sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tomar refrigerante aumenta risco genético de obesidade, revela estudo


O consumo regular de bebidas doces como refrigerantes aumenta o risco genético de uma pessoa se tornar obesa, aponta uma nova pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos EUA. A probabilidade chega a dobrar entre quem toma uma porção por dia, em relação aos que ingerem menos de uma por mês.

O estudo foi publicado nesta sexta-feira (21) na edição online da revista científica "New England Journal of Medicine".

Segundo os autores, liderados pelo professor Lu Qi, ele reforça a tese de que fatores ambientais e genéticos atuam em conjunto para controlar as chances de alguém ficar mais suscetível ao ganho de peso.

O trabalho se baseou em dados de três estudos prévios, que envolveram 121.700 mulheres, 25 mil mulheres e 51.529 homens, respectivamente. Desse total, foram analisados apenas 6.934 mulheres do primeiro levantamento, 4.423 homens do segundo e 21.740 mulheres do terceiro – estas últimas, de ascendência europeia.

Todos os participantes responderam a questionários em que detalhavam sua alimentação, incluindo a ingestão de bebidas ao longo dos anos. Eles foram divididos em quatro grupos, de acordo com a quantidade consumida: aqueles que tomavam menos de uma porção por mês, os que bebiam de uma a quatro por mês, os que ingeriam de duas a seis por semana, e os que chegavam a uma ou mais por dia.

Para representar uma predisposição genética global, que abrangesse pessoas de diversas etnias, os cientistas calcularam 32 variações nas sequências de DNA associadas ao índice de massa corporal (IMC), número obtido pela quantidade de quilos dividida pelo quadrado da altura.

Nas últimas três décadas, o consumo de bebidas açucaradas aumentou drasticamente em todo o mundo. Embora haja evidências de uma ligação entre esses produtos, as taxas de obesidade e doenças crônicas – como a diabetes tipo 2 –, pouco ainda se sabe se esses líquidos realmente interferem no DNA humano e influenciam a predisposição genética ao acúmulo de gordura corporal.

Refrigerante fora da dieta
Outra pesquisa ligada ao tema foi publicada online nesta sexta no "New England Journal of Medicine". Segundo pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, ligado à Faculdade de Medicina de Harvard, adolescentes que eliminam bebidas doces da alimentação durante um ano ganham em média 1,8 kg a menos que aqueles que não o fazem.

Os cientistas analisaram 224 jovens entre 14 e 16 anos, com sobrepeso ou obesidade, que tomavam refrigerante regularmente. Para que o consumo do grupo diminuísse, os pesquisadores resolveram oferecer, durante um ano, bebidas não calóricas aos participantes e suas famílias. Por mais um ano, foi feito um acompanhamento.
Os adolescentes hispânicos tiveram o maior benefício ao parar de beber refrigerante adoçado: ganharam em média 6,3 kg a menos que o grupo de controle – indivíduos que participaram do trabalho, mas não foram submetidos à intervenção.

Segundo os autores, os achados sugerem que os adolescentes são mais propensos a fazer escolhas mais saudáveis quando há apoio e alternativas disponíveis.

Fonte: Bem Estar

Nenhum comentário: