação do professor Paulo Saldiva, também da FMUSP.

“A literatura científica mostra que a poluição das grandes cidades está relacionada à prematuridade, mortalidade neonatal e pós-neonatal, retardo do crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer. Além disso, causa alteração da razão sexual, fazendo com que nasçam mais mulheres do que homens. Para estudar melhor esses desfechos, montamos um modelo animal”, explicou Veras.

Os experimentos com várias gerações de camundongos foram feitos no jardim da FMUSP, próximo a uma avenida movimentada da capital paulista. Os animais do grupo controle ficaram em câmaras com ar filtrado e o outro grupo, exposto ao ar ambiente.

“Já na primeira geração de animais expostos, verificamos diminuição da fertilidade, ou seja, o número de bebês camundongos nascidos vivos é menor e têm redução do peso ao nascer, o que também já foi observado em humanos”, disse Veras.

Na segunda geração de animais expostos ao ar poluído foram observados esses efeitos e alguns outros. As fêmeas apresentaram irregularidades no ciclo reprodutivo e os casais levaram em média mais tempo para copular, pois os machos mostravam desinteresse.

“Também houve nas fêmeas uma redução no número de folículos ovarianos, o que sugere que as gerações seguintes podem sofrer problemas de infertilidade. Nos machos, verificamos alterações na morfologia dos espermatozoides”, contou Veras.

Baixo peso no nascimento

Durante a passagem da segunda para a terceira geração de camundongos, os pesquisadores do Inaira notaram alterações na placenta que explicariam pelo menos em parte a redução no peso ao nascer.

“Também observamos que o cordão umbilical dos fetos expostos à poluição é mais fino, o que favorece a compressão. Avaliações de alterações na placenta e no cordão umbilical seriam viáveis em humanos e poderiam trazer informações importantes sobre os efeitos da exposição à poluição do ar na saúde fetal”, disse Veras.

Os pesquisadores avaliam atualmente a terceira geração de camundongos para entender se o baixo peso ao nascer tem impacto na saúde ao longo da vida. Já foi possível notar que os animais nascem com uma redução de 25% a 30% no peso dos órgãos.

“No pulmão, há um retardo do amadurecimento e, aparentemente, um menor número de alvéolos. Isso poderia significar um prejuízo da função respiratória. No rim, o número de glomérulos também é menor e há alterações no volume de alguns compartimentos cerebrais”, disse Veras.

Segundo a pesquisadora, essas alterações no desenvolvimento fetal não seriam grandes o suficiente para impedir que os animais levassem uma vida normal. “Mas caso sejam desafiados por uma doença no futuro, isso poderia fazer a diferença”, avaliou.

Os resultados das pesquisas com a primeira e a segunda geração de camundongos já foram publicados. O artigo Chronic exposure to fine particulate matter emitted by traffic affects reproductive and fetal outcomes in mice (doi:10.1016/j.envres.2009.03.006) de Mariana Matera Veras e outros, pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S001393510900053X .

O artigo Increased levels of air pollution and a decrease in the human and mouse male-to-female ratio in São Paulo, Brazil (doi:10.1016/j.fertnstert.2006.06.023) de Ana Julia F. C. Lichtenfels e outros, pode ser lido em www.fertstert.org/article/S0015-0282(06)03183-9/fulltext .

O artigo Particulate Urban Air Pollution Affects the Functional Morphology of Mouse Placenta (doi:10.1095/biolreprod.108.069591) de Mariana Matera Veras e outros, pode ser lido em www.biolreprod.org/content/79/3/578.full.pdf.

Fonte: Fapesp

domingo, 15 de julho de 2012

Um Tapa na Cara de Muita Gente...

Esta é uma parte de um quadro de um programa americano chamado “O que você faria?” neste caso eles queriam mostrar quanto tempo levaria para alguém ajudar uma pessoa enfrentando dificuldades para trocar um pneu, infelizmente o vídeo não mostra como a coisa foi rápida com a loira, mas o interessante aqui foi ver a filosofia de vida desse camarada chamado Dominic que se prontificou a ajudar o rapaz pouco se importando com o fato de ele ser homem ou por estar usando um kufi, acessório tipico dos islâmicos.

Miss Me

quarta-feira, 11 de julho de 2012

HDL influencia a síntese e a absorção do colesterol


A sigla HDL, popularmente conhecida como “colesterol bom”, tornou-se familiar até para quem não é da área da saúde depois que diversos estudos demonstraram a importância dessa lipoproteína na prevenção da aterosclerose e das doenças cardiovasculares.

Acreditava-se que o efeito protetor da HDL fosse devido principalmente à sua capacidade de roubar o colesterol presente na parede das artérias e carregá-lo de volta para o fígado, para ser reaproveitado ou excretado.

Mas uma pesquisa recém-concluída na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revela que as concentrações dessa lipoproteína no sangue influenciam também a síntese e a absorção do colesterol no organismo, além de estarem associadas à ação da insulina no metabolismo da glicose. Os dados foram publicados na revista Clinica Chimica Acta .

“Compreender melhor o papel da HDL no metabolismo do colesterol é fundamental, pois o benefício causado pelo aumento dessa lipoproteína no sangue supera o malefício causado pela elevação da LDL (o colesterol ruim)”, afirmou Eder C. R. Quintão, coordenador da pesquisa financiada pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático.

Segundo Quintão, os medicamentos existentes para combater o colesterol atuam reduzindo a concentração de LDL (sigla em inglês para lipoproteína de baixa densidade) e de VLDL (sigla em inglês para lipoproteína de muito baixa densidade), que também têm a missão de levar colesterol aos tecidos, mas ao atravessarem a parede da artéria ficam presas e contribuem para a formação da placa aterosclerótica.

“O ideal seria desenvolver drogas capazes de aumentar a HDL no sangue. A dieta e o exercício têm pouco impacto nesse processo. A ingestão habitual de bebida alcoólica, embora eleve a HDL, provoca aumento de mortalidade por causas não cardiovasculares”, disse o pesquisador.

Para entender melhor como a HDL atua no organismo, a equipe coordenada por Quintão selecionou entre mais de 800 voluntários saudáveis recrutados na cidade de Campinas um grupo de 66 pessoas. Metade dos voluntários tinha concentrações plasmáticas dessa lipoproteína abaixo de 40 miligramas por decilitro (mg/dl) – teor considerado baixo. A outra metade tinha concentrações de HDL acima de 60 mg/dl – teor considerado alto.

Os pesquisadores tiveram o cuidado de manter uma proporção equilibrada de homens e mulheres nos dois grupos, bem como de selecionar voluntários com a mesma faixa etária e com índice de massa corporal (IMC) dentro da faixa considerada desejável. Foram excluídos portadores de diabetes e outras doenças, fumantes, usuários de álcool e de medicamentos que influenciam o metabolismo de lipoproteínas, entre eles a pílula anticoncepcional.

“Criamos um protocolo que difere de toda a literatura científica até então existente. Os demais estudos tinham fatores de interferência indesejáveis, uma vez que incluíam voluntários com comorbidades como obesidade ou diabete”, explicou Quintão.

Também foi feita uma análise detalhada do hábito alimentar dos participantes. “Quanto mais verduras o indivíduo ingere, maiores são os valores de fitoesterois no sangue – o equivalente ao colesterol presente nos vegetais. Como esse foi um dos marcadores analisados no estudo, os participantes tinham de ter uma alimentação parecida para não enviesar os resultados”, disse.

Os pesquisadores da FMUSP então colheram e analisaram amostras de sangue dos voluntários em busca de esteroides que servem de marcadores da síntese e da absorção intestinal de colesterol.

Surpresas

A análise dos resultados mostrou que os voluntários do grupo com HDL baixo sintetizam mais colesterol, mas absorvem menos essa substância pelo intestino. Já os participantes com HDL alto sintetizam menos colesterol, mas absorvem mais pelo intestino.

“Esse dado nos surpreendeu e nos pareceu incongruente”, afirmou Quintão. Isso porque os estudos epidemiológicos mostram que pessoas que absorvem mais colesterol pelo intestino têm mais risco de sofrer infarto.

“É estranho que essas pessoas que absorvem mais colesterol sejam justamente aquelas com HDL alto”, disse. Para solucionar o novo enigma, o grupo de Quintão pretende seguir a linha de investigação, dando início a um novo projeto de pesquisa.

Também surpreendeu os pesquisadores o fato de os voluntários com valores baixos de HDL apresentarem menor sensibilidade à ação da insulina quando comparados aos voluntários com HDL alto. Isso foi avaliado ao se relacionar a concentração de insulina com a de glicose no sangue em pessoas em jejum.

“Identificamos esse processo de resistência à insulina em um estágio bem precoce. São pessoas saudáveis, sem sintomas e com IMC normal. Não sabemos se daqui a dez anos haverá maior frequência de diabetes nesse grupo. É uma possibilidade de estudo de longo prazo que se abre”, disse Quintão.

Dados da literatura científica reforçam a hipótese de que quanto mais elevado o HDL no sangue melhor é o aproveitamento da insulina produzida no pâncreas no metabolismo da glicose em tecidos periféricos.

Em paralelo

Em outro braço da pesquisa, os pesquisadores investigaram várias proteínas e enzimas que regulam a produção de HDL no organismo, entre elas as lipoproteínas lipases.

“Essas enzimas quebram grandes partículas, como o VLDL produzido no fígado e os quilomícrons originados da gordura ingerida, em partículas menores como o LDL e o HDL”, explicou Quintão.

A pesquisa feita na FMUSP mostrou que pessoas com baixo HDL têm quantidade menor de lipoproteína lipase periférica no sangue. “Isso sugere que os organismos desses indivíduos estão transformando uma parte menor do VLDL produzido e dos quilomícrons em HDL”, disse.

Já quando se mediu a enzima lipoproteína lipase produzida no fígado, a relação foi inversa. Os voluntários com HDL baixo e maior resistência à insulina apresentaram atividades de lipoproteína lipase hepática mais altas.

Em outro artigo publicado na Clinica Chimica Acta, os pesquisadores analisaram os tipos de LDL presentes no plasma de 107 voluntários.

“Observamos que a presença de anticorpos contra LDL oxidadas, que são as partículas mais aterogênicas, está relacionada à intensidade da aterosclerose de forma mais significante do que a própria concentração de LDL oxidada encontrada no plasma”, disse Quintão.

Até o momento, o Projeto Temático deu origem a outros três artigos publicados, além de quatro projetos de iniciação científica, um mestrado, dois doutorados, um pós-doutorado e sete projetos de treinamento técnico – todos com Bolsa da FAPESP.

O artigo HDL-C concentration is related to markers of absorption and of cholesterol synthesis: Study in subjects with low vs. high HDL-C pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0009898110006261.  


O artigo Oxidized low-density lipoproteins and their antibodies: Relationships with the reverse cholesterol transport and carotid atherosclerosis in adults without cardiovascular diseases pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0009898112002975"_blank . 


Autora: Karina Toledo
Fonte: Fapesp

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Alimento Orgânico


O aroma e o sabor são mais acentuados e as cores mais vivas. Alimento orgânico é muito mais que um produto sem agrotóxicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos, etc.), conservando-os a longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.

Para se obter um alimento verdadeiramente orgânico é necessário conhecimento, para que o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, possa oferecer ao consumidor alimentos que promovam não apenas sua saúde, mas também do planeta como um todo.
A manutenção da fauna nas propriedades produtoras também é levada em consideração. A lógica é simples: os organismos competem uns com os outros e o equilíbrio resultante também contribui para a diminuição do número de pragas e de doenças.

Mais qualidade

Foi publicado no Journal of Applied Nutrition (1993) pesquisa realizada durante 2 anos em Chicago, Estados Unidos, onde ficou comprovada a grande diferença entre o alimento orgânico e o alimento produzido de forma convencional. Foram analisadas várias amostras de maçã, batata, pêra, trigo e milho doce. Comprovou-se que os alimentos orgânicos possuem uma diferença acentuada no conteúdo de alguns minerais essenciais.
O artigo “Comparação da Qualidade Nutricional de frutas, hortaliças e grãos orgânicos e convencionais”, publicado no Jornal de Medicina Alternativa e Complementar, relata que produtos orgânicos, em média, contém 29,3% mais magnésio, 27% mais vitamina C, 21% mais ferro, 13,6% mais fósforo, 26% mais cálcio, 11% mais cobre, 42% mais manganês, 9% mais potássio e 15% menos nitratos.
Em culturas como espinafre, alface, repolho e batatas, aqueles produtos vindos de agricultura orgânica apresentaram uma superioridade nutricional ainda maior.

Segundo o Engenheiro Agrônomo Jorge Vailati do Instituto Biodinâmico , esta é a maior prova que, mesmo utilizando adubos químicos, não se garante um maior nível de nutriente aos produtos da agricultura convencional.
Este fato mostra a superioridade de um sistema orgânico, mais eficiente. A liberdade de crescimento e amadurecimento da planta, garante a nutrição de forma natural de acordo com as leis da natureza do reino vegetal.
Com relação à saúde pública, experimentos demonstraram que animais alimentados com produtos orgânicos apresentam melhor crescimento, saúde reprodutiva e recuperação.

Alguns bons motivos para você consumir orgânicos

• O valor nutricional do alimento orgânico é superior ao do alimento produzido de maneira convencional.
• Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1987, calculou em 1 milhão e 400 mil os novos casos de câncer provocados por pesticidas.
• Somos compostos por 2/3 de água. Pesticidas infiltram nos lençóis freáticos e córregos de água. A Agência de Proteção Ambiental Americana calcula que os pesticidas, alguns deles causadores de câncer, já poluem metade da água potável dos EUA.
• O solo tratado com substâncias químicas (sistema convencional) libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura no sistema orgânico pode eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

Agrotóxicos vêm causando infertilidade e câncer

A infertilidade humana tem relação direta com o uso de agrotóxicos, segundo pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz. Ao serem analisados espermogramas,o resultado sugere uma tendência de queda na quantidade e qualidade dos espermas dos homens e dos animais mamíferos.
Além de ter crescido o número de pessoas que fazem tratamento para fertilização também foi diagnosticado um número excessivo de crianças com má formação, doenças congênitas e abortos.
Outro alerta é com relação ao crescimento do índice de pessoas com câncer, relacionado ao uso de agrotóxicos, através da alimentação. “Não são só as pessoas que manipulam podem adquirir doenças causadas pelo uso de agrotóxico, mas toda a população”, afirma pesquisador da Fiocruz. Diversos tipos de câncer têm aumentado, como o de próstata, testículos, mama, ovário e tireóide.

Curiosidades brasileiras

• A preferência pelos orgânicos vem crescendo 30% ao ano.
• O Brasil está entre os 6 maiores produtores de orgânicos do mundo, somando 20 mil produtores.
• Há 16 certificações reconhecidas pelo Ministério da Agricultura.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cientistas descobrem por que tomates vistosos não são saborosos


Um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos identificou as alterações moleculares responsáveis pelo amadurecimento uniforme característico da maioria dos tomates à venda em supermercados e feiras.

Essas alterações fazem com que os tomates amadureçam no tempo certo para os vendedores, ganhando em aparência e aumentando as vendas. Mas o amadurecimento uniforme também implica em redução no sabor do fruto, que acaba com “gosto de papelão”, segundo a revista científica Science, que acaba de publicar os resultados do novo estudo.

Há mais de meio século os produtores têm desenvolvido e selecionado variedades de tomate com coloração verde clara e uniforme antes do amadurecimento.

Na nova pesquisa, Ann Powell, da Universidade da Califórnia em Davis, e colegas dos Estados Unidos, Espanha e Argentina identificaram que o gene responsável pelo amadurecimento do tomate codifica um fator de transcrição denominado GLK2.

Esse fator, uma proteína que regula outros genes, aumenta a capacidade de o fruto fazer fotossíntese, ajudando na produção de açúcares e de licopeno, substância carotenoide que produz a cor avermelhada.

O problema é que a mutação responsável pelo amadurecimento uniforme desativa o gene GLK2. O resultado é que a produção com base no amadurecimento uniforme tem o efeito indesejado de promover o desenvolvimento inferior dos cloroplastos, que contêm a clorofila responsável por transformar energia solar em açúcar. Ou seja, com a perda nos cloroplastos, cai também a produção de ingredientes fundamentais para o sabor do fruto.

“A informação a respeito do gene responsável pelo amadurecimento em variedades selvagens e tradicionais fornece uma estratégia para tentar recapturar as características de qualidade que acabaram excluídas involuntariamente dos modernos tomates cultivados”, disse Powell.

Os autores do estudo sugerem que a manipulação dos níveis de GLK os de seus padrões de expressão podem eventualmente ajudar na produção de tomates e de outros produtos agrícolas com melhor qualidade.

O artigo Uniform ripening Encodes a Golden 2-like Transcription Factor Regulating Tomato Fruit Chloroplast Development (doi: 10.1126/science.1222218), de Ann Powell e outros, pode ser lido por assinantes da Science.