terça-feira, 14 de maio de 2013

Vitaminas

É comum encontrar nos meus atendimentos pessoas que buscam suplementos vitamínicos para tudo, acreditando sempre nas fórmulas mágicas das pílulas.
Mas, nem sempre o uso de suplementação vitamínica se faz necessária, apenas uma leve mudança no hábito alimentar já atende as necessidades diárias que cada um de nós necessita.
Para isso, para ajudar aqueles que buscam alguma orientação, segue abaixo uma tabela de vitaminas com algumas de suas principais fontes alimentares.
Clique na imagem para ampliar.

sábado, 11 de maio de 2013

Jovem chamada de 'minha gordinha' pelo namorado elimina 21 kg em PE

Aos 16 anos, a estudante Ana Carolina Cunha, de Petrolina, em Pernambuco, recebeu vários alertas de que precisava perder peso.
Na época, ela estava com 78 kg, o que significava um quadro de sobrepeso por causa de sua altura, que é de 1,67 metro. “Comecei a namorar, meu namorado tinha mania de me chamar de ‘minha gordinha’ e eu me perguntava por que ele me chamava daquele jeito porque eu não me achava gorda”, lembra a jovem, hoje com 18 anos.
Sem se pesar há muito tempo, Ana Carolina resolveu encarar a balança ao passar por uma farmácia em sua cidade. “Foi um baque para mim quando vi 78 kg”, conta.
Acostumada com maus hábitos alimentares, ela lembra que chegou a comer quase uma pizza inteira em um jantar com os pais. “Eu não sabia a hora de parar. Uma vez, briguei com a minha mãe e meu pai me deu um pote de sorvete que eu comi sozinha em uma noite”, diz.
Para emagrecer, a pernambucana já havia tentado até tomar remédio sem orientação médica, mas o resultado foi o inverso. “Perdi 6 kg em 15 dias, mas quando parei de tomar, engordei quase o dobro. Aí decidi parar com isso”, lembra Ana Carolina. Então, ela resolveu recorrer aos meios saudáveis para eliminar o excesso de peso: reeducação alimentar e atividade física.
“Eu estava no colégio na época, então a primeira coisa que fiz foi cortar o lanche. Com o dinheiro que economizei, consegui pagar uma academia e comecei a me exercitar”, conta.
Ana Carolina lembra que decidiu estabelecer uma meta no começo para se manter sempre motivada a continuar. “Tinha 5 kg para perder e, se eu conseguisse, me dava o direito de comer uma besteira. Assim, eu não ficava naquela loucura de vida saudável”, diz a estudante.
As “besteiras”, inclusive, saíram totalmente da alimentação da pernambucana, que passou a ingerir mais integrais, legumes, salada, suco, água e principalmente frutas. “Antes, comia muita fritura, bolacha recheada e refrigerante. Hoje como de 3 em 3 horas e bebo muita água”, conta. A estudante, que não tinha o hábito de comer alimentos saudáveis, diz que fez substituições e experimentou opções novas até se acostumar. “Odiava frutas e hoje gosto. De salada, só comia alface e tomate, mas hoje já incluo cenoura, beterraba, pepino e outros legumes”, conta.
Na academia, Ana Carolina começou com exercícios aeróbicos e muita corrida. “Perdi muito peso e tive anemia. Então, fui a uma nutricionista que me orientou e logo me recuperei”, lembra. Depois, com exercícios de musculação, ela conseguiu ganhar 3 kg de massa magra e atingiu seu peso atual, 57 kg, adequado para sua altura.
As roupas, que antes eram do tamanho 46, diminuíram para o 38, mas não foi fácil para Ana Carolina se acostumar com o novo corpo. “A relação com o espelho foi o mais difícil. Tinha perdido 10 kg, as roupas estavam folgadas, mas eu me via como a mesma gordinha. A aceitação de que eu estava emagrecendo foi muito complicada”, lembra.
Ana Carolina acredita que, para perder peso, o exercício físico é fundamental. “Tem que gastar o que come. Se eu como um chocolate, no dia seguinte corro mais 10 minutos na esteira. Não adianta comer e se sentar”, analisa. A perda de peso trouxe diversos outros benefícios para a saúde e para o bem-estar da jovem. “Minha respiração melhorou muito. Antes, corria um minuto e meu coração acelerava. Hoje estou treinando para participar de uma corrida de 6 km aqui na cidade. É um avanço muito grande para mim”, avalia a estudante.
Com 21 kg a menos, ela continua com o mesmo namorado e acredita que os sinais que recebeu dele foram extremamente importantes. “Ninguém da minha família tinha coragem de dizer que eu precisava emagrecer. Ele foi sincero comigo e foi muito bom”, avalia.
Já adaptada ao novo estilo de vida, Ana Carolina diz que aprendeu a se controlar e a gostar de viver de um jeito saudável. “As pessoas acham que vai ser o fim do mundo parar de comer guloseima, mas não é. Chocolate e pastel são só para satisfazer nossos prazeres, não são saudáveis”, defende. Mantendo seus 57 kg, ela se mostra satisfeita e diz que não vai engordar de novo. “Para ganhar peso, só se desse uma loucura na minha cabeça. Gosto do meu estilo de vida hoje”, conclui.

Fonte: Bem Estar

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Beber 340 ml de refrigerante açucarado por dia pode aumentar a incidência de diabetes tipo 2 em cerca de 22%, sugere estudo publicado pelo jornal Diabetologia


O objetivo da presente análise foi investigar a associação entre o consumo de bebidas adocicadas (ou seja, sucos e néctares de fruta, refrigerantes açucarados e refrigerantes adoçados artificialmente) e a incidência de diabetes tipo 2 em uma coorteEuropeia, no EPIC-InterAct Study.
O consumo de bebidas adocicadas e o aumento na incidência dodiabetes mellitus tipo 2 tem sido demonstrado principalmente em populações americanas. O EPIC-InterAct Study avaliou esta associação em adultos europeus e foi publicado pelo periódico Diabetologia da European Association for the Study of Diabetes(EASD).
Dados do estudo longitudinal European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC) foram usados e os pesquisadores estabeleceram uma coorte com 12.403 casos incidentes de diabetes tipo 2 e uma subcoorte aleatória de 16.154 indivíduos. Modelos de riscos proporcionais de regressão de Cox (modificados para o estudo de caso-coorte) e meta-análises de efeitos aleatórios foram utilizados para estimar a associação entre o consumo de bebidas adocicadas (dados obtidos a partir de questionários dietéticos validados) e a incidência do diabetes tipo 2.
Os resultados mostraram que, após os ajustes necessários, o consumo de 340 ml de refrigerantes açucarados por dia está associado ao aumento da incidência do diabetes tipo 2, mas a associação do consumo de refrigerantes adoçados artificialmente e o diabetes tipo 2 tornou-se estatisticamente não significativa. O consumo de suco ou néctar de fruta não foi associado ao aumento na incidência da doença.
Este estudo corrobora a associação entre o aumento da incidência de diabetes tipo 2 e o alto consumo de refrigerantes açucarados em adultos europeus.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Torne sua salada mais atraente

Uma das maiores reclamações dos pais que trazem seus filhos ao meu consultório é: "esse menino não come salada nenhuma!" "Verdura? Só empurrando pela garganta!"
Ou seja, as crianças (e alguns adolescentes) não comem verduras e legumes. Mais por que? Principalmente quando na primeira infância essa mesma criança não rejeitava nada?
Acho que a resposta se encontra em algo simples: apresentação.
Quando vamos a um restaurante, seja ele self-service ou "a la carte", a apresentação de um prato ou alimento diz muito. Cor, aroma, textura, arranjo... tudo isso atrai os olhos, abre o apetite e nos faz querer aquele alimento.
Quem nunca se deparou com um pão de sal recém saído do forno e não teve vontade de comê-lo ali mesmo, com margarina, requeijão ou outra coisa? E a foto de um refrigerante, no calor, com a garrafa "suando"? E aquele hambúrguer da vitrine, não vai me dizer que não espera até hoje, ao abrir a caixinha que ele tenha o mesmo tamanho e aparência?
Com as saladas o princípio é o mesmo.
Se não damos a elas a devida apresentação, sim, é apenas "mato". Por isso, vou disponibilizar algumas imagens que possam inspirar você a montar sua salada, deixá-la digna de um chef, de postar no seu Facebook!

Sugestões
Escolha um dos ingredientes de cada opção da tabela e monte sua salada preferida:

Sempre:
Hortaliças de tons variados: alface, rúcula, agrião, repolho.
Legumes: tomate, brócolis, couve flor, cenoura, beterraba, abobrinha, chuchu, vagem...

1 opção de carboidrato:
Tubérculos (batata, mandioquinha), milho, quinoa, croutons, macarrão, arroz integral ou torrada integral.
OU
Frutas: uva-passa, damasco, ameixa seca, abacaxi, maçã, pera, manga, melão. (As frutas também possuem certo teor de carboidrato que vem da frutose - açúcar da fruta).

1 opção de proteína
Atum, salmão, filé de frango, ovos*, peito de peru*, queijos brancos*, ricota*, kani* (*estes alimentos por terem menor teor calórico e protéico podem ser combinados entre si, por exemplo: peito de peru + ovo ou peito de peru + ricota).
OU
Grãos: ervilha, soja, grão-de-bico, feijão branco, lentilha. (Os grãos também oferecem um bom teor de proteínas).

1 opção de gordura
Castanha-do-pará, nozes, amêndoas, semente de linhaça.

Evite ao máximo
Bacon, batata palha, queijos amarelos (cheddar, gorgonzola, parmesão), molhos cremosos, maionese, frituras, presunto, tomate seco.


Um grande abraço.







quinta-feira, 2 de maio de 2013

O que é diabetes insipidus?

A diabetes insipidus nada tem a ver com o aumento da glicose no sangue. A doença é rara e se caracteriza pela deficiência da vasopressina (hormônio antidiurético) ou pela incapacidade dos túbulos renais de responder a ela, o que leva à excreção de grandes quantidades de urina muito diluída e à sede pronunciada. Esta diluição não diminui quando a ingestão de líquidos é reduzida, denotando a incapacidade renal de concentrar a urina. O hormônio antidiurético é produzido no hipotálamo e liberado pela neurohipófise e determina, em parte, o modo como os rins removem, filtram e reabsorvem fluidos da corrente sanguínea. Quando ocorre a falta desse hormônio ou quando os rins não podem responder a ele, os fluidos passam direto pelos rins e são eliminados pela urina. É assim que uma pessoa com diabetes insipidus perde muito líquido e sente muita sede.

Nos casos em que a diabetes insipidus se deve à falta de produção ou liberação do hormônio antidiurético, ela é dita diabetes insipidus central, neurohipofisária ou neurogênica. Quando se deve ao fato de que os rins deixam de responder a ele é chamada diabetes insipidus renal ou nefrogênica. Essa diferenciação é muito importante, porque embora os sintomas principais sejam os mesmos em ambos os casos, o tratamento é muito diferente.

Quais são as causas da diabetes insipidus?
A diabetes insipidus central ocorre por anormalidades no eixo hipotálamo-hipófise. As principais causas são:

Lesões cirúrgicas acidentais do hipotálamo ou da hipófise.
Traumas que afetam o sistema nervoso central.
Tumores do sistema nervoso central.
Diabetes insipidus autoimune.
Causas genéticas.
Anorexia nervosa.
Encefalopatias por deficiência de oxigênio.
A diabetes insipidus renal ocorre por anormalidades nos receptores dos túbulos renais, que não conseguem responder ao hormônio antidiurético. As principais causas são:

Alterações genéticas dos receptores dos túbulos renais.
Uso crônico de lítio.
Hipercalcemia (cálcio sanguíneo elevado).
Hipocalemia (potássio sanguíneo baixo).
Amiloidose renal.
Síndrome de Sjögren.
Existe uma terceira forma de diabetes insipidus, transitória, que ocorre durante a gravidez, porque a placenta de algumas grávidas produz uma enzima que inativa o hormônio antidiurético circulante, a qual desaparece após o parto.

Quais são os principais sinais e sintomas da diabetes insipidus?

Muitos dos sintomas da diabetes insipidus são similares aos da diabetes mellitus, mas não ocorre hiperglicemia (taxa elevada de açúcar no sangue). Uma das primeiras manifestações da diabetes insipidus costuma ser a noctúria (aumento da urina à noite), pela perda de capacidade de concentração da urina no período noturno. A apresentação clínica mais típica ocorre com poliúria (aumento do volume urinário) epolidipsia (aumento da ingestão de água) e sede intensa. Raramente há problemas de visão, como são comuns na diabetes mellitus. Na maioria dos pacientes com diabetes insípidus renal hereditário, as manifestações ocorrem desde a primeira semana de vida. Na diabetes insipidus central hereditário, a manifestação pode ocorrer após o primeiro ano de vida ou na adolescência. Nos adultos, nos casos de diabetes insipidus central, o início dos sintomas costuma ser súbito e insidioso nos casos renais. Normalmente, o excesso de diurese continua durante o dia e a noite nos portadores da diabetes insipidus e com frequência estes pacientes sofrem desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos às vezes graves. Em crianças pode haver interferência no apetite, no ganho de peso e no crescimento, bem como febre, vômitos ou diarreia.

Como o médico diagnostica a diabetes insipidus?

A história clínica é de grande importância. Em casos genéticos a história familiar mostrará um tipo de herança mendeliana. O diagnóstico pode ser confirmado por um teste de restrição hídrica seguido da administração subcutânea de desmopressina, um análogo sintético da vasopressina. O teste consiste em medidas das osmolalidades plasmática e urinária. Em geral ocorre:

Osmolalidade sérica maior que urinária.
Densidade urinária geralmente menor que 1,006 durante a ingestão hídrica.
Incapacidade de concentração urinária com a restrição hídrica.
Hipernatremia.
Um diagnóstico diferencial deve ser feito em relação a:

Polidipsia psicogênica.
Diurese osmótica.
Diabetes mellitus
Potomania de cerveja.
Como o médico trata a diabetes insipidus?

No caso de diabetes insipidus central o tratamento se baseia na reposição do hormônio antidiurético sintético por via oral ou intranasal. No caso da diabetes insipidus renal o tratamento é feito com a suspensão do lítio que eventualmente vinha sendo tomado ou correção dos distúrbios do cálcio e do potássio, porventura existente. Nos casos genéticos o tratamento deve ser feito com dieta pobre em sal, diuréticos tiazídicos e anti-inflamatórios.

Como evolui a diabetes insipidus?

Pessoas adultas com diabetes insipidus podem permanecer saudáveis por décadas desde que a ingestão de água seja suficiente para compensar as perdas urinárias.

Nota: As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Fonte: ABC Med