segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Consumo excessivo de açúcar é um vício difícil de combater

Um estudo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism demonstrou que o consumo de bebidas adoçadas com açúcar, e não com adoçantes artificiais, inibi a secreção de cortisol induzida por estresse.

Trata-se de um estudo intervencionista, do qual participaram 19 mulheres com idade entre 18 e 40 anos, com índice de massa corporal entre 20 – 34 kg/m². A intervenção consistiu no consumo de uma bebida adoçada com sacarose ou com aspartame, 3 vezes ao dia, durante duas semanas. Os autores avaliaram o cortisol salivar e as respostas cerebrais ao teste de estresse (Montreal Imaging Stress Task – MIST).

Os resultados demonstraram que, comparado ao aspartame, o consumo de sacarose foi associado com uma redução no cortisol induzido por estresse. Além disso, o consumo de açúcar, mas não o consumo de aspartame, foi associado com uma maior ativação do hipocampo, que é tipicamente inibida durante o estresse agudo. Ou seja, o açúcar inibiu o estresse induzido pela desativação no hipocampo.

Os autores afirmam que tanto a resposta disfuncional do sistema de estresse quanto o alto consumo de açúcar são preocupantes pois ambos estão associados à obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

“Nossos resultados fornecem novas evidências sobre o link fisiológico entre consumo de açúcar e reatividade do cortisol ao estresse”, concluem.

Autor(a)Alweyd Tesser (Pesquisadora no Laboratório de Nutrição e Cirurgia Metabólica do Aparelho Digestivo (Metanutri - LIM 35) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo)
Fonte: Nutritotal

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Cafeína Reduz Risco de Câncer de Mama

Um estudo publicado na revista Breast Cancer Research demonstrou que a alta ingestão de café com cafeína pode estar associada a um menor risco de desenvolvimento de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa, em comparação ao café descafeinado.

Com o objetivo de verificar a associação entre o consumo de chá e café com o desenvolvimento do câncer de mama, pesquisadores de um importante estudo europeu, multicêntrico e prospectivo (o estudo EPIC, do inglês European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition) avaliaram o questionário alimentar de 335.060 mulheres com idade entre 25 e 70 anos.

Os questionários foram preenchidos entre 1992 e 2000 e as mulheres foram acompanhadas até 2010. Nesse período foram diagnosticados 1064 casos em mulheres pré-menopausadas e 9.134 em pós-menopausadas. As análises do consumo de café foram realizadas por subgrupos: com cafeína ou descafeinado.

Bhoo-Pathy e colaboradores observaram que o consumo de café com cafeína e diminuiu o risco de câncer de mama em mulheres pós-menopausadas. Os autores também verificaram que o aumento da ingestão de café com cafeína foi relacionado a um menor risco de desenvolver um tipo específico de câncer de mama, receptor de estrogênio e progesterona negativo (ER-PR-). No estudo, para cada 100ml de aumento na ingestão de café com cafeína, o risco de câncer de mama ER-PR- diminuiu em 4%.

O consumo de chá e de café descafeinado não foram associados com risco de câncer de mama em mulheres pré ou pós-menopausadas, assim como na pré-menopausa, nem o café cafeinado e nem o descafeinado apresentaram associação com o câncer de mama.

Os nossos resultados mostram que a maior ingestão de café com cafeína está associada a uma redução no risco de câncer de mama na pós-menopausa”, concluem os autores.

A seguir, uma tabela com a quantidade de cafeína em algumas bebidas e alimentos.


Abaixo, um quadro que mostra alguns "possíveis" efeitos da cafeína.


Autor(a): Alweyd Tesser
Fonte: Nutritotal