terça-feira, 16 de abril de 2013

Propriedades nutricionais e funcionais do mel de abelha


O mel de abelha é uma substância viscosa que é composta por cerca de 80 a 90% de carboidratos, pequenas quantidades de enzimas, aminoácidos, minerais, oligoelementos, vitaminas e polifenóis. O aroma, paladar, coloração, viscosidade e propriedades funcionais do mel estão diretamente relacionados com a fonte de néctar que o originou e também com a espécie de abelha que o produziu. De maneira geral, alguns estudos demonstram que o mel possui propriedades antimicrobianas, antivirais, antiparasitária, anti-inflamatória, antioxidante e anticarcinogênica.

A mistura de açúcares do mel é composta principalmente por frutose e glicose. A frutose apresenta-se normalmente em maior quantidade que a glicose e 5 a 10% dos carboidratos totais são oligossacarídeos. O índice glicêmico (IG) do mel varia entre 32 a 85, dependendo da fonte botânica e quanto maior o teor de frutose menor será o IG.

A quantidade de vitaminas e minerais é pequena (veja a tabela abaixo), mas pode conter quantidades variáveis e significantes de sais minerais e oligoelementos, como crômio, manganês, selênio, enxofre, boro, cobalto, flúor, iodeto de molibdênio e de silício.

Além disso, o mel pode conter boas quantidades de colina, que é essencial para a função cerebral e cardiovascular, bem como para a composição da membrana celular.

Os polifenóis são outro grupo de substâncias importantes responsáveis pela aparência e propriedades funcionais do mel. Em geral, quanto mais escuro o mel, maior a quantidade de polifenóis e melhor sua propriedade antibacteriana e antioxidante. Podem ser encontradas cerca de 56 a 500 mg/kg de mel de polifenóis totais em tipos diferentes de mel. Os polifenóis presentes no mel são principalmente os flavonóides (como a quercetina, luteolina, kaempferol, apigenina, crisina e galangina) e ácidos fenólicos. Estes são compostos conhecidos por suas propriedades antioxidantes.

A tributirina é um composto bioativo presente também no mel. Essa substância tem sido relacionada, por meio de estudos in vitro e in vivo, com diversos mecanismos anticarcinogênicos, como indução de apoptose e diferenciação celular, possuindo um papel quimiopreventivo principalmente na hepatocarcinogênese.

Como saber se o mel é de qualidade?
Rótulo:
Essa dica parece óbvia, mas saiba que muita gente jamais lê rótulos com calma. Verifique a marca e os ingredientes, para ver se não há algum aditivo. As empresas são obrigadas a listá-los na maioria dos países.

Teste com copo de vidro:
Pegue um copo com água e uma colher de sopa de mel. Pingue o mel na água. Se o mel for impuro, ele vai dissolver dentro d’água – o aditivo mais comum para o mel é o melado de cana de açúcar, que dissolve. Se o mel for puro, ele não vai se separar e vai afundar como uma gota sólida até o fundo do copo.

Teste com fogo:
Pegue um isqueiro e uma vela com pavio de algodão. Mergulhe o pavio no mel e retire um pouco do excesso. Tente acender o pavio. Se queimar, o mel é 100% puro. Se demorar pra queimar, a presença de água não está deixando o pavio acender (se só houver uma fina camada de mel no pavio, ele ainda poderá queimar, emitindo estalos. Neste caso, talvez seja melhor apagar a vela e refazer o teste com mais mel).

Teste da absorção – papel borrão ou pano branco:
Derrame algumas gotas de mel em papel borrão e veja se são absorvidas. Se forem absorvidas, o mel não é puro. Se não tiver papel borrão, derrame um pouco de mel em um pano branco e lave o pano. Se o mel deixar mancha, provavelmente é impuro.

Teste da mistura:
Misture partes iguais de mel e alguma bebida forte. Misture bastante. Se o mel for puro, vai assentar no fundo. Se for impuro, vai ser dissolvido e deixará o líquido turvo.

Teste com iodo: Há ainda um teste que pode ser feito com um produto disponível em farmácias. Misture uma colher de mel com uma colher de água. Mexa bem e pingue 3 gotas de lugol (solução de iodo 2%). Misture e verifique a cor. Se ficar escuro é porque há amido no mel e ele é impuro.



Autora: Rita de Cássia Borges de Castro
Fonte Nutritotal

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pesquisa aponta que brasileiros estão bebendo com mais frequência


Metade da população brasileira é abstêmia. Na outra metade consumidora de álcool, no entanto, aumentou 20% o número de pessoas que bebe de forma frequente (uma vez por semana ou mais) nos últimos seis anos. Se considerada apenas a população feminina, mais suscetível aos efeitos nocivos do álcool, o aumento foi de 34,5%.

Os dados são do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), organizado pelo médico Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A pesquisa contou com apoio da FAPESP por meio do Instituto Nacional de Políticas sobre Álcool e Outras Drogas (Inpad). Um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) instalados em São Paulo, o Inpad é coordenado por Laranjeira.

As entrevistas foram realizadas em 2012 pelo Ipsos Public Affairs e os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10/04). Foram ouvidas 4.607 pessoas maiores de 14 anos, em 149 municípios de todas as regiões brasileiras. Os participantes responderam a um questionário com mais de 800 perguntas que tinha como objetivo avaliar o padrão de uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas, além de fatores associados ao uso problemático dessas substâncias, como depressão e violência.

A primeira edição da pesquisa, realizada em 2006 com 3.007 entrevistados e apoio da FAPESP, surpreendeu especialistas em saúde de todo o Brasil – e o próprio Laranjeira – ao revelar um índice alto de abstinência no país: 48%. “Durante mais de 30 anos, acreditei que a taxa brasileira era semelhante à europeia, em torno de 12%”, contou o pesquisador.

A boa notícia é que no levantamento mais recente o número de abstêmios se manteve praticamente estável – com leve alta para 52%. Porém, entre os bebedores, aqueles que adotam um padrão de consumo de álcool considerado nocivo e batizado de “binge” – quatro unidades de álcool para mulheres e cinco para homens em uma única ocasião – aumentou de 45% para 59%. Mais uma vez a mudança é maior quando se considera apenas a população feminina, passando de 36% para 49%.

“O aumento do consumo entre as mulheres, especialmente nesse padrão ‘binge’, terá consequências importantes do ponto de vista da saúde pública no médio prazo. Vai aumentar as taxas de câncer da mulher brasileira”, estima Laranjeira.

Segundo o médico, as evidências apontam que o consumo de duas ou mais doses de álcool por dia pela mulher aumenta em 20% o risco de câncer de mama. Estima-se que 30% dos casos de câncer na população em geral tenham o álcool como um agente causador.

Para Laranjeira, no entanto, um dos dados mais preocupantes é que 20% dos adultos bebedores consomem 56% de todo o álcool vendido no país. A maioria desse grupo é composta por homens jovens, com menos de 30 anos.

“O padrão brasileiro é o de beber fora de casa, nas ruas, nos bares, e de forma excessiva. Os jovens bebem para ficar bêbados e isso aumenta muito o risco de prejuízos à saúde e de envolvimento com violência, drogas e outros comportamentos de risco. A ideia que a indústria do álcool tenta passar, de que no Brasil todo mundo bebe um pouco, não é verdadeira”, afirmou Laranjeira.

O 2º Lenad mostrou também que, entre os bebedores, 16% consomem quantidades nocivas de álcool nas ocasiões em que bebem e dois em cada dez apresentaram critérios para abuso ou dependência – o que corresponde à realidade de 11,7 milhões de brasileiros.

Ainda entre os bebedores, 32% afirmaram já não terem sido capazes de parar depois de começar a beber; 10% disseram que alguém já se machucou em consequência do seu consumo de álcool; 8% admitiram que a bebida já teve efeito prejudicial no trabalho e 9% admitiram prejuízo na família ou no relacionamento.

Quase um terço dos homens jovens bebedores abusivos se envolveu em briga com agressão física no último ano. O levantamento também mostrou um índice mais elevado de depressão entre os que abusam de álcool: 41%. A média de depressão na população em geral é de 25%. “É preciso desassociar a imagem do álcool à alegria. Quem bebe e bebe muito tem mais chance de ficar depressivo do que de ficar feliz”, destacou Laranjeira.

Regulamentação do mercado

Na avaliação de Laranjeira, o crescimento econômico do Brasil nos últimos 10 anos e o consequente aumento da renda per capita é uma das razões do aumento no consumo de álcool – o que torna o país um mercado promissor para a indústria de bebidas.

“O brasileiro em geral está com maior poder aquisitivo. Quem não gastava dinheiro com álcool continua não gastando. Mas os que bebem estão gastando mais com bebida, especialmente as mulheres”, disse o professor da Unifesp.

Outro fator por trás dessa mudança no padrão de consumo, segundo Laranjeira, é a falta de regulamentação do mercado ou fiscalização efetiva. “Como não há regras feitas pelo governo ou pela sociedade, quem comanda o show é a indústria do álcool”, afirmou.

Além de aumento no preço da bebida alcoólica, Laranjeira defende a diminuição dos pontos de venda – que, segundo dados da Ambev, somam 1 milhão em todo o país.

“Há um ponto de venda de bebida alcoólica para cada 200 habitantes no Brasil. E a maioria vende para qualquer pessoa, inclusive para menores de idade. São Paulo é o único estado com uma lei rígida para inibir a venda de bebida para adolescentes, mas ainda precisa avançar na fiscalização”, avaliou.

Laranjeira também defende a proibição da propaganda de bebida alcoólica nos meios de comunicação, que considera direcionada principalmente à população jovem.

“Outra medida importante é regular o horário dos pontos de venda. Quando Diadema proibiu o funcionamento dos bares após as 23 horas, a mortalidade por homicídio caiu mais de 90% no município. Isso é um exemplo de uma medida política que faz a diferença. Já campanhas educativas em escolas, por exemplo, adiantam muito pouco”, opinou.

Lei seca

Uma boa notícia revelada pelo 2º Lenad é que a nova legislação relacionada aos limites de álcool no sangue tolerados para a condução de veículos – popularmente chamada de “Lei seca” – vem surtindo efeitos. De forma geral, houve queda de 21% na proporção de indivíduos que relatam ter dirigido após o consumo de álcool no último ano.

“A população está respondendo à legislação, mas o índice de pessoas que bebe e depois dirige ainda é alto, em torno de 21%. Nos países desenvolvidos é de 1% ou 2%. Só a manutenção dessa política e o aumento da fiscalização conseguirão fazer os números caírem ainda mais”, disse Laranjeira.

Autora: Karina Toledo

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Frutas na Dieta


Elas são ricas em fibras, têm grande quantidade de água e, por isso, são muito importantes para nossa saúde.  As frutas fazem parte de toda dieta balanceada. 

Doces, azedas, servem como sobremesa ou como lanche.

Mas, o consumo indiscriminado destas delícias pode atrapalhar na dieta de perda de caloria, muitas delas são tão calóricas quanto uma fatia de bolo de chocolate, que tem 235 calorias! 

Compare:

Porções de 100 gramas
1. Açaí: 247 calorias
2. Abacate: 162 calorias
3. Banana maça: 114 calorias
4. Pera 98 calorias
5. Cereja: 96, 9 (em calda essas calorias vão às alturas: 252,9)
6. Banana nanica 87 calorias
7. Uva vermelha 79 calorias
8. Caqui chocolate: 74,4 calorias
9. Manga rosa 70,3
10. Maçã vermelha 64 calorias.

O ideal é fazer porções menores para o consumo de frutas como essas. E as pessoas não podem esquecer que estas calorias não incluem o açúcar que muitos adicionam a frutas como o abacate, que tem sabor salgado.

Que as frutas são essenciais para quem quer emagrecer, você já está cansado de saber. Contudo, escolher as frutas certas pode fazer toda a diferença. Descubra quais são as frutas que emagrecem e encha a sua fruteira com estas delícias!

Maracujá
Contém pectina, uma substância que, quando ingerida, mistura com a água do estômago e forma um gel viscoso. Este gel é capaz de prolongar a sensação de saciedade e, ainda, impedir parte da absorção dos açucares e das gorduras pelo organismo!

Melancia
A melancia é uma fruta rica em água e, por isso, causa uma sensação de satisfação mais intensa no nosso organismo. Além disso, é uma fruta que quase não tem calorias e possui um sabor irresistível.

Laranja
Ela é barata e muito eficiente no auxilio ao funcionamento do nosso organismo. Por conter grande quantidade de fibras, a laranja faz bem à pele e atua diretamente na luta contra aquela barriguinha indesejada!

Limão
É uma ótima fonte de ácido cítrico, substância que aumenta o pH do sangue e outros líquidos corporais, acelerando, assim, o nosso metabolismo. A vantagem desta fruta é a sua versatilidade, já que pode ser usada em sucos, pratos doces e salgados.

Mamão
É uma das melhores opções na luta contra o intestino preguiçoso. O mamão contém poucas calorias e é, também, um ótimo antioxidante, prevenindo o envelhecimento e acelerando o nosso metabolismo.

Melão
É rico em água e, apesar de muitas pessoas não saberem, é a melhor fruta quando se trata do funcionamento do intestino. Sem contar que é responsável pelo aumento da sensação de saciedade.