terça-feira, 19 de março de 2013

Uma ótima forma de emagrecer mais rápido é tomando chá. O chá consegue tirar o desejo de comer doces, facilita a queima de gorduras, promove a saciedade e espanta o mau humor. Veja como preparar o chá de gengibre, chá verde e o chá mate para emagrecer. 

Chá de gengibre para emagrecer

O chá de gengibre é ótimo para emagrecer, pois ele é diurético, acelera o metabolismo, ajuda a queimar calorias e facilita a digestão, melhorando ainda o esvaziamento intestinal, combatendo a prisão de ventre e a barriga inchada. 

Para fazer o chá: Coloque 1 colher de chá de gengibre ralado em uma panela com 1 litro de água e deixar ferver por aproximadamente 8 minutos. Após desligar o fogo, tampe a panela, deixe o chá amornar, coe e beba várias vezes ao dia. Tomar 1 litro deste chá por dia. 

O chá de gengibre pode ainda ser misturado com limão e mel, sendo desta forma um excelente remédio caseiro para acabar com a gripe, dor de garganta e a dor de cabeça, devido as suas propriedades anti-sépticas. Neste caso, basta adicionar 1 colher de mel e 1 fatia de limão à cada xícara do chá de gengibre já pronto. O chá de gengibre com canela é ainda um excelente estimulante sexual devido às suas propriedades afrodisíacas e tira a vontade de comer doces. 

Chá verde para emagrecer

O chá verde é um bom chá para quem deseja emagrecer, pois ele é diurético, espanta o mau humor, diminui o cansaço, aumenta o metabolismo fazendo o corpo gastar mais calorias mesmo parado e melhora o sistema imune, prevenindo contra diversas doenças como artrite, doenças do coração e o câncer, por exemplo. 

Para o chá verde: Coloque 2 colheres de sopa de chá verde ou 1 saquinho de chá verde em 1 xícara de água fervente e deixe repousar por 5 minutos. Espere amornar, coe e beba a seguir, sem adoçar.

Como o chá verde é amargo e nem todos apreciam este sabor, pode-se alcançar todos os seus benefícios tomando o chá verde em forma de cápsulas, que tem o mesmo efeito do chá preparado de forma caseira, sendo igualmente emagrecedor. Recomenda-se 2 cápsulas de chá verde por dia ou 1 litro do chá caseiro. 

Chá mate para emagrecer 

O chá mate é excelente para emagrecer devido às suas propriedades diuréticas e devido ao seu alto teor de fibras, que além de promover a saciedade facilita o trânsito intestinal. Outros benefícios do chá mate são aumentar o metabolismo, facilitando a queima de gorduras, combater a inflamação causada pelo excesso de peso e combater o cansaço físico e mental, sendo ainda um ótimo laxante natural. 

Para o chá mate: Coloque 1 colher de chá mate numa xícara e cubra com água fervente. Tape, deixe amornar, coe e beba a seguir, sem adoçar. 

Quando consumido regularmente, o chá mate consegue diminuir ainda cerca de 10% do colesterol mal em 1 mês. O chá mate possui cafeína e por isso, indivíduos sensíveis a esta não devem tomar o chá após as 6 horas da tarde para evitar a insônia. O chá mate tostado pode ser consumido morno ou gelado, sem perder nenhuma de suas propriedades. 

Chá de ervas para emagrecer 

O chá de ervas é ótimo para emagrecer, pois ele possui poucas calorias, aumenta o metabolismo favorecendo a queima de gordura e aumenta a disposição para enfrentar as pressões do dia a dia. 

Para o chá de ervas: Coloque 1 colher de sobremesa das seguintes ervas: hibisco; bugre; cavalinha; cáscara sagrada; pau tenente e chá verde numa panela junto com 1 litro de água e deixe ferver. Após 10 minutos apague o fogo e deixe esfriar, coe e reserve. 

Uma boa ideia é colocar esse chá numa garrafa de água mineral e ir bebendo aos pouquinhos durante o dia, em substituição à água. Tome pelo menos 1 litro por dia. 

Para alcançar melhores resultados e conseguir emagrecer de forma mais rápida recomenda-se escolher 1 das receitas acima e associá-la à prática regular de exercícios físicos e a uma dieta equilibrada por no mínimo 1 mês.

Autora: Tatiana Zanin
Fonte: Tua Saúde

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dispepsia Funcional

A dispepsia caracteriza-se por um conjunto de sintomas relacionados ao trato gastrin­testinal superior, como dor, queimação ou desconforto na região superior do abdômen, que podem estar associados à saciedade preco­ce, empachamento pós-prandial, náuseas, vômitos, sensação de distensão abdominal, cujo aparecimento ou piora dos sintomas pode ou não estar relacionado à alimentação ou ao estresse. 

A dispepsia funcional, por sua vez, também conhecida como dispepsia não ulcerosa ou síndrome dispéptica é uma desordem heterogênea em que não se consegue identificar a causa para os seus sintomas. O mecanismo fisiopatológico ainda é desconhecido e o tratamento ainda não está totalmente estabelecido. 

Embora várias definições sejam usadas para descrever a dispepsia funcional, a mais comum é a dor, queimação ou desconforto crônico ou recorrente. De acordo com a classificação de Roma III, a dispepsia funcional está dividida em duas categorias principais: a síndrome do desconforto pós-prandial e a síndrome de dor epigástrica. 

A dieta e o estilo de vida podem estar diretamente relacionados com os sintomas na dispepsia funcional. Os fatores potenciais relacionados com a dieta são a ingestão calórica total e a composição de nutrientes das refeições. Já os fatores relacionados com o estilo de vida incluem o exercício físico, tabagismo, hábitos de sono, bem como o estado emocional (incluindo estresse e ansiedade). 

Os alimentos ricos em gordura, carboidratos simples, leite e derivados, frutas cítricas, alimentos condimentados, café e bebidas alcoólicas estão entre os principais fatores relacionados com o aumento dos sintomas. No entanto, os estudos nessa área ainda são inconsistentes. 

A tabela a seguir mostra as associações encontradas entre os sintomas dispépticos específicos e a influência da ingestão de alguns alimentos:
Fonte: Nutritotal

Chá Verde

Quais são as aplicações clínicas do chá verde? 
por Rita de Cássia Borges de Castro 

O chá verde, produto obtido a partir da planta Camellia sinensis, contém mais de 200 compostos, em que os mais conhecidos e mais abundantes são os polifenóis. Estes incluem as epicatequinas (EC), epigalocatequinas (EGC), epicatequina-3-galato (ECG) e epigalocatequina-3-galato (EGCG). 
Os polifenóis do chá verde podem desempenhar efeitos benéficos em várias condições clínicas, sendo que as mais estudadas e caracterizadas estão relacionadas ao câncer, sobrepeso/obesidade e doença cardiovascular, como demonstrado a seguir: 
Câncer 
Muitos estudos sugerem que o consumo de chá verde está relacionado com a diminuição do risco de diversos tipos de cânceres. Uma meta-análise publicada em 2006 que avaliou estudos epidemiológicos encontrou que o consumo elevado do chá verde (> 5 xícaras/dia) foi associado com uma redução de 20% no risco de câncer de mama (risco relativo = 0,78, 95% intervalo de confiança [IC], 0,61 a 0,98). Outa meta-análise também publicada em 2006 encontrou que o alto consumo de chá verde foi associado com uma redução de 18% no risco de câncer colorretal (risco relativo = 0,82; 95% IC, 0,69-0,98). 
Outros estudos avaliaram a relação entre o chá verde e câncer de próstata. Um estudo científico controlado acompanhou 60 pacientes com neoplasia intraepitelial prostática de alto grau (NIP, lesão benigna). Os pacientes foram agrupados de forma aleatória para receber durante um ano o extrato de catequinas do chá verde (200 mg, 3x/dia) ou placebo. Trinta por cento dos pacientes do grupo placebo (n=9) evoluíram para o câncer de próstata, enquanto que no grupo chá verde foi de apenas 3% (n=1). Um estudo epidemiológico com cerca de 50.000 homens japoneses mostrou uma relação dose-dependente entre o consumo de chá verde e redução no risco de câncer de próstata avançado. 
Sobrepeso/Obesidade 
Estudos clínicos têm analisado o efeito do chá verde na perda e na manutenção do peso. Um estudo duplo-cego e controlado comparou os efeitos da ingestão do extrato de chá verde em 240 adultos japoneses obesos. Os resultados mostraram que o grupo tratado apresentou redução significativa no peso corporal, índice de massa corporal, massa gorda e circunferência da cintura e do quadril (p < 0,05). 
Doenças cardiovasculares 
Estudos epidemiológicos sugerem que a ingestão de chá verde está associada a um menor risco de doenças cardiovasculares. Um estudo de coorte prospectivo com mais de 40.000 adultos japoneses mostrou que o consumo de chá verde foi inversamente associado com a mortalidade por doença cardiovascular. As mulheres que consumiram cinco ou mais xícaras/dia apresentaram 31% menos mortalidade por doença cardiovascular. Um estudo duplo-cego randomizado controlado por placebo com 240 adultos chineses com hipercolesterolemia leve a moderada analisou a suplementação diária do extrato de chá-verde enriquecido com teaflavina. O grupo suplementado apresentou redução de 16,4% nos níveis de LDL (lipoproteína de baixa densidade) e em 11,3% nos níveis de colesterol total em comparação com o grupo placebo. 
Fonte: Nutritotal 

Suplementação de extrato de chá verde associado com vitamina C protege a pele de queimaduras solares 
por Rita de Cássia Borges de Castro 

Pesquisadores do Reino Unido publicaram na revista British Journal of Nutrition um estudo preliminar que demonstrou efeitos benéficos da suplementação de extrato do chá verde associado com vitamina C na proteção contra queimaduras e inflamação causadas por raios solares. 
Foram avaliados nesse estudo 14 indivíduos, sendo a maioria do sexo feminino (n=12), com idade entre 29 a 59 anos. Os participantes receberam, durante doze semanas, suplementos orais na forma de cápsulas, que totalizaram 1350 mg de extrato de chá verde (sendo 540 mg de catequinas) e 50 mg de vitamina C, diariamente, junto com o café da manhã. Os pesquisadores relataram que a baixa dose de vitamina C foi adicionada para estabilizar o extrato de chá verde no lúmen intestinal. 
No período pré e pós-suplementação, a pele foi exposta a radiação ultravioleta (UV) por um simulador solar, que imita a luz do sol, com doses iguais para todos os participantes. Foram coletadas urina, pele (por meio de biópsia) e suor para analisar o conteúdo de catequinas e mediadores inflamatórios. 
Os pesquisadores verificaram que no período pré-suplementação houve aumento nos níveis do ácido 12-hidroxieicosatetraenoico (12-HETE) e prostaglandina E2 (PGE2) na pele. Essas substâncias são mediadores de respostas imunes, indutores da inflamação e quando produzidos em excesso podem desencadear desordens inflamatórias e proliferativas. Após a suplementação houve redução significativa do eritema (vermelhidão) e do 12-HETE (de 64pg/ul para 41pg/ul [p=0,01]), mas os níveis de PGE2 ficaram inalterados. Eles observaram também um aumento significativo das catequinas do chá verde na pele como a epicatequina (EC), epigalocatequina (EGC), epicatequina-3-galato (ECG) e epigalocatequina-3-galato (EGCG). 
“O presente estudo indica que, após a ingestão oral, as catequinas do chá verde alcançam a pele e suprimem a molécula pró-inflamatória 12-HETE e o eritema induzido pela radiação solar. A modulação de moléculas pró-inflamatórias através da suplementação com compostos bioativos nutricionais é uma estratégia atraente para fotoproteção em seres humanos e pode representar uma abordagem complementar aos filtros solares tópicos”, destacam os autores. 
“No entanto, por se tratar de um estudo preliminar, mais estudos são necessários para demonstrar o seu potencial benefício fotoprotetor do chá verde em longo prazo”, concluem.
Fonte: Nutritotal 

Qual a diferença entre o chá verde de saquinho, folhas secas avulsas ou em cápsulas? 
por Iara Waitzberg Lewinski 

O chá verde é obtido das folhas frescas da erva Camellia sinesis. Possui alta quantidade de catequinas (flavonóides), como epicatequina (EC), epigallocatequina (EGC), epicatequina gallato (ECG) e a mais abundante, epigallocatequina gallato (EGCG). 
A aplicação clínica do chá verde é bastante estudada principalmente devido à sua propriedade antioxidante, que auxilia no tratamento e prevenção de obesidade, diabetes e dislipidemias. Também pode reduzir o risco de eventos cardiovasculares, a chance do desenvolvimento de diversos tipos de cânceres e o envelhecimento cutâneo. 
Tanto o chá de saquinho, como as folhas secas ou as cápsulas têm o mesmo efeito e mantém suas propriedades nutricionais. Os chás de saquinho funcionam da mesma maneira que as folhas, porém eles podem conter outras partes da planta, como pequenos pedaços do talo e sementes, o que diminui os efeitos desejados, além de não revelar o real aroma e sabor da bebida. Quanto aos chás em cápsulas, devido ao fato de serem mais concentrados, devem ser consumidos em menor quantidade, para evitar um possível efeito tóxico. 
Os estudos científicos sobre o chá verde são bastante diversificados quanto à metodologia e resultados, porém, o que mais se observa, é que os efeitos benéficos e protetores do chá se manifestam com o consumo de cinco ou mais xícaras por dia. Além da quantidade, outro fator de discussão entre os autores é o tempo de ingestão necessário para que esses efeitos se manifestem, e o que parece ser consenso entre eles é que, para isso, a ingestão do chá verde deve ser um hábito diário. 
Quanto à quantidade máxima, o consumo de até vinte xícaras de chá verde por dia é considerado seguro. Não há dados na literatura sobre a quantidade máxima de consumo dos chás encapsulados. 
Os compostos fenólicos do chá também são considerados antinutrientes, pois diminuem a digestibilidade protéica. Portanto, seu consumo deve ser evitado junto às grandes refeições.
Fonte: Nutritotal

sábado, 2 de março de 2013

Dieta mediterrânea reduz o risco de doença cardiovascular

Estudo espanhol publicado na revista New England Journal of Medicine demonstrou que, entre as pessoas com alto risco cardiovascular, a dieta mediterrânea reduziu a incidência de eventos cardiovasculares. 
Trata-se de um estudo multicêntrico, prospectivo e randomizado que avaliou 7.447 indivíduos, homens e mulheres, com idade entre 55 a 80 anos, e que teve a duração de 4,8 anos. Todos os participantes tinham alto risco para desenvolver doença cardiovascular, mas sem a doença no início do estudo. Os fatores de risco considerados foram diabetes mellitus tipo 2 ou pelo menos três das seguintes características: tabagismo, hipertensão, elevação dos níveis plasmáticos de colesterol total e de lipoproteínas de baixa densidade (LDL-c), baixos níveis de HDL-c (lipoproteínas de alta densidade), excesso de peso ou obesidade, ou história familiar de doença coronária. Ao longo dos anos, os pesquisadores avaliaram as taxas de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por causas cardiovasculares. 
Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em três grupos: o primeiro recebeu orientações para consumir a dieta mediterrânea com quatro colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem por dia; o segundo recebeu orientações para consumir a dieta mediterrânea suplementada com castanhas e nozes (30 g por dia: com 15 g de nozes, 7,5g de avelãs, e 7,5g de amêndoas); e o terceiro recebeu uma dieta controle, com orientações para consumir uma dieta com baixo teor de gordura. 
De acordo com as análises de recordatórios alimentares e questionários de frequência alimentar, os dois grupos da dieta mediterrânea tiveram boa adesão à intervenção. Os pesquisadores observaram 288 eventos cardiovasculares no total, e os dois grupos da dieta mediterrânea apresentaram uma redução de aproximadamente 30% no risco de desenvolvimento de eventos cardiovasculares, em comparação com o grupo controle.
“Concluímos com este estudo que a dieta mediterrânea, sem restrição de calorias, suplementada com azeite de oliva extra virgem, castanhas e nozes, resultou em redução substancial no risco de desenvolver eventos cardiovasculares em pessoas de alto risco. Os resultados sustentam os benefícios da dieta mediterrânea para a prevenção primária da doença cardiovascular”, concluem os autores.

Autora: Rita de Cassia Borges de Castro
Fonte: Nutritotal